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Valores que não se medem mas que se sentem   

 

A capacidade de pensar sobre o que não está acontecendo é uma conquista cognitiva que tem um custo emocional.”  

Imagine que tem um jardim colorido, se por acaso não o tiver já, e coloque lá umas pedras brancas e cinzentas de vários tamanhos. O que está a fazer é elogiar as plantas!

Ou então se o jardim for simples experimente colocar pedras coloridas de tamanho e forma semelhante. Isso provoca a abstracção.

Mas se o seu jardim for de rosas brancas junte-lhe pedras negras e brancas.

“A simplicidade é a forma definitiva da sofisticação”

A mente das pessoas gosta de vaguear e frequentemente esse estado traz desconforto e faz-nos sentir infelizes quando desejamos algo e pensamos que não está nem estará ao nosso alcance.

Contudo a nossa perspectiva de futuro pode ser o jardim que nós queremos se quisermos aquilo que realmente podemos construir e, nós podemos construir muita coisa.

Nós podemos querer produtos ou serviços que são todos como quase todas as pessoas querem, isto é, nós queremos estar em conformidade com o meio que nos rodeia, ou nós podemos querer algo que nos diferencie dos outros, algo que se identifique exclusivamente com aquilo que pensamos ser.

Só que neste último caso normalmente adquirimos uma assinatura e usamos ou usufruímos da criação de uma outra pessoa.

Nós podemos criar o nosso jardim ou podemos co-criar o que desejamos se a nossa mentalidade não for apenas a do consumo fácil. Nós podemos participar na satisfação das nossas necessidades dando mais significado ao que utilizamos ou usufruímos.

Nós podemos colaborar mais na construção da nossa vida e partilhar mais, aquilo que somos. Nós podemos esculpir o nosso pensamento.

A propósito de um escultor: ”Ele faz isso porque, para ele, a escultura não é apenas uma reprodução da realidade, ele está preocupado com a tentativa de capturar de atributos, tais como carácter e personalidade.

Ele reúne a sua informação, ele usa-a para ajudar a moldar a escultura em argila, que é o primeiro passo no processo. Mais tarde, ele fará um molde de gesso da peça em seu local de fundição, que é no porão, e depois envia-o para uma fundição onde é transformado em uma escultura de bronze.”

À medida que a criatividade vai alimentando a inovação e o mundo dos negócios, a postura face à criação vai evoluindo.

“O que está a acontecer é que os designers costumavam ser aqueles que fizeram cadeiras, ou aqueles que fizeram cartazes. Em vez disso, agora eles olham para a forma como as pessoas vivem e tentam traduzir as suas observações em melhores produtos, melhores interfaces. Objectos que são melhores, mais flexíveis, artefactos mais adaptáveis e mais elegantes com que nos possamos cercar. Como as pessoas estão a mudar todos os dias e mais rápido, e o que aconteceu na última década é que a taxa de mudança tornou-se mais rápida, e o que os designers têm a fazer é antes de tudo ser como antropólogos, ou etnógrafos. Eles têm de observar como as coisas acontecem e interpretá-los o mais rápido possível de forma inteligente.” Paola Antonelli

Alguns criadores usam a empatia para identificarem quais são as necessidades das pessoas, procurando propor soluções eficazes para a resolução de problemas ou mesmo propondo serviços e experiências que satisfaçam os nossos desejos e sonhos.

Cabe-nos a nós uma parte importante nesse processo e que é, sermos capazes de honestamente identificarmos a nossa realidade e sermos também capazes de colaborar com optimismo na construção da nossa felicidade que é um valor intangível.

Ao atribuirmos significado às coisas simples, do nosso dia-a-dia, estamos a participar na criação de valor.

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