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Optimismo – Uma questão de aprendizagem

 

A aprendizagem tem um papel fundamental, na construção do pensamento e, começa com a capacidade de aprender a desenvolver o trabalho de forma colaborativa em equipas interdisciplinares.

Ontem numa pequena reunião de trabalho foi trazido à reflexão os diferentes ambientes que se viveram com as cinco equipas presentes no Global Service Jam de Lisboa e como foram notórias as diferenças de atitude entre elas para construir um modelo.

Colaborar não é uma consequência de uma afirmação. Não basta dizer eu quero…É preciso coragem!

Imagine que consegue mostrar no seu trabalho empatia, pensamento integrativo, optimismo, vontade de experimentar e colaboração. Por certo depois de viver essa experiência não quereria sair dela.

A maior parte das vezes, saber como a outra pessoa se sente e o que pode estar a pensar não é suficiente para estabelecermos um processo de colaboração.

Mas estar em sintonia com ou mundo interior de outra pessoa leva a uma compreensão mais profunda e a um grande desenvolvimento de competências interpessoais que com a ajuda dos nossos “neurónios espelho” nos permitem reproduzir emoções detectadas nos outros e com isso, ter uma sensação instantânea de experiência compartilhada.

Qual é a dimensão da empatia?

Colaborar com outras pessoas implica frequentemente ter de encarar pensamentos opostos, mas não significa ter de abdicar do nosso em benefício do outro ou vice-versa. Alguns dos grupos do GSJ Lisboa experimentaram este desafio mas mais tarde ou mais cedo perceberam que colaborar também significa integrar no nosso mundo opiniões que à primeira vista não nos parecem razoáveis.

Pensar de forma integrativa, é encarar de forma construtiva as tensões de modelos opostos, e em vez de escolher um em detrimento do outro, deve gerar resolução criativa, que contém elementos dos modelos individuais, mas é superior a cada um deles. Isto é, criar um novo modelo tendo em consideração, inúmeras variáveis como, utilizadores, colaboradores, concorrentes, capacidades, estruturas, etc. Pensar de forma integrativa é, considerar o problema como um todo. Não é dividi-lo e tratar as partes.

O pensamento integrativo é uma competência fundamental para um trabalho interdisciplinar. As equipas em pensar design, design de serviço, no tópico de reflexão, não incorporam apenas designers ou engenheiros. Conhecer as pessoas, criar empatia e observar comportamentos e atitudes, faz parte de um processo colaborativo e de mente aberta que não se consegue sem coragem.

Raramente se fala em coragem quando se aborda a colaboração! Porque será?

Na base da colaboração está também criação de uma cultura coragem e que não é apenas tornar as pessoas corajosas, é criar as condições nas quais as pessoas corajosas podem realizar os seus projectos.

Essas condições são de integridade, confiança e tolerância para assumir riscos. A integridade é a raiz de confiança, que é o combustível para a colaboração.

Uma das diferenças significativas que se fizeram sentir entre os grupos foi a vontade de experimentar, não porque alguns dos elementos manifestasse falta de vontade mas porque em alguns deles residia a crença de que o conhecimento deve estar fundado em estados de experiência interiores e pessoais. Esta crença dificulta a colaboração nas equipas interdisciplinares.

Será que as experiências pessoais são condicionantes da partilha?

Coragem e optimismo, não são competências inatas. Até que ponto contribuem para um estado de mente aberta e colaboração?

Se nós não criarmos um ambiente de mente aberta, mesmo indivíduos mais corajosos não terão êxito. Heather Fraser

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