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Equipas e problemas

O nosso sucesso no mundo das organizações depende muito do nível de colaboração, que existe entre as pessoas que aí trabalham. Quer se trate de uma hierarquia ou de uma rede, ter o tipo certo de interação com as pessoas pertencentes a esses grupos é ter uma forma rápida e eficaz de trabalhar, como por exemplo num contexto de inovação.

Por muitas razões, a geração de ideias e a sua seleção é a parte mais emocionante da inovação. Mas para isso é necessário descobrir como o projeto deve funcionar, o que significa dedicar tempo e recursos (interagir) para garantir o seu sucesso.

Uma interação é uma espécie de ação que ocorre quando duas ou mais coisas ou pessoas produzem um efeito, uma sobre a outra.

Diferentes disciplinas apontam as interações como sendo sistemas que estão relacionados e interdependentes e onde é verificável que toda ação tem uma consequência.

Para a maioria de nós, atingir bons resultados na resolução de problemas ou satisfação de necessidades, significa precisar de aumentar o número de interações positivas que temos no nosso ambiente e reduzir as nossas interações negativas.

Mas quem são os outros intervenientes na resolução de problemas?

Quando interagimos, em grupos de trabalho, para definir problemas ou encontrar soluções devemos dedicar algum tempo para pensar sobre os restantes atores, sobre os seus pontos de vista e necessidades, bem como o melhor processo para atingir bons resultados na interação.

Para conseguirmos isso precisamos de ouvir mais do que estamos eventualmente habituados, principalmente se temos alguma ascendência hierárquica. Precisamos de ter uma postura de abertura e procurar compreender com profundidade as outras pessoas.

Trabalhar numa equipa é um processo de construção de interações que requer uma procura de compreensão constante.

Desenvolver uma compreensão empática significa observar e questionar!

Nós precisamos de pensar no final feliz que esta história vai ter e com esse final na mente vamos então construindo o caminho já com o auxílio de algumas respostas a perguntas que vamos elaborando.

Quem é o interlocutor, e o que é que ele precisa?

Existem formas de estar e ferramentas diferentes das nossas? Como podemos aproximá-los?

Quando procuramos interagir somos muitas vezes colocados em ambientes interdisciplinares o que proporciona abordagens distintas ao mesmo problema e obtermos bons resultados precisamos de imaginar um processo que incorpore o melhor das várias abordagens.

Perguntar não o que é verdade, mas o que poderia ser verdade, é o caminho das interações saudáveis.

Eu penso que muitos de nós têm consciência de que fomos treinados para preferir provas gerada por meios indutivos e dedutivos e desconfiar qualquer coisa que tenha dados não quantificáveis. Isto pode ser uma barreira para a construção de um trabalho colaborativo e de aprendizagem fruto da diversidade de interações.

Um aspeto importante da aprendizagem colaborativa é o movimento que se inicia com a assimilação e se dirige para a construção, ou seja, criar novos entendimentos com base em discussões que as pessoas tiveram.

As discussões podem trazer ânimos mais exaltados ou menos calmos e nessas alturas é prudente fazer algumas perguntas:

O que se pode fazer na ausência de provas, para apaziguar os ânimos?

Como elaborar um novo processo para trabalhar com este grupo e neste ambiente?

Como podemos realçar os pontos fortes das várias disciplinas ali representadas para alcançar um produto final melhor?

Será que as respostas a estas perguntas vão ser fundamentais para a construção do nosso protótipo de interações?

 “Temos soluções de protótipo e teste de produtos, serviços e experiências; por que não para interações?

Desenhe um processo e experimente-o. Teste-o. Obtenha feedback e refine-o. Traga a própria disciplina de prototipagem explicitamente para a discussão. Juntamente com os seus colegas, tente imaginar uma opção – uma resposta para o dilema que você enfrenta. O protótipo dessa opção assume a forma de uma história feliz do que poderia ser. Esquematize a história dessa opção e, em seguida, pergunte:

O que teria que ser verdadeiro para nos fazer dessa história uma realidade?

Como se poderia testar para ver o que realmente é verdade?

O que, se não fosse verdade, nos impediria de escolher esta opção?

Explore e teste essas opções para refinar seu protótipo.” – Roger Martin and Jennifer Riel,

Os grupos de trabalho para se tornarem em equipas ágeis e dinâmicas têm, como facilmente constatamos, que passar por momentos de divergência e de convergência. Os momentos diferem claramente quando se trata de uma equipa dentro de uma organização ou da construção de raiz de uma equipa como sucede frequentemente no trabalho em projetos.

A empatia e a aceitação do que pode ser são duas posturas fundamentais para a viabilidade funcional das equipas que integramos.

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