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Ao ver, olhei e…

Fomos ensinados a colocar uma grande importância na conclusão, mas há também uma grande sabedoria em saber parar.

Parar para ver o que se passa e o que aconteceu.

Ver e olhar, remexendo nos pormenores que são muitas vezes estímulos para a criatividade.

Parar para rir e encontrar alegria nas pessoas que trabalham connosco. Parar para pensar que há mudanças à nossa volta e que se traduzem em pessoas com necessidades diferentes daquelas que nos ensinaram como tendo prioridade em satisfazer.

Hoje a geração mais idosa tem idades nunca antes atingidas e para satisfazer as necessidades das pessoas com essa idade não temos a experiência para nos guiar.

É um ponto de honra: Nunca ninguém observou, viu ou olhou uma geração com essas características.

Há necessidade portanto de agir! Há necessidades que nunca foram sentidas, há emoções e à pessoas que apelam à nossa criatividade.

Não há idade para aprender nem para ser feliz.

As famílias mantêm a expectativa de soluções para resolver os problemas de idosos e das gerações futuras. Importa planear 2010 e anos seguintes para conciliar necessidades tão diferentes.

As escolas e os estabelecimentos de apoio a qualquer geração precisam de um novo design. Os cuidados de saúde são pioneiros nessas tarefas e todas as áreas ou ambientes que alimentam o bem-estar desses consumidores deverão procurar o seu próprio desenho.

A criatividade centrada nas pessoas é um caminho eficaz para encontrar soluções. Há que refinar grandes projectos, acessibilidades e provocar a simplicidade.

Pela aplicação da subtracção poder-se-á simplificar a utilidade de muitos produtos e serviços e torná-los portanto queridos dos consumidores. A usabilidade aliada à elegância cria satisfação e facilita as escolhas.

Refinar é um acto de transformação do supérfluo em necessário, do complicado em simples, do manual em nota, do inacessível em possível.

As organizações em que os seus membros comunicam entre si e tem abertura para o exterior são aquelas que estão prontas para os desafios da competitividade.

A tecnologia acelera sem discriminação e talvez por isso produza tanto resíduo não reciclável.

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Ter uma boa ideia já não chega!

Resultado de alguns processos de facilitação de geração de ideias aparece uma que se distingue e merece um aplauso. Ela está no pódio porque passou com nota máxima na avaliação incluindo o alinhamento com a estratégia da empresa.

Mesmo quando as métricas estão bem uma ideia mal executada pode falhar.

O problema pode estar no desenho físico do produto: muito pesado, muito grande ou muito complexo. Demasiadas incrementações num só pacote podem levar a realizações imperfeitas.

É importante que esse desenho tenha em conta as necessidades do consumidor e que implique uma participação activa deste e não um consumismo passivo.

Daniel Pink fala da Psicodinâmica da afluência e diz: “Uma vez as satisfeitas as nossas necessidades tendemos a olhar para experiências emocional e significativamente satisfatória.

DP

Muitos serviços e produtos já ultrapassaram a barreira das nossas necessidades.

 Segundo Tim Brown o Design tem o poder de enriquecer as nossas vidas ao comprometer as nossas emoções através da imagem, forma, textura, cor, som e cheiro.

Devemos usar a nossa empatia e conhecimento das pessoas para desenhar experiências que criem oportunidades para uma aliança e participação activa por parte do consumidor.

Isso consegue-se com a chamada “engenharia das experiências”

Ver, Planear, Actuar, Refinar, Comunicar.

É com base na observação e contacto com as experiências dos utilizadores que se preenchem paredes com apontamentos, fluxogramas, fotografias, etc., e se parte para um protótipo que é construído para nos ajudar a pensar.

Pensar design pode ser aplicado não só a produtos e experiências mas também ao processo de inovação.

Constrói-se uma cultura de experiência fazendo de todos, pensadores design. Para isso é necessário olhar para trás do genérico e desenhar as experiências vividas e percebidas como únicas para o consumidor.

Para uma ideia se transformar numa experiência tem de ser tratada com o mesmo carinho com que foi concebida.

Uma experiência de sucesso requer uma participação activa do consumidor. Essa experiência do consumidor que parece autêntica, genuína e forte deve ser trabalhada por empregados inseridos numa cultura de experiências. Cada pormenor deve ser desenhado com profunda reflexão e precisão.

“Não é uma coisa tão difícil de fazer. A parte mais difícil é dar o primeiro passo – rompendo com sua maneira habitual de trabalhar e sair para o mundo.” Tim Brown (em Fast Company-2007)

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