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Buy and keep secrets

A clear consequence of the approach to open innovation by an organization is to increase the number of relationships with the environment.

According to Chesbrough “The boundary between an enterprise and its environment is more porous, allowing innovation to move easily between the two.”

An organization when wants to transfer technology can do it by acquisition or exploration and the latter implies a higher risk due to knowledge transfer.

The limits or boundaries of companies are dynamic, due to this gap that occurs when companies are interacting with external partners in the network, for obtaining resources. This situation raises some questions:

When and how should be made knowledge transfer across organizational boundaries?

If knowledge is explicit the problem may not be very big but if it is tacit knowledge is more difficult to express or to transfer. The sharing of such knowledge requires a term long to strengthen relations of trust that can support any failure that occurs as it tries to express and share tacit knowledge.

Effective sharing of tacit knowledge also requires shared practices, times when players have to strive to meet challenges of performance needs.

In Europe bring external knowledge to the company is largely implemented in the Netherlands followed by Belgium and then France and Spain. However, all countries follow similar trends: the traditional ways of getting access to external knowledge, such as cooperation with customers, suppliers and universities, are commonly used.

What part of knowledge should remain with the company?

Also according to a survey conducted in Europe with about 760 companies it can be concluded that lead to internal technology outside the company is not a very common practice.

This means that, although this aspect of open innovation is done to some extent by the Dutch companies and Belgian in this sample , firms in Spain and France seem unlikely to take knowledge out of business.

The exception is the protection of IP that is commonly made.

It is understood, based on the sample above, that protection IP is an important aspect of protection of knowledge that is necessary in order to profit from their knowledge.

Although companies are aware of the importance of IP protection, to the question of how the IP is not used may be monitored outside the company has been given little attention in most companies. This is supported by the result of another part of this study, which shows that many patents (65 %) are not being used.

How to protect your knowledge?

The mentality of the companies for open innovation shows some room for improvement, but nevertheless, open innovation is not yet part of the core organizations.

The promotion of open innovation in many companies is done informally and no process recognition and reward for that purpose.

The rewards and recognition continue to be more attentive to the knowledge gained internally, not being given great attention to the knowledge obtained from abroad.

When and how to integrate the knowledge of the external environment?

It is a difficult step in the transfer process. The integration not is just about knowledge but also in relation to the conduct of players and their cultures.

If companies want to open innovation for this to become a successful part of its strategy, it is important to value the two components of ideas, internal and foreign alike.

In addition, it is important or even crucial that employees are supported with appropriate management tools to open innovation, and investments needed for this purpose cannot be avoided, as it seems to be the will of most companies.

O conhecimento tem fronteiras mesmo em Inovação Aberta

 

Comprar e guardar segredos

Uma consequência clara da abordagem à inovação aberta por parte de uma organização é o aumento do número de relações com o meio ambiente.

Segundo Chesbrough “A fronteira entre uma empresa e o seu ambiente circundante é mais poroso, permitindo que a inovação se mova facilmente entre os dois”.

Uma organização quando pretende transferir tecnologia pode fazê-lo por aquisição ou por exploração e esta última, implica um risco maior devido à transferência de conhecimento.

Os limites ou fronteiras das empresas são dinâmicos, devido a esta abertura que ocorre quando as empresas estão a interagir com parceiros externos, em rede, para a obtenção de recursos. Esta situação provoca algumas questões:

Quando e como deve ser feita a transferência de conhecimento através das fronteiras da empresa?

Se o conhecimento é explícito o problema pode não ser muito grande mas se o conhecimento é tácito é mais difícil de expressar ou de transferir. A partilha deste tipo de conhecimento requer um prazo alongado para fortalecer as relações de confiança que podem apoiar qualquer falha que ocorra à medida que se tenta expressar e compartilhar o conhecimento tácito.

A partilha eficaz do conhecimento tácito também exige práticas partilhadas, alturas em que os intervenientes têm de se empenhar para lidar com desafios de necessidades de desempenho.

Na Europa, trazer conhecimento externo para a empresa está em grande parte implementado na Holanda seguido pela Bélgica e, em seguida pela França e pela Espanha. No entanto, todos os países seguem tendências similares: as formas tradicionais de obtenção de acesso ao conhecimento externo, tais como a cooperação com clientes, fornecedores e universidades, são comummente usadas.

Que parte do conhecimento deve permanecer na empresa?

Ainda segundo um inquérito realizado na Europa a cerca de 760 empresas pode-se concluir que levar a tecnologia interna para fora da empresa não é uma prática muito comum.

Isto significa que, embora este aspecto da inovação aberta seja feito em certa medida, pelas empresas holandesas e belgas nessa amostra, as empresas em Espanha e França parecem que dificilmente levam conhecimento para fora da empresa.

A excepção refere-se à protecção de IP que é comummente feita.

É entendido, com base na amostra referida, que a protecção IP é um aspecto importante de protecção do conhecimento, que é necessária a fim de lucrar com o conhecimento.

Embora as empresas estejam conscientes da importância da protecção da PI, à questão de como a PI não utilizada pode ser monitorizada fora da empresa tem sido dada pouca atenção na maioria das empresas. Esta opinião é corroborada pelo resultado da outra parte deste estudo, que mostra que muitas patentes (65%) não estão sendo usadas.

Como proteger o conhecimento?

A mentalidade das empresas para a inovação aberta mostra algum espaço para melhorias, mas apesar disso, a inovação aberta ainda não faz parte do núcleo das organizações.

A promoção da inovação aberta em muitas empresas é feita informalmente e não existem processos de reconhecimento e de recompensa para esse efeito.

As recompensas e o reconhecimento continuam a ser mais direccionados para o conhecimento obtido internamente, não sendo dado grande atenção ao conhecimento obtido através do exterior.

Quando e como integrar o conhecimento do ambiente externo?

É a difícil etapa no processo de transferência. A integração não se faz apenas em relação ao conhecimento mas também em relação aos comportamentos dos intervenientes e às suas culturas.

Se as empresas querem inovação aberta para esta se tornar uma parte bem sucedida da sua estratégia, é importante que valorizem as duas componentes de ideias, interna e externa, de igual modo.

Para além disso, é importante ou até crucial que os funcionários sejam apoiados com ferramentas de gestão adequadas à inovação aberta, e os investimentos necessários para esse efeito não podem ser evitados, como parece ser a vontade da maioria das empresas.

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Traditionally wrong!

In the expression, “Companies can and should use external ideas as well as internal ideas, and internal and external paths to market, as firms look to advance their technology,” is contained  a force which translates Open Innovation .

People’s behavior shapes itself according to the power of words that make sense and therefore represent an improvement in its activity.

The same is true of organizational behavior at first sight. There is a growing worldwide business use of the term, although in many cases can be confused open to innovation with open innovation.

There is something reminiscent of open innovation in the gestalt, “the whole is different from the sum of its parts”.

The impetus for the opening brings a scent of freedom, more knowledge, wisdom that is often restricted when it comes to intellectual property. For years organizations hide behind the preciousness of IP to ensure its existence or in the ranking of your business area.

Innovation seems to be a fact that is crucial to the survival of any organization, but the opening, i.e. a new framework that involves the collaboration is a dream that some companies are slow to accomplish. It is a journey that costs to go!

The difficulty in accepting that innovation is made not only from without but also from top to bottom, bottom up and inside out makes the adoption of open innovation more difficult but also makes her a strong and attractive option .

Fear or being afraid may be the source of the difficulty. Organizational Fear only exists in people.

Often organizations are not prepared to work in so many directions and need to lubricate the structures to make that possible.

There is awareness of disabilities but there is no will, that is, the resistance is greater than the personnel structure.

One reason for this lack of will is in the complicated intellectual property management . It is necessary to simplify it in order to build a winning culture where everyone benefits in equal measure, directors, employees, partners, customers and shareholders.

The feeling of ownership is very crystallized in the generations who have power in firms, a phenomenon which is not as visible in younger generations.

This sense of ownership combined with a culture of decision-making power makes the concept of open and innovation seem difficult to reconcile.

IBM and other companies spent a little for it. The property owners were seen as absolute winners, and there was no need to rely on other entities.

But not everything is negative feelings. The most attractive part of the promise of open innovation relates to the change caused primarily by the nature of social networks that allow you to find more reliable partners capable of leveraging on innovative projects.

Another dimension of openness in innovation comes with the possibility of increasing the speed of response to internal requests. It’s like there’s a supermarket of ideas, and projects available to a shelf, but for that you must stop the waste mentalities closed in unique properties.

The open innovation holds great promise for boosting business, but it requires great vision in its design, implementation and management.

Overcome resistance to change in the direction of open innovation, not only by using a less traditional and have lunch or attend meetings with partners carry new messages.

Opening the doors to innovation by facilitating internal and external flows of information and ideas or challenges requires a collective attitude of sharing and cooperation, safeguarding the course of strategic interests of business.

Not confining to individual behavior pretentiously charismatic, organizations, through open innovation, evolves into a richer and more prepared organizational body, with more defenses and able to cope with uncertainty.

 

Sentimento de força e de propriedade em Inovação aberta

Tradicionalmente equivocados!

Na expressão, “As empresas podem e devem usar ideias externas assim como ideias internas, e caminhos internos e externos para o mercado, à medida que as empresas olham para o avanço de sua tecnologia”, está contida uma força que traduz a Inovação Aberta.

O comportamento das pessoas molda-se de acordo com a força das palavras que fazem sentido e que por isso representam uma melhoria na sua actividade.

O mesmo se passa com o comportamento organizacional numa primeira abordagem. Há um crescendo no mundo das empresas do uso da expressão, embora em muitos casos se possa confundir aberto à inovação com inovação aberta.

Há algo em inovação aberta que lembra a gestalt, “o todo é diferente da soma das partes”.

A apetência pela abertura traz um aroma a liberdade, a mais conhecimento, a sabedoria que muitas vezes é restringida quando se fala de propriedade intelectual. Durante anos as organizações escudaram-se na preciosidade da IP para garantir a sua existência ou lugar no ranking da sua área de negócio.

A inovação parece ser um dado adquirido que é fundamental para a sobrevivência de qualquer organização, mas a abertura, ou seja, uma nova estrutura de trabalho que passa pela colaboração é um sonho que algumas empresas demoram a realizar. É um caminho que custa a percorrer!

A dificuldade em aceitar que a inovação se faça não só de fora para dentro mas também de cima para baixo, de baixo para cima e dentro para fora torna a adopção de inovação aberta mais difícil mas também faz dela uma opção forte e apetecível.

O medo ou receio pode ser a origem dessa dificuldade. O medo organizacional só existe nas pessoas.

Muitas vezes as organizações não estão preparadas para trabalhar em tantas direcções e precisam de lubrificar as estruturas para que isso seja possível.

Existe consciência das incapacidades mas não existe vontade, isto é, a resistência pessoal é maior que a da estrutura.

Uma das razões para essa falta de vontade poderá ser a não simplificação da gestão da propriedade intelectual. è necessário simplificá-la a fim de construir uma cultura ganhadora onde todos se beneficiam, em igual medida, administradores, colaboradores, parceiros, clientes e accionistas.

O sentimento de propriedade é algo muito cristalizado nas gerações que detêm o poder nas empresas, fenómeno que não é tão visível em gerações mais novas.

Esse sentimento de propriedade aliado a uma cultura de poder de decisão faz com que os conceitos de inovação e aberta pareçam difíceis de conciliar.

A IBM e outras empresas passaram um pouco por isso. Os detentores de propriedade eram vistos como ganhadores absolutos e não havia necessidade de confiar em outras entidades.

Mas nem tudo são sentimentos negativos. A parte mais atraente da promessa de inovação aberta diz respeito à mudança provocada fundamentalmente pela natureza das redes sociais que lhe permitem localizar de forma mais confiável em parceiros capazes de alavancar projectos inovadores.

Uma outra dimensão de abertura em inovação vem com a possibilidade de aumentar a velocidade da capacidade de resposta a pedidos internos. É como se existisse um supermercado de ideias e projectos à disposição numa prateleira, mas para isso é preciso acabar com os resíduos de mentalidades fechadas em propriedades exclusivas.

A inovação aberta é uma grande promessa para a dinamização das empresas, mas requer grande visão na sua concepção, implementação e gestão.

Vencer a resistência à mudança no sentido da inovação aberta, não passa só por utilizar uma linguagem menos tradicional e almoçar ou participar em encontros com parceiros portadores de novas mensagens.

Abrir as portas à inovação, facilitando os fluxos externos e internos de informação e de ideias ou desafios, requer uma atitude colectiva de partilha e colaboração, resguardando naturalmente os interesses estratégicos das empresas.

Não se confinando a comportamentos individuais pretensiosamente carismáticos, as organizações, através da inovação aberta evoluem para um corpo organizacional mais rico e preparado, com mais defesas e aptas a enfrentar a incerteza.