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Imitação, invenção e inovação

 

“Começamos a vida humana como caçadores e colectores, onde o contacto com outras pessoas, parentes e não parentes, era o centro da vida humana, social e moral. Comece por dar as mãos e falando, cara a cara, lembrando a nossa história evolutiva comum, bem como a importância da natureza humana. “ Marc Hauser.

Hoje quando falamos em inovação verificamos que ela está em toda parte, mas falamos principalmente em tecnologias. Contudo a inovação está também nos serviços ou noutros domínios como sociologia, economia e gestão e nas artes.

De colectores passamos a inovadores, isto é, encontramos uma linguagem que dá sentido às ideias e às práticas de hoje a que chamamos inovação, novas ideias e a sua implementação por contraposição com o passado.

Deixamos uma actividade confortável de recolha da produção da natureza para mergulharmos num actividade de constante desafio aos problemas que entretanto surgem. Começamos por inventar e agora com a inovação, mais do que procurar uma diferenciação da invenção procuramos acrescentar valor á criação.

De caçadores passamos a actores intervenientes e interactivos, numa relação homem/máquina onde a palavra sustentabilidade deveria andar de mão dadas, tal como as pessoas, com a inovação.

As tecnologias de informação e a comunicação podem levantar agora problemas se pretendemos seguir os conselhos de Marc Hauser e ”de mãos dadas, falando, cara a cara” e se pretendemos um desempenho mais sustentável e procuramos o bem-estar das pessoas.

Muitas pessoas abraçaram a inovação como consumidores ou utilizadores sem evoluírem do “modo colector” ou “caçador”.

São grandes grupos de pessoas que inundam as lojas nos lançamentos das novidades, perseguindo, quase sem controlo, a aquisição de um novo bem.

São grandes grupos de pessoas, adquirem bens, posteriormente não rentabilizados e mesmo desnecessários, um após outro, como é o caso de telemóveis ou auscultadores.

Para evoluir precisamos de:

– Facilitar a execução e promover a utilização de nova tecnologia de forma sustentável.

– Avaliar e melhorar a tecnologia para o uso das pessoas centrando a inovação nas suas necessidades.

– Desenvolver e melhorar os ambientes virtuais para novas formas de interacção, formação e entretenimento.

– Avaliar as consequências das novas tecnologias para as pessoas no seu desempenho diário e consequente bem-estar.

– Fazer com que as pessoas contribuam para todos os tipos de tecnologia baseada em problemas vivenciais, sociais e organizacionais, com visão crítica e soluções criativas, isto é, promovendo a co-criação.

– Fazer com que as pessoas exerçam a um nível desejado e satisfatório o controle sobre seus ambientes tecnológicos.

E se acharmos que este é um desafio demasiado grande para nós, comecemos então por lembrar o que Tim Sanders escreveu:

Aqui está uma técnica que uso para levantar-se para os desafios da vida: uma experiência de sucesso recolhida do meu passado que é semelhante à situação que estou a enfrentar. Logo antes de eu entrar no palco ou na sala de conferências para o discurso ou a apresentação, eu carrego na minha mente consciente uma vitória anterior, incluindo o medo, a preparação, o momento de rotação e um emblema visual da vitória. Então eu digo a mim mesmo, “você é hoje tão bom como você era, e esta situação não é mais difícil.”  

O resultado é poder, confiança e fluxo. Eu ataco situações que poderiam me obrigar a ir devagar até que eu tenho algumas vitórias no meu cinto. Em alguns casos, a minha confiança é contagiante, inspirando outros na minha equipa a subir também. Eu nunca falho com a degustação do sucesso. Tim Sanders

 

Será que isto é possível?