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Criatividade e informação nas novas empresas

Ser uma startup significa gerir recursos magros porque estes são limitados no que diz respeito ao capital disponível e no tempo para executar (incluindo os testes). Mas esses recursos são mesmo magros na quantidade de informação disponível e nas ferramentas para trabalhar os dados existentes no mercado, condição que pode implicar a pertinência (ou a sua falta) da entrega dos produtos ou serviços.

Contudo ser uma startup é também gerir recursos ilimitados ao nível da imaginação, da vontade, do propósito e acima de tudo da visão.

“Visão é saber quem és, para onde estás a ir, e o que guiará a jornada.” – Ken Blanchard and Jesse Lyn Stoner

Se para nos conhecermos a nós próprios não precisamos de grandes tecnologias e quantidade de informação do mundo exterior, já para sabermos para onde vamos e o que nos guiará vamos precisar de dados, ferramentas e criatividade para os trabalhar.

A tecnologia é um recurso relativamente barato que as novas empresas suportam sem grande esforço, mas incorporar dados nas suas operações, para além de ser importante, pode ser dispendioso. É importante porque os dados são um recurso para que as empresas se mantenham a competir de forma eficaz e eficiente e pode ser dispendioso se não utilizarmos filtros “inteligentes” e vocacionados para o nosso caminho.

A metáfora da escultura é particularmente oportuno e captura grande parte do pensamento que saiu da nossa conferência. Eu não poderia ter dito melhor: é realmente sobre criatividade e arte! Seja sobre decidir quais os dados a recolher, que perguntas a fazer sobre os dados, como será usado, como interpretá-lo e como comunica-los, é realmente uma questão de o “moldar” num recurso valioso acionável. É sobre a tomada de linhas de números e transformá-los em insights da vida real, em emoções humanas e preferências; trata-se de inferir intenções de comportamentos, tendências, curiosidades, contradições. Sem o toque do escultor, os dados permanecem como barro frio, húmido: inanimados, sem inspiração e de pouco valor.”

Esta alusão à escultura, para além de nos ajudar a iluminar o caminho para aquilo que é o nosso propósito, traz consigo referências a elementos que podem sugerir dois modos de estar nos negócios:

Por um lado, a alusão ao barro, que sendo plástico, maleável, adaptável e amigo da criatividade faz-nos pensar na necessidade de criarmos modelos de negócio evolutivos que se adaptem às mudanças constantes dos diferentes contextos onde pretendemos atuar.

Por outro lado, a alusão à água, que embora de forma não explicita, traz consigo a imagem de elemento de combinação imprescindível para que aquelas características do barro se evidenciem.

Por exemplo, a noção de que as rochas podem ser formadas pela deposição de sedimentos pela água, enquanto ao mesmo tempo, os rios provocam a erosão das rochas e transportam os seus sedimentos para o mar num grande ciclo contínuo, conduz-nos a um sentimento de força quase inimaginável.

Da mesma forma num empresas a energia necessária para levar a ideia a bom porto, isto é, até ao destinatário final, tem de ser fruto de um fluxo contínuo e forte.

Mais ainda, a água ensina-nos a ultrapassar obstáculos, inspira-nos na resolução de problemas e transporta emoções.

Podemos dizer que as nossas emoções são criadas pelos nossos pensamentos e quando são vistas como desafios são excitantes, ricas e sentidas como oportunidades e ao mesmo tempo são extremamente motivantes. São elas também que nos permitem pegar na informação e dar-lhe um colorido especial quando pretendemos tomar decisões.

As novas empresas devem ponderar como trabalhar as torrentes de dados que lhes chegam todos os dias e procurar ter consciência dos encantos perigosos nas abordagens a métricas, porque:

O potencial está lá, mas o enredo perde-se quando a posse é deixado nas mãos de profissionais de TI. Confie em mim, não tenho nada contra os profissionais de TI! Eles são os únicos que tornam possível fazer chegar nas nossas mãos os dados em primeiro lugar. Mas, da mesma forma que não temos impressoras de jornal a criar campanhas publicitárias, precisamos trazer dados àqueles que podem não só do moldá-lo, mas também usá-lo! Os dados pertencem ao processo decisório.”

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