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Definir e refinar problemas  

“Se eu tivesse apenas uma hora para salvar o mundo, eu gastaria 55 minutos definindo o problema e apenas cinco minutos a encontrar a solução.” ― Albert Einstein

Mesmo que esta afirmação fosse lida 100 vezes e a concordância com o seu conteúdo fosse 100%, ainda assim haveria muita gente a fazer o contrário.

Sejam jovens empreendedores ou funcionários antigos em empresas que procuram inovar, todos têm uma tendência em alvitrar de imediato uma solução quando se aflora um problema e não dedicam energia à definição do problema.

Por todo o lado vemos agora uma explosão de metodologias ou abordagens novas e muito pouca gente preocupada com uma declaração clara e concisa do problema.

Essa declaração é importante porque as equipas (não um “génio” isoladamente) poderiam agregar um sentimento de posse do projeto, estar focadas num problema comum e ter elementos para avaliar o desenvolvimento do projeto.

Um componente central da metodologia Lean Startup é o circuito de retroalimentação construção-medida-aprender. O primeiro passo é descobrir o problema que precisa ser resolvido e, em seguida, desenvolver um mínimo produto viável (MVP) para iniciar o processo de aprendizagem o mais rapidamente possível. Uma vez estabelecido o MVP, uma startup pode trabalhar na afinação do motor. Isso envolverá a medição e a aprendizagem e deve incluir métricas úteis que possam demonstrar a questão de causa e efeito.”

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Mas nós não gostamos de pensar em problemas! Imaginar que a transformação do mundo em que vivemos é necessária parece ser um desafio constante de cada vez que uma solução a um problema é apresentada e trás consigo mais uma série de problemas para resolver. Este é o resultado da falta de concisão e clarificação dos problemas.

Definir o problema em termos específicos, identificar onde esse problema existe, a sua dimensão e qual o impacto que esse problema tem nas comunidades e/ou dentro das organizações, é o caminho a percorrer antes de explorarmos as soluções possíveis.

Definir o problema significa fazer as perguntas certas, tarefa que requer uma ajuda preciosa da nossa curiosidade e imaginação que são muitas vezes utilizadas para lançar ideias novas mas que não encaixam em necessidades ou quereres sustentáveis.

Definir um problema significa criar formas de prevenção de consequências indesejáveis das soluções propostas e significa identificar no presente problemas do futuro que exigem uma solução.

Com facilidade, numa organização, reconhecemos colaboradores que estão constantemente a ver problemas em todo o lado e apesar de nos parecer um comportamento pessimista, isso pode ser traduzido numa atividade importante na identificação de problemas.

Design thinking requer uma equipa ou empresa sempre questionar o resumo, o problema a ser resolvido. Participar na definição da oportunidade e rever a oportunidade antes de embarcar na sua criação e execução. A participação geralmente envolve a imersão e intensa análise transversal de filtros que têm sido empregadas na definição de um problema.”

Quando nos lançamos na resolução de problemas temos de estar suficientemente alerta para percebermos que as nossas lentes não são iguais ás das pessoas que vivem esses problemas e por isso observar, conscientes do uso dos nossos filtros, significa colaborar em equipas com perspetivas variadas e também questionar constantemente o porquê de tudo o que surge no caminho.

Hoje é muito fácil, num mercado em constante transformação recheado de novas tecnologias, de novos comportamentos nos utilizadores e consumidores e de novos modelos de negócios, ter um projeto concluído (produtos ou serviços) e não conseguir encaixá-lo nesses mercados. Não porque houve erro nos processos ou faltou o investimento, mas porque já não correspondem às reais necessidades dos utilizadores ou consumidores.

A definição do problema precisa de constante refinação e os protótipos são o caminho para o fazermos, antes de propormos a solução.

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