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As redes e a evolução dos significados

O mundo é governado por ideias. São as ideias dos líderes de países, as ideias dos líderes das empresas, dos líderes da música e do cinema, de filósofos e mestres de cozinha, etc.

Se imaginarmos uma campanha política para umas eleições à liderança de um governo de um qualquer país, uma dos pensamentos que nos pode surgir é a estrutura financeira por detrás desses movimentos.

As ideias destes líderes podem estar suportadas em complexas estruturas financeiras ou redes de interesses legítimos e no entanto isso não retira a autoridade de quem se pronuncia sobre este ou aquele assunto para se diferenciar ou vencer o concurso em que está inscrito.

Estamos numa sociedade onde presumir ou induzir os gostos e desejos é uma tarefa mais ou menos fácil de realizar mas que exige sempre um toque de diferença e novidade.

As novas ideias carregadas de valor e significado não têm como principal componente as novas tecnologias ou a saúde financeira desses líderes. Elas são construídas na base do conhecimento, da criatividade e do pensamento crítico.

De igual modo nas empresas, a forma como lidamos com o conhecimento aborda uma vasta gama de questões que envolve a gestão da informação, a aquisição de conhecimento, a partilha de conhecimento, a cultura organizacional, aprendizagem organizacional, etc. que implicam um equilíbrio constante entre o que conhecemos, a nossa capacidade de criar e a nossa habilidade para distinguir o bom do mau.

Nós passamos muito tempo a recolher informação e a transformá-la em conhecimento e com frequência criamos novos conhecimentos quando desenvolvemos novas perspetivas face a um problema que nos surge.

Mas à medida que novas ideias surgem sentimos necessidade de mais informação, criando assim mais conhecimento e novas perspetivas emergem. As novas ideias são estímulos para a criação de conhecimento e fundações para erguer a inovação.

Este tipo de alimentação, novas ideias / novo conhecimento, onde a curiosidade tem um papel energético crucial, é um processo de crescimento mas também de refinação que permite a construção de competências cognitivas para identificar os elementos relevantes em problemas mais complexos.

Hoje assistimos à criação de comunidades de conhecimento com a utilização das redes sociais e o que verificamos é que as interações entre os utilizadores dão mais amplitude e profundidade ao conhecimento adquirido pelos seus atores, isto é, tornam possível o desenvolvimento do pensamento crítico.

O nível de análise e capacidade crítica, com a ampliação das conexões entre as pessoas através das redes sociais, aumentou ao longo dos últimos anos e o significado das coisas foi aculturado, isto é, há uma maior integração de algumas “verdades” na diversidade de culturas que se conectam.

As organizações formais, como organizações são excelentes na promoção da cooperação, mas as comunidades de conhecimento são superiores a promover a colaboração, que é um processo com mais importância quando falamos de inovação por estarmos perante um objetivo comum onde a partilha de pontos de vista diferentes é uma constante.

O conhecimento dessas comunidades bem-sucedidas, não as experiências fugazes que rapidamente crescem e subitamente desaparecem, resulta de uma vasta rede de alimentação e tem como característica fundamental  a adaptabilidade à mudança.

Esta capacidade de evoluir à mesma velocidade que a mudança surge contribui para a construção de uma linguagem comum que é fundamental para o desenvolvimento num ambiente de diversidade cultural e geracional.

É a “Inovação em Conhecimento” que utiliza uma construção evolutiva da terminologia e não se prende ao vocabulário tradicional que limita a expansão do conhecimento.

Há novos termos, novos significados e maior proximidade entre as coisas e as pessoas. Esta nova linguagem não padece de atributos estáticos como acontece na linguagem de discurso tradicional e a mudança acontece de forma evolutiva.

É necessária agora uma melhor compreensão, de como estas redes colaborativas incentivam a inovação, para melhor compreender o que impulsiona a inovação e como a podemos promover.

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