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Uma aprendizagem necessária

 

Olhar para alguma coisa por alguma razão ou com alguma intenção não é a mesma coisa que ver alguma coisa. Por isso existem caminhos muito diferentes, que muitos pensadores usam, para chegar às mesmas conclusões.

Ao longo dos anos muitos de nós foram educados a olhar sem ter que ver o significado das coisas e sem se preocupar em observar pormenores que fazem a diferença.

Hoje procuramos com avidez os pormenores que criam sucesso e que alavancam pequenas coisas num mundo de globalização onde procuramos observar como se chega a esses patamares.

Uma certa ousadia da nossa parte, para construir conhecimento por diversas vias leva-nos a mais observação do mundo que nos rodeia.

Nós até agora subestimamos a nossa capacidade de fazer descobertas importantes, incluindo, a descoberta de nós próprios.

Será que quando descobrimos quem somos, ousamos pensar que afinal não somos o centro do mundo e que as diferenças são importantes?

Ou será que descobrimos que não vale a pena atribuir significado às diferenças?

A descoberta de nós próprios, faz-se olhando para dentro de nós, e observando o comportamento do nosso meio envolvente. Desta forma ficamos a saber o que esperamos de nós, comparamos as nossas atitudes e comportamentos com os dos restantes membros do nosso ecossistema e verificamos que tipo de relações ou conexões estabelecemos.

A descoberta pode iniciar-se por um processo de observação que nos ajuda a desenvolver a criatividade e a encontrar soluções para os problemas.

Mas afinal, qual é a importância das nossas próprias observações?

Se nós não somos autoridades reconhecidas no campo da “observação” como disciplina do conhecimento e nós não lemos o suficiente nem escrevemos os livros didácticos de eleição sobre “observação”, o que é que poderemos saber de importante?

Podemos saber o que mais ninguém consegue saber, porque utilizamos os nossos sentidos como colectores de informação e o nosso cérebro como conversor de significado. É um conhecimento muito próprio que muitas vezes, por ser diferente, é apresentado como algo de novo.

A maneira habitual como, encaramos os acontecimentos, tem a ver com o nosso conhecimento e as nossas crenças, desenvolvidos a maior parte das vezes em estufas culturais impermeáveis ao exterior.

Ao observar, utilizamos um ou mais dos nossos sentidos: visão, audição, olfacto, paladar e tacto, para recolher provas ou dados.

De uma forma consciente, queremos que as observações que fazemos sejam precisas e objectivas e evitem a contaminação por opiniões e preconceitos que se baseiam em determinados pontos de vista ou experiências vividas para as quais não estamos receptivos por serem portadoras de desvios intencionais.

A observação quando utilizada com o objectivo de conhecer a verdadeira necessidade dos outros de forma a criar soluções que satisfaçam as suas necessidades requer uma atitude empática constante.

Felizmente, a tecnologia tem servido como grande facilitador da observação, não só para aqueles que tomam notas, mas para os próprios sujeitos, que podem mais livremente gravar e transmitir informações sobre como conduzir, organizar e dar prioridade às suas vidas diárias.

A utilização da etnografia como ferramenta principal no desenvolvimento de produtos ganhou difusão durante a década passada, agora para fazer um excelente design, temos que descobrir como as pessoas interagem com as coisas, não só os produtos mas também os serviços e até mesmo os produtos transformados em serviço.

“O Design de Serviço criou uma estrutura sólida, bons processos e um grande conjunto de métodos. É claramente uma abordagem qualitativa que trabalha com amostras pequenas de investigação. Ele confia na observação e abraça a intuição. No entanto, temos que encarar o facto de que existe uma necessidade de falar sobre os dados quantitativos, medidas duras dos factos. Eu acho que isto é verdade para as nossas explorações e fases de descoberta, mas mais importante ainda, precisamos dar mais detalhes sobre o impacto do nosso trabalho e que também envolve “medidas” de algum tipo. – Birgit Mager

Querer medir impactos não é uma vontade que surge depois de entregarmos significado, é um querer que tem início com a observação.

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A maravilha da observação

Não é rara a admiração com os caminhos muito diferentes que, muitos pensadores tomaram para chegar às mesmas conclusões. É o caso de pensadores chineses que através da meditação e do pensamento, há cinco mil anos, chegaram ao mesmo quadro do universo que Capra e o seu grupo de brilhantes jovens físicos construíram utilizando as disciplinas de Física moderna.

Nós fomos educados a reconhecer a autoridade do conhecimento naqueles que pelo seu nome ou com a sua escrita eram considerados modelos e sábios. Isso ajudou a construir dentro de nós um respeito muito próprio que impedia uma certa ousadia da nossa parte, para construir conhecimento por outras vias.

Subestimamos a nossa capacidade de fazer descobertas importantes, incluindo, a descoberta de nós próprios.

A descoberta de nós próprios, faz-se olhando para dentro de nós e, observando o comportamento do nosso meio envolvente. Desta forma ficamos a saber o que esperamos de nós, comparamos as nossas atitudes e comportamentos com os dos restantes membros do sistema e verificamos que tipo de relações ou conexões estabelecemos. No fundo praticamos a observação.

Mas afinal, qual é a importância das nossas próprias observações? Nós não somos autoridades reconhecidas no campo. Nós não lemos o suficiente nem escrevemos os livros didácticos de eleição. O que é que poderemos saber de importante?

A maneira habitual como, encaramos os acontecimentos, tem a ver com o nosso conhecimento e nossas crenças.

Ao observar, utilizamos um ou mais dos seus sentidos: visão, audição, olfacto, paladar e tacto, para recolher provas ou dados. De uma forma consciente, queremos que as observações que fazemos, sejam precisas e objectivas e evitem opiniões e preconceitos que se baseiam em determinados pontos de vista.

Tudo isto com o propósito de validar as nossas observações, para que elas resultem em aprendizagem, embora informal.

De uma forma mais estruturada diremos que, existem dois tipos de observações: qualitativa e quantitativa. Observações qualitativas são descrições reunidas como resultado dos nossos sentidos e sem a utilização de números ou símbolos quantitativos. Por exemplo,” o vento é forte” ou “o céu é azul”.

Observações quantitativas, são descrições  baseadas em medidas ou contagens e incluem números. Por exemplo ” 15 pessoas viram o filme” ou “Cão com 45 kg”.

Sempre que se dispuser a criar conhecimento através da observação considere:

Use todos os seus sentidos (visão, audição, tacto, paladar e olfacto) para fazer observações qualitativas.

Reveja suas observações, de forma sistemática, para estar certo que são precisas e objectivas.

Sempre que possível, conte ou utilize dispositivos de medição para fazer observações quantitativas. Certifique-se que inclui as unidades com suas medidas.

Quanto maior a precisão, melhor.

Agora que fez as suas observações, conte-me o que mudou! Obrigado!