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Significados da contingência

Afirmar que um único método se pode se ajustar a todos os tipos de projectos é um mito!

Bem pelo contrário, muitas experiências têm indiciado que um único método não se ajuste a muitos projectos, daí se poder concluir uma abordagem contingencial não é apenas teoria, mas que se aplica à realidade das organizações.

Esta realidade, não pode ser limitada às realizações existentes e passa por incluir a inovação como uma orientação imprescindível para o sucesso de muitos projectos simples ou complexos.

A complexidade pode referir-se a:

 – Estrutura interna do produto  

 – Ligação do produto com o cliente

Quando abordamos a execução de um projecto e a sua complexidade temos necessariamente de referenciar as suas características interdisciplinares, o volume de informação e a sua diversidade, o número de indivíduos e organizações envolvidos e a qualidade das conexões existentes ou realizadas.

Nessa abordagem à complexidade são factores de sucesso de um projecto:

– O apoio inequívoco da direcção da organização.

– A existência de objectivos claros e realista.

– Uma liderança eficaz.

– Um processo de comunicação adequado à dimensão da organização.

– Os aspectos relacionados com as pessoas envolvidas, tais como os factores de adequação da personalidade dos responsáveis e os seus estilos de liderança ao tipo de projecto.

 

Percebe-se aqui a importância da liderança em projectos de natureza contingencial, isto é, dependentes das circunstâncias de lugar e momento.

Os indivíduos com personalidade propensa à conclusão de tarefas e ao sentido da realização tendem a praticar mais a liderança voltada para as tarefas.

Os indivíduos que valorizam os com os outros tendem a praticar mais a liderança voltada para as relações.

 

Naturalmente que, um indivíduo em posição de liderança sente-se mais confortável e eficaz, com uma liderança coerente com sua própria personalidade.

O aspecto mais importante da liderança de projectos de natureza de contingência, é combinar o estilo e a personalidade do líder com a situação em que o seu desempenho será melhor.

Porquê contingência?

Porque há necessidade de agregar áreas de uma organização, equipes interdisciplinares e elementos de diversas naturezas. Isto acontece em projectos com grande número de elementos e uma distribuição geográfica alargada e onde a conexão tem de ser constante.

 

– Porque se refere aos efeitos que os projectos geram no meio ambiente, no comportamento e ética das pessoas envolvidas

Porque se refere a projectos onde predominam as inexactidões tecnológicas, de mercado e de informações, ausência de convicções, e instabilidade.

Porque inovação significa criatividade, ser diferente, exclusivo, novidade.

Porque as restrições e limitações de um projecto referem-se ao imediato que envolve atenção às metas de prazos, custos e qualidade.

É contexto é contingência e um modelo só não serve a todos os projectos.

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Fonte :Roque Rabechini Junior e Marly Monteiro de Carvalho – RAI

A história da transferência de conhecimento

 

Alguém falou de “inovação” e toda agente acorreu para ouvir!

Toda a gente correu porque queriam entrar na ideia, queriam vivê-la.

Ao ouvir contar a história, sobre como aquela equipa conseguiu tamanhos resultados, as pessoas sentiam como se estivessem a trabalhar com a sua equipa, mas ainda sem saber, o que fazer em relação a algumas questões cruciais, num ambiente sombrio, e de repente, descobrem a solução miraculosa.

Essas pessoas experimentaram a história, como se tivessem saboreado um belíssimo manjar.

No processo, a história, e a ideia que reside dentro dela, pode tornar-se dessas pessoas. Elas não sentem a história como observadores externos, ou como uma crítica em relação a algo ou alguém. Elas sentem a história como participantes activos na história.

A teoria do conhecimento foi refinada pelos contadores de histórias.

“Eu penso, logo existo” deu lugar ao “Nós participamos, e portanto, estamos“.

Ao contar histórias fazemos com que as pessoas sejam mais existenciais através da sua participação com os outros e com o mundo que os envolve a todos.

O que se passa aqui é um processo de identificação com a história, um objecto querido e disponível. As pessoas passam a sentir-se a si próprias envolvidas no processo, que se pretende, neste caso, transfira conhecimento.

A história facilita a compreensão do que pretendemos transmitir e essa compreensão resulta da construção por interacções sociais. Desta forma, a transmissão do conhecimento ou do sistema, que lhe está inerente, é realizada por internalização e integração no nosso quadro de referência.  

Esse conhecimento, que até então, não era possível de integrar, foi, através da história, compatibilizado com os nosso quadro conceptual e interiorizado.

Toda a história funciona bem até ao momento em que descarrila, isto é, quando o fluxo de conhecimento não encontra uma boa recepção.

Imaginemos, que pretendemos contar a história de um bom exemplo, uma boa prática, que foi realizado algures e num determinado momento por pessoas devidamente identificadas.

Aqui a arte de contar histórias tem que passar pela justificação do movimento ou deslocação.

-“Isso pode ser verdade lá, mas aqui não é possível!”

As mesmas causas sob as mesmas condições produzem efeitos semelhantes?

Que história preciso de contar para que o conhecimento de práticas seja transferível?

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Comportamentos de imitação e de diferença

Entre os comportamentos aprendidos os que melhoram a sobrevivência são imitações.

São notórios os comportamentos de imitação que observamos quando alguém sente que a sua vida está em risco. Se uma pessoa foge de algo que considera perigoso, logo um grande número de pessoas imita o comportamento e foge também, sem sequer se ter apercebido do risco ou do suposto risco.

Mas há limites no comportamento de imitação quando se trata de auto-estima e prazer pessoal.

Geralmente os comportamentos são imitados se a pessoa a imitar, tem um estatuto elevado ou é portador de confiança. Nestes casos trata-se de copiar e não de imitar face ao risco.

A imitação tem que dar algum benefício e esses benefícios podem ser para aumentar a sobrevivência, o sexo, o poder, a auto-estima, ou simplesmente o gozo pessoal.

Geralmente as pessoas, como têm a capacidade de pensar, lembrar o passado e projectar o futuro, usam diversos graus de imitação para atingir os seus objectivos.

Quanto maior for o benefício, maior é a possibilidade de imitação.

As pessoa que “tendem” a viver com poça auto-estima, não são dadas a grandes imitações. Aqueles que procuram manter e reforçar a auto-estima, tendem a comportamentos de imitação, que podem passar pela aparência física e pelo comportamento, que a pessoa a imitar, tem.

À medida que a idade avança, a necessidade de imitação diminui e eventualmente é substituída pela necessidade de ser modelo. Os pré-adolescentes e adolescentes, são as faixas etárias mais vulneráveis à imitação.

Nos jovens adultos começa a desenhar-se um vontade de diferenciação, um estilo próprio, que podendo manter um conjunto de características comuns com outros, apresenta aspectos claros de diferenciação.

Os adultos tornam-se muito mais selectivos, e decidem ou não o que imitar.

A imitação só funciona se estiver ligada a um forte apelo, que é naturalmente emocional.

Hoje com as novas tecnologias e com as redes sociais, assistimos a episódios de imitação muito alargados. As pessoas por necessidade de uma maior proximidade e sem se sentirem constrangidos por censuras de proximidade, tendem a imitar comportamentos observados nas interacções que estabelecem.

Há então dois caminhos a seguir, para quem quer diminuir comportamentos de imitação:

Encontrar uma identidade própria e desenvolvê-la no sentido de criar um patamar de auto-estima seguro e mantendo um equilíbrio com o meio envolvente ou,

Procurar cultivar a diferença e, possivelmente evoluir para modelo a imitar, seja ele a que nível for aceitando os papéis que criou ou que foram postos à sua disposição.

Imite e escreva!

Inovar o conhecimento inovando o pensamento

O mundo é governado por ideias. As ideias de líderes de estados, as ideias de músicos e compositores, de filósofos e mestres de cozinha, etc.

Mas novas ideias carregadas de valor não têm como principal componente as novas tecnologias ou a saúde financeira desses pensadores. Elas são construídas na base do conhecimento.

A gestão do conhecimento, que já parece com uma certa idade, dada a velocidade a que manuseamos informação, aborda uma vasta gama de questões que envolve a gestão da informação, aquisição de conhecimento, partilha de conhecimento, cultura organizacional, aprendizagem organizacional, as organizações, as melhores práticas e a aprendizagem.

Aqui reside um problema e, quando identificamos um problema temos de encontrar uma solução que só pode ser inovadora.

O problema básico é que as pessoas que têm conhecimento profundo sobre um tema, por vezes, assumem que as outras pessoas têm que saber mesmo e isso pode levar a erros graves.

A inovação do conhecimento passa por encontrar novas formas de transformar o implícito em explícito.

Para muitos indivíduos e organizações, a inovação e a gestão do conhecimento já não são assuntos tabus ou questões de “caras”. São necessidades e um meio de sustentar a sobrevivência, o desenvolvimento económico e a competitividade.

Mesmo ao nível individual podemos assistir à construção de soluções para evitar insucessos, nas escolas, trabalho e grupos informais.

Hoje assistimos à criação de comunidades de conhecimento com a utilização das redes sociais e o que verificamos é que as interacções entre os utilizadores dão mais amplitude e profundidade ao conhecimento adquirido pelos seus actores.

O nível de análise e capacidade crítica aumentou ao longo dos últimos anos e o significado foi aculturado, isto é, há uma maior integração de algumas verdades na diversidade de culturas que se conectam.

As organizações formais, como as organizações são excelentes na promoção da cooperação, mas as comunidades de conhecimento são superiores a promover a colaboração, que é o processo mais importante em termos de inovação.

Em vez de se concentrarem no que estimula o desempenho em organizações formais, as comunidades de conhecimento informal procuram basear-se no conhecimento do passado, para encontrar as bases para o sucesso através da diferença.

O conhecimento das comunidades de conhecimento bem sucedidas, não as experiências fugazes que rapidamente crescem e subitamente desaparecem, resulta de uma vasta rede de alimentação e tem como característica fundamental a adaptabilidade à mudança.

Esta “Inovação em Conhecimento”, utiliza uma construção evolutiva da terminologia e não se prende ao vocabulário tradicional que limita a expansão do conhecimento.

Há novos termos, novos significados e maior proximidade entre as coisas e as pessoas.

Esta nova linguagem não padece de atributos estáticos como acontece na linguagem de discurso tradicional e onde a mudança acontece de forma evolutiva.

É necessária agora uma melhor compreensão, de como estas redes colaborativas incentivam a inovação, para melhor compreender o que impulsiona a inovação e como a podemos promover.

Conte-me a sua experiência com a net!

A tão desejada sabedoria!

 

Já falei de sabedoria e inteligência prática, ou da nossa capacidade de resolver problemas, ultrapassar obstáculos e adaptar a novos modelos e tendências.

A sabedoria, perde-se na falta de memória ou na teimosia de cometer os mesmos erros e assumir os riscos desnecessários. Assistimos a ciclos de euforia e desânimo com uma serenidade que não tem a ver com sabedoria, antes representa uma certa falta de consciência.

Os reinados de euforia correspondem literalmente a estratégias cedidas por analistas que focam dados apenas de sucesso. A sabedoria contempla evolução e contextos para tomar decisões em relação ao futuro. A sabedoria não é unicamente um julgamento sensato do passado, ela indica o “bom” caminho a percorrer no futuro.

A sabedoria, para um indivíduo ou uma organização, é algo que representa os valores irradiados na rede de conexões da pessoa, grupo ou organização. Sabedoria não é um conjunto de intenções.

A sabedoria não é estudar e identificar as melhores práticas, mas sim reconhecer as necessidades das pessoas e construir algo para a sua satisfação. As boas práticas, mesmo no contexto adequado, repetem falhas. As boas ideias alavancam inovação e foco no desenvolvimento sustentado.

A sabedoria não é um dom, nem se confina a um conjunto de iluminados. A sabedoria é saber distribuir o poder energético gerado pelas emoções, de modo a amplificar alegrias e satisfações.

A sabedoria não é um conjunto de tácticas bem pensadas, na utilização de uma estratégia oportuna para se atingir um fim. A sabedoria é ter tempo para ser sábio com despreocupação e construir algo de novo, útil e com simplicidade no uso.

A sabedoria é saber reflectir e fazer perdurar os pontos altos do que se faz. A sabedoria não é ser capaz de fazer um pouco melhor que os outros.

A sabedoria é elegância, simplicidade e compreensão. A sabedoria não é o uso da força, para provocar sentimentos ou emoções, para delinear caminhos indutores ou para desculpar atitudes impensadas.

A sabedoria não é a preocupação com a máxima rentabilidade e com a possibilidade de vitória sobre a concorrência. A sabedoria é implicar os custos à razão de ser do equilíbrio, sem utilizar estratégias de manipulação de embalagem.

A sabedoria é não procurar exemplos à nossa volta, mas dar o exemplo.

A sabedoria é ser capaz de manter uma atitude respeitada pelo respeito que se tem pelos outros, procurando não ser dono da verdade ao aprender a qualquer hora e em qualquer momento. A sabedoria não é o recolhimento na cátedra da investigação, sem partilha do conhecimento e sem abertura à mudança.

A sabedoria é saber ser, sem nunca esquecer que os outros também são!

(Fonte inspiração: Umair Haque)

Sabia? Ou não concorda?

A curiosidade e a exploração

Os teóricos da motivação intrínseca dizem que o comportamento exploratório e a actividade intelectual são duas manifestações de interesse, subjacentes na aprendizagem.

A curiosidade exploratória é bastante diferente da curiosidade intelectual. A curiosidade exploratória é o resultado da atracção de novos estímulos acompanhados por falta de temor ou receio, enquanto, a curiosidade intelectual está inserida no âmbito das ideias e na necessidade de pensar.

Por exemplo, se observarmos o comportamento exploratório dos bebés, verificamos que esse comportamento, não implica que, esses bebés, quando forem alunos do ensino médio, já nasceram com uma curiosidade natural para a aprendizagem intelectual.

Os neurocientistas têm proposto uma explicação simples para o prazer de agarrar um novo conceito: O cérebro está começando a sua correcção. O “clique” de compreensão desencadeia uma cascata bioquímica que recompensa o cérebro, com um tiro de ópio natural (substâncias semelhantes), disse Irving Biederman, da Universidade do Sul da Califórnia

A curiosidade é definida como uma necessidade, sede ou desejo de conhecimento e essa curiosidade é fundamental para a motivação.

Podemos falar de curiosidade como um comportamento específico ou, como uma construção hipotética. A curiosidade é um pré-requisito de motivação para o comportamento exploratório, e a exploração são todas as actividades relacionadas com a recolha de informação sobre o meio ambiente.

Uma distinção clara, entre curiosidade exploratória e intelectual pode, nem sempre ser possível.

Podemos verificar que conhecemos pessoas que são regularmente exploradoras mas não são curiosas intelectualmente. Isto é, prevalece uma exploração e observação contemplativa sem a intença de agregar e integrar conhecimento.

Por outro lado podemos observar pessoas que buscam incessantemente o significado das coisas, mas com temor arriscam a exploração do desconhecido. O factor risco tem um peso importante.

A capacidade que o meio ambiente tem em moldar as nossas atitudes é, muitas vezes, responsável pela direcção ou foco da nossa curiosidade. Daí que seja frequente a indecisão se estarei a desenvolver a minha curiosidade exploratória ou se estarei com sede de conhecimento e consequente mente a desenvolver a minha curiosidade intelectual.

“Perceba quanto tempo existe, e quão longo o dia é. Você tem dezasseis horas de vigília, três ou quatro das quais pelo menos deveriam ser dedicadas a fazer uma conquista silenciosa na sua maquinaria mental. O que falta, para cultivar o poder de concentração pacífica, a maior causa de colapso mental, são algumas horas fora das dezasseis, que já bastam. Deixe-as apenas serem horas de dedicação diária.” Sir William Osler

Tem uns minutos? Quer comentar?

Conhecimento explícito e Conhecimento tácito

A partilha do conhecimento faz-se segundo duas abordagens o conhecimento explícito, o mais utilizado e o conhecimento tácito, quase sempre mal gerido.

Uma das preocupações que surgem ao partilhar o conhecimento é, se essa atitude vai ou não prejudicar a actividade normal das pessoas.

Contar histórias pode ser uma das formas, não só de transferir conhecimento como de criar um ambiente que não só não transtorna como traz equilíbrio e relaxamento.

O aprender fazendo, traz consigo, uma necessidade de integrar os conhecimentos que surgem por força da execução de tarefas e que não se encontram registados em qualquer base de dados.

Em muitas das nossas actividades, encontramos o conhecimento, distribuído da seguinte forma:

  • Conhecimento dos processos
  • Conhecimento do domínio
  • Conhecimento institucional
  • Conhecimento cultural

Esta distribuição corresponde a uma sistematização mais ou menos concêntrica dos níveis de conhecimento.

Ao tentarmos enquadrar o conhecimento explícito e tácito nesta distribuição, verificamos que o primeiro é facilmente enquadrável enquanto o conhecimento tácito nos requer alguma habilidade. Isto porque explícito se refere ao, “o quê”e o tácito ao “como”.

As novas tecnologias resolvem grande parte dos nossos problemas do conhecimento explícito e contar histórias pode resolver as nossas necessidades de conhecimento tácito.

Qualquer que seja a área de conhecimento que abordamos, de processos a cultural, o contar histórias vai-nos possibilitar a interacção entre várias pessoas, o que normalmente não acontece quando estamos a ler ficheiros de uma base de dados.

A vantagem das narrativas, ao descrever passos já dados, é a fácil assimilação por mais de uma pessoa, mas para que isso seja eficaz uma história tem de ser bem contada.

A história deve ter um contexto e focar algo que possa ser memorável. Vivida de uma forma imaginária as histórias contém episódios relacionáveis e que se memorizam sem esforço.

Contar histórias é partilhar valores e modos de actuação, mas não devem ser usadas como instrumentos de crítica.

Transformar o veículo de transmissão de conhecimento num conto, permite a sua replicação e consequente bem-estar dos contadores e dos ouvintes. Não é um acto isolado, é colaboração e partilha. Acima de tudo é uma forma de criar um ambiente facilitador da aprendizagem e evita a perda do conhecimento de gerações.

Se pretendemos utilizar um contador de histórias no nosso trabalho, não nos esqueçamos de criar o nosso livro de contos para que todos possam usufruir do trabalho de poucos.

Mais uma história? Conte-me!

Porquê fazer perguntas?

As perguntas,  são o pontapé de saída dos processos de integração e de generalização e, portanto, é importante compreender quais as condições que nos levam a fazer perguntas.

Quase todos nós aceitamos que internamente fazemos perguntas e que esperamos uma resposta de nós próprios. E digo quase toda nós, porque há pessoas que teimam em não aceitar isso, como desculpa pra, um estado não consciente.

A memória sabe onde colocar qualquer resposta que encontra. Mas a memória é suficientemente obsessiva, para não prestar atenção à informação, se essa informação não for uma resposta a qualquer pergunta que possa conservar em si.

Há três tipos de perguntas de que a memória gosta:

A primeira surge quando uma pessoa tem uma meta e precisa de algumas informações para a ajudar a alcançar essa meta.

A segunda é o interesse intrínseco, isto é, as pessoas podem apenas querer saber alguma coisa, porque estão curiosas sobre essa coisa.

A terceira é a falha de expectativa baseada em questões explicação. Quantas vezes, encaramos o fracasso e procuramos explicações para o acontecido, na esperança de que não volte a acontecer. A nossa amiga memória está lá para nos ajudar.

O não hábito de fazer perguntas leva quase sempre ao armazenamento de conhecimento sem valor e sem vida. O conhecimento inerte.

Conhecimento inerte é simplesmente o conhecimento que é mal posicionado, e a única maneira de criar a indexação a algo útil é, fazer perguntas. Estas situações surgem quando estudamos um assunto e não questionámos as ligações do assunto com outros assuntos ou casos.

Por experiência própria, nós facilmente constatamos que, uma parte do nosso raciocínio, é baseado em casos e não baseado em regras.

Quando resolvemos problemas, frequentemente nos lembramos de problemas anteriores que enfrentamos. E o que nós fazemos nestes casos é perguntar ao repositório, que casos há em stock.

Mas, nem sempre é fácil, fazer perguntas, como são as situações de pessoas com pensamentos negativos. Nestes casos aconselham-se alguns passos para educar os nossos pensamentos:

Encontre-se a si próprio – A maioria das pessoas nem sequer reconhecem, quando estão a ter um pensamento negativo, porque esse pensamento está tão enraizado no seu padrão de pensamento, que nem sequer o percebe, como negativo.

Reconheça que está pensando o pensamento – Pensar sobre o pensamento dá uma sensação de liberdade e satisfação, dá objectividade e independência de perspectiva.

Conscientemente liberte a energia negativa ou emoção que está associado ao pensamento.

Substitua o pensamento negativo, com um mais positivo, mais verdadeiro.

Sinta a energia positiva ou emoção associada, ao novo pensamento e depois coloque o foco, de forma consciente, nesse novo pensamento durante o máximo de tempo possível.

E agora! Acha que vale a pena fazer perguntas? Diga lá?

Quando a aprendizagem pede velocidade

A aprendizagem é cada vez mais uma forma de sobrevivência. Cada experiência transforma-se em matéria de ensino, seja para aplicar seja para evitar.

Como gerir esta necessidade de estar na moda e ser capaz de vislumbrar o sol todos os dias?

Entenda-se moda, a actualidade, o estar actualizado, o ser capaz de dar respostas, dia-a-dia, sem a preocupação de ouvir o “já não se usa” ou “Isso já foi, agora…”.

Recordo-me bem de ter utilizado estas expressões a propósito do “foi assim que aprendi” e do “…ora pergunta à tua mãe…”.

As organizações são escolas, mas também são aprendentes! O nosso papel é responder às exigências da mudança com respostas ágeis e eficazes.

O sol também brilha na janela do escritório do 14º andar!

O Sol que transmite energia é bem o símbolo daquilo que todos os dias necessitamos para garantir o (nosso) bem-estar. Isto claro para quem se preocupa com o crescimento e uma vida saudável intelectualmente.

Só o facto de reflectir sobre este bem-estar, é já por si, sinal de preocupação dessa saúde.

Por isso, à medida que vamos procurando adequar a informação, que nos chega (hoje a quantidade é tão grande!), às necessidades que diagnosticamos para o nosso trajecto, vemo-nos obrigados a avaliar não só conteúdos como a sua origem.

E cá estamos nós, outra vez, frente a um interlocutor, que sendo muitas vezes passivo, isto é, não permitindo a interrogação sobre a validade dessa informação, nos coloca em níveis de segurança não desejáveis.

Eu sabia, e sempre houve, que havia necessidade de separar o trigo do joio, só que não imaginava que teria de utilizar, instrumentos ou ferramentas, que me permitissem seriar tanta informação e tão rapidamente.

O que hoje nos é exigido é, aprender depressa. Aprender a utilizar o nosso conhecimento de forma ágil e rápida, ou por outras palavras, fazer com que o nosso conhecimento seja eficaz.

O inesperado está sempre à porta e a nossa capacidade de reacção tem ser treinada para se manter em forma. Um modelo de treino, com seis passos e que ajudará, poderá ser:

1 – Ler, ouvir, ver!

2 – Analisar resultados. Rever!

3 – Avaliar a importância e a pertinência!

4 – Aprender! Integrar!

5 – Refinar!

6 – Voltar ao princípio!

Concluindo, aprender a usar o conhecimento é mais importante do que saber as coisas. É a utilidade que está em causa, pois o nosso saber não tem valor algum se não produzir consequências benéficas para nós e para os outros.

O resultado da partilha é o bem-estar, a alegria e a segurança. Nós temos todos os dias experiências com situações inesperadas e, reflectindo um pouco, entendemos a importância da aprendizagem, nos pequenos sucessos diários.

Nós aprendemos inclusive, a escolher a felicidade, e se nós somos felizes, somos felizes em qualquer lado.

A razão de muita infelicidade é a incapacidade de fazer escolhas positivas. Se aprendermos a escolher comportamentos alternativos que resultem em maior satisfação, a vida fica mais rica e tem outro sabor.

E tudo isto porque, os nossos pensamentos criam a nossa percepção, a nossa percepção define as escolhas que fazemos e, as nossas escolhas produzem o que somos e a vida que temos.

Não seja pessimista! Conte-me as suas alegrias!

Reciclar crenças!

A percepção e a observação feitas pelas pessoas, tem alguma relação com o estado do mundo exterior ao observador.

As condições em que se realizam essas observações condicionam, não só a forma como elas são conduzidas como informação e transformadas em conhecimento, como induzem o seu local de armazenamento.

As crenças, são um exemplo disso. Elas podem assim ser entendidas como uma representação, que não é necessariamente justificada na sua totalidade, e não é, necessariamente, totalmente verdadeira.

“Se uma pessoa acredita em algo, então, deve ser mais provável que ela aconteça.” Esta é uma afirmação que ouvimos com frequência e que funciona muitas vezes como factor de motivação.

A crença não é conhecimento?

O conhecimento não é, ou não é apenas, a crença verdadeira justificada.

A percepção e observação podem ser entendidas como a transmissão de informações sobre determinados processos, os processos sensoriais, tais como visão, audição, olfacto, etc. O resultado é que, entendemos essas informações como uma crença.

Já nos perguntamos muitas vezes como podemos basear a nossa crença numa evidência superficial, não considerando tudo o que constitui a imagem global.

A nossa tendência é a generalização daquele aspecto superficial para conseguir encontrar e justificar a verdade.

Optamos por só ver a evidência que reforça a nossa convicção.

Nós escolhemos ignorar as evidências maiores, pois seriam um transtorno à nossa crença. Já ouvimos dizer, até a nós próprios, ”Eu não quero acreditar!” ou “Como é que eu não vi isso”. São os caminhos que construímos para consolidar as nossas crenças que nos obrigam, por vezes, a usar essas expressões.

Nós aceitamos as crenças porque elas nos dão jeito, até que o prazer que a mudança promete, coloque as crenças na gaveta do arrependimento.

As crenças ajudam o lado mau da nossa vida, quando nos limitam os passos a dar para a tolerância e a colaboração. Prendem-nos com preconceitos e verdades infundadas e afogam-nos muitas vezes em tristeza. Também nos desculpam ou perdoam muitas faltas e fraquezas. São crenças, senhor, são crenças!

Um das coisas mais libertadoras, que podemos fazer como criadores e donos nossa própria vida é questionar nossas crenças.

A interrogação só traz evolução e isso está mais que provado ao longo dos séculos, décadas, anos e dias. Devemos perguntar-nos para podermos aprender e enriquecer o nosso conhecimento sobre nós e sobre a sociedade ou ecossistema onde estamos inseridos.

As nossas crenças determinam as nossas escolhas, seja o automóvel, o clube, a formação académica ou o tipo de trabalho. As respostas obtidas sobre as nossas crenças iluminam as alternativas e dão a solução para o bem-estar!

Não sejamos diferentes, por ser diferente, sejamos únicos.

 

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