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If we are happy we may be overly generous!

Cognitive dissonance suggests that our actions seem to be higher than the conditions in which decisions were taken.

When we face a situation our mind does a previous search without taking into account the emotions of the moment passed.

This means we do not “deduct” the effects caused by emotions in decision making carried out before and therefore we are influenced positively or negatively in the new situations we face.

In organizations, emotions cover areas of study such as theory of humor, emotional work and the theories of affective events and emotional intelligence. The evolution of these four areas has significant implications for organizational behavior.

Organizational structures are now less rigid and more dynamic. The interactions extend outside the physical boundaries of organizations through social networks and others, where emotions are showed bounded to different cultures.

Workplace emotions are now a major area of development thinking and practice of management.

The future, which is today, brings more and more emotions that have a special role in creativity and innovation.

Are we seeing a new renaissance?

“Thanks to the Medici family and a few others like them, sculptors, scientists, poets, philosophers, financiers, painters and architects converged on the city of Florence. There, they met, learned from each other, and broke down barriers between disciplines and cultures. Together, they forged a new world based on new ideas – what became known as the Renaissance. As a result, the city became the epicenter of the creative explosion, one of the most innovative eras in history. ”
Frans Johansson The Medici Effect

In our days Internet is a virtual Florence, where diversity reigns, where we report emotions and where we communicate new experiences, successes, mistakes and failures.

The sage and researchers who were confined in their fields are now forced to strip their wax coating and share their joys and sorrows, but also their successes and failures, i.e., knowledge.

Research is more emotional when shared in interdisciplinary teams, providing greater flow of creativity and giving timely responses.

Experts cheer with its vertical and horizontal growth, i.e. more and more its dominance is consolidated by the intersection of different perspectives. But also more and more are no longer isolated gaining a general knowledge that hitherto was deficient.

The language moves toward globalization removing barriers and codices.

“When you step on an intersection of fields, disciplines or cultures, you can combine existing concepts in an extraordinary number of new ideas.” – Frans Johansson

 

 

O papel da diversidade e das emoções nas organizações

 

Se estamos felizes, podemos ser excessivamente generosos!

A dissonância cognitiva sugere que as nossas acções parecem ser maiores do que as condições em que as decisões foram tomadas.

Quando enfrentamos uma situação a nossa mente procura um precedente sem levar em conta as emoções do momento passado.

Isto significa que não “descontamos” os efeitos causados pelas emoções em tomadas de decisão efectuadas antes e somos influenciados positiva ou negativamente nas situações novas com que nos deparamos.

As emoções nas organizações abrangem áreas de estudo como a teoria do humor, trabalho emocional, a teoria dos eventos afectivos, e inteligência emocional. A evolução destes quatro domínios tem implicações significativas no comportamento organizacional.

As estruturas organizacionais são hoje menos rígidas e mais dinâmicas. As interacções estendem-se para fora das fronteiras físicas das organizações através das redes sociais e outras, onde as emoções se revelam vinculadas a diferentes culturas.

No local de trabalho as emoções são agora, uma das principais áreas de desenvolvimento do pensamento e da prática de gestão.

O futuro, que é já hoje, traz mais e mais emoções que têm um papel especial na criatividade e inovação das empresas.

Estaremos a assistir a um novo Renascimento?

“Graças à família Medici e alguns outros como eles, escultores, cientistas, poetas, filósofos, financiadores, pintores, arquitectos convergiram sobre a cidade de Florença. Ali, encontraram-se, aprenderam uns com os outros, e quebraram as barreiras entre as disciplinas e culturas. Juntos, forjaram um novo mundo baseado em novas ideias – que ficou conhecido como o Renascimento. Como resultado, a cidade se tornou o epicentro da explosão criativa, uma das eras mais inovadoras na história.”
Frans Johansson, O Efeito Medici

A internet é uma Florença virtual, onde a diversidade impera, se relatam emoções e se dão a conhecer novas experiências, sucessos, erros e fracassos.

Os sábios e investigadores que viviam enclausurados nos seus domínios são hoje obrigados a despir o seu revestimento de cera e a partilhar as suas alegrias e tristezas, mas também os seus sucessos e insucessos, isto é, conhecimento.

A investigação é mais emotiva quando partilhada em equipas interdisciplinares, trazendo maior fluxo de criatividade e dando respostas mais atempadas.

Os especialistas rejubilam com o seu crescimento vertical e horizontal, isto é, cada vez mais o seu domínio é consolidado pela intersecção de diferentes perspectivas. Mas também cada vez mais deixam de estar isolados ganhando um conhecimento generalista que até agora não possuíam.

A linguagem caminha para a globalização.

“Quando se pisa uma intersecção de domínios, disciplinas ou culturas, é possível combinar conceitos existentes num número extraordinário de novas ideias.” – Frans Johansson

(Texto em Português depois deste)

A story of our future

If we look back and go down to the moments that we want to remember, we realize that what happened led to what we are today.

No matter the assignment of responsibilities for the good times and bad, because those moments have been played out and leave a trail marking the path.

A story is a fact wrapped in an emotion that requires an action that transforms our world.

The truth is that in doing this story, with hindsight, it appears not always the same. There will be times when the past will seem brighter and others where the bad moments stand out. It has something to do with the environment or with recent experiences.

But if we look to the future and we want to do our report, the report of what will happen we do not avoid the past.

The past has determined the way up here and makes the decision for the future, not least by attempting to deny the unpleasant experiences that should not be repeated. It is as simple as avoiding making the same mistakes or a matter of learning.

It is the construction of our story!

That car accident I suffered, without injury, comes to mind and remember that in future I will not buy a car with those features or I drive slower!

Thus our story makes the future less uncertain because it warns us and gives us tools to develop our project.

And if our project is to make our idea being adopted by others, or developed by us in collaboration with others, then we must tell a compelling story about the qualities of our beautiful idea.

Our idea is dressed for success and we can complement the figures to present, with examples, stories, metaphors and analogies to make our positions alive.

The use of the “color” given to the story together with language of the living word, lends a compelling and tangible quality to our point of view.

We know how to tell our story with emotion and we are able to transmit to those who listen to us. With the story of the idea goes to the same thing, we have our idea inside out and make sure that all elements fit each other so that the effect is to cause maximum and the emotions that we seek in others.

An innovative idea that is intended, for example, must be transmitted with passion. It is the heat of passion that thrills our listeners, readers or viewers.

A story always has a hero who is present in the story and that is not the rapporteur. That’s a hero who through our words is always looking to our partners.

The story contains situations or times of adversity which it is necessary to overcome. It is the masked anti-hero barrier, difficulty or embarrassment. It’s the familiar objection, often present but silent on who hears us.

The story has moments and some are to reflect, to call the conscience or reason in order to enforce our idea.

The story is about change and transformation. It is the embodiment of desire that transforms an unbeliever in a follower.

By telling stories about our ideas, we make ourselves aware of who hears or reads, we create a sense of trust that allows the development of the idea and make sure others are part of our story and follow us in the route to success.

Storytelling is not a secret is the ability to feel and be felt!

You have got an idea?

 

 

Se eu quiser que a minha ideia seja inovação, conto uma história!

A história do nosso futuro

Se olharmos para trás e percorrermos os momentos de que nos queremos lembrar, damos conta que o que aconteceu deu origem ao que somos hoje.

Não importa a atribuição de responsabilidades pelos bons e maus momentos, porque esses momentos foram vividos e deixarem um rasto que assinala o caminho percorrido.

Uma história é um facto envolto numa emoção que obriga a uma acção que transforma o nosso mundo.

A verdade é que ao fazermos esse relato, olhando para o passado, ele não surge sempre da mesma maneira. Haverá alturas em que o passado parecerá mais sorridente e outras em que os maus momentos sobressaem. Tem um pouco a ver com o meio ambiente ou com experiências recentes.

Mas se olharmos para o futuro e quisermos fazer o nosso relato, o relato do que vai acontecer, também não evitamos o passado.

O passado determinou o caminho até aqui, e condiciona a tomada de decisão para o futuro, quanto mais não seja pela tentativa de negar as vivências desagradáveis e que não devem ser repetidas. Tão simples como evitar cometer os mesmos erros ou uma questão de aprendizagem.

É a construção da nossa história!

Aquele acidente de automóvel que sofri, sem danos físicos, vem à memória e lembra que no futuro, ou não compro um carro com aquelas características, ou ando mais devagar!

Desta forma o nosso relato torna o futuro menos incerto porque nos previne e nos dá ferramentas para desenvolver o nosso projecto.

E se o nosso projecto é fazer com que a nossa ideia seja adoptada por outros, ou desenvolvida por nós com a colaboração de outros, então teremos de contar uma história convincente, sobre as qualidades da nossa belíssima ideia.

A nossa ideia está vestida de sucesso e podemos complementar os dados numéricos a apresentar, com exemplos, histórias, metáforas e analogias para tornar as nossas posições vivas.

A utilização da “cor” dada pela história conjugada com uma linguagem da palavra viva, empresta uma qualidade convincente e tangível ao nosso ponto de vista.

Nós sabemos contar a nossa história com emoção e somos capazes de a transmitir a quem nos ouve. Com a história da ideia passa-se a mesma coisa, contamos a nossa ideia de dentro para fora e fazemos com que todos os elementos se encaixem uns nos outros, para que o efeito seja máximo e provoque as emoções que procuramos nos outros.

Uma ideia que se pretende inovadora, por exemplo, tem de ser transmitida com paixão. É o calor dessa paixão que faz vibrar os nossos ouvintes, leitores ou espectadores.

Uma história tem sempre um herói que está presente na história e que não é o relator. Um herói que, através das nossas expressões, está sempre a olhar para os nossos interlocutores.

A história contem os momentos ou situações de adversidade, que é necessário ultrapassar. É o anti-herói mascarado de barreira, dificuldade ou constrangimento. É familiar da objecção, muitas vezes presente mas silenciosa em quem nos ouve.

A história tem momentos e alguns são para reflectir, chamar a consciência ou a razão, de forma a fazer prevalecer a nossa ideia.

A história é mudança e transformação. É a incorporação de um desejo, que transforma um incrédulo num seguidor.

Ao contar histórias sobre as nossas ideias, colocamo-nos a par de quem os ouve ou nos lê, criamos um sentimento de confiança que permite o desenvolvimento da ideia e fazemos com que os outros façam parte da nossa história e nos acompanhem na rota do sucesso.

Contar histórias não é um segredo é a capacidade de sentir e fazer sentir!

Tem uma ideia?

(Este artigo foi revisto e traduzido de um artigo meu anterior)

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A tão desejada sabedoria!

 

Já falei de sabedoria e inteligência prática, ou da nossa capacidade de resolver problemas, ultrapassar obstáculos e adaptar a novos modelos e tendências.

A sabedoria, perde-se na falta de memória ou na teimosia de cometer os mesmos erros e assumir os riscos desnecessários. Assistimos a ciclos de euforia e desânimo com uma serenidade que não tem a ver com sabedoria, antes representa uma certa falta de consciência.

Os reinados de euforia correspondem literalmente a estratégias cedidas por analistas que focam dados apenas de sucesso. A sabedoria contempla evolução e contextos para tomar decisões em relação ao futuro. A sabedoria não é unicamente um julgamento sensato do passado, ela indica o “bom” caminho a percorrer no futuro.

A sabedoria, para um indivíduo ou uma organização, é algo que representa os valores irradiados na rede de conexões da pessoa, grupo ou organização. Sabedoria não é um conjunto de intenções.

A sabedoria não é estudar e identificar as melhores práticas, mas sim reconhecer as necessidades das pessoas e construir algo para a sua satisfação. As boas práticas, mesmo no contexto adequado, repetem falhas. As boas ideias alavancam inovação e foco no desenvolvimento sustentado.

A sabedoria não é um dom, nem se confina a um conjunto de iluminados. A sabedoria é saber distribuir o poder energético gerado pelas emoções, de modo a amplificar alegrias e satisfações.

A sabedoria não é um conjunto de tácticas bem pensadas, na utilização de uma estratégia oportuna para se atingir um fim. A sabedoria é ter tempo para ser sábio com despreocupação e construir algo de novo, útil e com simplicidade no uso.

A sabedoria é saber reflectir e fazer perdurar os pontos altos do que se faz. A sabedoria não é ser capaz de fazer um pouco melhor que os outros.

A sabedoria é elegância, simplicidade e compreensão. A sabedoria não é o uso da força, para provocar sentimentos ou emoções, para delinear caminhos indutores ou para desculpar atitudes impensadas.

A sabedoria não é a preocupação com a máxima rentabilidade e com a possibilidade de vitória sobre a concorrência. A sabedoria é implicar os custos à razão de ser do equilíbrio, sem utilizar estratégias de manipulação de embalagem.

A sabedoria é não procurar exemplos à nossa volta, mas dar o exemplo.

A sabedoria é ser capaz de manter uma atitude respeitada pelo respeito que se tem pelos outros, procurando não ser dono da verdade ao aprender a qualquer hora e em qualquer momento. A sabedoria não é o recolhimento na cátedra da investigação, sem partilha do conhecimento e sem abertura à mudança.

A sabedoria é saber ser, sem nunca esquecer que os outros também são!

(Fonte inspiração: Umair Haque)

Sabia? Ou não concorda?

Sabedoria no julgamento!

O conhecimento especializado, permite-nos fazer julgamentos sobre matérias específicas e, assim dessa maneira, aconselhar, consentir ou negar a actuação sobre as coisas.

Os conselhos sobre questões difíceis e incertas da vida, não são oriundos da mesma estrutura em qualquer parte do globo. Nos países asiáticos, por exemplo, não se encara a sabedoria da mesma forma que na chamada cultura ocidental.

A sabedoria, é um conceito rico de significado histórico e cultural e os factores isolados da sabedoria “tradicional” de sabedoria, quando trabalhados podem ser utilizados para construir uma nova sabedoria mais prática e adaptada às exigências de julgamento do século XXI.

A nova sabedoria pode ser vista, como um conjunto das competências dos adultos, algo semelhante à sua inteligência prática.

A inteligência prática é o conjunto dos conhecimentos adquiridos ao fazer as actividades diárias, através de diversos meios. É a arte de fazer a coisa certa e no momento certo, ou aplicar o conhecimento certo na hora certa. Não é um conhecimento transferível.

Hoje fala-se muito em sucesso, porque é uma preocupação generalizada na sociedade. Toda a gente quer e precisa de sucesso face á facilidade com que se é comparado.

Através da Web 2.0 descobrimos, sem cansaço ou grande pesquisa, que existem no mundo global milhares de especialistas e gurus em qualquer área. São os sábios do séc. XXI.

Uns são pessoas de sucesso, outros querem ser. Cada um de nós é detentor de um potencial de êxito e talvez por isso aceitemos que o nosso interlocutor é um sábio, sem levantar reservas.

O sucesso através da sapiência requer experiência e inteligência prática. Sabedoria com utilidade!

É verdade que, o monopólio académico de sabedoria foi rei e senhor no quotidiano das pessoas e das empresas. Hoje face à uso generalizado das novas tecnologias o conhecimento ultrapassou essas barreiras académicas e há já uma troca de sinergias entre os dois domínios.

Isto porque foi sentida a necessidade (curiosidade), de conhecer e responder às necessidades das pessoas. Foi nessa altura que a inteligência prática ganhou estatuto ao invocar para si a criatividade.

A necessidade da “hora” e na “hora, veio trazer uma combinação suave de inteligência analítica, criativa e prática. A nova sabedoria!

Para se ser sábio é absolutamente vital que pratiquemos a sabedoria. Não se criam competências sem exercício, e se assim não fosse as novas tecnologias não teriam sido assimiladas pelas diferentes culturas. É a inteligência prática que nos ajuda a preencher o vazio que é exigido para o sucesso, eu é alcançado ao fazer julgamentos mais certos.

A inteligência prática já foi considerada pelas organizações como um dos factores de maior importância para o preenchimento de lugares nas suas estruturas. Não importa tanto que disciplinas frequentaram as pessoas, mas sim o que são capazes de fazer.

É esta inteligência prática a que se fazia referência em dactilografia e hoje se pede em Word ou Excel. A noção de que as pessoas adquirem o conhecimento sem consciência do que está sendo aprendido é reflectida no local de trabalho quando se fala de conhecimento tácito.

Outra diferença essencial entre a inteligência prática e outras, referenciadas com QI e QE ou QA é, que enquanto o conhecimento académico é saber factos, inteligência prática é saber “como”.

Sternberg descobriu que a melhor maneira de identificar a inteligência prática é pedir às pessoas para relacionar exemplos de sucesso, ao resolver problemas no trabalho, através de habilidades que tinha aprendido ao fazer o seu trabalho no seu dia-a-dia.

E de prática, como é que está? Conte!

A nossa cara face ao conhecido e ao desconhecido

Se observarmos de forma sistemática a cara das pessoas, verificamos que existe uma gama limitada de movimentos, e que as expressões apresentam diferenças muito pequenas, para possibilitar grandes diferenciações. Só com muita observação se detectam pequenos detalhes que, frequentemente, fazem a diferença.

Alguns rostos, são mal entendidos por possuírem traços, vincados pelo tempo e experiências, que não correspondem às emoções sentidas pelas pessoas. Outras vezes, certas expressões assemelham-se, a expressões já observadas noutras pessoas e situações, mas que nada tem em comum. É um processo de observação e conhecimento que carece de ser refinado.

As expressões faciais têm principalmente uma função comunicativa e transmitem algo sobre as intenções ou estados internos de uma pessoa, daí usar-se a palavra expressão para representar as emoções que sentimos.

Fisiologicamente a expressão facial, não predominantemente voluntária, é resultado das posições dos músculos do rosto. Estes movimentos transmitem o nosso estado, aqueles que nos rodeiam e fazem parte da nossa comunicação não verbal. A estreita ligação entre a emoção e a expressão, também, pode traduzir situações particulares, como o facto de, ao assumir voluntariamente uma expressão, poder realmente causar a emoção associada.

O nosso conhecimento não passa exclusivamente pela colecta de informação escrita, seja ela digital ou não. A recolha de informação no relacionamento pessoal é muito mais abrangente do que aquela que é realizada por entreposta pessoa ou via Web.

O conhecimento do ambiente, envolvente à situação, onde uma expressão corporal é manifestada, traduz um significado mais real daquilo que se pretende transmitir.

Algumas expressões, que nos fazem questionarem, a razão de ser:

Expressões de alegria são facilmente e universalmente reconhecidas, e são interpretados como transmissão de mensagens relacionadas com a fruição, o prazer, uma atitude positiva, e simpatia.

O ser possuidor de conhecimento induz alegria.

As expressões de tristeza são frequentemente concebidas como opostas, por causa da acção dos cantos da boca ser o oposto. Não é assim tão simples como prece!

A ausência de conhecimento, pode causar tristeza.

Expressões de raiva, são muito frequentes hoje, dada a quantidade de situações que nos provocam frustração.

A raiva nada tem a ver com conhecimento.

As expressões de medo também cresceram no ranking da comunicação não verbal. Situações mais comuns de insegurança pessoal levam ao crescimento dessas expressões.

O medo é muitas vezes resultado de falta de informação.

As expressões de surpresa, infelizmente, são mais frequentes por falta de conhecimento, do que pela descoberta feliz de algo novo. Muitas situações inesperadas resultam da falta de preparação ou descuido.

A criatividade proporciona surpresa e alavanca conhecimento.

Muitas outras expressões poderiam ser focadas aqui, para entendermos melhor o significado que está subjacente às palavras que ouvimos ou lemos. Entre elas incluem-se o desprezo, a vergonha e o susto.

Mas há uma, que eu gosto particularmente de exercitar, o riso.

O riso é uma expressão visível e audível que revela o aparecimento de felicidade. Resulta de piadas, cócegas ou outro tipo de estímulos, Ou um sentimento de alegria para dentro (rindo por dentro). Na maioria dos casos, é uma sensação muito agradável, excepção feita ao cinismo.

O riso é um mecanismo que todos temos. O riso é global. Existem milhares de línguas, centenas de milhares de dialectos, mas todos riem da mesma maneira. As crianças riem, mesmo antes de falar.

Saber rir, não é conhecimento, é sabedoria!

Sorria e diga-me como é! Comente!

Um equilíbrio desejado

Os cientistas veteranos, os gestores experientes ou ainda os sábios que frequentaram as escolas informais podem partir a sua sabedoria, em pedaços passíveis de gestão, e ensinar competências específicas com a sabedoria associada, às gerações mais novas ou que lhes sucedem.

As pessoas têm estilos de aprendizagem individuais, e seleccionam a informação de acordo com as suas preferências ou disponibilidades receptoras. Foi assim que a sabedoria se foi construindo e é assim que ela poderá ser transmitida.

Há no entanto, um resultado que se confunde ou assemelha à sabedoria, a intuição.

A definição padrão da intuição é “conhecimento adquirido de alguma coisa sem o uso do raciocínio ou dos cinco sentidos básicos”. Encontramos ao longo do tempo, muitas decisões que fizeram sucesso com base em palpites, percepções, visões ou sentimentos.

Que tipo de sabedoria é esta? Será que eu sou intuitivo ou apenas funciona o princípio do prazer?

Há termos similares como o sexto sentido, o discernimento ou o instinto. Quanto ao primeiro, gosto mais de o considerar na perspectiva tecnológica e imaginar a utilização de sensores extra nos dedos para não ter que teclar. Enquanto o instinto, é uma abordagem mais “animalesca”, o discernimento poderá ser a razão embebida em doses concentradas de atenção.

Por outro lado a intuição não é um processo consciente, bem como não é um procedimento por fases ou etapas que encontra bases de sustentação em lógica dedutiva ou indutiva. Verdadeiramente não é analítico.

A intuição resulta, pode portanto ser aprendida e treinada, de uma atitude constante de abertura à informação da capacidade de transformar essa informação em conhecimento. Manter uma postura de abertura, curiosidade e exercício face à informação, provoca a aplicação, pertinente e atempada, do nosso conhecimento, num processo de tomada de decisão.

A intuição deve ser levada com equilíbrio como se pode ver neste apontamento:

“A fim de conseguir uma interiorização da transferência de informações que ocorre entre os turnos de altos funcionários num departamento de emergência, observaram-se as passagens, entrevistaram-se médicos e distribuíram-se questionários. Descobrimos que, apenas considerando a transferência de “dados concretos”, como a taxa de pacientes cardíaca, pressão arterial, etc, pode ser insuficiente: a transferência de “dados subtis”, como a ambiguidade da intuição, também é um aspecto central neste tipo do ambiente de trabalho e vital para cobertura cruzada de sucesso. Nós descrevemos conceitos de design que apontam para a captura, visualização e transferência de intuição para o processo de passagem. Abordar a questão do apoio da intuição pode ser um desafio, mas também uma oportunidade gratificante para pesquisas de interacção humana/computador no apoio às passagens de cuidados de saúde.” Proceedings of the 18th Australia conference on Computer-Human Interaction: Design: Activities, Artefacts and Environments

Ser sábio é, o ser capaz de aplicar o conhecimento e alavancar o equilíbrio entre o consciente e o inconsciente.

Nascidos em …

O que vai acontecer nas nossas organizações, para reter a sabedoria acumulada dos Baby Boomers, nascidos entre 1946 e 1966, quando estes começarem a ir para a reforma?

Seria fácil ler rapidamente, todos esses anos de experiência, competências e conhecimentos, capazes de serem compreendidos pelas gerações mais novas, se tivessem sido gravados de forma simples e acessível.

Mesmo nessas condições, ainda teríamos de esperar pelo resultado de lutas incessáveis pela sucessão, no reino da sabedoria.

Alguma coisa precisa de ser feita, para facilitar a transferência de experiência e conhecimento de um “sábio” para um substituto menos experiente.

Além do pouco tempo disponível, para essa tarefa de sentar-se, com o detentor da sabedoria, acresce a complexidade da absorção, graças à engenhosa forma como a sabedoria foi construída. Os sábios não sabem explicar como chegaram à sabedoria.

No entanto a necessidade de transferência persiste, e ou continuamos o processo milenário de transferência, de boca a boca, ou encontramos um processo contínuo e sistemático para o fazer.

O que nós encontramos hoje, ao falar de mudança, é mais sobre a sabedoria que os funcionários possuem e utilizam e menos sobre o conhecimento.

Como é que uma organização retém, esta sabedoria na sua posse?

Através da narração e dos contadores de histórias. Uma história bem contada prende a atenção do ouvinte e logo proporciona a sua retenção.

Para a reter a sabedoria é necessário capturá-la e o que devemos procurar é:

A colecção completa das regras fundamentais que o detentor da sabedoria acumulou ao longo dos anos.

Uma lista, o mais abrangente possível, das suas ferramentas de trabalho.

O mapa de contactos e relacionamentos, bem como as formas, que o sábio utilizou enquanto conselheiro.

O plano que ele elaborou e utilizou para se cercar de talentos e de excelências.

As narrativas completas das suas experiências mais significativas e que lhe serviram de exemplo para desenvolver a sua sabedoria.

A descrição das competências utilizadas, e a forma como as aplicou face aos desafios com que se foi deparando.  

Um conto, onde cada capítulo, faz justiça aos aspectos mais relevantes da sua sabedoria, e onde se pode entender a dinâmica de crescimento que, ao longo dos anos, estruturou o conhecimento de forma a ser aplicado e passível de transferência.

Ninguém individualmente, ou nenhum pequeno grupo, pode ter esperança de fornecer todos os sábios necessários, a um projecto complexo.” D. Leonard/Walter Swap

Fontes – Deep Smarts – HBR e Linda Smiith – The Refirement Network

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Algumas coisas assumidas, mas dificilmente capazes de serem provadas.

O nosso quotidiano é construído de duas vivências distintas, trabalho e não trabalho, mas que comportam alguma coisa em comum.

Tanto nas organizações como a nível individual a grande e importante deficiência que envolve a nossa acção é a falta de informações relevantes.

O papel de todos os que nos rodeiam é tentar iluminar os dados espalhados e transforma-los em algo relevante, como informação, conhecimento e compreensão.

Só ficaremos sábios se houver compreensão.

Também sabemos, que qualquer um de nós, só necessita da informação que quer.

O que pedimos é, a todos os que interagem connosco, que nos maximizem a visão sobre os dados e sobre as nossas necessidades.  

Se não vemos não compreendemos.

Quando temos a informação que queremos, tomamos melhores decisões. Nestas alturas, pedimos a quem nos acompanha, que não estraguem a nossa gestão de tempo.

O tempo não é infinito.

Numa organização parece óbvio que uma melhor comunicação entre os responsáveis melhora o desempenho global. Também na esfera privada assim acontece. Havendo colaboração de todas as partes envolvidas, o conhecimento não fica retido em silos e o conhecimento dos processos é evidente.

Partilhar a visão, significa conciliar os pontos de vista.

Quase sempre, talvez a excepção seja a curiosidade, não precisamos entender como funciona um sistema de informação, mas tão só como o usar. Nós já sabemos o que, onde, quando e porquê procurar. O papel dos outros, nas organizações é o “como”.

Visão sem acção é um sonho! Acção sem visão é um desastre!

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Epistomofobia ou o medo do conhecimento

Quantas vezes tive medo de conhecer o resultado de uma análise ou,  o que significava determinada olhar?

O conhecimento do medo que temos nesta circunstância leva a um comportamento de rejeição, no sentido em que, evitamos a confrontação com o relato de acontecimentos ou a experimentação de consequências.

São reacções desagradáveis, caracterizadas pela ansiedade e que, quando vividas de forma intensa podem ser definidas como fobias.

O estímulo específico que provoca a reacção pode ser identificado.

O objecto temido, muitas vezes não, tem as qualidades perigosas esperada pelo indivíduo, o que isto significa, simplesmente, é que a intensidade da reacção de uma pessoa com fobia a um objecto é desproporcional ao perigo real.

O medo do conhecimento, quando vivido de forma intensa, também chamado de epistomofobia ou Gnosiofobia, pode ser resultado de um condicionamento ou de uma repressão.

Quando experimentamos ansiedade numa situação particular existe a possibilidade de a voltarmos a experimentar em situações futuras e deforma repetida. Por outro lado pensamentos, sentimentos ou emoções, considerados inaceitáveis, podem ser reprimidos e ao encontrarmos algo que simbolize o medo projectamos ansiedade.

O medo da informação (dados úteis) e do conhecimento (recolha adequada de informação), é verificável em muitas situações de suspeita de doença, aumento de peso, análise de situação financeira, cumprimento de obrigações, etc. É facilmente “resolvido” por “Eu não sabia, desculpe!”.

O medo do conhecimento e da sabedoria situa-se ao nível da confrontação do nosso saber com o dos outros. É verificável quando apresentamos os nossos pontos de vista e reconhecemos a necessidade de apoio de outras pessoas para aquilo que dizemos. É de alguma maneira falta de segurança na justificação das nossas propostas.

Se nos encontramos face a uma plateia alargada, o medo reveste-se de dois mantos. Por um lado temos medo de não ter conhecimento adequado e por outro temos medo da sabedoria de quem nos ouve.

O medo é a principal fonte de superstição e uma das principais fontes de crueldade. Saber vencer o medo é o princípio da sabedoria – Bertrand Russell

 

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É um prazer conhecer… 

Às vezes penso no exercício de representação que diariamente realizamos ao falar com as pessoas. 

Se estamos a falar com pessoas de quem não gostamos e elas não nos prestam atenção, o nosso papel é de loucos.

Se estamos a falar com pessoas de quem gostamos mas elas não nos dão atenção, elas estão a dar-nos “para trás”.

Se estamos a falar com pessoas de quem não gostamos mas estamos a ser pagos então, é trabalho.

Se estamos a falar com pessoas de quem gostamos e estamos a ser pagos, aí sim, é diversão.  

Estes pressupostas poderão ser úteis quando pretendemos atingir a sabedoria que segundo Russel Ackoff faz parte das categorias da mente humana: 

 Dados – Símbolos sem significado para além da sua existência.

Informação – Dados que são processados para serem úteis e cujo significado resulta de uma conexão relacional.

Conhecimento – Recolha adequada de informação cuja intenção é ser útil.

Compreensão – Processo que me permite sintetizar novos conhecimentos a partir do conhecimento que detinha anteriormente.

Sabedoria – Apela à moral, código ético. Faz perguntas para o que não tem resposta fácil. É o processo pelo qual nós discernimos o bem e o mal.  

Frank Zappa, em 1979, apresentava uma hierarquia um pouco diferente mas nem por isso menos sábia:

 Informação não é conhecimento,

Conhecimento não é sabedoria,

Sabedoria não é a verdade,

Beleza não é o amor,

Amor não é música,

E música é o melhor que há.

Quando enfrentamos uma situação nova, e procuramos uma resposta para discernir o bem do mal, a nossa mente procura um precedente sem levar em conta as emoções de momentos passados.

 De facto a música afecta as emoções das pessoas de maneiras diferentes.

Certos tipos evocam tristeza ou raiva, enquanto outros tipos de induzem sentimentos de bem-estar ou felicidade. A música é utilizada em várias definições para ajudar a definir o humor de um ambiente ou para melhorar uma experiência.

O poder da música afecta de forma continua as emoções das pessoas e motiva-as para a mudança ou para a unidade.

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