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Atividades interativas

Um dos mais sérios desafios que uma empresa enfrenta, particularmente uma empresa virada para o futuro, é saber como gerir a inovação à medida que a organização evolui.

Facilitar a gestão da inovação não é tarefa fácil, principalmente quando pensamos num processo de amadurecimento ou de evolução das empresas.

O facilitador é alguém que ajuda um grupo de pessoas a compreender os seus objetivos comuns e os ajuda a planear para os alcançar sem tomar uma posição particular na discussão.

O papel de um facilitador eficaz está intimamente ligado com o ambiente (contexto) onde se vai desenrolar a sua atividade.

É importante esta observação porque a cultura da organização ou da região onde se desenrola a atividade de facilitação podem condicionar o trabalho do facilitador. Nós podemos estar também a falar de empresas jovens ou de empresas com estruturas pesadas e construídas em pressupostos e crenças profundas.

Um facilitador não tem necessariamente que ser uma pessoa externa à empresa. As competências de um facilitador assumem o verdadeiro significado da palavra, isto é, competência é resultado e traduz-se na eficácia das equipas e dos seus elementos.

O facilitador deve distinguir os processos do conteúdo e deve ser capaz de estimular a participação e a criatividade.

Embora não tenha uma intervenção ativa na transmissão de conhecimento, o facilitador tem de demonstrar sabedoria e realçar a sabedoria do grupo, o que facilmente é conseguido quando o facilitador é um membro da organização.

Na atividade de facilitação nada fica ao acaso, o tempo e o espaço físico são trabalhados intencionalmente, o que faz com que se adapte à evolução do grupo e dos acontecimentos.

Sendo capaz de manter a objetividade, um facilitador, está sempre atento à dinâmica do grupo e assume a responsabilidade pela direção que o grupo toma. Não pode haver lugar a subjetividades distrativas, nem a desvios dos seus propósitos.

Facilitar significa tornar mais fácil e não aproveitar complexidades para evidenciar habilidades, privilegiando assim o interesse do grupo em detrimento do interesse individual .

Um facilitador demonstra o profissionalismo, autoconfiança e autenticidade, o que se traduz em integridade pessoal.

Bom, mas se ele tem um conjunto de competências tão exigentes, como é que ele as aplica ou evidencia?

O facilitador não diz!

O facilitador utiliza um conjunto de perguntas, de acordo com a temática onde está envolvido, para realçar o potencial de cada membro do grupo.

O facilitador diz, mas para cumprimentar ou retribuir cumprimentos que lhe são dirigidos. No fundo um facilitador é uma pessoa “bem-educada”, que é capaz de se conectar e estabelecer relações. Por isso evita a orientação para a tarefa.

Usando as suas competências relacionais o facilitador não espera que alguém inicie as conversas e toma a iniciativa, usando o pedido de opinião e não sugerindo algo que pensa.

Ele é capaz de ouvir ativamente portanto promove a negociação, não manifestando intenções diretivas na tomada de decisão. Essa negociação é feita com inteligência emocional, sendo capaz de vibrar mas afastando-se de reações inoportunas.

Ele é capaz de persuadir, não utiliza abordagens sistémicas, dando pouco lugar à análise e beneficiando a intuição.

A intuição resulta das experiências vividas e os grupos são uma boa fonte para a obtenção de respostas intuitivas.

Ao manter constante o grande plano dos seus objetivos, o facilitador promove o trabalho sobre os aspetos nucleares. Ele aconselha e não usa a autoridade como se o grupo fosse um pelotão militar.

Dominando a observação, o facilitador é capaz de alavancar a curiosidade por parte dos membros do grupo e retirar, de aspetos simples do quotidiano, analogias que favorecem a resolução de problemas.

Facilitar é um trabalho que requer uma boa relação com os membros do grupo, liberta a criatividade e torna eficaz a transferência de conhecimento.

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Este post é uma revisão de um anterior aqui publicado.

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