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Dois pontos de vista diferentes mas semelhantes do sonho

Muitas vezes sentimos desconforto e até um aperto no peito quando não conseguimos imprimir ação às nossas ideias ou quando os nossos sonhos parecem desfazer-se como uma pequena duna de areia junto à rebentação das ondas do mar.

Estes são os sonhos de longa duração que servem de alimento a propósitos e por isso são energia constante ao nosso dispor.

Os outros são os nossos sonhos que servem funções emocionais e sociais de adaptação à nossa vida em constante evolução, e estão relacionados com os nossos desejos ou necessidades de resolver conflitos.

Os sonhos permitem que, cada um de nós coloque junto alguns pedaços da vida, para dar significada a um todo.

Os sonhos são altamente visuais e muitas vezes ilógicos por natureza, o que os torna maduros para o tipo de pensamento “out-of-box” de que necessitam alguns problemas.”

São uma roteiro para as “viagens” que concebemos e por isso são aproveitadas de forma magistral por quem quer “vender” uma ideia.

Uma ideia que contém em si uma combinação de um apelo emocional com as nossas características próprias mas que também tem em nós um promotor, consumidor ou utilizador subconsciente em potência.

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Mas ser-se promotor, num determinado ponto da viagem, ou consumidor, noutro ponto, de uma nova ideia ou da sua materialização implica um processo de mudança que contem em si três coisas relacionadas entre si:

A primeira é a sensação, que se refere ao processo de sentir o nosso meio ambiente.

A segunda é a perceção, isto é, a nossa forma de interpretar essas sensações e, portanto, de dar sentido a tudo que nos cerca.

A terceira, o meio ambiente (ou comunidade) que está repleto de fontes de emoções diversificadas e de fontes de informação que podem criar em nós alguma insegurança na definição do caminho para as nossas ideias ou sonhos.

Nestas alturas é preciso descobrir a informação relevante com o auxílio de filtros refinadores de significado.

Tanto nas organizações (meio ambiente) como a nível individual a grande e importante deficiência que envolve a nossa ação é a falta de informações relevantes. O papel de todos os que nos rodeiam é tentar iluminar os dados espalhados e transforma-los em algo relevante, como informação, conhecimento e compreensão.

Só ficaremos sábios se houver compreensão, se houver empatia. Só teremos, ou aceitaremos, ideias brilhantes, para iluminar o nosso caminho se elas satisfizerem as nossas necessidades e as da nossa comunidade.

O que procuramos é que, todos os que interagem connosco façam parte dessa lente que amplifica a leitura e define os nossos problemas realçando as nossas necessidades.

Partilhar um sonho, significa conciliar os pontos de vista. E porque um sonho é…

Eu penso que os sonhos e o sono REM tem provavelmente evoluído mais para serem úteis para a realidade como em muitas das coisas em que nosso pensamento é útil…,

É apenas tempo extra para pensar, e por isso, potencialmente qualquer problema pode ficar resolvido durante o mesmo, mas é o tempo de pensar no estado em que é muito visual e mais solto em associações, por isso temos evoluído para usá-lo especialmente para trabalhar sobre esses tipos de problemas.”

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