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(Texto em Português depois deste)

 

 

Stefan Lindegaard and Portuguese companies

 

On Monday, Cotec Portugal held an event called “Fast Open and Global – New Perspectives on Innovation” that has as speaker Stefan Lindegaard who talk about open innovation.

An initiative to applaud, not only for the opportunity created to hear one of the most emblematic speaker on open innovation but mainly by the work produced in innovation regarding the certification of companies in this area and for presentation of the “Barometer of innovation”.

The barometer is a great tool, with dynamic features, where we can provide an excellent base of knowledge about the state of the nation in innovation.

But back to my purpose today that is reporting my impressions about the role of open innovation and the expectations of some entrepreneurs or their representatives in Portugal and attending the event.

 

Lindegaard did, in my view a presentation from his point of view on open innovation, which surprised me, not by its nature and direct confrontation, however extremely empathic, but by the direction given to his speech, perfectly embedded in the profile of listeners.

They were entrepreneurs and leaders of innovation related institutions who waited wise words to solve some of their problems.

They were people who had finished a participation in a roadmap held over weeks by the country on “good Innovation management practices”.

A few dozen of these persons were representatives of companies already certified on “innovation management” and had therefore been subject to rigorous evaluation processes, or at least subject to some conditionality of conformities.

And it was there, in my opinion that happen one of its Lindegaard highlights, when he said that open innovation is a state of mind.

I think that was not the recipe that some had expected to make their own cake, but it was certainly the most appropriate response to the question:

What is the open innovation?

What doesn’t surprised me was repeated an affirmation Lindegaard have already entered in his blog 15INNO – “Why open innovation is not for small Companies”.

But that expression surprised quite a few of those that eventually expect to find in open innovation a rapid response to the challenges faced.

Lindegaard was somewhat sympathetic provocative to say that companies have to choose between being a large slice of a pie or make grow the pie. Position openly shared by one of the most successful entrepreneurs in Portugal. Growth is key.

I think Lindegaard left a important mark in presentation and subsequent discussion among Portuguese entrepreneurs, indicating which paths that businesses should explore and which conditions under which should do.

I think that SMEs have a very important place in Innovation and open innovation is also a place in the Sun for them. Everything depends on the combination of wills and efforts.

I must say too that it was felt by enterprises, the need to integrate knowledge via networks, like Twitter, particularly recommended by Stefan as a means of establishing contact with the companies outside world.

 

Thank you Stefan for sharing your toughts!

 

 

Inovação aberta e algumas reacções

Stefan Lindegaard e as empresas Portuguesas

Na passada segunda-feira, a Cotec Portugal promoveu um evento denominado Fast Open and Global – New Perspectives on Innovation que contou com a presença de Stefan Lindegaard para falar sobre Inovação Aberta.

Uma iniciativa a aplaudir, não só pela oportunidade criada para ouvir uma das pessoas mais emblemáticas em Inovação Aberta mas sobretudo pelo trabalho produzido em Inovação no que toca à certificação de empresas nessa área e pela apresentação do “Barómetro da Inovação”.

Este último, uma óptima ferramenta, com características dinâmicas, que nos poderá fornecer uma excelente base de conhecimento sobre o estado da nação em Inovação.

Mas voltemos ao meu propósito de hoje que é relatar as minhas impressões sobre o papel da Inovação aberta e as expectativas de alguns empresários ou seus representantes em Portugal e ali presentes.

Lindegaard fez, a meu ver uma apresentação do seu ponto de vista sobre Inovação Aberta, que me surpreendeu, não pelo seu cariz directo e de confrontação, mas extremamente empático, mas sim pela direcção dada ao seu discurso, perfeitamente encaixado no perfil dos ouvintes.

Eram empresários e dirigentes de instituições ligadas à inovação que aguardavam palavras sábias para resolver alguns dos seus problemas.

Eram pessoas que tinham terminado uma participação num roteiro realizado ao longo de semanas pelo País sobre “As boas práticas de Gestão de Inovação”.

Algumas dezenas dessas pessoas eram representantes de empresas já certificadas em “Gestão de Inovação” e tinham portanto estado sujeitas a processos de rigor de avaliação, ou pelo menos sujeitos a algum condicionalismo de conformidades.

E foi aí, na minha opinião, que Lindegaard teve um dos seus pontos altos, quando afirmou que inovação aberta é um estado de espírito.

Penso que não era a receita que alguns esperavam para fazer o seu próprio bolo, mas foi com certeza a resposta mais adequada à pergunta:

O que é a Inovação aberta?

Aquilo que não me surpreendeu foi Lindegaard ter repetido uma afirmação já inscrita no seu blogue 15INNO – “Porque é que a inovação aberta não é para pequenas empresas”.

Mas surpreendeu bastante alguns dos presentes que eventualmente esperavam encontrar na Inovação aberta uma resposta rápida aos desafios com que se confrontam.

Lindegaard foi um pouco simpaticamente provocador ao dizer que as empresas têm que escolher entre ser uma fatia grande de uma tarte ou fazer crescer a tarte. Posição partilhada abertamente por um dos empresários de maior sucesso em Portugal. O crescimento é fundamental.

Eu penso que Lindegaard deixou uma marca importante na sua apresentação e posterior discussão junto dos empresários Portugueses, indicando quais os caminhos que as empresas devem explorar e quais as condições em que o devem fazer.

Eu, da minha parte, continuo apensar que as Pequenas e Médias empresas têm um lugar muito importante na Inovação e que a Inovação aberta também um lugar ao Sol para elas. Tudo depende da conjugação de vontades e de esforços.

Resta acrescentar que se fez sentir, por parte das empresas, a necessidade de integrar conhecimento através das redes socias nomeadamente o Twitter recomendado por Stefan como forma de estabelecer contacto com o mundo exterior às empresas.

(Texto em Português depois deste)

A Portuguese case

Small and medium enterprises, around the world are the drivers of global technological innovation and economic development.

It is likely that its importance has been obscured by the shadow of large multinational companies. In fact the news and exchange of opinion almost always fall into the issues of concern to companies like Microsoft, Apple and IBM among others.

If we imagine that these companies with the size of IBM are large trees in a dense forest, you’ll find around them small businesses that feed and make possible the majestic visibility of companies like Apple or Microsoft.

Are small and medium-sized plants that remain alive and strong the big trees!

These ecosystems are a good analogy with the open innovation with regard to the participation of each firm in the innovation process of a product or service.

SMEs embrace open innovation mainly for reasons related to the market, such as answering customer requirements (often large companies) or to remain in competition with competitors.

To live in an environment of unequal size SMEs face challenges as the most important challenges organizational and cultural issues. These challenges are a consequence of having to deal with the increase of external contacts.

Open innovation can be seen from several perspectives that are based on a combination of absorption and transfer of knowledge and / or technology.

– Companies use licensing of intellectual property as a way of obtaining return.

– Companies set of co-development partnerships as a means to innovate the business model that allows increasing the innovation performance in business.

– Companies establish cooperation with scientific and technological system. This connection enables the research undertaken in universities and institutes of R & D meets the industrial requirements, allowing the expertise of each entity and hence generate returns for both parties.

The observations and studies that have been conducted indicate that there is, increasingly, the need to establish partnerships in different stages of development of new products or services, not only by the issue of knowledge, but also because of cost and risk management.

A study held in Portugal in 112 member companies associated with COTEC there was:

1 – “In relation to demand and purchase of foreign technology, we conclude that this action is vital for 42.9 % of firms, and 41.4 % occasionally acquire foreign technology. Therefore, because of its importance is demonstrated in the acquisition of foreign technology, 60.0 % of businesses are purchasing these same technologies case by case basis, and only 12.9% have, to such an institutionalized practice.

2 – The two main situations that lead companies to seek and acquire foreign technology are rapidly changing requirements of technology and products in the market (47.1 %) and changes in the level of competition (20.0 %).

3 – Finally , the main objectives mentioned by the companies to incur in this practice are the development of radically new products and creating new knowledge (44.3 %) , improvements in the product (38.6 %) and use of technology ‘ well tried ‘ (27.1 %). ”

It is interesting to focus on only about 25 % of companies have been practicing this study a model of open innovation. The other companies distribute their practice for closed models (50 %) and intermediate models (25 %).

It noted that only 10% of enterprises are a very open innovation model, both for the absorption of external knowledge and technologies, such as transfer to other organizations. These companies operate in the services market, long associated with information technology and communication.

These companies represent some of the redwoods of the Portuguese business world who have a greater ease of transfer and absorption of knowledge when compared with the Portuguese SMEs.

But this comparison would only make sense if the social networks do not exist. So, one of the ways to develop open innovation in similar ecosystems involves inject knowledge and promote environments conducive to creativity in SMEs.

It is quite likely that these figures do not correspond significantly to the reality of a whole and which may not be capable of application to the realities of countries with medium development of technology, but serve as a springboard for analyzing the differences.

Because there are still many businesses closed in themselves?

Why that is SMEs have not greater visibility in the context of Open Innovation?

To what extent the corporate culture of an ecosystem is an obstacle the embrace Open Innovation?

Share your experiences, good practices and failures!

Será que as PME alimentam as grandes empresas em Inovação Aberta?

 

Um caso Português

As pequenas e médias empresas, em grande parte do mundo global são as condutoras da de inovação tecnológica e desenvolvimento económico.

É provável que a sua importância tenha sido ocultada pela sombra das empresas multinacionais de grande dimensão. De facto as notícias e trocas de opinião quase sempre recaem em assuntos que dizem respeito a empresas como a Microsoft, Apple ou IBM entre outras.

Se imaginarmos que essas empresas da dimensão da IBM são árvores de grande porte numa floresta densa, vamos encontrar à sua volta pequenas e médias empresas que alimentam e tornam possível a majestosa visibilidade de empresas como a Apple ou Microsoft.

São as pequenas e médias plantas que mantêm vivas e robustas as árvores de grande porte!

Estes ecossistemas são uma boa analogia com a inovação aberta no que diz respeito à participação de cada empresa num processo de inovação de um produto ou serviço.

As PME abraçam a inovação aberta principalmente por motivos relacionados com o mercado, tais como atender às exigências dos clientes (muitas vezes grandes empresas) ou manter-se em competição com os concorrentes.

Para viverem num ambiente de desigualdade de dimensão as PME enfrentam como desafios mais importantes as questões organizacionais e culturais. Estes desafios são uma consequência do facto de terem de lidar com o aumento dos contactos externos.

A inovação aberta pode ser vista segundo várias perspectivas que se fundamentam na combinação de absorção de conhecimento e transferência de conhecimento e/ou tecnologia.

– As empresas usam o licenciamento da propriedade intelectual como forma de obtenção de retorno.

– As empresas estabelecem parcerias de co-desenvolvimento como meios de inovação do modelo de negócio que permitem incrementar o desempenho inovador no meio empresarial.

– A cooperação entre empresas e o Sistema Científico e Tecnológico. Tal ligação possibilita que a investigação realizada nas Universidades e Institutos de I&D preencha os requisitos industriais, permitindo a especialização de cada uma das entidades e, consequentemente, a geração de retornos para ambas as partes

As observações e estudos que têm sido realizados permitem concluir que há, cada vez mais, a necessidade de estabelecer parcerias em diversas fases do processo de desenvolvimento de novos produtos /serviços, não só pela questão do conhecimento /especialização, mas também devido aos custos e à gestão do risco.

Num estudo realizado em Portugal em 112 empresas associadas à COTEC verificou-se:

1 – “Em relação à procura e aquisição de tecnologia externa, concluímos que esta acção é vital para 42.9% das empresas, sendo que 41.4% adquire esporadicamente tecnologia externa. Por conseguinte, devido à importância que é demonstrada na aquisição de tecnologia externa, 60.0% das empresas adquirem estas mesmas tecnologias casuisticamente, sendo que apenas 12.9% têm, para tal, uma prática institucionalizada.

2 – As duas principais situações que levam as empresas a procurarem e adquirirem tecnologia externa são as rápidas mudanças dos requisitos das tecnologias e produtos no mercado (47.1%) e as mudanças ao nível da concorrência (20.0%).

3 – Por fim, os principais objectivos apontados pelas empresas ao incorrerem nesta prática são o desenvolvimento de produtos radicalmente novos e criação de conhecimento novo (44.3%), as melhorias no produto (38.6%) e a utilização de tecnologias ‘bem experimentadas’ (27.1%).”

É interessante focar que só cerca de 25% das empresas que foram objecto desse estudo praticam um modelo de inovação aberta. As restantes empresas distribuem a sua prática por modelos fechados (50%) e intermédios (25%).

Importa destacar que apenas 10% das empresas praticam um modelo de inovação muito aberta, tanto na perspectiva da absorção de conhecimento e tecnologias externos, como na transferência para outras organizações. Estas empresas actuam no mercado dos serviços, muito associados às tecnologias de informação e comunicação.

Estas empresas representam algumas das sequóias do mundo empresarial Português que detêm uma maior facilidade na transferência e absorção de conhecimento quando comparadas com as PME Portuguesas.

Mas esta comparação só teria sentido se as redes sociais e de trabalho não existissem pelo que uma das formas de desenvolver a inovação aberta em ecossistemas semelhantes passa por injectar conhecimento e promover ambientes favoráveis à criatividade nas PME.

É bastante provável que estes valores não correspondam de forma significativa á realidade de um todo e que eventualmente não sejam passíveis de aplicação a realidades de países com desenvolvimento médio de tecnologia, mas servem como alavanca para análise das diferenças.

Porque existem, ainda, tantas empresas fechadas em si próprias?

Porque é que as PME não têm maior visibilidade no contexto da Inovação Aberta?

Até que ponto a cultura empresarial de um ecossistema impede o abraço à Inovação aberta?

Conte as suas experiências, as boas práticas e os falhanços!