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Vamos ver o futuro

Quando eu penso em ver o futuro quase sempre o faço a sonhar, esteja acordado ou a dormir!

Mas quando queremos ver o futuro em conjunto com outras pessoas é bom estar acordado e estar consciente de que o futuro é diferente para todos.

Por exemplo, se questionarmos as pessoas sobre qual o papel da “nuvem” (“Cloud”) e dos SaaS, as opiniões divergem, quer quanto ao impacto que elas podem ter quer quanto à capacidade de as abraçar como instrumentos de crescimento enquanto empresa.

Mas o futuro é assim, provoca divergências, muito mais do que o passado.

As empresas que estão nos mercados há pouco tempo tendem a abraçar as oportunidades e os sonhos enquanto as empresas com alguma estabilidade e muita responsabilidade contratada tendem a manter-se acordadas com a manutenção da satisfação.

 “É uma questão de mudança de mentalidade”.

Uma empresa, de pequena dimensão tende a focar-se nas necessidades do utilizador e desenha os seus serviços de acordo com a leitura que faz dessas necessidades, enquanto uma outra empresa, com uma posição forte no mercado e com base em produtos específicos, tende a procurar manter esse mercado suportando-se na experiência dos consumidores / utilizadores.

Esta diferenciação, apesar de poder ser abusiva, fez-me recordar a pirâmide de Recursos Humanos pensada por Gary Hamel e que tem por base a “obediência” e no topo a “paixão e a garra”, isto, quando caminhamos no sentido da procura de valor e compromisso.

 

Eu gosto desta distribuição, não porque eu entenda que ela caracteriza uma empresa pelo posicionamento que os colaboradores assumem, mas porque ela ajuda a perceber qual o melhor momento para aceitar a mudança.

“O meu palpite é que os confrontos mais sangrentos no novo milénio não vão ser combatidos ao longo das linhas de batalha que separam um concorrente, ecossistema ou bloco económico de outro. Em vez disso, eles lutarão ao longo das linhas que separam aqueles que procuram defender as prerrogativas, poder e prestígio da sua casta burocrática daqueles que esperam construir organizações menos estruturadas, menos geridas com firmeza e que provocam e recompensam o melhor que os seres humanos têm para dar.” – Gary Hamel – “The Future of Management”

Assim quando uma empresa assume o papel paternal e usa os princípios inerentes a uma escola e é gerida com a preciosa ajuda do controlo ela provoca a obediência.

Mesmo dando um passo em frente, as empresas podem criar ambientes onde o trabalhar muito é bem visto e as pessoas são recompensadas pelo fazer muito e bem, mas não existe espaço para a criatividade.

Noutras circunstâncias e desenvolvendo as motivações dos colaboradores as empresas delegam responsabilidades e aumentam níveis de autonomia. São momentos de desenvolvimento intelectual.

À medida que os colaboradores de uma empresa se vão comprometendo com a sua actividade, eles vão desenvolvendo iniciativas e encaram os problemas como sendo seus sem estarem exclusivamente preocupados com uma definição de funções.

É nesta altura que a criatividade emerge na procura de soluções para os resolver!

“Novos problemas exigem novos princípios. Colocando sem rodeios, simplesmente não há nenhuma maneira de construir capacidades organizacionais essenciais do amanhã — resiliência, inovação e compromisso dos colaboradores – com base na estrutura dos princípios de gestão do século XX. ” – Gary Hamel

E para quem o trabalho não é apenas a satisfação intelectual e onde a palavras significado, sentido ou propósito são elementos cruciais de desenvolvimento pessoal e da empresa é chegada a hora de colocar a bandeira no topo da montanha (pirâmide).

Já depois de ter pensado que tinha terminado este artigo li um texto (@Sparkinginsight no twitter) de Dibyendu De, que conclui de forma excelente o meu pensamento:

“A diferença entre a quota de mercado entre Apple e Nokia é a finalidade do seu negócio. Enquanto o Nokia está no negócio presente como uma inovação radical da sua empresa anterior de madeira e borracha Apple cresceu de um sonho de seu fundador. A diferença é tão clara nas suas ofertas de produtos. Porque Nokia “conecta as pessoas” isso constantemente esforça a conectar-se melhor, o que faz tão bem. A sua tecnologia está toda é voltada para isso. Mas Steve Jobs tenta viver o seu sonho de infância de dispositivos de ligação e torná-los móveis. Isto é o que ele “tuitou” hoje, “No dia em que eu nasci as músicas estavam em discos, os telefones eram presos em baixo, computadores precisavam de salas e a web era ficção. Mude o mundo. Você pode.” Apple vive um sonho. Nokia vive um negócio de conectar pessoas. Mas que diferença podem os sonhos fazer! Vamos sonhar!

O que pensa disto?