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O relato do nosso futuro

Se olharmos para trás e percorrermos os momentos de que nos queremos lembrar, damos conta que o que aconteceu deu origem ao que somos hoje.

Não importa a atribuição de responsabilidades pelos bons e maus momentos, porque esses momentos foram vividos e deixarem um rasto que assinala o caminho percorrido.

Uma história é um facto envolto numa emoção que obriga a uma acção que transforma o nosso mundo.

Verdade é que ao fazermos esse relato, olhando para o passado, ele não surge sempre da mesma maneira. Haverá alturas em que o passado parecerá mais sorridente e outras em que os maus momentos prevalecem.

Mas se olharmos para o futuro e quisermos fazer o nosso relato, o relato do que vai acontecer, também não evitamos o passado. O passado determinou o caminho até aqui, e condiciona a tomada de decisão para o futuro, quanto mais não seja pela negação de vivências desagradáveis, que não devem ser repetidas.

É a construção da nossa história!

Aquele acidente de automóvel que sofri, sem danos físicos, vem à memória e lembra que no futuro, ou não compro um carro com aquelas características, ou ando mais devagar!

Desta forma o nosso relato torna o futuro menos incerto porque nos previne e nos dá ferramentas para desenvolver o nosso projecto.

E se o nosso projecto é fazer com que a nossa ideia seja adoptada por outros então contamos uma história convincente.

Podemos complementar os dados numéricos a apresentar com exemplos, histórias, metáforas e analogias para tornar as nossas posições vivas. A utilização da cor dada pela história conjugada com uma linguagem da palavra viva, empresta uma qualidade convincente e tangível ao nosso ponto de vista.

Nós sabemos contar a nossa história como emoção e somos capazes de a transmitir a quem nos ouve. Com a história da ideia passa-se a mesma coisa, contamos a nossa ideia de dentro para fora e fazemos com que todos os elementos se encaixem uns nos outros, para que o efeito seja máximo e provoque as emoções que procuramos nos outros.

Uma ideia que se pretende inovadora, por exemplo, tem de ser transmitida com paixão. É o calor dessa paixão que faz vibrar os nossos ouvintes, leitores ou espectadores.

A história tem um herói que está sempre presente na história, e que não é o relator. Um herói que está sempre a olhar para os nossos interlocutores.

A história contem a adversidade, que é necessário ultrapassar. É o anti-herói mascarado de barreira ou dificuldade. É familiar da objecção de quem nos ouve.

A história tem momentos e alguns são para reflectir, chamar a consciência, a razão de forma a fazer prevalecer a nossa ideia.

A história é mudança e transformação. É a incorporação de um desejo, que transforma um incrédulo num seguidor.

Ao contar histórias sobre as nossas ideias, colocamo-nos a par de quem os ouve ou nos lê, criamos um sentimento de confiança que permite o desenvolvimento da ideia e fazemos com que os outros façam parte da nossa história.

Conte lá!

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Quando o conhecimento esbarra.

Nós já nos conhecemos!?

Esta expressão tão comum, e por vezes tão útil, encerra dois aspectos importantes no relacionamento entre pessoas. Um é o conhecimento, o outro, é a empatia.

Nós sabemos que a empatia é uma capacidade individual, que reside no interior da pessoa. No relacionamento só se coloca entre as pessoas, como uma propriedade que emerge da sua interacção, isto é a empatia só surge quando de facto há uma troca. Para que esta troca se realize, temos de usar a nossa capacidade de entender as intenções e os desejos dos outros e consequentemente de nos relacionarmos bem em sociedade.

É a inteligência social que nos permite a troca, e isso é útil para as organizações onde realizamos trabalho, pois o conhecimento deve ser socializado.

O conhecimento em si, quando encerra apenas os dados pessoais de dois interlocutores não apresenta, normalmente, grandes transtornos.

No entanto nós sabemos que maioria das empresas têm muitas informações espalhados departamentos dentro delas. O conteúdo que (deveria ser saber) está contido em vários sistemas, pastas e unidades de armazenamento, o que não permite a sua gestão.

As organizações que pretendem ter sucesso e prosperar nesta nova economia, deverão fazer incidir os seus esforços no alavancar, informações essenciais e bens humanos, para repensar as suas abordagens à gestão do conhecimento.

Uma atitude social face ao conhecimento permite um aumento de produtividade e de satisfação nos colaboradores da organização.

Só alguns dados para reflexão; oitenta e cinco por cento dos trabalhadores de “secretária”, dizem não ser capaz de aceder à informação certa, no momento certo, o que é um desperdício de tempo. Havendo um bom clima social e ferramentas baseadas nas novas tecnologias, os funcionários podem concentrar o seu tempo nas suas competências próprias, e focar o objectivo do negócio, em vez de perder tempo a procurar e validar informação.

Estamos dentro de um ambiente, em que temos pessoas, tecnologias ferramentas e com que nos envolvemos. Se considerarmos todos estes elementos como parte de uma estrutura dinâmica do conhecimento, quando percebermos como a usar, a comunicação torna-se eficaz, de tal forma que se torna invisível para nós, e o conhecimento passa a colaboração. A nossa inteligência social está então posta à prova.

Numa abordagem final,  a descoberta rápida, com alta qualidade, da informação relevante, melhora a eficácia organizacional e cria um ambiente propício para outras aventuras. A aventura da descoberta, da criatividade e da inovação.

Um ambiente limpo no domínio da informação, inspira e cria espaço para desenvolver a nossa auto-consciência emocional e melhorar o relacionamento interpessoal.

É fácil entender as intenções e desejos dos outros? Diga lá!

É a dose que faz o veneno!

“Como um dos empresários mais respeitados do Silicon Valley, Marc Andreessen é um conhecedor do que ele chama de “porn produtividade”, ou técnicas para maximizar a produtividade pessoal.

Mas nos últimos meses, o Sr. Andreessen – um fundador da Netscape Communications e, mais recentemente, Ning, que permite aos usuários criar suas próprias redes sociais – ficou encantado com um fornecedor improvável: Timothy Ferriss, um individuo jovem, pela primeira vez motivado, autor de Long Island, cujo currículo inclui passagens como uma, kickboxer competitivo e campeão do tango.

As lições de negócios do Sr. Ferris, com foco em cortar informações inúteis, foram compiladas, a partir dos seus seis anos, a administrar, uma empresa de nutrição para desportos, modesta, que vende, principalmente através da Internet, suplementos utilizados por atletas para aumentar a velocidade de reacção e potência muscular. Sr. Andreessen, um astro nos círculos de tecnologia, não parece se importar-se.

Jason Hoffman, um dos fundadores da Joyent, que projecta softwares baseados na Web para pequenas empresas, pediu aos seus funcionários para cortar as mensagens instantâneas e largar as aplicações multi-tarefas. De repente, disse Hoffman, dos resultados, suas noites são livres. De repente a segunda-feira, não se sente tão esmagadora. “. The New York Times Por ALEX WILLIAMS

Este artigo do N Y Times demonstra bem a necessidade de uma boa gestão de informação, para garantir estabilidade e alguma qualidade de vida.

Parar para pensar ou sair fora da caixa para ver a maré vazar. É a observação constante, conhecimento empírico ou aprendizagem informal, que permite aos pescadores, saber quando podem pescar.

É o excesso de informação que mata a curiosidade e a falta de discernimento.

A ocupação abusiva do tempo não permite cuidar da saúde física e mental. A nossa e a dos outros.

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O conhecimento é material?

Uma das primeiras características da materialidade é que a matéria é sempre limitada, ou seja, a quantidade de matéria, num determinado local e em determinadas condições, é limitada.

O conhecimento não pode pertencer a todos? Não pode, sequer pertencer a muitos?

A humanidade tem uma determinada quantidade de conhecimentos à sua disposição, mas nem toda a gente o possui. O conhecimento possui qualidades completamente diferentes conforme a dosagem da sua aquisição ou internalização é tomado em grandes quantidades ou pequenas quantidades.

O conhecimento “complexo” aumenta todos os dias e novas competências são exigidas a nível pessoal, dos grupos e das organizações. Os níveis de competências são alterados à medida que a dificuldade e a complexidade aumentam.

Face à grande variedade de informação aumenta a dificuldade na tomada de decisão. A avaliação da qualidade e sustentabilidade da informação torna-se mais complexa.

As consequências são um alargamento de competências gerais e uma dependência de peritos ou especialistas.

A utilização e a transferência do conhecimento tornam-se mais importantes e extensíveis às actividades económicas e sociais.

A incerteza dissemina-se.

Aumentar a complexidade num ambiente aberto e dinâmico, como temos hoje, exige um desenvolvimento excepcional de flexibilidade e adaptabilidade dos indivíduos e organizações. Estamos perante um cenário de desenvolvimento de competências e de crescimento de intensidade do conhecimento.

Num sistema complexo e envolvente de conhecimento intensivo, os agentes que nele participam têm não só de aprender, como também de aprender a aprender e sobretudo a adaptar-se e a criar algo de novo.

A crescente intensidade do conhecimento na nossa vida, é expressa na passagem do poder físico e destreza para o processamento e avaliação de ideias, da manipulação de materiais para os símbolos, da acção para o intelecto.

O fluxo de conhecimento precede o fluxo de dinheiro. Aplicação do conhecimento gera riqueza material. Conhecimento, sob a forma de capital intelectual, é um trunfo para ser cultivado e partilhado.

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A velocidade e a criatividade

 

Num trabalho realizado pela equipa de Teresa Amabile refere-se que quando as pessoas acreditam que são mais criativas sob pressão dos prazos, eles não são. Parece ser verdade também que pouca pressão não favorece a criatividade.

A pressão do tempo parece realmente ter um impacto importante sobre a criatividade, apesar de à primeira vista parecer o contrário. No trabalho realizado os participantes observados deram provas de pensamento criativo pouco significativo quando pressionados com o tempo, mas manifestavam, no entanto, um sentimento mais criativo nessas alturas.

Parece ser algo contraditório! O sentido não corresponde ao realizado! A motivação é um dos factores que interage neste cenário.

Quando há pressão de tempo e pensamento criativo – Num projecto ou numa “missão” os colaboradores de uma organização estão focados e protegidas, têm um sentimento de estar a fazer um trabalho importante. Há motivação intrínseca.

Quando há pressão de tempo e não há pensamento criativo – Os colaboradores não tem foco, andam distraídos, estão ocupados em pedaços de actividades e passam o tempo em reuniões à procura da “luz”. Há stress.

Baixa pressão do tempo e pensamento criativo – A colaboração centra-se numa pessoa, em vez de várias, beneficiado a exploração em detrimento da resolução de problemas. A motivação não está direccionada.

Baixa pressão sem pensamento criativo – Reduzido nível de trabalho colaborativo, mais reuniões com várias pessoas, pouco incentivo para a criatividade. Não há motivação. (adaptado de Heads-Up!)

As restrições de tempo podem ser reais ou o produto da nossa própria ambição e imaginação. Por vezes com a falta de dinheiro, num curto período de tempo, pode ajudar-nos a ser “o especial” super-criativo e produtivo. Amabile também refere que há indivíduos que tem uma boa performance sob pressão.

Uma das vantagens das restrições de tempo é que permitem evitar a armadilha de perfeccionismo. Suficientemente bom é melhor do que nada, mas não permite alcançar a excelência.

A velocidade pode ajustar-se em áreas que vão desde, software para conteúdos pagos, até à arte.

É uma abordagem do tipo “Preparar! Pronto? Disparar!”

“No mundo do software, desenvolvimento ágil é uma abordagem para engenharia de software que promova o desenvolvimento de todas interacções do ciclo de vida do projecto. Por outras palavras, o software é desenvolvido, divulgado e melhorado através de adaptação regular ao gabarito e às circunstâncias em mudança.” – SEO Copywrinting 2,0 – Coppyblogger

O grande benefício da velocidade é o facto de verificarmos o fracasso mais cedo. O fracasso é crucial para a inovação. Há menos tempo gasto com a ideia errada é há mais tempo para pôr o hemisfério cerebral direito a funcionar.

Acima de tudo a velocidade, ao provocar o fracasso, permite libertar lixo que produzimos e que de outra maneira seria guardado para complicar a gestão do conhecimento.

Guardar porque investimos muito tempo da nossa vida e temos pena de deitar fora, não poupa tempo no futuro, apenas atrasa o que tem pernas para andar.

É tempo de conhecer!

“Crescemos, mas não mudamos.

Ficámos mais refinados, mas no fundo seguimos como se fossemos como quando éramos pequenos, criaturas que esperam ansiosamente que lhes contem outra história e mais outra.” – Paul Auster

Deixa que te conte!

O nosso conhecimento do passado é resultado da percepção, da memória e da inferência (conexão indirecta entre assuntos), no sentido de que estas são respostas a perguntas do tipo “Como e por que meio é que nós sabemos?”

Há outras maneiras de encontrar respostas, por exemplo, através de um relatório ou de um depoimento.

É passado, é o tempo!

Já o nosso conhecimento do futuro não tem em si nenhum elemento de memória ou a percepção. É portanto mais difícil de encontrar o conhecimento do futuro.

Normalmente, podemos saber mais sobre um hora no passado do que de uma hora futura, embora seja impossível conhecer todas as horas passadas, por exemplo, aqueles em séculos passados.

O futuro traz consigo um desafio interessante através da Semântica formal que é a área de estudo de ciência da computação e que se preocupa em especificar o significado (ou comportamento) de programas de computador e partes de hardware.

A semântica é complementar à sintaxe de programas de computador, que se preocupa em descrever as estruturas de uma linguagem de programação.

E tudo isto é informação!

E as pessoas não gostam de semântica formal. É um tema que dá dores de cabeça.

As pessoas gostam de histórias.

Os cientistas são pessoas.

Os cientistas gostam de histórias.

Um papel é uma história. O papel diz, à sua maneira, a história de anos de trabalho. Como foi a construção de conhecimentos, como se elaboraram projectos com hipóteses falsificáveis. Como se chegou a determinados resultados comunicados pelo laboratório ou como foi penoso encontrar o equilíbrio entre esses resultados e os cânones e dogmas instituídos pelo poder que controla o conhecimento.

A história fala-nos de tempo consumido para produzir informação, de tempo gasto para gerar conhecimento e das vantagens do tempo passado para prever o tempo futuro.

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