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A velocidade e a criatividade

 

Num trabalho realizado pela equipa de Teresa Amabile refere-se que quando as pessoas acreditam que são mais criativas sob pressão dos prazos, eles não são. Parece ser verdade também que pouca pressão não favorece a criatividade.

A pressão do tempo parece realmente ter um impacto importante sobre a criatividade, apesar de à primeira vista parecer o contrário. No trabalho realizado os participantes observados deram provas de pensamento criativo pouco significativo quando pressionados com o tempo, mas manifestavam, no entanto, um sentimento mais criativo nessas alturas.

Parece ser algo contraditório! O sentido não corresponde ao realizado! A motivação é um dos factores que interage neste cenário.

Quando há pressão de tempo e pensamento criativo – Num projecto ou numa “missão” os colaboradores de uma organização estão focados e protegidas, têm um sentimento de estar a fazer um trabalho importante. Há motivação intrínseca.

Quando há pressão de tempo e não há pensamento criativo – Os colaboradores não tem foco, andam distraídos, estão ocupados em pedaços de actividades e passam o tempo em reuniões à procura da “luz”. Há stress.

Baixa pressão do tempo e pensamento criativo – A colaboração centra-se numa pessoa, em vez de várias, beneficiado a exploração em detrimento da resolução de problemas. A motivação não está direccionada.

Baixa pressão sem pensamento criativo – Reduzido nível de trabalho colaborativo, mais reuniões com várias pessoas, pouco incentivo para a criatividade. Não há motivação. (adaptado de Heads-Up!)

As restrições de tempo podem ser reais ou o produto da nossa própria ambição e imaginação. Por vezes com a falta de dinheiro, num curto período de tempo, pode ajudar-nos a ser “o especial” super-criativo e produtivo. Amabile também refere que há indivíduos que tem uma boa performance sob pressão.

Uma das vantagens das restrições de tempo é que permitem evitar a armadilha de perfeccionismo. Suficientemente bom é melhor do que nada, mas não permite alcançar a excelência.

A velocidade pode ajustar-se em áreas que vão desde, software para conteúdos pagos, até à arte.

É uma abordagem do tipo “Preparar! Pronto? Disparar!”

“No mundo do software, desenvolvimento ágil é uma abordagem para engenharia de software que promova o desenvolvimento de todas interacções do ciclo de vida do projecto. Por outras palavras, o software é desenvolvido, divulgado e melhorado através de adaptação regular ao gabarito e às circunstâncias em mudança.” – SEO Copywrinting 2,0 – Coppyblogger

O grande benefício da velocidade é o facto de verificarmos o fracasso mais cedo. O fracasso é crucial para a inovação. Há menos tempo gasto com a ideia errada é há mais tempo para pôr o hemisfério cerebral direito a funcionar.

Acima de tudo a velocidade, ao provocar o fracasso, permite libertar lixo que produzimos e que de outra maneira seria guardado para complicar a gestão do conhecimento.

Guardar porque investimos muito tempo da nossa vida e temos pena de deitar fora, não poupa tempo no futuro, apenas atrasa o que tem pernas para andar.