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Porque é que as conexões através de várias opções interessam?

 

Na nossa vida encaramos problemas de múltiplas dimensões que requerem soluções de níveis diferenciados. Nem tudo à nossa volta precisa de metodologias interdisciplinares ou soluções muito elaboradas.

Mas a experiência humana não pode ser pensada e compreendida exclusivamente através de uma disciplina ou reduzida a uma perspectiva.

Acontece que não aprendemos nada com alguém que vê os problemas exactamente da mesma maneira que nós os vemos e frequentemente em casa ou nas organizações deparamo-nos com problemas cuja solução requer a participação de várias disciplinas.

O nosso comportamento está sujeito a múltiplos níveis de influência e consequentemente a uma variedade de perspectivas e a forma como construímos o nosso mapa cognitivo vai influenciar a nossa capacidade de resolver problemas, criar valor ou construir uma visão.

O nosso mundo de soluções e criação de valor não se restringe a métricas verificáveis, pelo contrário ele estende-se até ao infinito, até ao mundo das possibilidades onde se devem incluir as soluções resultantes de combinações, conexões e contribuições.

É um mundo onde há lugar a sentimentos diferentes sobre as coisas e que dá lugar a paixões.

Eu sou o quadro de referência para tudo que acontece na minha vida e portanto sou eu que construo o meu futuro através das opções que crio num ambiente de complexidade.

 

Mas se a minha actuação, de uma forma geral, se resume a escolher o que me é proposto eu não estou a construir o meu futuro, estou a aceitar exclusivamente as escolhas de outros.

É importante que eu identifique o contexto em que estou inserido, estabelecer conexões e desenvolva colaboração para criar valor de forma sustentável.

O mundo em que vivemos é um mundo complexo onde muitas das soluções que nos são apresentadas não são construídas com base nas nossas necessidades e por isso precisamos de criar competências de adaptação.

“Como indivíduos, relacionamo-nos com os nossos complexos, incertos e nebulosos mundos não só através dos nossos sentidos, mas também através de formas de compreender o que os nossos sentidos significam. Estas ‘ maneiras de ver ‘ podem ser pensadas como ‘modelos mentais’, e as nossas mentes são preenchidas com eles, se estamos conscientes dele ou não. No actual ambiente complexo, os pensadores mais bem sucedidos podem rapidamente e eficazmente abstrair as melhores qualidades de diferentes maneiras radicais de ver dos outros e aplicá-los sobre a situação actual. Ao fazer isso, esses pensadores desenvolver uma lente’ adaptável’ sobre o fenómeno desconcertante a que chamamos o mundo. – Mihnea Moldoveanu and Roger Martin

As inúmeras possibilidades de soluções desenvolvem-se num ambiente de interdisciplinaridade.

Explorar a arte das possibilidades passa por atingir a máxima abrangência e profundidade de conhecimento e competências.

Quanto mais diversificadas forem as nossas conexões mais abrangente será o nosso campo de exploração o que faz com que a nossa capacidade de explicar muito com pouco bem como a nossa capacidade para ver e observar aumente significativamente.

Ao realçar as conexões entre as várias disciplinas podemos explorar formas criativas de valor e significado e partilhar a nossa visão do mundo.

Uma visão é uma estrutura poderosa para empreendermos as nossas operações em qualquer ecossistema com destino ao universo das possibilidades.

Si Alhir ( @SAlhir ) no seu blog enquadra muito bem o conceito e a visão de Umair Haque

“Um capitalismo onde empresas, países e economias chegam a um vértice superior da vantagem — um, onde o maior propósito desperta o inexplorado potencial humano de todos os funcionários, clientes e futuros clientes, em vez de o tornarem fútil.

Um, onde a mais intensa paixão faz a inovação tão natural como respirar, fazendo combustão espontânea na centelha de criatividade em vez de esmorecer a sua chama com denominadores comuns de menor.

Um, onde o significado mais profundo substitui interruptor monótono de repetição com um desafio e atraente trabalho que eleva a alma.

Onde a mais autêntica energia flui de princípios comuns em vez de (bocejo) doce cenouras e paus.

Onde maior desenvoltura significa não ser conquistador do mundo natural, mas seu campeão.

Onde valor de qualidade superior é criada, fazendo coisas de maior valor. E, finalmente, onde empresas competirem não apenas para mudar as regras, mas para mudar o mundo.”

Criar coisas de mais valor através do estabelecimento de conexões, compreendendo profundamente as necessidades das pessoas implicam também uma nova forma de pensar. Implica pensar sobre aquilo que pensamos para podermos  criar um conjunto de competências que nos permita abraçar também a complexidade sem ficarmos dependentes da exploração “selvagem” de quem fornece.

“O que é necessário é um novo conjunto de habilidades e um novo desenvolvimento de programa para os nutrir. Especificamente, é necessário desenvolver maneiras de construção melhores ‘pensadores num só pé’, que só podemos fazer por articular com precisão os tipos de pensamento necessária para problemas de negócios. Essas habilidades são variadas, mas elas assentam numa capacidade de pensar sobre o pensar enquanto pensamento. Ou seja, pensar sobre o que você está pensando sobre – sobre a complexidade do problema que você está tentando resolver, enquanto ao mesmo tempo, pensando através de vários soluções para o problema.” MM e RM

Da observação das conexões em determinado contexto podemos observar que informação é relevante, decidir onde é importante reduzir ou cortar, compreender as relações causais das conexões, e fazer as escolhas finais.

O mundo não é feito só de coisas complexas, mas elas existem!

O que pensa disto?

(Texto em Português depois deste)

The cascade

Some say that the power affects the world view and I agree!

Some experiments show that people in a position of power shows to have patterns of behavior usually associated with fault zones of the cerebral cortex that control the empathy and the ability to imagine the world from the point of view of others .

The power destroys the ability to understand that there are other perspectives in addition to the hierarchy. The hierarchy works like a waterfall.

But there is no easy cure for the paradox of power.

Keltner argues that “the best treatment is transparency, and that the worst abuses of power can be prevented when people know they are being monitored. This suggests that the mere existence of a guard dog or a regulatory active directory may help deter people from doing bad things.

However, people in power tend to reliably overestimate their moral virtue, which leads them to stifle oversight” Lehrer

But power can also be refined in other ways and become a lever for success as declaring the Mattimore Laura, Procter & Gamble.

“Integrative Thinking has become an essential component of the training and development program for our most senior managers at P&G. Our executives are able to take the lessons of integrative thinking back to their jobs with them, putting the tools into action to solve the thorniest issues in their businesses.”

How integrative thinking can help managers and holders of power to look into the “world” and for people as an important part in their decisions ?

Design Thinking is the application of Integrative thinking

Look at the Integrative Thinking as “the ability to constructively face the tensions of opposing models, and instead of choosing one at the expense of the other, generating a creative resolution of the tension in the form of a new model that contains elements of the both models, but is superior to each.” Rotman

What happens in traditional hierarchical models of organizations, when it comes to using power to make decisions, is the constant use of the authority of a function to analyze a problem and eliminate some factors to consider, thus relieving the stress of decision making.

If anyone who uses the power, consider, for its decision, all relevant factors, then embraces the complexity and “begins to feel intuitively when the threshold of “relevance” is reached and then you review this limit as progress.

However a decision maker with integrative thinking should consider that the factors included as relevant, has relative importance, that is, by its sensitivity or ability to perceive and the ability to compare and contrast to see it truly recognizes the critical factors.

It is the critical moment of relevance!

All this is possible only if it is not subject to the limitations of a hierarchy that naturally biased and selects the desired factors.

This relevance factor is the first task of a set of four, which follow and which form the integrative thinking.

An integrative thinker after determining the relevance must now understand the relationships that link these factors or variables and to do so will deal with ambiguity and create causal maps while developing alternative theories.

Traditionally a decision maker abused the power to take refuge in their status by not considering alternatives.

Rather, says Roger Martin, the integrative thinker will embrace mysterious elements instead of excluding them because he has the ability to maintain a clear purpose in this case, through the difficult step of drawing the complex causal interrelationships, while maintaining the flexibility to review judgments about patterns of causality, even on the map causal relevance that develops.

The next step in this cascade is the most difficult to embrace for those who have power in hand.

Create a sequence of variables is a complex problem and the trend is to eliminate variables together make the path more accessible.

The second task for the integrative thinker is to develop an understanding of causal relations that connect the variables and choices involved.

In essence, the integrative thinker creates a causal map that groups the variables considered most important at the first step.

 

The integrative thinker rather than to separate or eliminate variables or factors, keeps the thought in the overall picture of the causal map, while exploring various options to focus on where and how to address the problem.

For that he uses the sequence of causal factors that the map gives him.

The ability to select the point of incision in the problem is crucial for the integrative thinker who together with the ability to use their experiences allows him to reach the quarter point of the cascade , the resolution .

But as Roger Martin says “There is always some stones on the road. Right now the attitude is key.”

Not an attitude of power without dialogue or just disregard the other elements of the organization, but an attitude that sees the challenges as something to be managed and transposable without fear.

In deciding between A and B by the integrative thinker chooses the path of continuous improvement to find a creative solution.

Relevance

Causality

Sequence

Resolution

The hierarchy behind the waterfall is not abuse of power! 🙂

 

 

Pensamento integrativo e o mau uso do poder

A cascata

Há quem diga que o poder afecta a visão do mundo e eu concordo!

Algumas experiências mostram que as pessoas em situação de poder apresentam padrões de comportamento geralmente associados com falhas nas zonas do córtex cerebral que controlam a empatia e a capacidade de imaginar o mundo sob o ponto de vista dos outros.

O poder destrói a capacidade de compreender que existem outras perspectivas para além da hierarquia. A hierarquia funciona como uma cascata.

Mas não há cura fácil para o paradoxo do poder.

“Keltner argumenta que o melhor tratamento é a transparência, e que os piores abusos de poder podem ser prevenidos quando as pessoas sabem que estão a ser monitorizadas. Isto sugere que a mera existência de um cão de guarda regulamentar ou uma directoria activa pode ajudar a dissuadir as pessoas de fazer coisas ruins.

No entanto, as pessoas no poder tendem a super estimar a fiabilidade da sua virtude moral, o que os conduz a abafar a fiscalização.” Lehrer

Mas o poder também pode ser refinado por outras vias e transformar-se em alavanca para o sucesso como declara a Laura Mattimore, da  Procter & Gamble.

“Pensar Integrativo tornou-se um componente essencial do programa de treino e desenvolvimento para os nossos quadros mais graduados da P & G. Os nossos executivos são capazes de tirar as lições da do pensamento integrativo, voltar para o seu trabalho com ele, colocando as ferramentas em acção para resolver os temas mais espinhosos nos seus negócios.”

Como é que o pensamento integrativo podem ajudar os executivos ou detentores de poder a olhar para o “mundo” e para as pessoas como uma parte importante nas suas decisões?

Olhemos para o “pensamento integrativo como a nossa capacidade de, construtivamente, face às tensões de modelos opostos, escolher em vez de um em detrimento do outro, uma resolução criativa da tensão sob a forma de um novo modelo que contém elementos de ambos os modelos, mas é superior a cada um”. Rotman

O que acontece nos modelos hierárquicos tradicionais das organizações, quando se trata de usar o poder para tomar decisões, é a utilização constante da autoridade duma função na análise de um problema e a eliminação de alguns factores a apreciar, aliviando assim a tensão da tomada de decisão.

Se quem usa o poder, considerar, para a sua tomada de decisão, todos os factores relevantes, então abraça a complexidade e “começa a sentir intuitivamente quando o limiar de”relevância” for atingido e a partir daí pode rever esse limite como sendo progressos.

Contudo um decisor com pensamento integrativo deve considerar, que, os factores que incluiu como relevantes, tem importância relativa, isto é, através da sua sensibilidade ou capacidade de perceber e da capacidade de comparar e ver contrastes ele reconhece os factores verdadeiramente críticos.

É o momento crítico da relevância!

Tudo isto só é possível se não estiver sujeito às limitações de uma hierarquia que naturalmente e preconceituosamente selecciona os factores desejáveis.

Esta relevância de factores é a primeira tarefa de um conjunto de quatro, que se seguem e, que formam o pensamento integrativo.

Um pensador integrativo depois de determinar a relevância tem agora de compreender as relações que ligam esses factores ou variáveis e para o fazer vai lidar com a ambiguidade e criar mapas causais ao mesmo tempo que desenvolve teorias alternativas.

Tradicionalmente um decisor abusa do poder ao refugiar-se no seu estatuto ao ignorar as alternativas.

Pelo contrário, diz Roger Martin, o pensador integrativo vai abraçar elementos misteriosos em vez de os excluir pois tem “a capacidade de manter um propósito claro neste caso, através do difícil passo de traçar as inter-relações causais complexas, enquanto mantém a flexibilidade para rever sentenças sobre padrões de causalidade, mesmo sobre a relevância que o mapa causal desenvolve.”

O próximo passo desta cascata é o mais difícil de abraçar para quem tem o poder na mão.

Criar uma sequência de variáveis é um problema complexo e a tendência é, eliminar variáveis par tornar o caminho mais acessível.

A segunda tarefa para o pensador integrativo é desenvolver uma compreensão das relações causais que conectam as variáveis e escolhas em causa.

Em essência, o pensador integrativo cria um mapa de causalidade que agrupa as variáveis consideradas mais importantes na primeira etapa.

 

O pensador integrativo em vez de, separar ou eliminar variáveis ou factores, mantém o pensamento na imagem global do mapa causal, enquanto explora as várias opções para focar onde e como incidir no problema.

Serve-se para isso da sequência de factores que o mapa causal lhe fornece.

A capacidade de seleccionar o ponto de incisão no problema é crucial para o pensador integrativo que conjuntamente com a capacidade de utilizar as suas experiências permite-lhe chegar ao quarto ponto da cascata, a resolução.

Mas como diz Roger Martin “Há sempre algumas pedras na estrada. Neste momento a atitude é fundamental.”

Não uma atitude de poder sem diálogo ou apenas com desconsideração pelos outros elementos da organização, mas uma atitude que vê os desafios como algo transponível e para ser gerido sem medo.

Em vês de decidir por A ou por B o pensador integrativo escolhe o caminho de aperfeiçoamento contínuo para encontrar a solução criativa.

Relevância

                   Causalidade

                                      Sequência

                                                        Resolução

A hierarquia subjacente à cascata não é abuso de poder! 🙂

(Texto em português depois deste)

 

Integrative thinking to integrate people

Because we live so long inside a box, we got used to thinking without reliance on “hunches”, especially in those that are outside the box when we want to solve a problem.

But we can integrate the two forms, both inside and outside the box and build a new, no box.

This new way of thinking, integrative, it reflected trust and communication also showing attributes such as understanding and points of common interests that allow an overview of the problem.

Organizations that believe in innovation and find that within its walls there is no capacity for answers to global challenges will have an alternative other than look abroad.

Such demand will however require a further effort to understand the problem and ways of resolution.

The organization will have its leader to think according to the model created?

Is this leader convinced of the advantages of an integrative thinking?

If so, all the work for acceptance of collaboration and sharing is facilitated and teams who work with him appear naturally motivated. With a common language and removing the dominance of critical thinking throughout all the organization faces the challenges and opportunities.

Imagine an organization led by an integrative thinker to motivate and coordinate all the teams well trained in the balance of analytical and intuitive thinking. The acceptance of Open Innovation is a fact.

So still not a reality, many companies find that the Open Innovation is in its infancy which leads to doubts and uncertainties as to its effectiveness.

Often, too, the initiative to implement open innovation is the responsibility of one individual, responsible for innovation, or just some individuals. To make the implementation of open innovation, it was not enough the fact that those responsible be critical thinkers and not integrators, but they also are not able to most of the time of achieving the critical mass necessary to win ignition energy.

Here there we need to clarify the principles of open innovation so extended to a large population of the company.

For the implementation of open innovation often arises a situation even more critical when there is no contact on innovation. And the way of difficulties increases when firms use more than one model rather than to focus on their real issues and integrative model.

Integrative thinking can solve many of these problems since it uses abductive logic, that is, what can be instead of what should be or is.

It is easy to see that a company that does not usually reward that may be, feel the constraints of adversity instead of opportunity.

Once people see the simplicity, durability, and sustainability of an innovation mind-set, it continually reinforces itself.

“Integrative Thinking

One of our favorite examples of integrative thinking involves Febreze, a very successful odor-control product.

One of the active ingredients in Febreze surrounds a malodor and removes it, as opposed to covering it up or masking it. Febreze started out as a fabric refresher. Now it’s also an air freshener in the U.S. and elsewhere.

Not long ago we took the Febreze package, product, and brand name to Japan. We tested it on a small scale with Japanese consumers. They rejected it. As interpreted by the P&G team(a relatively junior-level group), the gut reaction of the Japanese was: “Here’s another Western product that’s not going to work in our country.”

But we persisted. “Were there any Japanese households or consumers who really liked the product?” we asked. The team didn’t know, but they went back and looked at the research. Lo and behold, 20 percent of the first survey group absolutely loved the product.

Personally, I wasn’t surprised. I had spent eight years living and working in Japan and I knew that Japanese people can be hypersensitive to malodors. A man can smoke cigarettes outside or in a subway station, but many Japanese women won’t let their husbands smoke in the house. When the husband comes home, he may have to take his smoky clothes off and wash them before he can sit down.

So we resolved to try again. The P&G team changed the viscosity of the product. They changed the fragrance from high profile to a very low profile scent. They changed the bottle to a much more delicate design that more Japanese people felt comfortable having visible in their homes. They changed the spray pattern to amist. They changed everything but the core technology of the product, and it became a phenomenal success in Japan. This is a story we tell ourselves at P&G to drive home the need for integrative thinking. The project started with a consumer-centric concept. “- P&G’s Innovation Culture

by A.G. Lafley, with an introduction by Ram Charan

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Integrar o pensamento para integrar pessoas

Pelo facto de vivermos tanto tempo dentro de uma caixa, habituámo-nos a pensar sem ter confiança em “palpites”, principalmente nos que estão fora da caixa, quando pretendemos resolver um problema.

Mas nós podemos integrar as duas formas, dentro e fora da caixa e construir uma nova, sem caixa.

Esta nova forma de pensar, integrativa, faz transparecer a confiança e a comunicação mostrando também atributos como a compreensão e pontos de interesse comuns que permitem uma visão global do problema.

As organizações que pensam em inovação e verificam que dentro das suas paredes não existe capacidade de respostas aos desafios globais, não têm outra saída que não procurar no exterior.

Essa procura contudo vai implicar um esforço suplementar de compreensão do problema e das formas de resolução.

A organização terá o seu líder a pensar segundo o modelo criado? Esse líder está convicto das vantagens de um pensamento integrativo?

Se está, todo o trabalho de aceitação de colaboração e partilha está facilitado e as equipas que trabalham com ele aparecem naturalmente motivadas. Com uma linguagem comum e retirando a dominância do pensamento crítico toda a organização enfrenta os desafios como oportunidades.

Imagine a organização liderado por um pensador integrativo a motivar e a coordenar todas as equipas bem treinadas no equilíbrio dos pensamentos analítico e intuitivo. A aceitação da Inovação  Aberta era um facto.

Por isto ainda não ser uma realidade, muitas empresas consideram que a Inovação Aberta está nos seus primeiros passos o que acarreta dúvidas e incertezas quanto á sua eficácia.

Muitas vezes, também, a iniciativa de implementar a inovação aberta está a cargo de um só indivíduo, o responsável pela inovação, ou apenas alguns indivíduos. Para dificultar a implementação de inovação aberta, não bastava o facto, de esses responsáveis serem pensadores críticos e não integradores, como não são capazes a maior parte das vezes de conseguirem a massa crítica necessária para ganhar energia de ignição.

Aqui há necessidade de clarificar os princípios de inovação aberta de forma alargada a uma grande parte da população da empresa.

Para a implementação de inovação aberta surge por vezes uma situação ainda mais crítica, quando não há contacto ligado à inovação. E o caminho das dificuldades aumenta quando as empresas utilizam mais do que um modelo em vez de se focarem nos seus verdadeiros desafios e no modelo integrativo.

O pensamento integrativo pode resolver muitos destes problemas uma vez que usa a lógica abdutiva, isto é, o que pode ser, em vez do que deveria ser ou é.

É fácil perceber que, uma empresa que não tem por hábito recompensar o que pode ser, sinta nos constrangimentos a adversidade em vez de oportunidade.

“Integrative Thinking

One of our favorite examples of integrative thinking involves Febreze, a very successful odor-control product.

One of the active ingredients in Febreze surrounds a malodor and removes it, as opposed to covering it up or masking it. Febreze started out as a fabric refresher. Now it’s also an air freshener in the U.S. and elsewhere.

Not long ago we took the Febreze package, product, and brand name to Japan. We tested it on a small scale with Japanese consumers. They rejected it. As interpreted by the P&G team(a relatively junior-level group), the gut reaction of the Japanese was: “Here’s another Western product that’s not going to work in our country.”

But we persisted. “Were there any Japanese households or consumers who really liked the product?” we asked. The team didn’t know, but they went back and looked at the research. Lo and behold, 20 percent of the first survey group absolutely loved the product.

Personally, I wasn’t surprised. I had spent eight years living and working in Japan and I knew that Japanese people can be hypersensitive to malodors. A man can smoke cigarettes outside or in a subway station, but many Japanese women won’t let their husbands smoke in the house. When the husband comes home, he may have to take his smoky clothes off and wash them before he can sit down.

So we resolved to try again. The P&G team changed the viscosity of the product. They changed the fragrance from high profile to a very low profile scent. They changed the bottle to a much more delicate design that more Japanese people felt comfortable having visible in their homes. They changed the spray pattern to amist. They changed everything but the core technology of the product, and it became a phenomenal success in Japan. This is a story we tell ourselves at P&G to drive home the need for integrative thinking. The project started with a consumer-centric concept. “- P&G’s Innovation Culture

by A.G. Lafley, with an introduction by Ram Charan

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Pensar e construir modelos

Imaginemos que temos à nossa frente, dois modelos opostos e que eventualmente são úteis para resolver o problema, que temos em mãos.

Temos tomar uma decisão e escolher um entre os dois? Talvez não. Tão pouco vamos passar dias a pensar em novas soluções quando a possibilidade de resolução está tão perto.

A nossa capacidade de criar de forma construtiva, face às tensões de modelos opostos, permite-nos gerar soluções alternativas. Então em vez de escolher um em detrimento do outro geramos um novo modelo que contém elementos de cada um dos modelos disponíveis, mas o resultado final é melhor que cada uma das partes (modelos).

Todos sabemos a que velocidade a informação flui e como ela pode ser actualizada. Tomar decisões implica naturalmente momentos de alta tensão, em muitos casos. Deixar as coisas como estão, já não é solução.

A maior parte das vezes estas escolhas são enigmáticas e provocam um autentico desafio na combinação de incertezas, ambiguidades, complexidade, instabilidade, risco e apelam a aspectos únicos da nossa experiência.

Mas o maior desafio é quando ao tomar decisões, nos deparamos com as possíveis consequências. Não estamos sozinhos e a nossa atitude implica com outros indivíduos, grupos ou organizações.

A melhor opção é trabalhar o problema como um todo. Dar atenção à diversidade de factores, compreender a complexidade das relações causais nas conexões.

Ao tomar uma decisão, podemos proceder por meio de quatro etapas ou passos:

Saliência – Que tipo de informação ou que variáveis são relevantes para que se faça uma escolha. Nesta altura é preciso coragem e não tratar a tensão, aliviando factores que podem ser relevantes. Facilitar em demasia a escolha de factores importantes não é aconselhável.

Causalidade – Que tipo de relações achamos, que podem existir entre as várias peças do nosso puzzle? É útil criar um mapa mental de causalidade e que estabeleça as ligações entre as várias varáveis. Ao estabelecer as relações críticas fazemos sobressair as saliências encontradas no primeiro passo.

Arquitectura – É a altura de criar um modelo mental global, baseado nas escolhas feitas a partir das duas primeiras etapas. Decidir onde e quando cortar dentro do problema, tendo em atenção a riqueza das ligações entre cada componente do problema. Isso faz-se trazendo algumas partes do problema à superfície e levando outras para trás.

Resolução – Qual vai ser a nossa decisão, baseada no nosso raciocínio? Depois de identificadas as variáveis relevantes, de construído o mapa causal e de estabelecida a sequência de acções, deparamo-nos com a etapa mais difícil, a resolução. É difícil porque ficaram muitas pontas para trás, mas não é possível trabalhar com todos as variáveis do problema.

O desafio tem de ser encarado como uma tensão para ser criativo e para gerir com flexibilidade.

“Os pensadores integrativos, numa organização, constroem modelos, em vez de escolher entre duas opções. Os seus modelos incluem uma análise de inúmeras variáveis – clientes, colaboradores, concorrentes, recursos, estruturas de custos a evolução do sector, e regulamentação – e não apenas um subconjunto das opções acima. Os seus modelos capturam o complexo, relações causais multifacetadas e multi-direccionais entre as variáveis chave, de qualquer problema. Os pensadores integrativos consideram o problema como um todo, ao invés de dividi-lo e trabalhar as peças. Finalmente, criativamente resolvem as tensões sem fazer cara aborrecida e transformam os desafios em oportunidades.” Roger Martin

Como se sente? Mais analítico ou intuitivo? Integrativo?