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Conexão é a palavra-chave

Nós participamos em redes sociais, porque aí podemos dizer algo sobre nós e podemos satisfazer muita da nossa curiosidade em relação ao mundo.

Mas a nossa participação não é uma actividade passiva nem tão pouco desprovida de causalidade. Nós temos uma necessidade de construir relacionamentos para partilhar alegrias, desencantamentos ou apenas informação, mas acima de tudo porque ao fazê-lo sentimos que crescemos.

Quando nós contactamos com pessoas que têm opiniões e mentalidades diferentes começamos a ver as coisas através de diferentes lentes e o colorido que visualizamos enriquece-nos. Nós procuramos obter uma compreensão mais profunda dessa enorme variedade pensamentos e ideias.

À medida que estabelecemos os nossos relacionamentos e começamos a interagir de forma mais sistemática e direccionada nós vamos construindo a nossa comunidade.

Mas por quê as redes sociais?

Porque é que não ficamos pelas tertúlias tradicionais dentro do nosso núcleo de amigos e familiares? Porque não nos limitamos ao nosso território habitual e ousamos partir para os antípodas?

Porque é que não nos limitamos ao nosso local de trabalho?

Hoje enfrentamos situações onde os projectos de trabalho e das empresas são cada vez mais complexos e as pessoas que neles trabalham estão localizados por todo o mundo. Um novo imperativo chegou! É preciso discutir problemas e soluções e só a agilidade concedida pelas redes enquanto ferramenta possibilita atingir bons resultados.

As ferramentas de colaboração são um meio importante para transformar os tempos de viagem e o custo de uma resposta demorada deixa de ser um problema. Estamos á distância de um ou vários cliques.

Mesmo que se trate de colaboradores de uma empresa que trabalham no mesmo local ou edifício, a partilha em rede permite o desenvolvimento do pensamento criativo, através da colisão de ideias e do pensamento crítico, através da reflexão.

É essa reflexão que me parece importante fazer agora!

Que necessidades estamos a procurar satisfazer quando mergulhamos nas redes sociais?

Como é que a nossa curiosidade nos ajuda a crescer?

Que comunidades se procuram criar ou desenvolver?

Pamela Rutledge escreveu um artigo muito interessante, abordando o modelo de Hierarquia de necessidades – Maslow, onde podemos encontrar uma boa fonte de reflexão sobe a importância das conexões na satisfação das nossas necessidades.

“As redes sociais permitem-nos ver, como nunca antes, a natureza inter-relacionados da sociedade e do desenvolvimento palpável de capital social a partir dos padrões emergentes e intrincada de relações interpessoais e colaboração.  A força de nossas redes e os nossos laços melhoram a nossa acção e eficácia no ambiente.  A nossa necessidade de sobrevivência através da conexão é realçada através de cada tecnologia social bem sucedida.

  • A colaboração e trabalho em equipa permitem-nos controlar o nosso ambiente.
  • Relações recíprocas e de confiança criam uma colaboração efectiva.
  • A comparação social estabelece a estrutura organizacional, liderança e ordem.
  • A validação social e identidade social  mantêm o envolvimento emocional e aumentam a fixação de nossos companheiros e do nosso grupo.
  • A competência contribui para a sobrevivência do nosso grupo e nosso senso de segurança e protecção.”

A nossa participação activa nas redes sociais pode ser vista como uma forma de satisfazermos uma variedade de necessidades, não necessariamente distribuídas de forma igual por todos nós.

Até que ponto?

Até que ponto, a minhas necessidades básicas (fisiológicas – Maslow) podem ser vistas nas redes sociais como necessidade de presença?

Até que ponto a minha necessidade de criar uma estrutura nas redes sociais significa necessidade de segurança?

Até que ponto as minhas necessidades de amor e pertença têm a ver com a construção de comunidades?

Até que ponto a satisfação da minha necessidade de auto-realização pode ser traduzida nas redes sociais por optimização?

A análise das nossas necessidades continua a poder ser feita através do trabalho realizado por Maslow (1948) mas será que as novas tecnologias e as redes sociais criaram novas necessidades básicas?

Gostava de ouvir a sua opinião!