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Caminho para um pensamento diferente

Inovação é um conceito que ocupa um espaço muito próprio na criação e desenvolvimento de negócio. É sem sombra de dúvida o fator competitivo mais relevante de hoje e será também nos próximos anos.

Muitas empresas e mesmo pessoas que pretendem construir uma empresa, em vez de desenvolverem uma identidade própria e portanto única, seguem a tendência da “copia e cola” no sítio onde estou. É preciso começar a pensar de forma diferente, ou seja, é preciso pensar de forma inovadora.

Numa tradição que já perdura há alguns anos, as organizações são vistas como entidades sistémicas, e para as compreender contamos com níveis de análise que vão desde o indivíduo à organização, passando pelos grupos, mas onde há sempre um ponto de entrada e um ponto de saída.

Embora esses níveis possam e devam existir como referencial, uma abordagem inovadora terá de ter um foco maior na interação e nos múltiplos pontos de entrada e saída de informação, que as redes internas e externas de uma empresa proporcionam.

Se queremos pensar de forma inovadora precisamos de mapear esta interatividade de forma a tornar o conhecimento e o comportamento dos elementos de uma empresa passível de “gestão”.

Hoje, já não tratamos a informação como um conjunto de pareceres de várias autoridades, cada uma em sua disciplina, para tomar uma decisão porque não sendo permitido o conflito cognitivo entre essas entidades o resultado a esperar não será o mais desejado. A decisão não deve resultar de um somatório mas sim da combinação dos vários pareceres.

A combinação dos vários pareceres faz a diferença e conduz ao pensamento inovador.

“A inovação só é possível quando se desafia a norma e questionando uma nota que tenha sido dada, torna-se inerente ao trabalho ao tentar encontrar a melhor resposta possível para um problema. Mais precisamente quando encontrar uma oportunidade se torna mais importante do que a resolução de problemas, o que leva a respostas que não eram aparentes ou existentes antes – quando conceção está relacionada muito de perto com o inventar.

Nutrir o solo fértil para pensar design, tornar-se-á necessário para superar hierarquias entre as disciplinas e abraçar plenamente a simbiose de engenharia, finanças, operação e design, todas as disciplinas necessárias durante um projeto para garantir um bom resultado. O reconhecimento da necessidade de um esforço conjunto a um nível igual é importante não só para o produto, mas também para o serviço de design e negócios.” – Christiane Drews

“O reconhecimento da necessidade de um esforço conjunto a um nível igual” leva-nos à diferenciação entre interdisciplinar e multidisciplinar que não sendo muito consensual tem a sua dimensão mais visível na área da saúde.

O que está em causa, é uma questão de território do saber e da sua fundamentação.

As equipas interdisciplinares têm um alto nível de produção e normalmente no desenvolvimento de projetos são equipas numerosas, na fase de implementação de ideias, embora na fase de inspiração as equipas sejam reduzidas em número e sejam elas que desenham a estrutura global.

Há uma vantagem nas equipas interdisciplinares que resulta da formação de competências generalistas por parte dos membros da equipa, quando têm a possibilidade de discutir as intervenções de terceiros nas suas áreas de conhecimento.

As equipas interdisciplinares podem ser vistas como estruturas que proporcionam ambientes que:

– Permitem a abertura a novos desafios.

– Permitem pensar acerca do impensável.

– Favorecem a perspetiva do contrário.

– Favorecem a dúvida criativa.

– Abrem caminho à ousadia.

– Abrem caminho à confiança.

– Favorecem o diálogo.

Estes podem ser os caminhos que quando garantidos tornam o nosso pensamento inovador.

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