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Ou transformar informação em conhecimento

 

Eu acho que as coisas, produtos ou serviços deviam andar sempre de mãos dadas com informação ou podem ser quase exclusivamente informação. Mas será que isso acontece?

Como utilizador ou consumidor eu gosto e preciso de coisas úteis, usáveis, eficientes, eficazes e acima de tudo de coisas que eu deseje muito.

As boas coisas, para mim, são aquelas que servem para satisfazer as minhas necessidades desde as mais básicas até àquelas que me fazem sentir livre e apaixonado.

Para isso, essas coisas além de serem úteis elas devem ser simples e intuitivas no manuseamento ou utilização e devem estar disponíveis sempre que necessário produzindo sistematicamente resultados esperados.

Devem ser coisas que eu desejo porque me transmitem alegria, bem-estar e soltam as amarras dos meus sonhos.

Mas passemos ao mundo real!

A criação e execução de produtos e serviços, que satisfaçam as minhas ou nossas exigências, requerem uma abordagem interdisciplinar que se fundamentam principalmente na observação das interacções (envolvimento) entre as pessoas e os bens ou serviços.

Isto é importante para aferir do significado que as coisas têm para os utilizadores ou consumidores e na minha opinião o pensamento design é a via indicada para o conseguir, pois permite através das equipas interdisciplinares ver os problemas ou identificar as necessidades por meio de várias lentes.

Mas as coisas para chegarem ao seu destino precisam de execução e isso implica uma convergência entre os negócios e o pensamento design.

Pensar design não é um exclusivo  dos designers, é global. É dos designers quando assumem essa forma e quando tentam convergir para as pessoas. Há necessidade de uma aprendizagem de ambos os lados, designers e negócios. Daí a preocupação existente, nas escolas, para o desenvolvimento de competências, detectadas como fracas ou muito fracas. Essas competências referem-se a capacidades de interacção em equipas interdisciplinares e com consumidores ou pessoas de negócios.

Pensar design é uma maneira de, pensar em fazer algo numa dimensão que representa uma nova experiência de aprendizagem para todos, não só para os pensadores design e para os utilizadores, mas sobretudo para as pessoas de negócios.

Como diz Neumeier, não podemos decidir entre uma e outra, temos que desenhar a via para a frente.

A diferença entre estes dois modos de fazer as coisas é significativa. O modo de decidir assume que as alternativas já existem (estudo de casos), mas decidir será difícil. O modo design assume que novas opções têm de ser imaginadas (usando o processo design), mas uma vez imaginadas, decidir será fácil.

Para Garr Reynolds existem quatro formas através das quais as empresas podem aprender com designers:

Abraçar as restrições. Os pensadores design trabalham com restrições (tempo, orçamento, localização, materiais). Identificar suas limitações e não criam a solução perfeita, mas a melhor solução, dadas as restrições.

Assumir um risco. Os pensadores design estão confortáveis com a noção de que pode estar errado, mas experimentam e tentam novas abordagens.

Perguntam tudo. Os pensadores design fazem inúmeras perguntas que podem levar à questão de direito – o que levará à resposta correcta.

Não é uma questão de ferramentas, é sobre ideias. Os pensadores design de diversas áreas passam muito tempo longe de ferramentas do tipo “nova tecnologia”, usando papel e lápis para esboçar as suas ideias.

Ainda no mundo real, se nós focarmos a nossa atenção nos serviços, actividades em constante expansão, nós podemos verificar o quão fácil pode ser a convergência entre design thinking e negócios.

Será que o design serviço pode ignorar as empresas tradicionais?

Como pode o design serviço incorporar a dinâmica empresarial existente?

“Se perguntar a dez pessoas o que é design de serviço, acabará com onze respostas diferentes – pelo menos.

Design de serviços é uma abordagem interdisciplinar que combina diferentes métodos e ferramentas de várias disciplinas. É uma nova forma de pensar ao contrário de uma nova disciplina académica autónoma. Design de serviços é uma abordagem evolutiva, isto é particularmente evidente no facto de que, por enquanto, não existe uma definição comum ou uma linguagem claramente articulada de design de serviços. [Stickdorn, 2010, 29]”

Que caminhos devemos seguir para potencializar as experiências vividas?

A experiência tem uma palavra a dizer! Conte-nos