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Chovia torrencialmente naquele dia!

Sentado calmamente no sofá ouvia as notícias enquanto experimentava o meu novo telemóvel e, de repente, surge a imagem provocadora de desassossego “…acidente na auto-estrada provoca 3 morte e 1 ferido em estado grave”.

Por sorte ou azar ainda não tinha o telemóvel capaz de ligar a alguém para dar a notícia. Seria um desabafo se o tivesse feito!

Porque sabia que no dia seguinte iria passar naquele sítio, procurei relaxar e fazer contas. Não à vida mas aos números de acidentes, mortos e feridos que entretanto o locutor contabilizara.

– “Mais um que no ano passado em época homóloga!”  

Bem-feitas as contas, pensei: “Bom! De cancro foi x+1, de gripe

Y+1, de acidente aéreo foi z-1, etc.”

Do mal, o menos, o risco existe e eu tenho que o assumir.

Sou capaz de conduzir atento, sem excesso de velocidade e o carro está em perfeitas condições para a viagem. Dados estes pressupostos só tenho que admitir que o risco existe mas é calculado. Nada me garante que vá ter sucesso, mas é esperado que assim seja.

– “Vou viajar!”

A nossa capacidade racional de admitir o risco coloca-nos muitas vezes, até nos negócios, em posições de fraqueza face à concorrência. O que nos leva a enfrentar com medo situações de baixo risco comparadas com outras de muito maior risco?

A utilização dos “ses” faz com a que a tomada de decisão, em questões pertinentes e cruciais, se arraste por tempo indefinido, muitas vezes até à ineficácia da decisão.

A história de um acidente contada na televisão, engana o nosso raciocínio, porque vem carregada de emoção, mas engana por pouco tempo. Um acidente diário com aqueles números não tem impacto igual a uma queda de avião com 150 passageiros!

Mas números são números e sabemos que por ano morrem menos pessoas de acidente de aviação do que de automóvel.

Tudo isto porque nós, racionais, afinal pensamos de forma rápida, associativa, tendo o hábito como patrão e carregados de emoção.

É nestas alturas que importa lembrar a inteligência emocional e contar a história do Sr. Risco e as suas aventuras com a emoção.

Quando duas pessoas caminham lado a lado, elas prestam atenção, à distância a que estão uma da outra, para não andarem aos encontrões!

A racionalidade e a emoção também devem saber passear lado a lado, e por vezes, ora dirige uma ora dirige a outra. São exemplo disso as “contas a pagar” ou “os sucessos a celebrar”.

A aceitação de risco nas empresas não pode ser governada exclusivamente pela lógica dos dados, assim como não pode ser conduzida como um devaneio de fim de tarde.

Importa um equilíbrio, importa a intuição, importa a experiência e a emoção, para que o risco seja visto não como uma ameaça mas como uma oportunidade!

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Misturas

Eu não sei responder a esta questão:

– De que modo eu consigo conhecer?

Todos nós usamos a percepção, a linguagem falada ou escrita, todos nós temos emoções, todos nós temos razão e o conhecimento vem de tudo isto, vem desta mistura.

A nossa capacidade, de viver na mistura, é crucial para a eficiência cognitiva e, portanto, uma importante adaptação cognitiva para sobreviver.

Não é de estranhar que a diversidade seja responsável por muitos dos casos significativos de desenvolvimento na sociedade. É certo que esta afirmação parece demasiado empírica, mas ao olharmos à nossa volta, aceitámo-la como uma realidade.

A mistura segundo um recente estudo publicado em “esciencenews”, pode provocar escolhas que possivelmente não seriam imaginadas:

“Uma amostra aleatória de rostos negros, brancos e mestiços foram colectados e avaliados pela sua atractividade percebida. Houve um efeito pequeno, mas altamente significativo, em que ao enfrentar uma mestiça, em média, elas são percebidas como mais atraentes.”

 A amostra referida revela-nos um conjunto de pontos forte e fracos que nos ajudam a fazer uma escolha e se por exemplo para o conhecimento da matemática utilizamos a razão, para a escolha do tipo mais atraente podemos utilizar uma mistura.

Com a razão “sentimos” uma certa segurança e ficamos próximos da certeza. A lógica fala-nos da verdade e da falsidade da validade e da nulidade. Fala-nos de raciocínio dedutivo e indutivo.

O raciocínio dedutivo é o uso de inferência necessária para se tirar conclusões a partir de premissas. Aqui a grande fraqueza reside na validade da forma de argumentação.

Raciocínio indutivo é o uso de princípios científicos para chamar a conclusão mais provável das provas, mas porque é baseado em observações, pode ser tendencioso para a pessoa, portanto, não poderia ser do conhecimento concreto e pode ser subjectivo.

Há situações que clamam pela mistura mesmo sem darmos por isso. Quando queremos justificar o presente, aqui e agora, o raciocínio é semelhante a combustível refinado, mas quando falamos do futuro o raciocínio perde a sua força e torna-se enganador pois não nos permite avaliar as consequências.

E se o segundo vulcão entrar em erupção?

Mesmo a matemática, que originou expressões como, “é certo, é matemático!”, pode ser enganadora porque por vezes baseia-se em suposições.

Mais misturas que encontramos, até frequentemente na comunicação social, como o caso de todas as notícias ligadas com moral ou ética. Como é que utilizamos o nosso raciocínio face a situações de adopção, aborto ou violência psicológica?

 The reason behind this, might link to individual’s emotions.A razão ou as razões por trás disso, podem levar-nos para as emoções individuais ou até “colectivas”

Há casos em que o raciocínio pode ser visto como uma fraqueza porque determinada atitude ou prática era entendida como aceitável, mas a consequência obrigou a uma escolha que envolvia as emoções.

Todos nos lembramos de Guantanamo e da tortura utilizada com base no raciocínio de que um potencial terrorista poderia ser torturado para evitar a morte de muitas pessoas. É uma mistura que nos chega via satélite!

Torture can also be applied to reasoning.É um dilema, como é o “juízo de Salomão” e tantos outros exemplos aplicados em jogos de liderança e de grupo.

Art is exceedingly subjective and personal, even though emotions tend to play a bigger role in art as they communicate one’s reaction to his perceptions and this will create his own thoughts regarding this artwork within him.Mas porque as misturas, fazem parte da nossa vida, vejamos o que acontece com a arte.

A arte é extremamente subjectiva e pessoal.

As emoções tendem a desempenhar um maior papel na arte e para que haja comunicação é necessária uma reacção e as nossas percepções irão criar os nossos próprios pensamentos, dentro de nós, a respeito desta obra de arte.

Apesar de as emoções dominarem o nosso conhecimento poder-se-á dizer que ao usarmos a abstracção para ler uma mensagem não estamos a fazer outra coisa, senão raciocinar!

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Lembrar John Maeda

Há quem advogue que a complexidade é bonita e há quem prefira a simplicidade sem ser minimalista.

Eu pessoalmente admiro a complexidade como figura a explorar e que possibilita a observação curiosa de alguns pormenores.

No entanto não posso cair na tentação de Leonardo da Vinci e “antes de passar de um pormenor para o próximo devo demorar-me o tempo suficiente para o apreender”. Isto é verdade se a complexidade não for tão vasta ao ponto de consumir todos os meus anos em observação.

Por isso eu admiro a simplicidade!

Um dos princípios das “leis da simplicidade” cujo autor é John Maeda é a redução:

– A maneira mais fácil de simplificar um sistema é remover uma funcionalidade. È preciso contudo ter cuidado com o que se remove pois a redução tem significado se se mantiver o equilíbrio entre o simples e o complexo.

A segunda lei é a organização. Um sistema eficaz de organização permite arrumar tudo o que precisamos e domina a complexidade.

Esta organização permite também uma economia de tempo e esta economia pode resultar da velocidade a que imprimimos os nossos actos. Se evitar ficar à espera não desespero e tudo fica mais simples.

Para as coisas ficarem ainda mais simples junte bastante aprendizagem, porque o conhecimento liberta tarefas de tentativa desnecessárias ao uso de equipamentos ou ferramentas.

È verdade! Simplicidade e complexidade precisam uma da outra! E porquê? Porque à medida que a complexidade aumenta, como é o caso da tecnologia, mais premente é a simplicidade oferecida ao utilizador. Considerando que os utilizadores não estão todos no mesmo meio ambiente importa considerar o contexto para que a simplicidade seja real.

A sétima lei de Maeda é fundamental para a vida. “ Mais vale mais emoção do que menos”. É fácil entender que os objectos ou uma história bem contada transmitem emoções se eles e elas nos conseguirem por dentro de si. “È simples, eu gosto!” e mais do que isso, “É simples, eu confio”.

Apesar desta minha dedicação às coisas simples eu sei que há coisas que nunca podem ser simples. Mas isso não serve de desculpa para usar a tantas vezes enunciada frase “É muito complexo, não é para mim”.

A simplicidade consiste em subtrair o óbvio e acrescentar o significativo.

A constante evolução da tecnologia e das redes sociais fez-me evocar estas leis da simplicidade escritas por Maeda.

Cada vez mais temos à nossa disposição um conjunto de ferramentas para comunicar, com cada vez mais aplicações disponíveis para utilizar e muitas delas trazem consigo a complexidade sem oferecerem o bónus da usabilidade.

Ou então são tão simples que não me permitem a velocidade desejável ou a abrangência que eu preciso.

Felizmente há ferramentas que são resultado de um equilíbrio entre a simplicidade no uso e a complexidade necessária para a sua eficácia de funcionamento.

Quer comentar? É simples!

Criar conhecimento e redes

A utilização eficaz do conhecimento e da aprendizagem exigem cultura e tecnologia. Embora a tecnologia existente hoje seja mais que suficiente para transmitir e armazenar dados, a informação daí resultante só tem significado quando inserida num contexto cultural.

A informação explícita pode ser facilmente inserida numa base de dados, no entanto, essa informação não é muitas vezes a mais relevante para a eficácia de uma organização. O que é verdadeiramente relevante para a organização, existe sob a forma de um sistema complexo, sensível ao contexto.

Esse é o conhecimento, que encontramos em indivíduos, grupos ou organizações e que resulta das suas conexões.

As redes enquanto vistas pelo prisma de máquinas e acessórios, apenas servem de suporte, no entanto sem uma boa gestão dessas ferramentas não conseguimos rentabilizar as trocas de informação que resultam da actividade dos indivíduos participantes nas redes, sejam elas internas à organização sejam globais.

Uma organização tem de ser vista de várias perspectivas e, desde logo, pela forma como são constituídos os seus agrupamentos e relações de poder. Um mapeamento de uma organização permite visualizar os fluxos internos e externos de informação, bem como os espaços não tocados por esses fluxos.

Nos tempos em que os fluxos de informação eram mais direccionados e com menos volume, quase só se levantava a questão do custo de transmissão e armazenamento, hoje dada a quantidade de informação disponível e a sua acessibilidade, importa sobretudo avaliar a sua qualidade e pertinência.

Querer saber sobre alguma coisa tem muito mais impacto do que procurar aprender sobre ela.

O conhecimento requer validação, bem como a capacidade de prever e trabalhar os resultados.

As redes e a tecnologia que lhe está inerente, permitem de facto a recolha e transmissão maciça de informação. Mas isso só por si não chega, é necessário que “as comunidades de saber” se confrontem com novas formas de recolha de dados, novas ferramentas para manipular e armazenar informações, e fundamentalmente novas formas de colaboração no conhecimento, atendendo à distância e ao tempo.

As grandes vantagens antecipadas que se prevêem, com essas novas ferramentas, são a atribuição de um maior significado ao conhecimento resultante da colaboração entre equipas interdisciplinares, que tornando-se coesas, permitem o tratamento de problemas complexos que habitualmente são tratados com equipas disciplinares.

A interdisciplinaridade encontrada nas redes, para além de promover a abertura a novos conceitos e enquadramentos, permite a aproximação, das tradicionais “sedes de conhecimento”, aos naturais beneficiários, os utilizadores, e que são parte activa na validação da informação transmitida e recolhida.  

O conhecimento acaba sempre por ser centrado no interesse das pessoas, sendo estas inclusive, quase sempre, as cobaias de validação desse conhecimento.

E as redes sociais trazem conhecimento?

Quantas vezes aquele bloqueio me surpreende?

 

 

Umas vezes querendo mostrar o nosso conhecimento, outras tentando encontrar uma solução para um problema, deparamo-nos com bloqueios mentais.

A ansiedade aumento e a nossa resposta tarda cada vez mais. Isto acontece por várias razões e uma delas é o meio ambiente em que estamos inseridos.

Não podemos esquecer o nosso passado e se o ambiente proporciona imagens menos boas desse passado, reagimos de forma inadequada.

Se queremos ser criativos, e encontrar uma solução para um problema, temos que dar um salto para um ambiente favorável.

O meio ambiente pode ser de apoio, mas também pode ser uma obstrução e, nós podemos deliberadamente criar um ambiente pleno de estímulos criativos, ou pelo menos apenas muito relaxante.

Os ambientes criativos podem variar com as pessoas e estados de espírito, de modo que podemos querer experimentar como nos sentimos e verificar se construímos um ambiente, o mais eficaz possível.

 

As pessoas são por natureza altamente sociais e nós, como pessoas com facilidade reagimos à presença de outras pessoas e até mesmo, só de pensar que alguém pode observar-nos, ficamos bloqueados.

A sociedade competitiva de que fazemos parte, é fértil em juízos de valor e, pode facilmente levar-nos a avaliar os outros e às suas ideias, mesmo quando estamos consciente de que o procedimento não é correcto.

Nós funcionamos, perante os outros com segurança psicológica quando aceitamos a pessoa, quando usamos empatia e não as avaliamos

Mas nós também temos a liberdade psicológica de pensar, sentir e contribuir plenamente.

No fundo, somos nós mesmos, que originamos a maior parte dos bloqueios, especificamente o nosso subconsciente, quando não nos alerta para as armadilhas do pensamento convencional, retirando-nos a liberdade de criar.

É o nosso passado, construtor exímio de sinais proibidos e luzes amarelas e vermelhas, que nos impede de circular pela estrada da imaginação e criatividade. São regras, normas e outros dissabores que, se por um lado são bons constrangimentos, por outro inibem a nossa capacidade criativa. É a lógica em detrimento da emoção e da intuição.

Os bloqueios são todos internos, mas sabemos que o meio ambiente, incluindo as pessoas que nos rodeiam, principalmente aquelas que emocionalmente condicionam a nossa vida.

Vistas bem as coisa a criatividade como a maior parte das vezes a aceitamos é uma ilusão. Tendemos a aceitá-la como uma actividade muito própria quando ela é resultado de interacções sociais.

Algumas culturas ao longo da História têm promovido a criatividade mais do que outras, criando condições propícias à produção criativa.

No século XXI assistimos a mais um ciclo em que algumas culturas procuram promover a criatividade enquanto outras apenas reclamam a subsistência.

Uma questão de bloqueio? Comente!

Girando em volta das pulseiras magnéticas

O que poderá existir de comum entre pulseiras magnéticas para aliviar o stress e as mensagens subliminares para comprar uma determinada bebida?

A percepção subliminar é a capacidade do ser humano de captar de forma inconsciente mensagens ou estímulos fracos demais para provocar uma resposta consciente.

O termo percepção subliminar foi originalmente usado para descrever situações em que os estímulos fracos foram percebidos sem consciência. Nos últimos anos, o termo tem sido aplicado de forma mais geral para descrever qualquer situação na qual os estímulos são percebidos despercebidamente.

O conceito de percepção poderá ter algum interesse, porque sugere que os pensamentos das pessoas, sentimentos e acções são influenciados por estímulos que são percebidos sem nenhuma consciência desse facto.

Esta ideia não é validada pelos resultados de investigações controladas em laboratórios da percepção subliminar. Pelo contrário, os resultados de estudos controlados indicam essa percepção subliminar, quando ocorre, reflecte interpretações habituais de uma pessoa de estímulos.

Não há evidências que demonstrem que as pessoas realizam actos com base na percepção subliminar. As pessoas devem estar conscientes da percepção de estímulos, antes de iniciar acções ou ao reagir aos estímulos.

A percepção subliminar pode permitir fazer suposições sobre as características dos estímulos, mas não pode levar uma pessoa a beber a beber”A” ou a fazer”X”, e muito menos poder ser usada para modificar comportamentos ou criar competências.

Como é que essas ideias implausíveis podem adquirir tal manto de uma merecida respeitabilidade científica?

A resposta envolve uma complexa rede de interacções, agora facilitada pela Web2.0, e onde a facilidade de disseminação de dados e de atitudes públicas face à ciência permite a especulação.

Os silos académicos não se abriram e a comunicação com o exterior não é eficaz. Mantém-se um dialogo interno a par com o diálogo massificado pela Web.

 Carl Sagan sugeriu que floresce a pseudo-ciência porque a comunidade científica faz um trabalho pobre ao comunicar as suas conclusões.

As relações entre, a comunidade académica e os a comunicação social poderiam ser melhoradas se a primeira comunica-se com mais clareza os seus resultados. Eles têm de se esforçar para evitar fazer anúncios absolutos e aceitar que erram muitas vezes, principalmente quando não há validação.

Por vezes, ao falarem com hesitação ao desmentir os factos, os académicos subestimam a nossa confiança em algumas proposições que achamos que são verdadeiras e que outras são falsas.

Phil Merikle observou recentemente que “não é opinião unânime que as fitas subliminares são uma farsa completa e uma fraude”.

Mas afinal a publicidade com base na percepção subliminar dá ou não dá, resultado?

Os braceletes de cobre, tratam ou não tratam o stress e a artrite?

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A intuição e os contadores de histórias

 

A intuição é uma demonstração não consciente de conhecimento que surge de forma imediata e não está disponível para processos de pensamento analítico ou racionais.

Esta indisponibilidade prende-se com a nossa incapacidade de encontrar uma justificação para certas tomadas de decisão a que chamamos intuição. Não se trata de instinto porque este não tem ligação com a experiência passada.

 

É de facto a mais refinada competência na aquisição de conhecimento e proporciona tremendas vantagens na resolução de problemas complexos.

 

A experiência, o conhecimento e os nossos sentidos alimenta a intuição que por sua vez ajuda na construção do senso comum.

 

Por ser uma boa fonte de senso comum a intuição, permite-nos com facilidade induzir conclusões e garantir assim um acumular de conhecimento empírico

Utilizar a intuição não significa encontrar respostas imediatas e adequadas a todos os problemas, mas permite-nos ao utilizá-la recorrer de experiências submersas mas importantes para a tomada de decisão.

A importância da intuição tem sido observada em muitas decisões que alavancaram inovação e negócios bem sucedidos, ao contar essas histórias estamos a transferir conhecimento tácito , que de outra forma não seria possível

As histórias giram em torno de cada um aspecto dessa coisa espinhosa que é a intuição.

Como é que nós confiamos e, em quem podemos depositar a nossa confiança? Como podemos questionar a autoridade, de um médico, de um membro da família, ou de um sistema?

Dois médicos, um velho e sábio, o outro, jovem e cansado, falharam ambos o diagnóstico da doença de Groopman num dia quente de 4 de Julho. Eles não falharam porque estavam mal preparados, mal-intencionados, ou por serem maus homens, mas sim, porque não ouviram os pais da criança. A criança só é salva porque os pais confiaram na sua intuição de, que algo está muito errado, e dessa forma procuraram a ajuda de outros. Um paciente é poupado a bastantes tóxicos da quimioterapia porque Groopman sente que há menos de errado com ele, do que o médico acha.

Ele lembra o ensinamento de um dos seus mentores escola médica, “Não basta fazer alguma coisa, é preciso estar lá.”

Paciência, lembra-nos ele, é a virtude que permite que outras virtudes floresçam. Um homem com melanoma metastático amplamente não ganha um lugar num estudo de tratamento experimental, os poucos pontos disponíveis são escolhidos por sorteio.

Ao paciente é dado uma terapia alternativa que não deve funcionar, como uma espécie de prémio de consolação. O tratamento que ele não recebe, visto como o “Santo Graal” pelos pesquisadores, revela-se um fracasso. O paciente Groopman tem uma resposta sem precedentes para a terapia alternativa, e vive há décadas para além do que se deve esperar de uma pessoa com a sua doença.

A mãe do homem interpreta isso como a vontade do seu anjo da guarda; Groopman fica mudo diante de uma “criação” que é tão impenetrável.

Groopman também menciona as orações a favor do um pai moribundo e um filho doente, e aquelas dos seus pacientes. Ele relata a morte de um paciente enquanto Groopman está ausente do hospital para serviços na alta Holiday. – Stories of Intuition and Choice in a Changing World of Medicine

A intuição não surge a qualquer hora, por vezes é preciso dormir um pouco.

 

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Inovar o conhecimento inovando o pensamento

O mundo é governado por ideias. As ideias de líderes de estados, as ideias de músicos e compositores, de filósofos e mestres de cozinha, etc.

Mas novas ideias carregadas de valor não têm como principal componente as novas tecnologias ou a saúde financeira desses pensadores. Elas são construídas na base do conhecimento.

A gestão do conhecimento, que já parece com uma certa idade, dada a velocidade a que manuseamos informação, aborda uma vasta gama de questões que envolve a gestão da informação, aquisição de conhecimento, partilha de conhecimento, cultura organizacional, aprendizagem organizacional, as organizações, as melhores práticas e a aprendizagem.

Aqui reside um problema e, quando identificamos um problema temos de encontrar uma solução que só pode ser inovadora.

O problema básico é que as pessoas que têm conhecimento profundo sobre um tema, por vezes, assumem que as outras pessoas têm que saber mesmo e isso pode levar a erros graves.

A inovação do conhecimento passa por encontrar novas formas de transformar o implícito em explícito.

Para muitos indivíduos e organizações, a inovação e a gestão do conhecimento já não são assuntos tabus ou questões de “caras”. São necessidades e um meio de sustentar a sobrevivência, o desenvolvimento económico e a competitividade.

Mesmo ao nível individual podemos assistir à construção de soluções para evitar insucessos, nas escolas, trabalho e grupos informais.

Hoje assistimos à criação de comunidades de conhecimento com a utilização das redes sociais e o que verificamos é que as interacções entre os utilizadores dão mais amplitude e profundidade ao conhecimento adquirido pelos seus actores.

O nível de análise e capacidade crítica aumentou ao longo dos últimos anos e o significado foi aculturado, isto é, há uma maior integração de algumas verdades na diversidade de culturas que se conectam.

As organizações formais, como as organizações são excelentes na promoção da cooperação, mas as comunidades de conhecimento são superiores a promover a colaboração, que é o processo mais importante em termos de inovação.

Em vez de se concentrarem no que estimula o desempenho em organizações formais, as comunidades de conhecimento informal procuram basear-se no conhecimento do passado, para encontrar as bases para o sucesso através da diferença.

O conhecimento das comunidades de conhecimento bem sucedidas, não as experiências fugazes que rapidamente crescem e subitamente desaparecem, resulta de uma vasta rede de alimentação e tem como característica fundamental a adaptabilidade à mudança.

Esta “Inovação em Conhecimento”, utiliza uma construção evolutiva da terminologia e não se prende ao vocabulário tradicional que limita a expansão do conhecimento.

Há novos termos, novos significados e maior proximidade entre as coisas e as pessoas.

Esta nova linguagem não padece de atributos estáticos como acontece na linguagem de discurso tradicional e onde a mudança acontece de forma evolutiva.

É necessária agora uma melhor compreensão, de como estas redes colaborativas incentivam a inovação, para melhor compreender o que impulsiona a inovação e como a podemos promover.

Conte-me a sua experiência com a net!

A tão desejada sabedoria!

 

Já falei de sabedoria e inteligência prática, ou da nossa capacidade de resolver problemas, ultrapassar obstáculos e adaptar a novos modelos e tendências.

A sabedoria, perde-se na falta de memória ou na teimosia de cometer os mesmos erros e assumir os riscos desnecessários. Assistimos a ciclos de euforia e desânimo com uma serenidade que não tem a ver com sabedoria, antes representa uma certa falta de consciência.

Os reinados de euforia correspondem literalmente a estratégias cedidas por analistas que focam dados apenas de sucesso. A sabedoria contempla evolução e contextos para tomar decisões em relação ao futuro. A sabedoria não é unicamente um julgamento sensato do passado, ela indica o “bom” caminho a percorrer no futuro.

A sabedoria, para um indivíduo ou uma organização, é algo que representa os valores irradiados na rede de conexões da pessoa, grupo ou organização. Sabedoria não é um conjunto de intenções.

A sabedoria não é estudar e identificar as melhores práticas, mas sim reconhecer as necessidades das pessoas e construir algo para a sua satisfação. As boas práticas, mesmo no contexto adequado, repetem falhas. As boas ideias alavancam inovação e foco no desenvolvimento sustentado.

A sabedoria não é um dom, nem se confina a um conjunto de iluminados. A sabedoria é saber distribuir o poder energético gerado pelas emoções, de modo a amplificar alegrias e satisfações.

A sabedoria não é um conjunto de tácticas bem pensadas, na utilização de uma estratégia oportuna para se atingir um fim. A sabedoria é ter tempo para ser sábio com despreocupação e construir algo de novo, útil e com simplicidade no uso.

A sabedoria é saber reflectir e fazer perdurar os pontos altos do que se faz. A sabedoria não é ser capaz de fazer um pouco melhor que os outros.

A sabedoria é elegância, simplicidade e compreensão. A sabedoria não é o uso da força, para provocar sentimentos ou emoções, para delinear caminhos indutores ou para desculpar atitudes impensadas.

A sabedoria não é a preocupação com a máxima rentabilidade e com a possibilidade de vitória sobre a concorrência. A sabedoria é implicar os custos à razão de ser do equilíbrio, sem utilizar estratégias de manipulação de embalagem.

A sabedoria é não procurar exemplos à nossa volta, mas dar o exemplo.

A sabedoria é ser capaz de manter uma atitude respeitada pelo respeito que se tem pelos outros, procurando não ser dono da verdade ao aprender a qualquer hora e em qualquer momento. A sabedoria não é o recolhimento na cátedra da investigação, sem partilha do conhecimento e sem abertura à mudança.

A sabedoria é saber ser, sem nunca esquecer que os outros também são!

(Fonte inspiração: Umair Haque)

Sabia? Ou não concorda?

A era das novas oportunidades em conhecimento

A aprendizagem social e o desenvolvimento das tecnologias da Web 2.0 participativa e colaborativa criaram novas oportunidades que emergem rapidamente.

O construtivismo que procura explicar que o desenvolvimento da inteligência humana é determinado pelas acções recíprocas entre o indivíduo e o meio., construtivismo social e, mais recentemente, conectivismo, fazem deslocar o controlo da aprendizagem para o aluno, formando ou aprendiz.

Na prática, essa mudança de centro, deve-se ao desenvolvimento das novas tecnologias, que permitiram não só, o controlo aos indivíduos, mas também a possibilidade de construção de conteúdos.

E porque a Web 2.0 possibilita um sem número de interacções, a qualquer momento e em qualquer lugar, as preocupações de transferência de conhecimento são agora fundadas na incerteza.

Essa incerteza recai agora sobre o ensino, aprendizagem, as organizações aprendentes e os seus colaboradores.  

As respostas que são solicitadas requerem velocidade e adaptabilidade, tal é a diversidade das questões e condicionais, levantadas por uma população em constante conexão. São indivíduos ávidos de conhecimento e que construíram uma base dinâmica de absorção.

O pouco não chega, o bastante não existe e o bom tem de ser em tempo real.

Isto significa que a mudança traz agilidade e as organizações no tratamento da informação têm que criar novas competências.

Onde se têm verificado maiores atrasos na adaptação às potencialidades da Web 2.0 é na estrutura física das organizações que promovem a transferência de conhecimento. O mundo já assistiu a problemas idênticos com a revolução industrial e está agora a sentir com as TI.

Eventualmente, só que, após um período de exploração, é que vamos começar a compreender, como as novas ferramentas exigem uma reformulação das estruturas físicas existentes.

Entretanto e face às condições existentes, conexões em rede e novas tecnologias, vejamos algumas dificuldades acrescidas:

Nós, não podemos continuar a gerir a quantidade de conhecimento existente em nós mesmos. Passamos a lidar baseando-se com redes de pessoas e de tecnologia.

As novas competências que temos de adquirir devem responder às exigências da interacção e funcionamento, caracterizados pela diversidade e, simultaneamente continuamos a gerir o “conhecimento tradicional”.


Fomos e continuamos a ser qualificados com base em experiências comprovadas no passado e o que pretendemos são competências para o futuro. Qualificação não significa competência e competência significa dar resposta eficaz em tempo útil.

As interacções e as possibilidades de construção de conteúdos levantam ainda questões de identificação e validação da informação.

Se é certo que os curricula têm algum valor, também é certo que muitas vezes ele significa o que “eu fui” capaz de fazer e, não o que eu sou capaz de fazer ou construir. Isto acarreta dúvidas sobre a origem da informação recebida na Web 2.0 e sobre a sua validade ou veracidade. Novas estratégias têm de ser criadas para a acreditação do conhecimento.

As estruturas físicas referidas atrás tinham um papel importante na humanização do conhecimento. O espaço aberto agora criado levanta algumas interrogações sobre esse aspecto, para quem ainda se preocupa com isso!

As novas oportunidades? Será? Ou novas elites? Comente!