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“O significado das coisas não está nas coisas em si, mas sim na nossa atitude em relação a elas.” – Antoine De Saint Exupery

É verdade! Eu fiz uma busca de informação dominado pelo viés de confirmação, mas tentei encontrar opiniões contrárias e espero que consiga imaginar, a partir daqui, a construção de algo com sentido.

Eu penso que a melhor maneira de um empresa entender o que as pessoas querem é através de um processo de inovação aberta não descurando hipóteses de co-criação e isto porque normalmente as empresas nestas circunstâncias estão mais próximas dos consumidores / utilizadores. Mas para dar sentido às coisas que as pessoas possam querer o design é um óptimo caminho.

Observar as atitudes das pessoas com as coisas e conseguir transferir as suas experiências para um projecto criativo não se consegue dentro de uma sala ou combinando informação inscrita em questionários.

Este trabalho de inovação por parte das empresas nem sempre é fácil. Eric von Hippel dizia numa entrevista a “Deloitte Review” que “…Eles podem muito bem ver o exterior como um concorrente, um rival: “Se pedirmos a pessoas de fora para nos ajudar no nosso trabalho, os nossos gerentes podem pensar que somos dispensáveis. Não vamos fazer isso. Da mesma forma, pessoas de marketing de pesquisa que procuram as necessidades não atendidas do utilizador através de inquéritos e grupos de foco vêem que um monte de ferramentas suas está em risco de se tornar obsoleto se os usuários se tornam mais inovadores. E os advogados de patentes interna que é dito que o IP aberto pode ser mais útil do que as patentes – bem, não vamos mesmo lá. [Risos].”

Por isso a vontade de procurar fora o que é preciso é um desafio que as empresas têm de enfrentar e tornar claro aos seus colaboradores que são necessários e que desempenham um papel fundamental no novo modelo.

Os produtos e serviços que as empresas procuram lançar amanhã, salvo algumas opiniões discordantes, são construídos ou projectados com base em informações recolhidas junto dos consumidores / utilizadores, através de variados métodos tendo em vista diferentes finalidades, umas vezes com sentido outras vezes sem essa preocupação.

Henry Chesbrough no seu livro “Open Innovation Services:” diz: “Outro aspecto do avanço da inovação em serviços é mudar o papel dos clientes no processo de inovação. Em vez de tratar os clientes como consumidores passivos, muitas empresas estão agora a envolver clientes no processo de inovação. Em muitos casos, os clientes são realmente co-criação de novos produtos e serviços.”

Um dos problemas que Chesbrough coloca nesta integração de experiências dos clientes é a dificuldade em transferir esse conhecimento que é tácito e portanto fruto da experiência dos clientes. Aqui penso que uma abordagem de pensar design pode facilitar a transferência e simultaneamente entregar significado ao serviço / produto.

Mas existem bons exemplos de trabalho neste domínio, que aqui refiro, apenas como marca de possibilidade a considerar nos caminhos que as empresas queiram experimentar:

“Threadless teve sucesso, pedindo mais do que qualquer empresa de retalho moderno já pediu aos seus clientes – para a concepção do produto, para servir como força de vendas, para se tornarem os empregados. Nickell foi pioneiro num novo tipo de inovação. Ele não requer grandes orçamentos para a investigação ou o brilhantismo criativo – apenas uma vontade de continuar olhando para fora”.

Embora pareçam lineares as vantagens duma maior abertura ao exterior por parte das empresas quer em relação à criação conjunta com outras empresas quer em relação aos seus clientes e fornecedores há quem diga que não é dessa forma que encontramos significado nas coisas, como parece ser o caso de Roberto Verganti:

“E, o que aprendemos, é que a inovação radical e significado na verdade não acontecem usando os imperativos que todos nós sabemos. Inovação radical e significado não vêm de usuários. Não é apenas uma questão de ter um monte de ideias.”

 

Será que o significado está afinal nas coisas e não na nossa atitude em relação a elas?

Verganti também diz: “Então, essa é outra vez um outro grande exemplo de design, pois não se trata, você sabe, não se trata de estilo. Na verdade, os gráficos do Nintendo são muito simples. Não se trata de tecnologia. A tecnologia dentro de um Nintendo Wii é muito mais simples, menos complicado do que o Xbox da Microsoft eo PlayStation da Sony. Trata-se de uma mudança de significado, e é uma mudança radical no significado. Estas são coisas que as pessoas não estavam pedindo, mas quando eles viram, eles se apaixonaram.”

Esta verdade do exemplo da Nintendo recorda-me a Apple ou o Ikea, (ver post) que também me trouxe dúvidas sobre o papel dos consumidores e a minha resposta a estas minhas dúvidas é:

– É importante que as pessoas encontrem significado na sua relação com as coisas.

– É importante que as empresas encontrem na relação com os seus clientes a forma de atribuir significado a essa relação.

– É importante que as organizações encontrem significado na sua actividade quer em direcção ao interior (colaboradores) quer em direcção ao exterior.

– É importante que as organizações contribuam para um mundo com significado.

É bem o tempo passado para começar a imaginar uma organização de uma forma radicalmente diferente – uma que dá um salto quântico além da estratégia, marketing e finanças numa galáxia inexplorada, inexploradas possibilidades económicas.

Aqui está o que eu acho que a organização – que podemos chamar, “A Organização com Significado” – pode parecer. É um aceno de cabeça – mas um passo além – da “aprendizagem organizacional” Peter Senge. Ela é construída não apenas para aprender (e depois fazer “negócio”), mas, mais profundamente, para redesenhar as fronteiras de prosperidade, fazendo coisas significativas que importa mais.”

Assim, o grupo de sabedoria. O trabalho do grupo de sabedoria seria, em primeiro lugar, para garantir que a organização é a criação de valor que é apreciado por todos os seus principais intervenientes – as pessoas, a natureza, o futuro, a sociedade. As responsabilidades do grupo seriam começar com a medição, monitorização e gestão desse valor – mas acabar com pastoreio, orientando e alimentando-a. O grupo faria a sabedoria, a empresa estava fazer coisas que importam para a nossa tetranetos, que nos enobrece, que desenvolve o nosso ser melhor, e que honra maior propósito da empresa.” – Umair Haque

Enquanto colaborador, o significado do meu trabalho, enquanto consumidor o significado da minha participação, enquanto empresário o significado da minha existência.

As minhas desculpas por um artigo tão extenso!

O querer, o desejo e a necessidade

@sonia_manchanda escereveu: everyone dreams!

É nos sonhos que encontramos muitas vezes lugar para realizar os nossos desejos quando os mitos não se tornam realidade.

“Assim, os indivíduos representarão os seus próprios desejos e aspirações no seio sagrado dos deuses e deusas fabricados autoritários. A faculdade imaginativa do homem manifestar-se-ia nas suas necessidades básicas e desejos mundanos pelo melhor conceito do que o de transformação em outras coisas ou entidades, literalmente conhecido como “A Metamorfose”. Em relação às necessidades, não havia melhor substituto para a Metamorfose pois poderia efeminar o homem áspero e tomar medidas para atender às suas necessidades e embelezar os ritos selvagens que ele carregava para garantir a sua sobrevivência. O mesmo poderia ser aplicado a seus sonhos e desejos, pois foi somente através da possibilidade de mudança e transformação que ele poderia tornar-se o que ele desejava tornar-se. Somaye Nouri Zenoz

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades!

Não é realista tentar viver sem desejos. Não vale a pena sequer pensar sobre isso, porque os desejos são o alimento ou combustível da nossa criatividade, são motivação intrínseca, dão-nos satisfação, e empurram-nos para alcançar os nossos propósitos.

O problema surge quando os nossos desejos se tornam nas nossas necessidades. De repente não consigo satisfazer os meus desejos e desespero e quando isso acontece há um desequilíbrio.

Na verdade, todos nós temos os nossos próprios filtros exclusivos, incluindo a nossa cultura, as nossas experiências, tendências, preferências e preconceitos que só complicam a satisfação dos nossos desejos.

Sem grandes preconceitos, podemos dizer que o desejo é uma força fundamental da existência humana e a manifestação primária de energia sexual que está presente em todos os seres humanos. Embora o desejo pode ter conotações negativas por força das pressões da sociedade ou sociedades que pretendem controlar o desejo, este deve ser visto como positivo e construtivo.

É o caso do nosso desejo de participação, de compromisso, de produtividade de felicidade e de bem-estar.

O meu sonho, desejo maior, é ser…é ter…é fazer…é…a minha vocação!

O desejo maior torna-se uma necessidade que importa satisfazer e muitas vezes alimenta os empreendedores.

Esse desejo também pode ser revelado como a necessidade de cumprir um propósito e auto realização sem olhar à dimensão, e neste caso, o desejo leva a proporção de uma missão e alcançar esse objectivo torna-se quase uma obsessão saudável.

“Podemos encontrar um novo modelo de crescimento económico sustentado, que não apenas para prover as necessidades, mas também tornar sonhos em realidade?” –  Bruce Nussbaum

Traduzir esses sonhos em cenários para o futuro e formular planos concretos para investimentos e negócios reais é um desafio lançado agora na Índia.

Designers, especialmente designers humanitários, geralmente tentam satisfazer as necessidades das pessoas. Na Índia, eles vão tentar realizar os sonhos das pessoas.

O que significa isso? Como é que isto vai acontecer?

O que pensa disto?

Uma vaga que não faz sentido!

Depois de ser posta em causa a utilidade da observação das necessidades dos consumidores para desenvolver a inovação (ver aqui), surgem mais duas abordagens no sentido de dispensar a pesquisa centrada no consumidor:

A Apple não faz pesquisas com consumidores” e

“A inovação conduzida pelo usuário não pode criar avanços”

Embora no primeiro artigo haja um título que sugere o abandono da observação do comportamento dos consumidores ou potenciais consumidores é de imediata corrigida a mensagem no texto. Os designers da Apple fazem-no mas não da forma tradicional.

No segundo artigo há uma defesa no sentido de que a observação centrada no consumidor não é feita e que a ser feita não produz nada de significativamente inovador!

Podemos ler:

“Com o resultado da observação do usuário não é possível prever a demanda futura!

A procura de algo fundamentalmente novo é completamente imprevisível. Mesmo os próprios usuários não têm ideia se vão gostar de um produto completamente antes de começar a usá-lo (e talvez, só depois de anos de uso). A procura de algo novo não pode ser prevista.”

Eu nem posso acreditar o que seria da Whirpool se isto fosse tão simples!

“As máquinas de lavar roupa Whirlpool na Índia, foram estudar o mercado para os produtos Whirl no norte da Índia. Na parte norte da Índia, a maioria das pessoas consomem manteiga feita com requeijão.

Para a surpresa de gestores de empresas, muitas famílias usaram suas máquinas de lavar roupa para agitar e fazer coalhada de leite! A razão era simples: máquinas de lavar eram mais baratas do que agitadores e mais adequado. Os gestores da empresa não podiam acreditar!” 

Eu penso que uso de títulos fortes em artigos tem vantagens para apelar à leitura e até à discussão quando coloca interrogações, mas não tem vantagem nenhuma quando indicia universalidade e no primeiro assalto ressoa a inverdade.

As pessoas estão habituadas a olhar para o todo como sendo a imagem que querem captar para posteriormente incorporarem como conhecimento.

O ambiente externo a uma pessoa ou a uma organização, tem sido definido como o ambiente que, inclui todos os eventos e/ou variáveis que têm efeito sobre as actividades ou resultados de uma pessoa ou organização.

É esse ambiente que nos vai trazer toda a riqueza de informação, necessária à actualização do nosso conhecimento e à procura de um algo novo que satisfaça as necessidades encontradas.

Os planos de observação que construímos, para identificar esse mundo, estão repletos de pormenores que exigem atenção e perícia.

Esse mundo inclui dados e comportamentos, sendo estes últimos cruciais para a sobrevivência do nosso relacionamento com os demais. E são os pormenores (alguns), que fazem a diferença, pormenores que detectamos através da observação e que muitas vezes sentimos necessidade de experimentar.

Existe uma distinção de longa data entre a experimentação e a observação.

Para experimentar é preciso isolar, preparar e manipular as coisas na esperança de produzir provas úteis. Observar é atender aos pormenores interessantes de coisas percebidas sob condições mais ou menos naturais, ou, por extensão, as coisas percebidas no decorrer de uma experiência.

Olhar para uma laranja, e apreciar a sua cor e forma seria observá-la. Extrair o sumo e aplicar reagentes para medir a acidez seria realizar uma experiência.

Se o objectivo da nossa observação é saber quais os sentimentos e emoções das pessoas face a determinado estímulo, não temos necessariamente de utilizar a experimentação. Basta observar em situações identificadas com os estímulos, ou questionar as pessoas.

Mas mesmo os observadores não usam sempre sentenças declarativas para relatar os resultados observados, isto é nem sempre atingem níveis de empatia desejáveis. Para observar frequentemente desenhamos, fotografamos, fazemos gravações de áudio ou vídeo, etc.

O detalhe ou pormenor é diferenciador e é ao observá-lo que criamos condições para inovar e satisfazer as necessidades das pessoas e construir objectos e serviços de desejo.

No artigo referido em cima da Fastcompany ainda podemos ler:

“Se os usuários não podem dizer a uma empresa o que fazer, o que as empresas devem então fazer? As melhores marcas são guiadas por uma visão clara para o mundo, um conjunto único de valores e uma cultura que os torna verdadeiramente único e que nenhuma percepção do usuário poderia mudar.

Elas definem as suas próprias regras. A visão deve vir primeiro. Isso poderia vir a partir do cliente, designers, uma equipe, uma organização ou um líder de design. Ela precisa ser clara e aplicada de forma consistente ao longo do design.”

Concordo com quase tudo o que está nestes dois parágrafos menos com “Se os usuários não podem dizer a uma empresa o que fazer”! Então pelo menos eles podem contribuir para isso!

Quer comentar!

Novos modelos de inovação

Thomas Sutton em Lift11 coloca a seguinte questão:

O que acontece se pararmos de tentar entender as necessidades dos consumidores, e começarmos a cultivar espaços vazios onde as pessoas podem inovar para si? Por outras palavras, abandonar o sonho de um perfeito processo de inovação científica, pelo qual os produtos ou serviços poderiam “satisfazer as necessidades não satisfeitas”.

No meu ponto de vista, vamos encontrar pelo menos duas situações distintas:

– Uma, aquela onde as pessoas não vão satisfazer as suas necessidades e vão seguir o princípio do prazer ou o caminho do uso e consumo não consciente de produtos e serviços, isto é inovar sem significado, como acontece com um grande número de invenções ou aplicações, ou não vão criar por não conseguirem articular as suas necessidades.

– A outra, as pessoas vão inovar ajustando a criação às suas reais necessidades sem terem de consumir ou adquirir irrelevância ou redundância.

Esta segunda via, mais restrita por exigir um conjunto de competências não generalizadas, pode surgir como a refinação ou o fato por medida que muitos indivíduos e empresas necessitam.

Por todo o mundo, Portugal incluído, já existem situações que se encaixam neste modelo e que eu gosto de chamar de extensibilidade. O princípio é simples, existe um produto ou serviço que é entregue e depois o usuário, sem alterar a base, constrói sobre ele o seu “unique” de acordo com as suas necessidades.

Nós podemos ver isso em software ou em automóveis, em projectos de turismo ou em embalagens de produtos no supermercado.

Estes processos, no entanto, carecem muitas vezes de co-criação dada a especificidade de alguns produtos ou serviços, mas permite a diversidade e a interdisciplinaridade sinónimos de riqueza nos resultados.

Permitir aos outros criar sobre o que nós criamos é amplificar a nossa criatividade e um pouco de nós.

O que é importante não é o que está dentro das coisas criadas, mas sim a situação que é criada, porque a dinâmica do sistema é o que está à sua volta e o que acrescenta valor.

Frequentemente aquilo que criamos ultrapassa a nossa necessidade ou a necessidade de outros e isso pode levar à redundância e para o evitar temos de fazer coincidir a criação com o nosso comportamento ou com o comportamento desejado.

Será que é possível o abandono total do controlo?

Que conflitos podem surgir da integração de design aberto (T. Sutton) com a co-criação?

Permitir que os usuários conduzam o design através de um diálogo construtivo é um aspecto importante na inovação aberta, mas será uma opção extensível a qualquer situação?

Quando pomos algo no mundo, estamos a estabelecer uma relação dinâmica entre as coisas e as pessoas, mas não necessariamente uma relação de boa vizinhança.

Pense nisto!

Eu gosto de pensar que, nas pessoas, existem necessidades não satisfeitas (conhecidas mas sem solução), necessidades não articuladas (sem solução por não haver definição do problema) e necessidades ocultas (problemas não identificados e não definidos). Se de facto existe diferença significativa entre elas, e eu acho que sim, a co-criação pode ser de facto o diálogo construtivo que é necessário.

O que pensa disto?

Design Thinking – Sociedade 2.0

Ontem (3 de Fevereiro), participei na Designthinking UnConference Barcelona with Arne (@designthinkers) and @richradka and @aldodj of @claropartners #unbar na Elisava Barcelona e é sobre isso que hoje deixo algumas palavras.

Contexto

Sobre Barcelona não se fala. Vive-se. É uma cidade espectacular que conheço há alguns anos e onde me agrada sempre estar.

Sobre as pessoas que comigo participaram neste evento que, eu considero mais um acontecimento que se começou antes e acabou depois do horário previsto, apenas direi que foram e são um grupo fantástico.

Conectar

Começou antes porque no dia anterior estabeleci contacto e conversei com alguns dos participantes dos workshops desse dia e depois porque após a #UnBar alguns de nós fomos conversar para um #UnBeer e #Beer J

Uma nota curiosa foi o primeiro contacto na vida real de alguns dos participantes já conhecidos através de redes. As redes são de facto facilitadoras de aproximação na abordagem directa.

Até que ponto este conhecimento “virtual” não será uma poderosa alavanca em criatividade e inovação quando as pessoas se encontram depois de estabelecerem contacto em redes globais de trabalho?

E agora começa aqui o relato de um pouco da minha observação, quase sempre restrita ao grupo onde me inseri:

A #UnBar começou com Arne a fazer uma pequena apresentação das intenções e procurou alinhar os significados subjacentes à proposta de trabalho/conversa, a Sociedade 2.0, uma vez que cada um de nós já se apresentara aos restantes.

As pessoas sentaram-se sem preocupações de reunir com alguém em especial e foram auto-organizados quatro grupos informais que se distribuíram pelo espaço.

Havia um predominância natural (Escola de Design) de designers mas as equipas eram interdisciplinares o que se confirmou pelas perspectivas apontadas ao longo do trabalho realizado

Colaborar

Sem grandes orientações os grupos começaram a identificar as palavras-chave que poderiam servir de referencial para discussão sobre a Sociedade 2.0 (Ver SOCIETY 2.0… What does it mean to you?)

Esses pontos transcritos para post-it foram agrupados de acordo com a sua afinidade a um grupo e ficaram visíveis para toda a gente. A visualização assumiu um papel relevante na colaboração.

Criar

Criar um negócio no contexto pretendido foi a parte mais divertida das quase cinco horas de trocas de ideias e experiências.

Que tipo de negócio?

Que experiência de utilizadores?

Que comunidades?

Que papeis?

Que valor? Como atingir?

 

O que estivemos a fazer?

De uma maneira caótica mas sem indisciplina total fomos á descoberta das necessidades reais das pessoas numa sociedade fortemente marcada pela Web 2.0 quer ao nível individual quer de grupos ou organizações onde a sustentabilidade, a confiança, a transparência, o conhecimento, a partilha, o significado de valor etc são factores chave.

Sem grande pesquisa e apenas formulando as percepções de cada um de nós procuramos construir um modelo de negócio rentável e enquadrável nessa sociedade.

Já tem nome “Lover’sFish” …

Don’t be selfish …SELL FISH

Não se discutiram conceitos de Design Thinking! Tentamos trabalhá-los.

Desejável – Viável – Realizável

Muito obrigado a todos os que participaram na #UnBar

Não é fácil! Design Thinking (DT)

Facilitar não é tarefa fácil, principalmente quando pensamos na transferência de conhecimento, na adaptação a novos comportamentos ou em libertar o potencial que existe nos colaboradores de uma organização.

O facilitador é alguém que ajuda um grupo de pessoas a compreender os seus objectivos comuns e os ajuda a planear para alcançar esses objectivos sem tomar uma posição particular na discussão. O papel de um facilitador eficaz está intimamente ligado com o ambiente (contexto) onde se vai desenrolar. É importante esta observação porque a cultura da organização ou da região onde se desenrola a actividade de facilitação podem condicionar o trabalho do facilitador.

As competências de um facilitador assumem o verdadeiro significado da expressão: “competência = resultado”.

Então, imaginemos um gestor de Recursos Humanos preocupado em facilitar a libertação do potencial dos colaboradores de uma empresa e ao mesmo tempo em fazer cumprir um conjunto de normas aí existentes.

Qual é o papel dos RH num ambiente de constrangimentos?

A primeira coisa que um gestor de RH deve procurar fazer é distinguir os processos do conteúdo e ser capaz de estimular a participação e a criatividade em toda a organização.

Na actividade de facilitação nada fica ao acaso, o tempo e o espaço físico são trabalhados intencionalmente, o que faz com que haja uma adaptação à evolução das pessoas e dos acontecimentos embora isso possa provocar um dispêndio de energia constante ao gestor de RH.

Facilitar significa ser objectivo e tornar mais fácil o trabalho na organização e não aproveitar complexidades para evidenciar algumas habilidades.  

O que significa empatia para um gestor de RH?

O facilitador não diz! O gestor de RH utiliza uma panóplia de perguntas, de acordo com as circunstâncias, para realçar o potencial de cada colaborador da organização.

O facilitador diz, mas para cumprimentar ou retribuir cumprimentos que lhe são dirigidos ou para realçar os constrangimentos ou normas da organização. No fundo um gestor de RH é um pessoa “bem-educada”, que é capaz de se conectar e estabelecer relações de colaboração.

Será que o gestor de RH tem uma visão holística da organização?

Nós sabemos que em qualquer organização existem sementes de discórdia e de conflito. Há alturas em que é necessário resolver os conflitos de personalidade e outras em que é necessário facilitar os conflitos cognitivos ou criativos. Nestas alturas o gestor de RH deve ser capaz, por um lado, de ouvir activamente, promovendo a negociação e não manifestando intenções directivas na tomada de decisão e por outro lado deve ser capaz de beneficiara intuição que resulta das experiências vividas. Os grupos são uma boa fonte para a obtenção de respostas intuitivas.

A equipa de RH é um exemplo de colaboração?

Ao manter constante o grande plano dos seus objectivos, um facilitador promove o trabalho sobre os aspectos nucleares, permitindo que a colaboração entre as pessoas seja real e activa. Ele aconselha e não usa a autoridade como se o grupo fosse um pelotão militar.

E se não houver autorização para experimentar?

O gestor de RH deve promover a observação, e ser capaz de alavancar a curiosidade e fomentar a experimentação de modo a atingir resultados rapidamente. A melhor solução nem sempre é a solução “perfeita”

 

Facilitar é um trabalho que requer uma boa relação com os membros da organização, que liberta a criatividade e torna eficaz a transferência de conhecimento.

 

 

Transferir sentimentos.

Esta semana li um tweet de @guidostompff, a quem agradeço o empurrão para pensar e onde se lia o seguinte:

“É de todo possível, um design de “emoções” ou “significado”? Eles servem de base a uma grande parte da teoria de design.”

Embora eu sinta uma vontade enorme de dizer que sim, eu não sei a resposta e por isso vou tentar fazer algumas perguntas, esperando alguma colaboração! Possivelmente essa resposta tardará e ficaremos apenas com um sentir o “como”.

Mas não deverá ser esse o nosso propósito, entregar emoções e significado?

Richard Seymour “definiu” design como sendo o “fazer coisas melhor para as pessoas”, actividade que é focada no comportamento humano e qualidade de vida.

Design poderia ser visto como uma actividade que traduz uma ideia em algo útil, quer se trate de um carro, um edifício, um gráfico, um serviço ou um processo.

“Os cientistas podem inventar tecnologias, os fabricantes podem fazer produtos, os engenheiros podem torná-los função e os comerciantes podem vendê-los, mas só designers podem combinar esses pareceres em todas essas coisas e transformar um conceito em algo que é desejável e viável, comercialmente bem sucedido e que adiciona valor à vida das pessoas.” – Design Council

 

Se os designers ou as pessoas que pensam como designers são capazes de realizar essa combinação, eles fazem-no incorporando não só o conhecimento sobre as coisas mas sobretudo incorporando e transferindo para o resultado as emoções e os significados que os vários elementos interdisciplinares partilham.

Quando observamos as pessoas no seu dia-a-dia, reparamos que essas pessoas sabem muita sobre emoção. Por exemplo quando lhes são dadas fotografias com expressões emocionais ou quando presenciam as expressões num ambiente natural, facilmente reconhecem o significado dessas emoções ou da sua representação.

Por exemplo, a expressão “É impressionante” ou “É fabuloso” pode ser ouvida quando o resultado do trabalho é apresentado.

Será que a emoção vivida nesses momentos foi a emoção desenhada?

Será que foi transferida intencionalmente? Será que isso representa a existência de significado no trabalho?

“É impressionante” é uma espécie de base para uma multiplicidade de receitas, mas que confere a todas elas sabor e autenticidade para além de um aroma inconfundível a sucesso.

É fruto de uma mão cheia de design, ou aquela capacidade de criar alguma coisa que tem significado e utilidade, porque a utilidade é um destino privilegiado da criação.

Quando se aprecia o trabalho na sua totalidade, de forma a estabelecer novas relações, quando se utiliza a metáfora como forma de pensamento e se consegue que o todo seja maior que a soma das partes, estão-se a construir emoções e significados. As equipas interdisciplinares são exímias em alcançar estes objectivos.

Ao ler as emoções, capacidade possibilitada pela empatia, sabemos para onde vão aqueles que são os destinatários do nosso trabalho.

Empatia é saber estar no lugar do outro e isso promove a melhoria de qualquer ambiente, tornando o que fazemos em algo melhor.

Tudo isto tem significado e é inovação!

Inovar significa repensar completamente a maneira como alcançar um objectivo e, em alguns casos, isso pode significar a redefinição do objectivo que perseguimos, passando muitas vezes das nossas emoções para as emoções de outros.

Inovar significa adaptar o ambiente às novas exigências e necessidades dos mais novos aos mais velhos.

Como também significa chegar com uma nova ideia capaz de criar um mundo melhor e permitir criar filhos melhores num mundo em transformação.

Será que isto tem significado?

Inovar significa criar ambientes de educação positivos, aplicando o futuro a um novo contexto.

Há medida que vamos avançando no nosso percurso de vida, vamos pensando em deixar algo, como testemunho da nossa presença, que possa servir para contar depois.

Nessa altura estamos a contar uma história de emoções e significado!

Contar uma história é importante quer, para atribuir significados às coisas que criamos quer, para construir ligações e relatar os passos das viagens criativas.

Será que é possível desenhar o bem-estar? Será que o estar bem tem significado?

Será que vale a pena pensar nisto?

Negócios e Pensar design

Pensar design não é um exclusivo  dos designers, pode ser de qualquer pessoal. Eventualmente é dos designers quando estes assumem essa forma e quando tentam convergir para as pessoas.

Pensar design faz sentido quando falamos em acrescentar valor a um produto ou serviço e esse valor é percebido pelo utilizador ou consumidor.

Nas organizações sejam elas com fins lucrativos ou não existe uma combinação equilibrada de competências que quando postas em prática provocam um fluxo de criação de valor que beneficiará toda a gente. A montante da organização, dentro da organização e a jusante.

Quando falamos em pensar design nas empresas verificamos que há necessidade de uma aprendizagem de ambos os lados, designers e negócios. Daí a preocupação existente, nas escolas, para o desenvolvimento de competências, detectadas como fracas ou muito fracas. Essas competências referem-se a capacidades de interacção em equipas interdisciplinares e com consumidores ou pessoas de negócios.

Algumas competências sugeridas por entrevistados:

Segundo Roger Martin, “as competências do design e as competências dos negócios tendem a convergir”. Para haver sucesso no futuro, as pessoas de negócios tem de ficar mais parecidos com designers, têm de melhorar a sua capacidade de visão do todo.

Como pessoas de decisões, os gestores e líderes de negócios devem deixar o seu foco na eficiência  e passar a focar o consumidor, no fundo as pessoas.

Embora Verganti diga que deve se deva deixar de centrar nas pessoas e se deva procurar fazer surgir uma elite que trate dos problemas globais, o conceito de centrado nas pessoas, para mim é entendido como, não só pensar nas necessidades expressas com a empatia por conduta, mas também identificar as necessidades ocultas ou não sentidas.

As organizações com e sem fins lucrativos têm perspectivas diferentes quanto ao papel de pensar design, isto é, pelo menos reagem de forma distinta à sua presença. Mas essas organizações têm necessidades que importa trazer à luz do dia.

Pensar design é uma maneira de pensar em fazer algo numa dimensão que representa uma nova experiência de aprendizagem para todos, não só para as escolas mas sobretudo para as pessoas de negócios.

Muitas dessas pessoas de negócios temem o fracasso, têm aversão à imprevisibilidade e têm uma grande preocupação com o status.

Pensar design requer uma atitude diferente que é, ir além dos estudos de casos apresentados em MBAs ou de trocas de boas práticas. Os negócios não podem contentar-se em transferir uma solução de uma empresa para outra.

Como diz Neumeier, não podemos decidir entre uma e outra, temos que desenhar a via para a frente.

A diferença entre estes dois modos de fazer as coisas é significativa. O modo de decidir assume que as alternativas já existem (estudo de casos), mas decidir será difícil. O modo design assume que novas opções têm de ser imaginadas (usando o processo design), mas uma vez imaginadas, decidir será fácil. A verdade é, o sucesso no séc. XXI dependerá de encontrar a mistura correcta destes dois modos.

Se por um lado, as pessoas decisoras no mundo dos negócios têm de alargar as suas competências a novas possibilidades, por outro lado os pensadores design terão também de sair dos silos e criar um novo mundo no constrangimento da gestão dos negócios.

A imagem acima refere-se a um contexto identificado mas parece-me não ser incorrecto extrapolar aqueles dados para um horizonte mais alargado.

Parece ser fácil entender que a percepção do mundo dos negócios ainda é uma miragem para muitos designers, mas se realmente estes querem ser realizar intervenções profundas ao nível dos negócios terão de adquirir competências de gestão e de negociação.

Sendo o storytelling um instrumento fundamental para o pensar design fica por esclarecer esta falta de competência assumida em comunicação.

Talvez a sua história seja diferente! Talvez o seu contexto não seja este!

Vale a pena reflectir!

Eu penso que pode haver convergência! O que é que acha?

 

Ou propósito e significado

A satisfação imediata das necessidades dos consumidores e utilizadores das organizações passa quase sempre por adaptações ao existente ou pequenos passos de inovação incremental com novidades que deliciam os “clientes” de acordo com as tendências da moda.

Esta atitude permite a manutenção de uma estrutura de investimento e alavanca a organização para os seus objectivos globais, dando lugar garantido a muitos colaboradores que vivem os momentos analíticos com fervor.

São os sabores das previsões e análise de resultados face aos objectivos. É bom medir o passado e tentar marcar o limite das capacidades produtivas.

Mas continua a ser o caminho das “surpreendentes e baratas modificações” sem uma finalidade ou propósito claro por parte das organizações.

No passado dia 8 em #ideachat promovido por Angela Dunn (@blogbrevity), @matthewemay disse:” Eu tenho algumas metas chave que permitem que a minha finalidade seja expressa. Se eu reflicto bem (hansei) as minhas metas encaixam. A minha finalidade não.”

Eu acho que estas palavras encaixam perfeitamente no meu propósito que é encontrar o porquê de fazer as coisas!

Por exemplo, quando pensamos em inovar na produção e distribuição de água não pensamos apenas na quantidade de água que as pessoas querem, mas também qual o uso que farão com ela (beber, lavar, nadar, regar, sentir, etc.).

Nas organizações é importante que haja um compromisso entre os objectivos e a finalidade e por isso é importante que os níveis mais altos das organizações clarifiquem os objectivos e as finalidades do exercício de uma actividade.

Hutch Carpenter, em SPIGIT, refere: “Objectivos também são bons para mobilizar as pessoas. São uma experiência compartilhada, e provocam comportamentos, tanto cooperativo como competitivo.

O desafio é definir metas de inovação, que se estenderão à inventividade dos trabalhadores, sem causar quebras. O objectivo deve dar um bom e duro empurrão para uma capacidade de inovação de cada um. Mas isso não deve ser sentido como um desafio ridículo.

…Considere duas coisas na abordagem ao estabelecimento de objectivos:

  1. Alavancar os principais processos da empresa no estabelecimento de metas.
  2. Os objectivos são concretos e relevantes para os indivíduos que trabalham em diferentes grupos.”

O problema na definição de objectivos de inovação é medir o impacto e a importância relativa das diversas inovações.

 

Como poderemos verificar o que trará mais vantagens à organização? Uma série de pequenas inovações incrementais ou uma grande descoberta?

Sabemos que nos últimos anos, a inovação aberta se tornou cada vez mais importante, apesar de ainda haver uma boa dose de receios, preconceitos e até orientações políticas adversas.

Mas também temos consciência que os objectivos de uma organização podem encaixar-se melhor em propósitos com significado pelo facto de os parceiros externos estarem mais próximos dos utilizadores ou consumidores.

A inovação aberta permite que as empresas sejam capazes de responder de forma rápida e flexível, adaptando-se, às mudanças no ambiente e respondendo melhor às necessidades reais dos consumidores ou utilizadores.

Ainda existe ainda uma ambiente dentro das organizações que não facilita o desenvolvimento de novas iniciativas. A definição de objectivos e estabelecimento de metas em inovação, é favorável à dinamização de novas práticas de gestão, pois empurra as lideranças para novos desafios.

A inovação baseia-se em muitas fontes de ideias e elas não estão concentradas dentro das organizações.

Será importante que as finalidades de uma prática de gestão em inovação comportem a sustentabilidade?

Acredito que as organizações cuja finalidade é apenas criar valor accionista ou maximizar os lucros não sustentam a inovação. Eu também suspeita que os diferentes tipos e tamanhos de organização precisa diferentes expressões de efeito. Há exemplos de inovação sustentada sem propósito? Tim Brown

Esta é uma opinião! Qual é a sua?

 (Texto em Português depois deste)

The forces that multiply

There are relationships covert that make us, when discovered, awaken to a new attitude!

For example, connectivity contains concepts such as influence, respect, trust and integrity that almost always touch each other or some feed others.

At organizations where leaders seek to create a climate of openness to design thinking often fail the ability to place the lever on the best point of support.

In design thinking it takes courage to fail often and early not spending unnecessary resources on projects so lost in analysis and testing late.

Creating a culture of courage is not just create brave people who before were afraid to express their ideas and experience. It passes mainly by creating a mood of trust, integrity and tolerance to take risks.

It passes to allow a sustained network of collaboration that is supported in trust in the integrity and not inconsequential euphoric moments.

Design thinking is to solve problems creatively and with eyes and ears in users, stepping through their day-to-day through observation to detect opportunities and identify needs often hidden.

When there is trust courage jumps to understand deeper and with other eyes new opportunities to solve problems.

When there is trust it is possible have an open mind to receive return of what we do and through the exploration and prototyping we find paths of discovery of unrecognized needs yet.

To find solutions to meet those needs we have to talk about business and this implies a strategy that includes not only provide a value and meaning to the user but also to create a competitive advantage and generate profits for the organization.

 

It is not enough the differentiation it is necessary that our solution is viable and profitable and it just is reached through a collaborative workspace in team with a lot of shared trust-based interaction.

Collaboration that should exist also in prototyping, be it a concept product or a business model, where ideas are tested sooner and faster by leveraging the experience and perspective of all team members.

Instead of hoping that all “I” give their contribution we need to put the “T” in collaboration.

And because trust is important to think about it’s also important to remember Idris Mootee:

“Corporations are facing crises on several fronts, not only from low cost competition, economic and sustainability and social development: business leaders and governments are experiencing a profound crisis of trust and legitimacy. All or these triggered a loss of confidence in our old ways of doing things. The very core of many management theories are being questioned and “management ‘is close to a point of failure. People need to find something to make sense of what’s going on and organize for the future of unprecedented uncertainties.

Battered by system level economic failure, extreme uncertainties and the failure of traditional forms of leadership and management, many are gazing hopefully towards design thinking as a new management wonder drug that will help them make sense of what is going on and secure their next big bonus, election or promotion. Yes, design thinking is bringing a refreshing approach to management and strategic thinking, but it is far from a wonderdrug.”

 

Pensar design e a coragem para fazer coisas

 

As forças que se desmultiplicam

Há relações encobertas que nos fazem, quando descobertas, despertar para uma nova atitude!

Por exemplo, a conectividade encerra conceitos como influência, respeito, confiança ou integridade que quase sempre se tocam ou onde uns alimentam outros.

Numa organização em que os líderes pretendem criar um clima de abertura a pensar design muitas vezes falha a capacidade para colocar a alavanca no melhor ponto de apoio.

Em pensar design é preciso coragem para falhar muito e muito rapidamente não gastando assim recursos desnecessários em projectos perdidos em análise e testes tardios.

A criação de uma cultura coragem não é apenas criar pessoas corajosas que antes tinham medo de expressar as suas ideias e de as experimentar. Passa sobretudo por criar um estado de espírito de confiança, de integridade e de tolerância para assumir riscos.

Passa por permitir uma rede de colaboração sustentada em confiança que é suportada na integridade e não em momentos inconsequentes de euforia.

Pensar design é resolver problemas de uma forma criativa e com os olhos e ouvidos postos no utilizador, percorrendo o seu dia-a-dia através da observação para detectar oportunidades e identificar necessidades muitas vezes ocultas.

Quando existe confiança a coragem salta para poder compreender de forma mais profunda e com outros olhos novas possibilidades de resolver problemas.

Quando existe confiança é possível ter uma mente aberta para receber retorno do que se faz e através da exploração e da prototipagem encontrar os caminhos da descoberta de necessidades não reconhecidas ainda.

Para encontrar as soluções para satisfazer essas necessidades temos de falar de negócios e isso implica uma estratégia que inclui, não só fornecer um valor e significado ao utilizador mas também criar uma vantagem competitiva e gerar lucros para a organização.

Não basta a diferenciação é necessário que a nossa solução seja viável e rentável e isso só se atinge através de uma trabalho de colaboração em equipa com muita interacção baseada em confiança partilhada.

Colaboração que deve existir também na prototipagem, seja ela de um conceito de produto ou um modelo de negócio, onde as ideias são experimentadas, mais cedo e de forma mais rápida, aproveitando a experiência e a perspectiva de todos os membros da equipa.

Em vez de esperarmos que todos os “I” dêem o seu contributo coloquemos os “T” em colaboração.

E porque a confiança é importante acho que é importante recordar Idris Mootee:

“As corporações estão enfrentando crises em várias frentes, não apenas da concorrência de baixo custo, económico e sustentabilidade e desenvolvimento social: os líderes de negócios e os governos estão enfrentando uma profunda crise de confiança e legitimidade. Tudo ou estes provocaram uma perda de confiança na nossa velha maneira de fazer as coisas. O cerne das teorias de gestão está a ser questionado e “gestão” está próximo de um ponto de falha. As pessoas precisam de encontrar algo para dar sentido ao que está a acontecer e organizar-se para o futuro de incertezas sem precedentes.

Atingidos por falha do sistema de nível económico, incertezas extremas e a falta de formas tradicionais de liderança e gestão, muitos estão olhando com esperança para o pensamento de design como uma droga nova gestão que irá ajudá-los a dar sentido ao que está a acontecer e assegurar o seu próximo grande bónus, eleição ou promoção. Sim, o pensamento design está a trazer uma abordagem refrescante e reflexão sobre a gestão estratégica, mas está longe de ser uma droga maravilhosa.”

Será que a confiança tem limites?

Será possível combater o desespero com confiança?

 

O que acha?