Pequenas e grandes crises Hoje, Umair Haque lançou uma pergunta no twitter que me fez lembrar algumas observações comuns quando estamos perante um problema: “Ainda estamos a crença de que “se não tiver soluções, deve manter sua boca fechada”? É essa uma ideia sábia para a aprendizagem e o conhecimento?” E que tal se nós, [...]
Pequenas e grandes crises
Hoje, Umair Haque lançou uma pergunta no twitter que me fez lembrar algumas observações comuns quando estamos perante um problema:
“Ainda estamos a crença de que “se não tiver soluções, deve manter sua boca fechada”? É essa uma ideia sábia para a aprendizagem e o conhecimento?”
E que tal se nós, face a um problema, começarmos por adiar o julgamento de ideias, e lançarmos para o ar, juntamente com outras pessoas, um número razoável de ideias?
Então, talvez, numa conversa de cada vez e visualizando essas ideias possamos construir algo de novo com base nas ideias de outros mas mantendo-nos no tópico do problema.
Ah! E já agora incentivemos as ideias selvagens, loucas e absurdas porque a solução pode estar lá!
Agora que chegou a altura de seleccionar ideias, vamos utilizar critérios de selecção contrastantes de forma a preservar a inovação, isto é, de modo a não acabar apenas com apostas seguras ou com palpites de longa distância, mas sim com uma combinação de ideias do que é possível tendo em vista ao futuro.
- “O que é que podemos fazer com o que sabemos ou com o que fizemos antes, que possa ter valor? ” Lavoie
- Com certeza que não é ficar com a boca fechada!
Nós sabemos que as empresas e a sociedade, de uma forma geral, gostam de ideias que vão de A para B numa sequência lógica de raciocínio onde a incerteza causa dores de cabeça embora ela seja uma característica fundamental dos dias em que vivemos.
Por isso nós devemos pensar em fornecer às pessoas e empresas, maneiras sistemáticas para procurar padrões e relacionamentos num grande número de variáveis diversas, incluindo dados conflituantes, ambíguos ou até paradoxais.
Eu penso que é importante criar espaços brancos onde todas as pessoas numa organização possam abrir a boca mesmo que isso significa lançar a incerteza.
Ao usar os padrões e relacionamentos encontrados na diversidade de ideias apresentadas numa organização ou ecossistema é possível gerar um conjunto de princípios que aumentam a probabilidade de sucesso quando enfrentamos desafios que nos parecem arrasar por serem complexos ou porque a sua dinâmica e tão forte que os vemos como ambíguos.
“A fim de alcançar um equilíbrio de recursos que se preste a lidar habilmente com a incerteza, as empresas precisam ter flexibilidade e criatividade para ajustar, para renovar a sua posição no mercado, para financiar os valores intangíveis que escoram a inteligência humana que dirige a empresa…
A incerteza é importante, porque nem sempre é o que parece. A instabilidade parece sugerir também pode ser uma oportunidade de crescimento, evolução, inovação. E uma mudança de paisagem de influência e concorrência podem permitir evoluções simultâneas e inovações que apoiam e sustentam os nossos próprios novos modelos e métodos…
Diversidade de recursos e de oportunidades deve ser um dos activos incluídos em qualquer empresa de sucesso, juntamente com a agilidade intelectual e estratégias necessárias para manter à tona em mares periodicamente ásperos. – Joseph Robertson
Num mar de incertezas, onde a diversidade existe pode residir a melhor maneira de expressas novas ideias e criar novo conhecimento bem como incentivar a aprendizagem.
Se não temos soluções devemos perguntar “e se…”?
Se não temos soluções devemos abandonar as certezas e abraçar as dúvidas!
Senão temos soluções devemos questionar os pressupostos!
Se não temos soluções devemos reunir-nos com pessoas que pensem diferente daquilo que pensamos!
Se não temos soluções devemos reanalisar os problemas!
Se não temos soluções devemos identificar que actores se manifestam no problema e qual é afinal o seu papel!
Se não temos soluções vamos trabalhar seriamente e duro para as encontrar!
Se não temos soluções não ignoremos o problema porque essa é a melhor maneira de transformar o complexo em complicado!
Não fique de boca fechada e comente! Obrigado!
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