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Competências de um pensador design

“Para operar dentro de um ambiente interdisciplinar, o indivíduo precisa de reunir forças em duas dimensões:

A “pessoa em forma de T”.

No eixo vertical, cada membro da equipa deve possuir uma profundidade de competências, que permitam, que ele ou ela, dêem contribuições concretas para o resultado.

A parte superior do “T” é onde o pensador design é feito. Trata-se de empatia com as pessoas e com as disciplinas, para além de ele próprio.

Isso tende a ser expresso como a abertura, a curiosidade, o optimismo, uma tendência para o aprender fazendo, e da experimentação.” http://www.ssireview.org/

 

A competência criatividade, é um conjunto de ferramentas e métodos para entender a incerteza, propor novas opções e rapidamente fazer as escolhas acertadas.

Alguns pensadores dizem (Sergei Dovgodko), que nas organizações é tarde de mais para aprender e desenvolver a criatividade. Eu não penso assim. A criatividade não escolhe, nem hora nem idade!

Estando apetrechado com, capacidade de integração, de projecção e de exploração, juntamente com habilidade no pensamento crítico, é possível começar a desenhar o perfil do pensador design. O grande T!

O Senhor T é um abdutor por natureza. Ele é capaz de visualizar o que poderia ser algo, num futuro desejado, e construir um caminho para a sua realização.

O Senhor T procura novas possibilidades emergentes e como oportunista que é, agarra-as.

O Senhor T usa um pensamento dialéctico, e vê os conflitos como desafios. Reconhece as limitações de hoje e as incertezas do futuro, e visualiza as possibilidades.

Segundo De Bono, em “Novo Pensamento do Milénio” Design é muito mais do que síntese clássica, onde, tese e antítese, se combinam.

Acima de tudo trata-se de pensar. É preciso aprender a pensar. Já não importa o que é, mas o que poderá ser! Precisamos de mais pensar.

Desenvolver pensamento com base nas percepções, principalmente visuais, e aplicar mais tecnologia para produzir valor.

O pensar design pode tornar-se na ferramenta privilegiada dos profissionais de saúde, por exemplo. O texto abaixo, mostra a necessidade.

É preciso pensar design.  

“Trabalhando juntos como uma equipa, os profissionais devem equilibrar as responsabilidades, valores, conhecimentos, habilidades e até mesmo, as metas de assistência ao paciente, contra o seu papel como um membro da equipa na decisão compartilhada. Porque muitos médicos, em particular, estão acostumados a um ambiente de prática, na qual as decisões são “feitas” pelo médico, e “realizadas” por outros profissionais, é difícil, por vezes, que os médicos se ajustem a uma abordagem de equipa, em que a opinião da maioria , prevalece sobre a opinião de especialistas, a unanimidade ou consenso pode ser mais adequado do que, o processo de decisão  autocrático. Além disso, os médicos que mantêm um conceito hierárquico de atendimento médico, poderão enfrentar sérios problemas, quando surgem desentendimentos com outros médicos de “igual” estatuto na equipe médica. Os conflitos interdisciplinares são vistos em todas as áreas da medicina, mas o ambiente da sala de operações, é particularmente rico em exemplos, em que o cuidado do paciente envolve a cooperação interdisciplinar, o conflito e o compromisso.” – ETICA EM MEDICINA –University of Washington School of Medicine

“…Concordo com a natureza essencial de satisfazer necessidades, mas eu poderia expandir a ideia de assumir a responsabilidade para além de funcionários, para incluir a comunidade em que o negócio é praticado, o que para as maiores empresas  inclui a maior parte do planeta”. Design Thinking – pensamentos por Tim Brown 

Como é que o cérebro cria significado?

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Existem vários métodos de pensamento que não se excluindo mútuamente se podem tornar ferramentas preciosas para encontrarmos o caminho da Inovação.

Alguns dos que eu mais gosto:

Creative Problem Solving -Resolução Criativa de Problemas.

Desde a chegada da clásica estrutura Osborn-Parnes deu origem a muitos outros métodos renomeados e com alterações nos passos.

Six Thinking Hats – Os Seis Chapéus de Pensamento

O método identifica seis modelos de pensamento que significam, em paralelo o problema que temos em mãos. Esta abordagem de pensamento paralelo desencoraja proactivamente a abordagem argumentativa utilizada por membros de um grupo que advoga soluções de oposição.

Quando este método é utilizado em grupos não muito numerosos o resultado obtido é surpreendente.

Mind Mapping – Mapa de Pensamento.

É essencialmente uma forma não linear de um esboço. A ideia é fazer um diagrama orgânico e associado de palavras, conceitos, ideias, tarefas, decisões ou outro tipo de informação ligando os itens individuais aos requisitos das suas associações.

Hoje encontra-se software diverso para este método sendo que a minha preferência recai sobre o “Personal Brain”.

Brainstormig – Tempestade de ideias.

O mais popular gerador de ideias em grupos é útil em qualquer patamar de resolução de problemas. Prima pela ausência de critica e requer um facilitador atento.

Simplex – Simplex.

De Min Basadur, traz consigo uma resolução criativa de problemas aliada a ferramentas de pensamento, desde a definição do problema ao planeamento da solução.

Haverá nuitos outros como Daydreaming, Whole Brain Literacy, Morphological Analysis, Synetics, Triz, Force-Field Analysis, Dialectical Approaches, Cherry Split, K-J Method, Funnel Thinking, Scamper, Lateral Thinking, Productve Thinking e aqueles de que eu nunca ouvi falar.

Deste que se segue e ao qual  voltarei para uma abordagem mais profunda digo apenas que os resultados são excelentes.

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