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A paixão não é fruto do acaso

Criatividade é como uma ave recém-nascida, que requer um período de incubação. As pessoas precisam de tempo, para se embrenharem num problema, e deixar que as ideias resplandeçam.

Quando estamos motivados para a realização de determinadas tarefas e se esse é o nosso quotidiano, é muito provável que depois de passar um dia satisfeito e feliz, o dia seguinte seja semelhante a uma floresta de ideias.

Se fazemos parte de uma equipa, uma equipa “quente”, a criatividade flui com maior felicidade quando se compartilham ideias e o debate se torna emotivo, sem conflitos de personalidade. Mas quando as pessoas entram em competição pelo reconhecimento, não partilham informações e a fluidez da criatividade baixa muito. A floresta passa a ter um ninho pequeno para albergar toda a criação.

Nas organizações a criatividade é fortemente influenciada pelas flutuações do negócio, no entanto, as pequenas e médias empresas, muitas vezes, ultrapassam essas adversidades com criatividade. Nestas alturas as aves mais audazes aprendem a conquistar o seu espaço e abandonam o ninho.

A estrutura da criatividade é construída com o conhecimento, a experiência, talento, atitudes proactivas, e a capacidade de explorar o lado oculto das coisas. Para que as asas, sejam robustas e capazes é necessário muita motivação intrínseca, isto é, a energia gerada pela responsabilidade e gosto pelo trabalho. O primeiro voo requer coragem, os outros advêm da persistência.

A criatividade depende de muitas coisas, tais como: a experiência, incluindo conhecimento e habilidades técnicas, do talento, de uma capacidade de pensar em novas formas, e de avançar com rumo desconhecido. Nos últimos anos, as organizações têm dado mais atenção à criatividade e à inovação do que em qualquer outro momento. Parece que a floresta está em transformação.

No entanto ainda há necessidade de fazer alguma limpeza nessa floresta. Por exemplo, as recompensas financeiras por desempenho criativo não são uma boa aposta. Desde que as pessoas tenham uma remuneração adequada, isto é, correspondente ao normal desempenho, é, criando condições para a motivação intrínseca, com responsabilização, autonomia e respeito, que a criatividade floresce.

Quando cai a penugem, surgem as penas e as asas ficam prontas para voar.

Howard Gardner, diz : “Cada pessoa tem determinadas áreas em que ele ou ela tem um interesse especial”… “Poderia ser o seu modo de ensinar uma lição ou vender algo. Depois de algum tempo, eles conseguem ser tão bons, como qualquer outro.”

Há outras pessoas para quem simplesmente ser bom, nalguma coisa, não é suficiente, eles sentem necessidade de serem criativos. Nesses casos o melhor, para facilitar a criatividade e alavancar motivação é, definirmos pequenos desafios para nós próprios.

Grande parte dos empresários tem sacos cheios de ideias e com alguma sorte, entram em competição no mercado. Contudo, com frequência, ou pela comodidade que o sucesso traz, ou porque não conhecem a noção de sustentabilidade, muitos empresários assumem o papel mecânico de gestores de coisas já realizadas.

Quando isso acontece, uma boa ideia é convertida rapidamente numa lista interminável de razões, pelas quais ela nunca vai funcionar.

Se o empresário responde com uma lista de razões pelas quais a ideia irá falhar, então é melhor esquecer a ideia. As ideias precisam de ser acarinhadas, mesmo que adoptadas, e precisam de uma boa dose de atenção e respeito. Por vezes as ideias são como algumas aves que falham o primeiro voo. Elas requerem dedicação constante e refinamento, elas são o futuro com quem vamos viver! Isso é paixão!

Essa paixão é o denominador comum dos empreendedores de sucesso!

 “Quero  meus filhos a compreender o mundo, mas não só porque o mundo é fascinante e porque a mente humana é curiosa. Eu quero que eles entendem de modo a que eles fiquem posicionados para torná-lo um lugar melhor. O conhecimento não é o mesmo que moralidade, mas precisamos entender se quisermos evitar erros do passado e movermo-nos em direcções produtivas. Uma parte importante do que a compreensão é saber quem somos e o que podemos fazer… Finalmente, devemos sintetizar a nossa compreensão de nós mesmos. O desempenho de entender essas questões de tentar é o que os realizam como seres humanos num mundo imperfeito que pode afectar para o bem ou para o mal. Howard Gardner

Ainda sente essa paixão? Então porquê?

 

Transferir sentimentos.

Esta semana li um tweet de @guidostompff, a quem agradeço o empurrão para pensar e onde se lia o seguinte:

“É de todo possível, um design de “emoções” ou “significado”? Eles servem de base a uma grande parte da teoria de design.”

Embora eu sinta uma vontade enorme de dizer que sim, eu não sei a resposta e por isso vou tentar fazer algumas perguntas, esperando alguma colaboração! Possivelmente essa resposta tardará e ficaremos apenas com um sentir o “como”.

Mas não deverá ser esse o nosso propósito, entregar emoções e significado?

Richard Seymour “definiu” design como sendo o “fazer coisas melhor para as pessoas”, actividade que é focada no comportamento humano e qualidade de vida.

Design poderia ser visto como uma actividade que traduz uma ideia em algo útil, quer se trate de um carro, um edifício, um gráfico, um serviço ou um processo.

“Os cientistas podem inventar tecnologias, os fabricantes podem fazer produtos, os engenheiros podem torná-los função e os comerciantes podem vendê-los, mas só designers podem combinar esses pareceres em todas essas coisas e transformar um conceito em algo que é desejável e viável, comercialmente bem sucedido e que adiciona valor à vida das pessoas.” – Design Council

 

Se os designers ou as pessoas que pensam como designers são capazes de realizar essa combinação, eles fazem-no incorporando não só o conhecimento sobre as coisas mas sobretudo incorporando e transferindo para o resultado as emoções e os significados que os vários elementos interdisciplinares partilham.

Quando observamos as pessoas no seu dia-a-dia, reparamos que essas pessoas sabem muita sobre emoção. Por exemplo quando lhes são dadas fotografias com expressões emocionais ou quando presenciam as expressões num ambiente natural, facilmente reconhecem o significado dessas emoções ou da sua representação.

Por exemplo, a expressão “É impressionante” ou “É fabuloso” pode ser ouvida quando o resultado do trabalho é apresentado.

Será que a emoção vivida nesses momentos foi a emoção desenhada?

Será que foi transferida intencionalmente? Será que isso representa a existência de significado no trabalho?

“É impressionante” é uma espécie de base para uma multiplicidade de receitas, mas que confere a todas elas sabor e autenticidade para além de um aroma inconfundível a sucesso.

É fruto de uma mão cheia de design, ou aquela capacidade de criar alguma coisa que tem significado e utilidade, porque a utilidade é um destino privilegiado da criação.

Quando se aprecia o trabalho na sua totalidade, de forma a estabelecer novas relações, quando se utiliza a metáfora como forma de pensamento e se consegue que o todo seja maior que a soma das partes, estão-se a construir emoções e significados. As equipas interdisciplinares são exímias em alcançar estes objectivos.

Ao ler as emoções, capacidade possibilitada pela empatia, sabemos para onde vão aqueles que são os destinatários do nosso trabalho.

Empatia é saber estar no lugar do outro e isso promove a melhoria de qualquer ambiente, tornando o que fazemos em algo melhor.

Tudo isto tem significado e é inovação!

Inovar significa repensar completamente a maneira como alcançar um objectivo e, em alguns casos, isso pode significar a redefinição do objectivo que perseguimos, passando muitas vezes das nossas emoções para as emoções de outros.

Inovar significa adaptar o ambiente às novas exigências e necessidades dos mais novos aos mais velhos.

Como também significa chegar com uma nova ideia capaz de criar um mundo melhor e permitir criar filhos melhores num mundo em transformação.

Será que isto tem significado?

Inovar significa criar ambientes de educação positivos, aplicando o futuro a um novo contexto.

Há medida que vamos avançando no nosso percurso de vida, vamos pensando em deixar algo, como testemunho da nossa presença, que possa servir para contar depois.

Nessa altura estamos a contar uma história de emoções e significado!

Contar uma história é importante quer, para atribuir significados às coisas que criamos quer, para construir ligações e relatar os passos das viagens criativas.

Será que é possível desenhar o bem-estar? Será que o estar bem tem significado?

Será que vale a pena pensar nisto?

As pessoas à volta das ideias!

À parte as questões da neurociência e de quem as controla, se hoje é o sistema límbico ou se amanhã é ele com a ajuda de outros sistemas, as emoções nos negócios são sempre vistas de dois ângulos: o do produtor/vendedor e o do consumidor/pagador.

Numa entrevista a Ideaconnection , Tom kelly, autor de “the Art of Innovation” fala um pouco sobre o papel das emoções no processo de inovação:

VB: Você diz: “A medida que você observa as pessoas nos seus ambientes naturais, não deve apenas olhar para as nuances do comportamento humano, mas também esforçar-se por inferir da motivação e emoção.” Quer falar sobre o papel da emoção no processo de inovação?

Tom Kelley: Uma parte de fazer o trabalho de inovação é compreender e pôr-se na pele dos clientes, a fim de resolver as suas questões. A vida não é sobre o que se costumava chamar de “apenas os factos”.

Se você se concentrar apenas nas especificações de um produto ou um serviço, você pode deixar de fora muita coisa. Na verdade, uma grande parte das descobertas de um antropólogo é a diferença entre o que as pessoas deveriam fazer, ou mesmo o que as pessoas dizem que fazem e o que eles realmente fazem. Mesmo se o que eles realmente fazem é irracional, você ainda tem que responder a isso.  

Se você deixar de fora o conteúdo emocional, você pode ter as melhores especificações no mundo, mas as pessoas não podem comprar o seu produto ou serviço.

Será que o iPod da Apple têm especificações melhores, ou melhor armazenamento de dados por dólar gasto do que outros leitores de MP3? Eu não penso assim, mas isso refere-se à emoção. Na IDEO tentamos lembrar o componente emocional em todos os nossos trabalhos.”

O que é que as pessoas deveriam fazer?

A natureza das emoções não só é posta em discussão na relação produtor/consumidor mas também entre a equipa ou equipas que gravitam em torno da ideia…

Quer comentar?

Libertar o potencial

Quando pensamos em maximizar o potencial de cada um de nós nas organizações, em vez de procurarmos, que cada um se dedique à organização de acordo com as suas funções, devemos procurar que todos desenvolvam as diferentes potencialidades que possuem.

Nós precisamos de reconhecer os nossos aspectos mais salientes e de mais valor e desenvolver aqueles mais escondidos ou submersos.

Quando reflectimos sobre as nossas capacidades e sobre a sua rentabilização da nossa organização, muitas vezes achamos que somos capazes de realizar um conjunto de acções com bons resultados, mas por alguma razão essa demonstração de capacidade não é possível.

Ao longo dos dias, meses e anos ficamos com o sentimento (desagradável) de que muitas das nossas ideias eram óptimas soluções e foram desperdiçadas porque o ambiente ou o momento não eram adequados.

E como nós, muitos outros colaboradores deixaram de expressar as suas ideias ou não puderam demonstrar as suas capacidades. Tudo isto porque fomos contratados para realizar tarefas devidamente descritas num qualquer processo de certificação e para o fazer sem erros.

Éramos reconhecidos pela nossa capacidade em não levantar os olhos e completa absorção na realização do maior número possível de tarefas impecáveis e até ficávamos satisfeitos com a possibilidade de ascensão numa carreira pré-determinada.

É certo que o processo de repetição facilita a rentabilização do produto dentro da sua vida útil, isto é, enquanto satisfaz algum tipo de necessidade, seja ela com significado ou não, mas importa ir mais longe e trabalhar com propósito e significado.

É necessário revolucionar o estatuto do conforto e abandonar o papel de vítima. As organizações não podem ser estáticas e reter os colaboradores na sua estratégia de prisioneiros de costumes.

Dar a conhecer o potencial que há em nós, é capacitar a nossa organização com competência acrescida.

É preciso inovar e mudar a nossa atitude face ao trabalho. É preciso reconhecer um propósito no nosso dia-a-dia.

A inovação é também a procura da conciliação das necessidades de quem produz e de quem consome. Quem produz, isto é, todos os colaboradores de uma empresa sem excepção, tem necessidade de se identificar com o seu trabalho e de libertar a energia criadora que tem dentro de si. Quem consome ou utiliza tem necessidade de resolver problemas ou criar bem-estar para si e à sua volta.

A inovação é também a atribuição de significado a uma vida de trabalho seja ela curta ou de longa duração, significado esse que vai incorporado no resultado do trabalho. O sentimento de que a energia dispendida vai fazer parte da vida de outra pessoa é reconfortante. O sentimento de quem usa ou consome é partilhado quando o trabalho é elogiado e tornado visível.

A inovação é também a abertura por parte das organizações à valorização do trabalho realizado como forma de prolongar as capacidades dos colaboradores aos ecossistemas onde os produtos e serviços são entregues. Passa a haver um pouco de nós em cada receptor final.

Para que a inovação possa ser vista por este prisma, há três factores que me parecem fundamentais para o sucesso desta abordagem:

1 – A abertura à partilha, sob a forma de transmissão de conhecimento tácito dos indivíduos mais talentosos e reconhecimento das competências submersas.

2 – A necessidade de exercício regular de determinadas competências, como forma de refinação e eliminação de toxinas ambientais ou culturais. O exercício regular ajuda à consciencialização dos factores benéficos e dos factores nocivos.

3 – A necessidade de provocar a imersão dos colaboradores em desafios como alternativa à falta de iniciativa ou de curiosidade.

Os grandes benefícios das organizações, ao abrirem as portas ao potencial dos colaboradores, integrando-o no alinhamento da sua estratégia ou fazendo dele a sua estratégia, são um clima social elevado que aumenta a satisfação e a produtividade em termos qualitativos e criativos e assegura a conciliação entre a vida de trabalho e a vida familiar.

Será que as atitudes podem ser inovadas?

Ou é necessário que a liderança se imponha na mudança?

Já pensou nisto? Então conte!

 

 

Chovia torrencialmente naquele dia!

Sentado calmamente no sofá ouvia as notícias enquanto experimentava o meu novo telemóvel e, de repente, surge a imagem provocadora de desassossego “…acidente na auto-estrada provoca 3 mortes e 1 ferido em estado grave”.

Por sorte ou falta dela ainda não tinha o telemóvel capaz de ligar a alguém para dar a notícia. Seria um desabafo se o tivesse feito!

Porque sabia que no dia seguinte iria passar naquele sítio, procurei relaxar e fazer contas. Não à vida, mas aos números de acidentes, mortos e feridos que entretanto o locutor contabilizara.

– “Mais um que no ano passado em época homóloga!”  

Bem-feitas as contas, pensei: “Bom! De cancro foi x+1, de gripe

Y+1, de acidente aéreo foi z-1, etc.”

Do mal, o menos, o risco existe e eu tenho que o assumir. Será?

Sou capaz de conduzir atento, sem excesso de velocidade e o carro está em perfeitas condições para a viagem. Dados estes pressupostos só tenho que admitir que o risco existe mas isso não é impedimento para eu investir na viagem. Nada me garante que vá ter sucesso, mas é esperado que assim seja.

– “Vou viajar!”

A nossa capacidade racional de admitir e pesar o risco coloca-nos muitas vezes, principalmente em negócios, em posições de fraqueza face ao mercado e à concorrência.

O que nos leva a enfrentar com medo situações de que sabemos acarretam baixo risco comparadas com outras de muito maior risco?

 

A utilização dos “ses” faz com a que a tomada de decisão, em questões pertinentes e cruciais, se arraste por tempo indefinido, muitas vezes até à ineficácia da decisão, quando esses “ses” são vistos numa perspectiva negativa.

Se pelo contrário eu pergunto muitas vezes “e se…?” mas com o intuito de encontrar novas soluções essa utilização é bem-vinda e proporciona novas oportunidades e novos negócios.

A atitude face aos “se” determina a nossa derrota antecipada ou promete ou sucesso.

A história de um acidente contada na televisão, engana o nosso pensamento, porque vem carregada de emoção, mas engana por pouco tempo. Um acidente diário com aqueles números não tem impacto igual a uma queda de avião com 150 passageiros!

Mas números são números e sabemos que por ano morrem menos pessoas de acidente de aviação do que de automóvel.

Tudo isto porque nós, pessoas, afinal pensamos de forma rápida, associativa, carregados de emoção tendo o hábito como líder.

Nestas alturas é importante lembrar a inteligência emocional e contar a história do Sr. Risco e as suas aventuras com a emoção.

Quando duas pessoas caminham lado a lado, elas prestam atenção, à distância a que estão uma da outra, para não andarem aos encontrões!

A racionalidade e a emoção também devem saber passear lado a lado, e por vezes, ora dirige uma, ora dirige a outra. São exemplo disso as “contas a pagar” ou “os sucessos a celebrar”.

A aceitação de risco nas empresas não pode ser governada exclusivamente pela lógica dos dados, assim como não pode ser conduzida como um devaneio de fim de tarde.

É importante um equilíbrio! Importa a intuição, importa a experiência e a emoção, para que o risco seja visto não como uma ameaça mas como uma oportunidade!

Será que o medo de falhar não pode ser substituído pelo prazer de um propósito?

Experimentar é bom!

Ontem tive a oportunidade de conversar no twitter com Shell (@shellartistree) sobre uma das suas criações em aguarela. Os meus agradecimentos a Angela Dunn (@blogbrevity) por ter estabelecido o contacto.

Curiosamente tinha decorrido um #ideachat onde se trocaram ideias sobre, entre outras coisas, a estética Japonesa que vale a pena ver em “Ideias para a mudança significativa” de onde transcrevo:

“Estas sete qualidades estéticas podem orientar o design de quase tudo, não importa se é uma acção ou um objecto. ” –

 “A Estratégia Shibumi”

Kanso – simplicidade
KOKO – austeridade e subtracção de não essenciais
SEIJAKU – quietude
FUKINSEI – assimetria e a imperfeição sedutora
DATSUZOKU – quebra da convenção
ShiZen – naturalidade, sem pretensão ou artifício
Yugen – subtileza e sugestão.

De um lado e de outro das conversas recolhi alguns pontos que me fizeram pensar até que ponto será possível aprofundar as experiências de uma artista em criatividade, e particularmente, usando aguarelas e transferi-las para o mundo do trabalho dos “stressados”.

A água é um elemento fundamental na criação com aguarela tem um comportamento extraordinário que devemos observar e até experimentar.

A água por vezes faz-me lembrar a quietude (SEIJAKU) e outras vezes (Yugen) subtileza e sugestão como é o caso da obra de Shell.

As pessoas criativas são como a água e procuram entregar o conforto mesmo partindo de um ambiente de constrangimentos ao mesmo tempo que transformam o silêncio em comunicação para poderem ouvir e sentir as necessidades das outras pessoas.

A criatividade é como a água, flui com facilidade e é flexível fazendo-nos confiar na intuição.

Ser criativo é ser capaz de sentir profundamente, é ter a capacidade de lidar com mudanças facilmente ou deliciar-se com coincidências felizes.

Nós, enfrentamos diariamente desafios sem ter um minuto de descanso! Os desafios que enfrentamos aumentam com regularidade e ficamos cada vez mais ansiosos na procura de soluções criativas para os resolver.

A ansiedade é um estado psicológico que envolve aspectos somáticos, emocionais e comportamentais.

Para baixar a ansiedade procuramos aumentar as nossas capacidades de resolução de problemas.

Mas se esses desafios diminuem temos tendência a relaxar e, se as nossas competências são fracas, facilmente criamos tédio.

Mais ainda, com o desenvolvimento das nossas competências podemos também criar tédio se os desafios diminuírem.

Grandes desafios e grandes capacidades são sinónimos de grandes resultados e pequenas experiências podem simbolizar grandes desafios.

Experimente trabalhar a água e a cor e para além de resultados pessoais surpreendentes vai encontrar analogias com significado no seu trabalho diário.

Em alguns relatos de investigação, já realizados, sobre o efeito da cor no comportamento humano e nas emoções, verificou-se que as nossas associações pessoais e culturais afectam nossa experiência de cor.

A utilização da cor em ambientes de criatividade e inovação pode merecer alguma reflexão.

O que está por detrás da cor?

A cor inspira a criatividade e incentiva os indivíduos na geração de ideias novas. O uso da cor não só ajuda as pessoas em projectos “artísticos”, a cor estimula a criatividade de pensamento para a escrita e para contar histórias e ajuda a avaliar e resolver as questões.

Claro que há pessoas que não utilizam a cor como base de inspiração privilegiada. É o caso de Twila Tharp que no seu livro Creative Habit diz que “Eu passeio numa grande sala branca!”.

Tente combinar  a quietude (SEIJAKU) com a subtileza e a sugestão (Yugen) e conte-me como foi!

*Imagem gentilmente cedida pela autora!

 

Ou propósito e significado

A satisfação imediata das necessidades dos consumidores e utilizadores das organizações passa quase sempre por adaptações ao existente ou pequenos passos de inovação incremental com novidades que deliciam os “clientes” de acordo com as tendências da moda.

Esta atitude permite a manutenção de uma estrutura de investimento e alavanca a organização para os seus objectivos globais, dando lugar garantido a muitos colaboradores que vivem os momentos analíticos com fervor.

São os sabores das previsões e análise de resultados face aos objectivos. É bom medir o passado e tentar marcar o limite das capacidades produtivas.

Mas continua a ser o caminho das “surpreendentes e baratas modificações” sem uma finalidade ou propósito claro por parte das organizações.

No passado dia 8 em #ideachat promovido por Angela Dunn (@blogbrevity), @matthewemay disse:” Eu tenho algumas metas chave que permitem que a minha finalidade seja expressa. Se eu reflicto bem (hansei) as minhas metas encaixam. A minha finalidade não.”

Eu acho que estas palavras encaixam perfeitamente no meu propósito que é encontrar o porquê de fazer as coisas!

Por exemplo, quando pensamos em inovar na produção e distribuição de água não pensamos apenas na quantidade de água que as pessoas querem, mas também qual o uso que farão com ela (beber, lavar, nadar, regar, sentir, etc.).

Nas organizações é importante que haja um compromisso entre os objectivos e a finalidade e por isso é importante que os níveis mais altos das organizações clarifiquem os objectivos e as finalidades do exercício de uma actividade.

Hutch Carpenter, em SPIGIT, refere: “Objectivos também são bons para mobilizar as pessoas. São uma experiência compartilhada, e provocam comportamentos, tanto cooperativo como competitivo.

O desafio é definir metas de inovação, que se estenderão à inventividade dos trabalhadores, sem causar quebras. O objectivo deve dar um bom e duro empurrão para uma capacidade de inovação de cada um. Mas isso não deve ser sentido como um desafio ridículo.

…Considere duas coisas na abordagem ao estabelecimento de objectivos:

  1. Alavancar os principais processos da empresa no estabelecimento de metas.
  2. Os objectivos são concretos e relevantes para os indivíduos que trabalham em diferentes grupos.”

O problema na definição de objectivos de inovação é medir o impacto e a importância relativa das diversas inovações.

 

Como poderemos verificar o que trará mais vantagens à organização? Uma série de pequenas inovações incrementais ou uma grande descoberta?

Sabemos que nos últimos anos, a inovação aberta se tornou cada vez mais importante, apesar de ainda haver uma boa dose de receios, preconceitos e até orientações políticas adversas.

Mas também temos consciência que os objectivos de uma organização podem encaixar-se melhor em propósitos com significado pelo facto de os parceiros externos estarem mais próximos dos utilizadores ou consumidores.

A inovação aberta permite que as empresas sejam capazes de responder de forma rápida e flexível, adaptando-se, às mudanças no ambiente e respondendo melhor às necessidades reais dos consumidores ou utilizadores.

Ainda existe ainda uma ambiente dentro das organizações que não facilita o desenvolvimento de novas iniciativas. A definição de objectivos e estabelecimento de metas em inovação, é favorável à dinamização de novas práticas de gestão, pois empurra as lideranças para novos desafios.

A inovação baseia-se em muitas fontes de ideias e elas não estão concentradas dentro das organizações.

Será importante que as finalidades de uma prática de gestão em inovação comportem a sustentabilidade?

Acredito que as organizações cuja finalidade é apenas criar valor accionista ou maximizar os lucros não sustentam a inovação. Eu também suspeita que os diferentes tipos e tamanhos de organização precisa diferentes expressões de efeito. Há exemplos de inovação sustentada sem propósito? Tim Brown

Esta é uma opinião! Qual é a sua?

Tome notas!

“Nós não podemos criar observadores dizendo “observem”’, mas sim, dando-lhes o poder e os meios para esta observação e estes meios são adquiridos através da educação dos sentidos”. – Maria Montessori

Para muitas pessoas a sua vida diária é uma lista enorme de problemas para resolver e que muitas vezes, por falta de alguma disciplina ou falta de informação, se acumulam e causam insatisfação.

Já alguma vez pensamos as vezes que somos confrontados com problemas e não podemos resolvê-los?

Os problemas que têm soluções tornam-se praticamente invisíveis se tivermos maneira de os resolver.

Por exemplo, se numa organização, quando pretendemos apresentar uma ideia e nos deparamos com silos onde o conhecimento e a criatividade são guardados a sete chaves e não os podemos derrubar, teremos de os contornar e expor as nossas ideias aos decisores.

Mas nós temos de ser capazes de observar e detectar os problemas que não podem ser contornados como é o caso das necessidades dos utilizadores ou consumidores de serviços ou produtos.

Para caminhar no sentido da resolução de problemas nós temos de construir o hábito de observação que é surpreendentemente fácil, mas requer trabalho e vontade.

Para observar ou questionar as pessoas há alguns princípios a seguir, que devem estar sempre presentes:

– As pessoas não prevêem o que podem fazer no futuro.

– As pessoas amplificam a verdade para estar mais perto do que elas acham que nós queremos ouvir, ou que é socialmente aceitável.

– Ao contar o que fazem, as pessoas estão a dizer do que elas se lembram que fazem.

– Ao relatar o que se lembram, as pessoas racionalizam o seu comportamento.

Mesmo sabendo que as ideias úteis podem surgir durante uma observação casual, é bom lembrar que as ideias mais poderosas surgem de uma análise rigorosa dos dados sistematicamente recolhidos.

Por exemplo, durante uma investigação, um etnógrafo treinado recolhe fotos, vídeo, áudio e outros dados do contexto da observação. As observações que não forem contextualizadas sofrem do mesmo mal que as boas práticas não validadas para distintos ambientes.

Os resultados da observação sistemática podem parecer insignificantes ou mesmo nada atraentes, mas são reais e significativos porque incorporam uma compreensão da cultura.

O processo de análise dos dados resultantes da observação é um processo demorado que inclui a apreciação das conexões entre os diversos aspectos observados o que permite contar uma história com todos os ingredientes necessários a uma boa definição do problema.

Se nós não formos capazes de descrever o problema da forma mais clara possível não podemos resolver o problema e é necessário voltar a tentar.

Para resolver um problema que é novo, isto é, que não se encontra descrito no manual de procedimentos, é preciso inovar.

A inovação não segue caminhos lineares e as soluções estão quase sempre nos elementos observados e quando conseguimos descrever aquilo que observamos que deveria ser feito, conseguimos chegar ao caminho da solução.

Ponha-se a caminho e “Pense como um viajante: Quando você viaja, especialmente a nível internacional, é como se parte de seu cérebro se transformasse num estado de hiper-consciência, fazendo com que se aperceba de tudo. Você é capaz de observar mais e aprender mais. O truque consiste em cultivar essa consciência na sua vida diária, mesmo quando você não está a viajar. Para fazer isso, Kelly recomenda que você capture as suas ideias. Leve papel e caneta no bolso para todos os lugares, e não deixe uma única ideia ou observação fugir. Ele também encorajou os alunos da turma de Stanford a estarem confiantes com suas ideias e observações: Você tem que lembrar que é o mundo, indiscutível perito da sua própria experiência. “Então, tente capturar as lições da sua experiência. Você será capaz de as usar em ambientes organizacionais. “

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Ideias de casa lá fora!

Há alturas em que se fala tanto de sucesso e de inovação que parece que as duas andam sempre ligadas e têm sempre a mesma origem.

A origem é global mas os consumidores e utilizadores são particularmente diferentes em cada região que visitarmos.

A grande maioria dos gestores de grandes, médias ou pequenas empresas considera que têm sucesso quando conseguem replicar a baixo custo os seus produtos ou serviços.

Para criar uma mentalidade de inovação, os gestores devem trazer novas vozes de fora da empresa, incentivar a colaboração, e considerar como as “necessidades emergentes dos mercados podem estimular ideias para ofertas inovadoras”. – Vijay Govindarajan

A pequena minoria que tem sucesso com a inovação e que não se fica por melhorias ou incrementações, representa tanto ou mais valor que aquela maioria tem um conjunto de características a que eu chamo impressionante.

Retomando de um artigo anterior é bom não esquecer o que os empreendedores visionários transportam consigo:

Paixão – Aquela forma de estar que não nos deixa dormir mas que nos dá energia todo o dia.

Trabalho – Um mau hábito que as pessoas empreendedoras não conseguem deixar.

Perfeição – Qualidade muitas vezes em falta e que passa de geração em geração. Também chamada “mediocridade”.

Foco – Ponto de encontro da nossa atenção. Não havendo leva-nos ao “Generalismo de tudo” e “Especialidade de nada”.

Empurrão – Acto de retirar a inércia e que se consegue criando confiança e demonstrando autenticidade.

Servir – Conceito ambíguo que aqui é utilizado como “servir valor”.

Ideias – Aquelas de que todos somos capazes e que não podem ser mortas “à nascença”, como é habito fazer-se.

Persistência – Um bom hábito utilizado muitas vezes para fins menos nobres. Uma ideia tem muitos inimigos, mas uma grande  amiga, a persistência.

Tudo isto vai ajudar a construir as empresas sustentáveis na próxima década por várias razões:

As empresas têm de servir clientes cada vez com mais poder.

As ideias surgem à velocidade do desenvolvimento de novas tecnologias e terão que acompanhar as preocupações com o ambiente e a segurança.

É necessário ser persistente até encontrar as necessidades não satisfeitas da classe média em ascensão no mundo inteiro (países em desenvolvimento) bem como das gerações mais velhas (cada vez com mais idade).

As empresas precisam de um empurrão para saírem dos silos e dos locais habituais de ideação e desenvolvimento e instalarem-se nos países onde essas necessidades se fazem sentir.

Os líderes precisam de encontrar uma finalidade e paixão nas suas acções para encontrarem o valor real que os consumidores ou utilizadores reclamam para satisfazerem as suas necessidades.

“Para nós, a inovação reversa não é um “é bom ter” impulso para o crescimento dos rácios de receitas rates. Nós acreditamos que ele vai trazer poder no futuro – não apenas nos países pobres, mas em qualquer lugar. Muitas oportunidades de negócios do mundo rico surgirão primeira nos países pobres. Para concorrer, as empresas globais devem ser tão ágeis e inovadoras no estrangeiro como são em casa.” – VG’s Innovation Quarterly

Para conseguirem estes objectivos em inovação as organizações devem preservar na sua actividade a consciência de que o sucesso é fruto de muito trabalho com foco nas necessidades ocultas e na procura da qualidade exigida pelos ecossistemas onde actuam e servem. Será verdade?

Quer comentar?

(Texto em Português depois deste)

Art is a contribution to innovation that is not negligible

“We seem to forget that innovation doesn’t just come from equations or new kinds of chemicals, it comes from a human place. Innovation in the sciences is always linked in some way, either directly or indirectly, to a human experience. And human experiences happen through engaging with the arts – listening to music, say, or seeing a piece of art.” – John Maeda

There are many businesses that can learn through art, new ways of thinking and even on the moral or ethical reasoning.

Recalling the medieval Florence, we appealed to history to establish a link between teamwork (cooperation and appreciation of different talents and other advantages that are inherent in art education) and timeliness of business.

The creativity and flexibility of thinking characteristic of “artists” are called “intangible” so difficult to measure can make the qualitative assessment as valid as quantitative assessment.

The arts teach us in the role of judge and in the absence of “rules” through the use of emotion and self-reflection.

 

The art helps us to see things in a way that makes the space feel less restricted.

“Our economy is built upon convergent thinkers, people that execute things, get them done. But artists and designers are divergent thinkers: they expand the horizon of possibilities. Superior innovation comes from bringing divergents (the artists and designers) and convergents (science and engineering) together.”- Maeda

We’re not used to concern us as feel in the process of innovation, but design thinking helps us to feel differently from what is the conventional way of feeling innovation.

Design thinking is part passion and part of a strategic focus on creating growth, looking at all aspects of business to create more value.

Design thinking is divergence when we create something and convergence when we make choices.

But it is also much more than simply listening to customers. The research is important to identify strengths and opportunities, but at some point we need to leverage an idea: what do customers want and still not know?

Donald Norman in “Emotional Design” advises to consider the concept of our product or service from three perspectives.

Visceral impact: This is the first impression is hoped that the consumer has with your service or product. This reflects their physical appearance or design.

Impact behavior: This is how someone uses the idea: its feel, form and function. How to evaluate the experience using the product or service?

Reflective Impact: After someone uses or experiences the product or service, or what we want to stay in memory?

What message do they want to pass on the product or service?

“Art forms of thought integrate feeling and thinking in order to make them inseparable. One knows what the other is the relationship because it feels right … another way of putting it is, as we learn through art we become qualitatively more intelligent. “- Eisner, Elliot W.

Seek to facilitate learning new behavior is not changing behavior

Feel free to add your thoughts!

Combinar a inovação, os negócios e a arte

A arte é um contributo para a inovação não negligenciável

“Parece que esquecemos que a inovação não vem apenas de equações ou novos tipos de produtos químicos, ela vem de um lugar humano. A inovação nas ciências está sempre ligada de alguma forma, directa ou indirectamente, a uma experiência humana. E as experiências humanas acontecem através da busca do diálogo com as artes – ouvir música, por exemplo, ou ver uma peça de arte. Parte inferior do formulárioJohn Maeda 

Há muitos negócios que podem aprender através da arte, sobre formas de pensar e até mesmo sobre o raciocínio moral ou ética.

Lembrando a Florença medieval, recorremos à história para estabelecer uma ligação entre o trabalho em equipa (a cooperação e valorização de diferentes talentos e outras vantagens que são inerentes ao ensino artístico) e a actualidade dos negócios.

A criatividade e flexibilidade de pensamento próprias dos “artistas” são os chamados ” intangíveis”, tão difíceis de medir e que podem tornar a avaliação qualitativa tão válida quanto a avaliação quantitativa.

As artes ensinam-nos, no papel de juiz e na ausência de “regras” através do uso da emoção e da auto-reflexão.

A arte ajuda a ver as coisas de uma maneira que faz com que o espaço fique menos restrito.

“A nossa economia está construída com base em pensadores convergentes, as pessoas que executam as coisas, que fazem as coisas. Mas os artistas e designers são pensadores divergentes: eles ampliam o horizonte de possibilidades. A inovação superior surge trazendo os divergentes (os artistas e designers) e convergentes (ciência e engenharia) juntos.” – Maeda

Nós não estamos habituados a preocupar-nos em como sentir o processo de inovação, mas pensar design ajuda-nos a sentir de maneira diferente daquilo que é a forma convencional de sentir a inovação.

Pensar Design é parte paixão e parte foco estratégico na criação de crescimento, olhando para todos os aspectos do negócio para criar mais valor.

Pensar design é divergência quando criamos algo e convergência quando fazemos uma escolha.

Mas também é muito mais do que simplesmente ouvir os clientes. A pesquisa é importante para identificar as potencialidades e oportunidades, no entanto, em algum momento temos de alavancar uma ideia: o que será que os clientes querem e ainda não sabem?

Donald Norman em “Emotional Design” aconselha a considerar o nosso conceito de produto ou serviço a partir de três perspectivas.

Impacto visceral: Isto é, a primeira impressão que se espera que o consumidor tenha com seu serviço ou produto. Isso reflecte sua aparência física ou design.

Impacto comportamento: Isto é como que alguém usa a ideia: o seu sentir, forma e função. Como avaliar a experiência de usar o produto ou serviço?

Impacto reflexivo: Depois que alguém usa ou experiencia o serviço ou produto, ou aquilo que queremos que fique na memória?

Que mensagem quero que eles passem sobre o produto ou serviço?

“Formas artísticas de pensamento integram sentimento e o pensamento de modo a torná-las inseparáveis. Uma sabe que a outra está certa porque sente o relacionamento…outra forma de colocar a questão é, à medida que aprendemos através da arte tornamo-nos mais qualitativamente inteligentes.”- Eisner, Elliot W

Procurar facilitar a aprendizagem para novos comportamentos não é mudar comportamentos.