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Um fluxo de alegria

Criatividade floresce quando as coisas são feitas para ter prazer. Quando as crianças aprendem de uma forma criativa, preservar a alegria importa tanto — se não mais — do que “acertar”. O que importa é o prazer, não a perfeição.”

A criatividade origina muitas vezes alegria, quer para o criador quer para o espectador, seja ele um sujeito passivo ou sujeito ativo do bem partilhado.

Mas a criatividade ou os propósitos na sua direção também geram conflitualidade quando, e quase sempre é assim, a nossa ação é moldada por constrangimentos da realidade das organizações.

A “criatividade” nas organizações é muitas vezes confrontada com duas questões:

Até que ponto devo sacrificar a minha criatividade a favor dos negócios?

Até que ponto devo sacrificar as vendas a favor da minha criatividade?

Quando criamos é necessário que estejamos familiarizados com a caminhada rumo ao desconhecido e não nos percamos na incerteza do futuro ou cedamos ao medo se confrontados com o “sacrifício” da criação.

“No ato criativo, o artista vai da intenção à realização através de uma cadeia de reações subjetivas. A sua luta em direção à realização traduz-se numa série de esforços, dores, satisfação, recusas, decisões, que também não podem e não devem ser totalmente auto conscientes, pelo menos no plano estético.” – Marcel Duchamp

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Os sacrifícios em criatividade são muitas vezes colocados tanto a desenhadores de páginas Web como a pintores de retratos de gente ilustre ou a criadores de escovas de dentes e aspiradores.

Uma pessoa criativa dá o seu cunho pessoal nas coisas que um espectador, consumidor ou utilizador tanto gostam, mas será importante saber qual o peso dessa marca no produto final?

O que importa saber é até que ponto o ato criativo no seu processo de mutação da intenção à realização, destrói as intenções para satisfazer as necessidades ou desejos do consumidor.

Desenvolver um negócio na arena global demanda inovadoras formas de compreender e responder às necessidades das pessoas. Os empresários que sabem ouvir os seus clientes, ao invés de estudar apenas números e estatísticas terão um futuro esplêndido, e aqueles que são capazes de desenhar na sua intuição irão emergir como líderes naturais neste novo ambiente de negócios.”

Um ato criativo não é executado por uma pessoa isoladamente. O destinatário das coisas criadas participa, no mínimo, na construção mental realizado pelo criador, porque ele representa o mundo exterior que é necessário decifrar.

Parece ser um facto que, cada vez mais, as qualidades estéticas de produtos de consumo influenciam o comportamento e preferências dos consumidores.

Os consumidores ou utilizadores de produtos são consumidores de beleza e de criatividade e estes dois atributos, umas vezes andam de mãos dadas outras de costas viradas, apesar de os dois representaram cargas positivas quando há lugar a uma decisão.

A beleza pode ser encarada como parte da criatividade, apesar de muitas opiniões referirem como fatores fundamentais da criatividade a novidade e a usabilidade. A par da elegância e da atratividade a beleza constitui também um fator importante nos resultados da atividade criativa.

“Criatividade: a capacidade de formar ou formular algo que ninguém fez antes, e que se sente como se tivesse a conformidade, própria das  partes, para o todo, ou seja, a capacidade de formular algo que se sente belo”

Há no entanto quem defenda que beleza e criatividade não podem coexistir porque a beleza enquadra-se num domínio de familiaridade que se opõe à originalidade.

Será este dilema, o sacrifício supremo de quem defende a criatividade como alavanca fundamental para o sucesso das organizações?

“Não há dúvidas que podem ser aprendidas lições de Artes (e o processo artístico) que poderia alimentar a criatividade em negócios.” – The Guardian

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Este artigo é a revisão de um antigo publicado neste blogue.

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