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Não é fácil! Design Thinking (DT)

Facilitar não é tarefa fácil, principalmente quando pensamos na transferência de conhecimento, na adaptação a novos comportamentos ou em libertar o potencial que existe nos colaboradores de uma organização.

O facilitador é alguém que ajuda um grupo de pessoas a compreender os seus objectivos comuns e os ajuda a planear para alcançar esses objectivos sem tomar uma posição particular na discussão. O papel de um facilitador eficaz está intimamente ligado com o ambiente (contexto) onde se vai desenrolar. É importante esta observação porque a cultura da organização ou da região onde se desenrola a actividade de facilitação podem condicionar o trabalho do facilitador.

As competências de um facilitador assumem o verdadeiro significado da expressão: “competência = resultado”.

Então, imaginemos um gestor de Recursos Humanos preocupado em facilitar a libertação do potencial dos colaboradores de uma empresa e ao mesmo tempo em fazer cumprir um conjunto de normas aí existentes.

Qual é o papel dos RH num ambiente de constrangimentos?

A primeira coisa que um gestor de RH deve procurar fazer é distinguir os processos do conteúdo e ser capaz de estimular a participação e a criatividade em toda a organização.

Na actividade de facilitação nada fica ao acaso, o tempo e o espaço físico são trabalhados intencionalmente, o que faz com que haja uma adaptação à evolução das pessoas e dos acontecimentos embora isso possa provocar um dispêndio de energia constante ao gestor de RH.

Facilitar significa ser objectivo e tornar mais fácil o trabalho na organização e não aproveitar complexidades para evidenciar algumas habilidades.  

O que significa empatia para um gestor de RH?

O facilitador não diz! O gestor de RH utiliza uma panóplia de perguntas, de acordo com as circunstâncias, para realçar o potencial de cada colaborador da organização.

O facilitador diz, mas para cumprimentar ou retribuir cumprimentos que lhe são dirigidos ou para realçar os constrangimentos ou normas da organização. No fundo um gestor de RH é um pessoa “bem-educada”, que é capaz de se conectar e estabelecer relações de colaboração.

Será que o gestor de RH tem uma visão holística da organização?

Nós sabemos que em qualquer organização existem sementes de discórdia e de conflito. Há alturas em que é necessário resolver os conflitos de personalidade e outras em que é necessário facilitar os conflitos cognitivos ou criativos. Nestas alturas o gestor de RH deve ser capaz, por um lado, de ouvir activamente, promovendo a negociação e não manifestando intenções directivas na tomada de decisão e por outro lado deve ser capaz de beneficiara intuição que resulta das experiências vividas. Os grupos são uma boa fonte para a obtenção de respostas intuitivas.

A equipa de RH é um exemplo de colaboração?

Ao manter constante o grande plano dos seus objectivos, um facilitador promove o trabalho sobre os aspectos nucleares, permitindo que a colaboração entre as pessoas seja real e activa. Ele aconselha e não usa a autoridade como se o grupo fosse um pelotão militar.

E se não houver autorização para experimentar?

O gestor de RH deve promover a observação, e ser capaz de alavancar a curiosidade e fomentar a experimentação de modo a atingir resultados rapidamente. A melhor solução nem sempre é a solução “perfeita”

 

Facilitar é um trabalho que requer uma boa relação com os membros da organização, que liberta a criatividade e torna eficaz a transferência de conhecimento.