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A era das novas oportunidades em conhecimento

A aprendizagem social e o desenvolvimento das tecnologias da Web 2.0 participativa e colaborativa criaram novas oportunidades que emergem rapidamente.

O construtivismo que procura explicar que o desenvolvimento da inteligência humana é determinado pelas acções recíprocas entre o indivíduo e o meio., construtivismo social e, mais recentemente, conectivismo, fazem deslocar o controlo da aprendizagem para o aluno, formando ou aprendiz.

Na prática, essa mudança de centro, deve-se ao desenvolvimento das novas tecnologias, que permitiram não só, o controlo aos indivíduos, mas também a possibilidade de construção de conteúdos.

E porque a Web 2.0 possibilita um sem número de interacções, a qualquer momento e em qualquer lugar, as preocupações de transferência de conhecimento são agora fundadas na incerteza.

Essa incerteza recai agora sobre o ensino, aprendizagem, as organizações aprendentes e os seus colaboradores.  

As respostas que são solicitadas requerem velocidade e adaptabilidade, tal é a diversidade das questões e condicionais, levantadas por uma população em constante conexão. São indivíduos ávidos de conhecimento e que construíram uma base dinâmica de absorção.

O pouco não chega, o bastante não existe e o bom tem de ser em tempo real.

Isto significa que a mudança traz agilidade e as organizações no tratamento da informação têm que criar novas competências.

Onde se têm verificado maiores atrasos na adaptação às potencialidades da Web 2.0 é na estrutura física das organizações que promovem a transferência de conhecimento. O mundo já assistiu a problemas idênticos com a revolução industrial e está agora a sentir com as TI.

Eventualmente, só que, após um período de exploração, é que vamos começar a compreender, como as novas ferramentas exigem uma reformulação das estruturas físicas existentes.

Entretanto e face às condições existentes, conexões em rede e novas tecnologias, vejamos algumas dificuldades acrescidas:

Nós, não podemos continuar a gerir a quantidade de conhecimento existente em nós mesmos. Passamos a lidar baseando-se com redes de pessoas e de tecnologia.

As novas competências que temos de adquirir devem responder às exigências da interacção e funcionamento, caracterizados pela diversidade e, simultaneamente continuamos a gerir o “conhecimento tradicional”.


Fomos e continuamos a ser qualificados com base em experiências comprovadas no passado e o que pretendemos são competências para o futuro. Qualificação não significa competência e competência significa dar resposta eficaz em tempo útil.

As interacções e as possibilidades de construção de conteúdos levantam ainda questões de identificação e validação da informação.

Se é certo que os curricula têm algum valor, também é certo que muitas vezes ele significa o que “eu fui” capaz de fazer e, não o que eu sou capaz de fazer ou construir. Isto acarreta dúvidas sobre a origem da informação recebida na Web 2.0 e sobre a sua validade ou veracidade. Novas estratégias têm de ser criadas para a acreditação do conhecimento.

As estruturas físicas referidas atrás tinham um papel importante na humanização do conhecimento. O espaço aberto agora criado levanta algumas interrogações sobre esse aspecto, para quem ainda se preocupa com isso!

As novas oportunidades? Será? Ou novas elites? Comente!

Meios de comunicação

“Se dessa maneira contas o teu conto, Sancho – Diz Don Quixote -, repetindo duas vezes o que dizes, não acabarás em dois dias: di-lo de seguida e conta-o como homem de entendimento, e se não, não digas nada.” – Miguel Cervantes –“Don Quixote de La Mancha.

A cognição ou processamento de informação é hoje trabalhada a nível interdisciplinar envolvendo não só a filosofia como a psicologia, neurociências, linguística, antropologia, sociologia, inteligência artificial, educação, etc., e logo arrasta consigo interrogações para as quais procuramos resposta.

Os canais de comunicação são cada vez mais variados e quase feitos por medida para os utilizadores. Já não importa só a distinção entre comunicação verbal e não verbal, embora seja ainda um refúgio para tentar explicar algumas anomalias ou desvios processuais na comunicação entre os indivíduos.

Cogito!

A Web 2.0 veio trazer fluxos de informação quase ininterruptos e em tempo real que deixam o nosso poder de decisão ou escolha muito frágeis. Está na altura de desenvolver novas competências para poder administrar a informação e a transformar em conhecimento.

Os nossos quadros de referência já se assemelham a velharias sem os atributos de antiguidades. A informação não encontra em nós, terreno onde possa florescer, porque não mondamos, não adubamos nem podamos os nossos campos de recepção. Os nossos neurónios estão preguiçosos.

As dificuldades introduzidas pela forma como a informação é veiculada só serão atenuadas com a chamada Web 3.0 onde a semântica poderá dar resposta ao significado exigido no que recebemos.

Entretanto, quando abordamos comunicação não presencial, à escrita ou à voz podemos sempre adicionar a imagem, não conseguindo no entanto o impacto sempre real de uma presença física e de uma observação global.

Duvido, logo penso, logo existo – Dubito, ergo cogito, ergo sum (Descartes) – e nada do que é humano me é indiferente.

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Mudança de comportamento ou novos comportamentos?

 O foco na mudança de comportamento deve ser orientado para a aprendizagem de novos comportamentos.

Numa estrutura tradicional os recursos humanos tem como um dos seus objectivos integrar a formação na actividade profissional dos colaboradores da organização.

Em tempo de mudança é necessário que não o deixe de fazer.

Cientes de que um comportamento aprendido é moldado por uma abordagem intrínseca e por motivações evasivas, à medida que mudam os estímulos assim muda o comportamento, os RH devem facilitar essa aprendizagem alinhada com a estratégia da empresa ou organização.

Não é possível aprender um comportamento complexo de uma vez. Em vez disso, o processo deve ser construído ao longo do tempo por peças simples.

Qualquer novo comportamento é difícil de concretizar.

Os colaboradores receiam mostrar os seus resultados. Um clima facilitador torna-se urgente e a utilização de “empowerment” do riso ou humor torna-se útil. Fazer os outros rir e rir de si próprio sem nunca rir dos outros. Existem algumas técnicas para dar poder ao humor.

[slideshare id=1781806&doc=introtobehavioraldesign-090728144656-phpapp02]

Nem sempre as “regras” e a “moral” são aliadas da aprendizagem.

Um resguardo desse ambiente pode promover criatividade. A criatividade não é só de alguns, ela precisa é, de um meio ambiente favorável, para se desenvolver, qual colónia de bactérias. Também a aprendizagem necessita de um meio rico que pode ser implementado pelos RH. Não basta um lanche de confraternização, é necessário um banquete de motivação.

Um dos caminhos que os RH devem começar por indicar na condução dos recursos é a combinação da intuição com a razão.

A inovação, fundamental para a capacidade competitiva de uma empresa e do seu negócio, necessita dessa combinação. Poder descobrir caminhos que ultrapassam a razão, com atitudes menos explicáveis mas fundamentadas numa experiência não perceptível, pode ser um acto inovador.

Aprender uma nova forma de tomar decisões. Fazer coincidir aquilo a que se aspira com o que é possível.

A Web 2.0 para o departamento de RH pode ser vista como um conjunto de serviços interactivos, cujo correio é a Web, que permitem aos colaboradores o assumir maior responsabilidade pela sua própria experiência dentro da organização.

Ainda em fase de transição, para que seja bem sucedida, é importante que os RH percebam que a incorporação da Web 2.0 na sua organização significa como fornecer as ferramentas e que os RH estão a criar uma cultura de direito”.

Com a Web 3.0, começar-se-ão a usar as ferramentas que temos para a acção, uma ferramenta que é uma “extensão do homem”. É colaboração, e é focada nas pessoas, não é cega pela tecnologia.

Até lá os Recursos Humanos terão de ser, também, a complementaridade humana, para a eficácia da utilização das redes de sociais e de conhecimento.

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Há setenta anos atrás (aproximadamente) foi assim:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=YTvU9j3og5k]

Vejamos agora as previsões mais optimistas de Eric Schmidt – CEO  da Google numa análise de Marshal Kirkpatrick – RedWriteWeb:

  • Daqui a cinco anos a internet será dominada por conteúdo em língua chinesa.
  • Os adolescentes de hoje são o modelo de como a web funcionará  em cinco anos – eles saltam de app para app (application) sem problemas.
  • Cinco anos é um factor de dez em Lei de Moore, O que significa que os computadores serão capazes de muito mais nessa altura do que são hoje.
  • Dentro de cinco anos  haverá banda larga bem acima de 100MB de desempenho – e as distinções entre a distribuição de TV, rádio e web vão-se embora.

  • “A informação em tempo real é tão valiosa como todas as outras informações”. Existem muitas empresas além de  Twitter e Facebook a trabalhar em tempo real.
  • “Nós podemos indexar informações em tempo real, agora, mas como poderemos classificá-las?”
  • É por causa dessa mudança fundamental, no sentido da informação gerada  pelo utilizador, que as pessoas vão ouvir mais outras pessoas do que as fontes tradicionais. “Aprender a classificar” é o grande desafio da época.
  • ” Schmidt acredita que o Google pode resolver esse problema.

Clique aqui para ouvir a entrevista!

A Inovação passa também pela gestão do conhecimento.

Informação não é conhecimento, assim como dados não são informação, só por si!

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…- “Não chegues tarde que eu fico preocupada!”, dizia minha mãe quando eu saía à noite!

Faz tempo! Faz tempo que “Ela” não me diz nada a esse respeito, porque à noite…!

– ..Não chegues tarde que ela está por aí!

-Ela , quem?

– A Web 3.0!!

Ainda estamos com a preocupação de entender (conhecer) a Web 2.0, quais as suas reais capacidades, quais as oportunidades e quais as verdadeiras ameaças e já sonhamos com a semântica.

Agora que falamos em dirigir o nosso pensamento para a aprendizagem, o treino, os negócios sejam eles para hoje ou para daqui a dez, vinte anos, já temos ferramentas que ajudam a orientar as nossas intenções.

Serão elas que nos guiam ou seremos nós que num acto de criação as produzimos de forma a acrescentar valor aos nossos projectos de trabalho e educação?

È um pouco longo este conjunto de slides,que a seguir apresento, mas gostava de o partilhar, como mandam, aliás as regras da boa educação na Web 2.0.

 

 

 

[slideshare id=1718687&doc=web-3-0-the-semantic-web-090714041600-phpapp02]

A velocidae a que a informação é por nós recebida obriga-nos a uma gestão eficaz. Só assim será conhecimento!

E se quero atingir a sabedoria terei de aplicar esse conhecimento nas experiências a que for sujeito no meu dia-a-dia!

Seja feliz! Seja sábio!

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