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Pensar grande e começar pequeno?

Eu penso que a inovação é capaz de produzir benefícios significativos que ajudam a alavancar um negócio.

A inovação pode permitir novas oportunidades em mercados em expansão, aumentar as margens através de novas formas de fazer negócios e melhorar a eficácia operacional através de uma utilização mais eficiente e eficaz dos recursos existentes.

Cada organização é uma colecção de recursos exclusivos e capacidades que fornecem a base da sua estratégia e a principal fonte de seus retornos.

Mas a inovação não é apenas inventar novos produtos e serviços. É também sobre o desenvolvimento de processos criativos e de novas formas de pensamento.

Inovação é pensar sobre as pessoas, sobre as coisas e as relações entre elas e resolver problemas de novas maneiras. É construir um mundo melhor!

Existe um bom desafio, que recomendo, para quem quer pensar em inovação e sobre a melhor forma de a abordar nas organizações, proposto por Paul Hobcraft e Jeffrey Philips (ver aqui) que me fez pensar sobre a utilização dos recursos das organizações, entre outros aspectos, quando estas pretendem abraçar a inovação.

A utilização eficaz dos recursos potenciais em matéria de inovação passa não só pelo inventário dos recursos disponíveis mas também pela avaliação desses recursos.

O desenvolvimento de novas funcionalidades e uma maior produtividade da tecnologia pode ser a resposta que as organizações precisam de obter e assim uma avaliação correcta dos seus recursos, físicos e humanos pode mudar o valor do potencial existente na organização.

Isto significa que pode ser importante não afirmar apenas quais são as suas disponibilidades mas também avaliar o potencial delas.

A avaliação dos recursos internos permite uma equilibrada procura de recursos externos sem desperdícios de recursos financeiros e reconhecer o meio-termo pode ser importante no desenvolvimento de uma estratégia de inovação.

“Tecnologia ou conhecimento, que excede o que o mercado está disposto a pagar por deixar de ser uma vantagem competitiva.” Christensen

Que recursos (pessoas, recursos, tempo e informação) estão disponíveis para apoiar os esforços de inovação?

É curioso notar que, tanto o excesso quanto a falta de recursos disponíveis, podem inibir a inovação. Isto porque as organizações onde existem recursos em abundância existe uma cultura conservadora onde a criatividade é tabu e nas empresas com escassez a compactação de custos inibe perspectivas inovadoras.

No entanto, fazer avaliações, não apenas afirmando a sua disponibilidade permite que as empresas com escassos recursos financeiros aumentam as suas possibilidades de de desenvolver produtos e serviços inovadores.

A avaliação de recursos pode permitir, alimentando sempre o tipo de abordagem a desenvolver em inovação, o redesenhar continuamente e a sua adaptação às solicitações dos mercados.

Em ambientes caracterizados por ciclos de vida, ciclos tecnologia ou ciclos económicos a “capacidade de inovação” isto é, capacidade de recursos para implementar inovações em processos, tecnologias ou componentes rapidamente e com eficiência, mas sem grande despesa, depende do conhecimento obtido na avaliação de recursos.

“Dois tipos de índices são necessários para a avaliação de capacidade de inovação. O primeiro tipo determina qual componentes de suportam ou inibem as adaptações. O segundo tipo avalia a capacidade de inovação de todo o sistema.” World Academy of Science,

Este texto é parte de um exercício mais amplo e privilegiou os recursos físicos. Numa próxima abordagem serão os Recursos Humanos e a avaliação do seu potencial para o desenvolvimento de inovação nas organizações.

Agradeço comentários e pistas para desenvolvimento. Obrigado!