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Uma mudança apetecida

Para sermos bem-sucedidos no futuro precisamos de entender que as paisagens que aí vêm são rapidamente mutáveis e por isso temos que desenvolver as nossas capacidades de navegação.

O futuro é um mar aberto que nos obrigará a reavaliar continuamente as nossas competências e a rapidamente reorganizar os recursos disponíveis para desenvolver e atualizar essas competências.

O futuro será acima de tudo adaptação e aprendizagem ao longo da vida.

A maioria de nós preparou-se arduamente para o futuro que esperávamos, e no entanto as coisas não estão a funcionar como tínhamos planeado.

Isto é verdade se vocês foram demitidos, se são recém-licenciados da faculdade e que se sentem em subempregos, ou se são um gestor a enfrentar convulsões constantes no trabalho, mesmo sendo o chefe, porque está a lutar com tecnologias disruptivas e novos concorrentes que aparentemente vieram do nada para vencer na vossa indústria.”

Mesmo noutros escalões etários a construção de um futuro que um dia imaginamos poder realizar, desmorona-se mediante a força das tempestades da mudança e da incerteza, e por isso, cada vez mais a aprendizagem é um bem de longuíssima duração.

Ontem ao fim do dia e hoje durante a madrugada e manha, o território nacional foi surpreendido, embora com alguma previsão á mistura, por ventos muito fortes e chuva intensa. Estavam lançados os alertas e previa-se uma espécie de “muito mau tempo” mas sobre as consequências só ouvimos falar depois de passada a tempestade e chegada a bonança.

Por todo o País se relatam os efeitos do temporal, mas aquilo que mais nos afetou cá em casa foi uma coisa “aparentemente simples”: “O terreno onde estava instalada a casa abrigo do motor de água aluiu e engoliu casa e equipamento”.

Moral desta história: Temos estado a preparar há já algum tempo as melhores condições para ampliarmos a cultura de tomates e pimentos da “Horta do Sol” e preparávamo-nos para cultivar novos terrenos adjacentes á casa das máquinas.

Agora chegou o desconhecido e com ele as incertezas!

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«Preparar, não Prever» significa criar o negócio para suportar tudo o que o futuro pode lançar, de bom ou ruim, para defender e explorar a oportunidade. Preparar não prever, significa que não basta estar pronto para o que podemos esperar, para o que sabemos, mas considerar ainda o acontece que é muito raro mas tem consequências muito grandes, se isso acontece. O esperado ou previsível não têm os mesmos efeitos em dimensão num negócio como o inesperado e o imprevisível.”

As coisas que nos irão afetar ainda não estão devidamente determinadas mas felizmente existem algumas alternativas, fruto de alguma preparação para o desconhecido.

Nós sabemos que há grandes princípios que nos orientam para pensar que o mundo acontece como se espera que aconteça, mas também sabemos que existem fatores não controlados que podem transformar o certo numa surpresa.

Nós sabemos, ou julgamos saber que as leis da oferta e da procura funcionam para estabelecermos os preços quando a altura das colheitas chegarem.

Nós sabemos que se não tomarmos algumas precauções quanto á consolidação das reservas de água corremos riscos exagerados nas culturas a explorarão.

Nós sabemos que existem leis das probabilidades que nos podem indicar o quão provável é a hipótese de algo acontecer, mas será que nós sabemos fazer perguntas?

Em ambientes onde a mudança é rápida e constante, se nós queremos aprender ao longo da vida, fazer perguntas é o primeiro passo para aprender e para resolver problemas.

Os trabalhos rotineiros poderão um dia ser realizados por máquinas muito fiáveis e disponíveis 24 horas e nessa altura seremos nós os responsáveis por projetos. Será que nós somos competentes na abordagem a esses projetos? Será que nós sabemos lidar e liderar a mudança?

Se nós queremos estar preparados para o futuro (incerto) em vez de o prever (receita para resolver problemas) será bom começarmos a pensar em autonomia, em colaboração, em tolerância à ambiguidade, em empatia, em felicidade e em paixão pelo que fazemos.

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