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Do passado fica a inspiração

Entre 1815 e 1818 a audição de Beethoven deteriorou-se a tal ponto que ele foi considerado clinicamente surdo e bateu no fundo do poço.

Nessa altura uma crise económica precipitou o seu declínio (como tem acontecido de tempos em tempos) e, mais uma vez, Beethoven se reinventou a si mesmo, usando a inovação como um instrumento para sair do abismo (fundo do poço).

Durante seis anos, 1820 a 1826, Beethoven  doente e constantemente irritado, mas suponho sempre apaixonado pela sua música, compôs algumas obras-primas como a Missa em Dó Maior, a Missa em Dó Menor e a Nona Sinfonia entre outras peças.

Em vez de fazer como a maioria das pessoas com isolamento social, atitudes de descarga pelo desprezo sofrido, Beethoven converteu a sua experiência em músicas que tornaram universais quer os seus problemas quer as soluções.

As suas soluções, nasceram sempre da sua intuição e capacidade de reescrever as regras, quando as questões ambientais e pessoais o ameaçavam com a derrota.

Mas se pensarmos como fazia Da Vinci, não avançar para um pormenor sem primeiro observar bem aquele que temos em mãos, descobrimos que algumas dessas realizações estão impregnadas de restrições ou constrangimentos.

Essas realizações são bonitas porque a criatividade triunfou sobre as “regras”.

Constrangimentos proporcionam desafios claros a superar.

Por exemplo, as obras de Johan Sebastian Bach (1685 a 1750) são consideradas uma fonte de inspiração para a criatividade e ajudam-nos a exercitar o nosso cérebro.

Para mim, mais do que inspiração, as obras de Bach, Da Vinci ou Mozart são o resultado de alguns filhos melhores que os pais deixaram a este maravilhoso globo onde vivemos.

As suas vidas são exemplos de sabedoria mas não são suficientes para chegarmos à idade da sabedoria. Os anos recentes que vivemos são disso um bom exemplo e como diz Umair Haque:

A idade da sabedoria não vai acontecer por cortesia de Ben Bernanke, Lloyd Blankfein, ou Paul Krugman. Pelo contrário, ela começa consigo.

Esbocei o estritamente retrato de sete competências aqui. Mas, são os renegados de amanhã, que vão inflamar, aprofundar e desenvolvê-las, olhando para as complexidades, as dificuldades e para as nuances de grão fino de cada um. Então, se você anseia para ser um revolucionário, é hora de começar radicalmente significativo. Ser um, tornar-se um ou lutar com um.”

Ser um, tornar-se num ou “criar outros” para construir um futuro com Organizações com significado:

“Significado. Um produto ou serviço só tem sentido quando se tem um impacto económico positivo. Impacto acontece quando uma organização cria o que eu chamo valor espesso ou valor económico autêntico.

Pensar resultados. O general sábio, muitas vezes é dito, é aquele que pode ver várias jogadas de antecedência. A Organização significado é aquele que domina a visão profunda: ela pode ver várias etapas num futuro distante, para o resultado de um produto, serviço ou modelo de negócio.

Harmonia. A partir de centrado em resultados, pensar fluxos de harmonia. Na música, harmonia acontece quando as notas e os acordes se encaixam, para criar um som “bom”. Para a economia, a harmonia é um estado em que os resultados se encaixam, para criar um bem comum.

Propósito. Procurar apenas o lucro a curto prazo será sempre a discórdia, elevando o imediato e não os interesses sustentáveis. O que harmoniza uma organização é um maior propósito.

Paz. Propósito maior não pode ser criada por meio da violência económica como a tácticas agressivas de intimidação, manipulação e injustiça que são parte e parcela do negócio era industrial, como de costume.

O amor. Não-violência, finalidade, harmonia e impacto não pode ser criado por desqualificados, com medo, os trabalhadores desligados, comprados e vendidos a granel pelo menor preço. Nem podem ser criadas pelo talento, calculado sem alma.

Ambição. Sim, as organizações podem começar por tomar pequenos passos e muitas organizações deveriam. Mas para tornar esses fios firmes e coesos, as organizações devem dar o salto quântico na análise final.” – Extraído de “The Meaning Organization” Humair Haque

Procuram-se melhores pessoas para o futuro!

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