Uma forma diferente de resolver problemas

Quase sempre, quando temos um problema, consultamos o Google ou o manual da ferramenta que estamos a utilizar. Contudo há problemas para os quais não há manual nem experiências reparadoras com registos na internet e nessas alturas, se queremos ver os problemas resolvidos, temos de apelar á nossa criatividade.

São momentos em que as ideias se cruzam na nossa mente e que, por força de colisões e combinações, dão origem a novas ideias que se candidatam a soluções dos nossos problemas. Este turbilhão de ideias gera um ambiente de festa, de cor e de música para a nossa vida.

As pessoas que vivem a “festa” da criatividade estão em constante conflito de ideias que lhes proporciona novas oportunidades para experimentação e alarga o seu âmbito de conhecimento.

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Então se nós queremos ser criativos e participar nessa festa vamos começar com alguns passos de dança:

Vamos esquecer o princípio de que só os outros têm opinião e que só os outros são criativos. Vamos lançar as nossas ideias e afirmá-las como válidas expondo-as ao debate.

Vamos proporcionar um ambiente de confiança para que haja um jogo de ideias divertido e participado.

Vamos desligar a nossa censura interna e vamos produzir em quantidade, sem estarmos constantemente a dizer “não serve”, “não vale a pena” ou “não é boa ideia”.

Vamos tornar essas ideias tangíveis através da construção de protótipos e vamos pensar com todos os nossos sentidos. Os nossos protótipos são instrumentos de validação dos nossos pressupostos e de aprendizagem.

Vamos conviver com as regras porque elas são constrangimentos que alavancam criatividade. Vamos quebrá-las ou ultrapassar os limites se as soluções estiverem para além das fronteiras impostas pelo meio ambiente.

Vamos desempenhar os papéis de todos os que intervêm ou participam na nossa ideia como forma de percebermos profundamente quais são as suas necessidades e para sabermos como podemos resolver os seus problemas.

Vamos divergir para termos o máximo possível de variáveis em jogo e vamos convergir para encaixar a melhor solução no problema definido.

Se transportarmos estas orientações para uma organização o resultado pode ser uma boa surpresa.

Isto é, quando as organizações procuram desenvolver um clima de criatividade estão também a procurar desenvolver ambientes de confiança e de aceitação de risco.

Nós sabemos que quer a confiança quer o risco estão intimamente ligados com o medo e por isso estamos perante duas situações que podem ser antagónicas:

Por um lado, quanto menos riscos são assumidos por nós, menos hipóteses temos de falhar, e portanto sentimos menos medo em investir no desenvolvimento de uma ideia. Mas, uma ideia que envolve pouco ou nenhum risco, é sinónimo de cópia ou de falta de originalidade, pois a noção de risco está ligada ao desconhecido, à descoberta e à originalidade.

Por outro lado quando existe um clima de confiança, o sentimento de responsabilidade está fundido com o sentimento de reconhecimento e de recompensa. Este sentimento pode ser um gatilho para despoletar fluxos de criatividade ou pensamento divergente.

Seja qual for a origem das novas ideias que surgem numa organização, o seu destino é transformarem-se em inovação, seja ela referente a produtos serviços ou processos.

Para iniciar uma jornada de inovação os promotores das ideias devem sentir-se confortáveis com o nível de confiança existente, sob pena de não produzirem energia suficiente para a caminhada. O percurso exige paixão e um forte acreditar nas capacidades individuais e da organização.

Uma das etapas mais divertidas e frutíferas do desenvolvimento de ideias é a experimentação, etapa que nos permite testar o nosso conceito, ou verificar se a nossa imaginação se encaixa numa realidade desejada.

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