Currently viewing the tag: "Construção"

Criar conhecimento e redes

A utilização eficaz do conhecimento e da aprendizagem exigem cultura e tecnologia. Embora a tecnologia existente hoje seja mais que suficiente para transmitir e armazenar dados, a informação daí resultante só tem significado quando inserida num contexto cultural.

A informação explícita pode ser facilmente inserida numa base de dados, no entanto, essa informação não é muitas vezes a mais relevante para a eficácia de uma organização. O que é verdadeiramente relevante para a organização, existe sob a forma de um sistema complexo, sensível ao contexto.

Esse é o conhecimento, que encontramos em indivíduos, grupos ou organizações e que resulta das suas conexões.

As redes enquanto vistas pelo prisma de máquinas e acessórios, apenas servem de suporte, no entanto sem uma boa gestão dessas ferramentas não conseguimos rentabilizar as trocas de informação que resultam da actividade dos indivíduos participantes nas redes, sejam elas internas à organização sejam globais.

Uma organização tem de ser vista de várias perspectivas e, desde logo, pela forma como são constituídos os seus agrupamentos e relações de poder. Um mapeamento de uma organização permite visualizar os fluxos internos e externos de informação, bem como os espaços não tocados por esses fluxos.

Nos tempos em que os fluxos de informação eram mais direccionados e com menos volume, quase só se levantava a questão do custo de transmissão e armazenamento, hoje dada a quantidade de informação disponível e a sua acessibilidade, importa sobretudo avaliar a sua qualidade e pertinência.

Querer saber sobre alguma coisa tem muito mais impacto do que procurar aprender sobre ela.

O conhecimento requer validação, bem como a capacidade de prever e trabalhar os resultados.

As redes e a tecnologia que lhe está inerente, permitem de facto a recolha e transmissão maciça de informação. Mas isso só por si não chega, é necessário que “as comunidades de saber” se confrontem com novas formas de recolha de dados, novas ferramentas para manipular e armazenar informações, e fundamentalmente novas formas de colaboração no conhecimento, atendendo à distância e ao tempo.

As grandes vantagens antecipadas que se prevêem, com essas novas ferramentas, são a atribuição de um maior significado ao conhecimento resultante da colaboração entre equipas interdisciplinares, que tornando-se coesas, permitem o tratamento de problemas complexos que habitualmente são tratados com equipas disciplinares.

A interdisciplinaridade encontrada nas redes, para além de promover a abertura a novos conceitos e enquadramentos, permite a aproximação, das tradicionais “sedes de conhecimento”, aos naturais beneficiários, os utilizadores, e que são parte activa na validação da informação transmitida e recolhida.  

O conhecimento acaba sempre por ser centrado no interesse das pessoas, sendo estas inclusive, quase sempre, as cobaias de validação desse conhecimento.

E as redes sociais trazem conhecimento?

 

A cara da criatividade

Criatividade é como uma ave recém-nascida, requer um período de incubação. As pessoas precisam de tempo, para se embrenharem num problema, e deixar que as ideias resplandeçam.

Quando estamos motivados para a realização de determinadas tarefas e se esse é o nosso quotidiano, é muito provável que depois de passar um dia satisfeito e feliz, o dia seguinte seja uma floresta de ideias.

Se fazemos parte de uma equipa, uma equipa “quente”, a criatividade flui com maior felicidade quando se compartilham ideias e o debate é emotivo, sem conflitos de personalidade. Quando as pessoas entram em competição pelo reconhecimento, não partilham informações e a fluidez da criatividade baixa muito. O ninho não chega para todos!

Nas organizações a criatividade é fortemente influenciada pela baixa do negócio, no entanto, as pequenas e médias empresas, muitas vezes, ultrapassam essas adversidades com a criatividade. As aves mais audazes aprendem a conquistar o seu espaço.

Os alicerces da criatividade são construídos com o conhecimento, a experiência, talento, atitudes proactivas, e capacidade de explorar o lado oculto das coisas. Para que o edifício, seja uma obra concluída, é necessário, muita motivação intrínseca, isto é, a energia gerada pela responsabilidade e gosto pelo trabalho. O primeiro voo requer coragem, os outros advêm da persistência.

A criatividade depende de muitas coisas, tais como: da experiência, incluindo conhecimento e habilidades técnicas, do talento, de uma capacidade de pensar em novas formas, e de avançar com rumo desconhecido. Nos últimos anos, as organizações têm dado mais atenção à criatividade e à inovação do que em qualquer outro momento. A floresta está em transformação.

As recompensas financeiras por desempenho criativo não são uma boa aposta. Desde que as pessoas tenham uma remuneração justa, isto é, correspondente ao normal desempenho, é criando condições para a motivação intrínseca, com responsabilização, autonomia e respeito, que a criatividade floresce. Cai a penugem, surgem as penas e asas para voar.

A arte da criatividade

Howard Gardner, diz : “Cada pessoa tem determinadas áreas em que ele ou ela tem um interesse especial”… “Poderia ser o seu modo de ensinar uma lição ou vender algo. Depois de algum tempo, eles conseguem ser tão bons, como qualquer outro.”

Há outras pessoas para quem simplesmente ser bom, nalguma coisa, não é suficiente, eles sentem necessidade de serem criativos. Nesses casos o melhor, para facilitar a criatividade e alavancar motivação é, definirmos pequenos desafios para nós próprios, como elaborar um menu diferente para o dia dos namorados, ou tentar cruzar duas variedades de tomateiros. O mais provável é, não ficarmos nos livros de recordes, ou não registar a patente, mas ficou dado um passo importante, aceitamos desafio. Saímos da zona do conforto e sentimos o sabor e o aroma da criatividade. E tudo isto é arte!

 

Paixão pela criatividade

Grande parte dos empresários, tem sacos cheios de ideias e com alguma sorte, entram em competição no mercado. Contudo, com frequência, ou pela comodidade que o sucesso traz, ou porque não conhecem a noção de sustentabilidade, muitos empresários assumem o papel mecânico de gestor do já realizado.

Quando isso acontece, uma boa ideia é convertida rapidamente numa lista interminável de razões, pelas quais ela nunca vai funcionar.

Se o empresário responde com uma lista de razões pelas quais a ideia irá falhar, então é melhor esquecer a ideia. As ideias precisam de ser acarinhadas, mesmo que adoptadas, e precisam de uma boa dose de atenção e respeito. Elas são a “menina dos nossos olhos”! Elas requerem dedicação constante e refinamento, elas são o futuro com quem vamos viver! Isso é paixão!

Essa paixão é o denominador comum dos empreendedores de sucesso!

Ainda sente essa paixão? Então porquê?

Construir o conhecimento

 Há que distinguir entre construção de conhecimento e aprendizagem. 

A aprendizagem é um processo interno, quase inobservável que resulta em mudanças de crenças, atitudes ou habilidades. Em contrapartida, a construção de conhecimento pode ser vista como a criação ou modificação de conhecimento público.

 A construção do conhecimento que existe à nossa volta e está disponível para ser trabalhado e utilizado por outras pessoas.

Quando se têm objectivos comuns e se participa em discussões de grupo e se sintetizam ideias estamos a criar novos instrumentos cognitivos, estamos a construir conhecimento. 

Estes tipos de actividades devem promover a compreensão actual dos indivíduos dentro de um grupo, a um nível acima do seu nível de conhecimento inicial. Devem ser orientadas para fazer avançar a compreensão do que é conhecido sobre o assunto.

 

O conhecimento representa um recurso crítico par as pessoas individualmente e como grupos ou organizações.

 O conhecimento é dinâmico e distribuído de forma desigual.

 O aproveitamento desta dinâmica de recursos para o desempenho de uma organização depende se os seus fluxos são rápidos e confiáveis através de pessoas, grupos, locais e horários de aplicação.

 As novas tecnologias poderão ser úteis nesse desempenho e apontam imediatamente para o projecto de sistemas de informação para melhorar os fluxos de conhecimento.

O problema é que o projecto de sistemas de informação para melhorar os fluxos de conhecimento requer uma nova compreensão que passa pela inserção em contextos apropriados.

 Há necessidade de encontrar o conhecimento em contextos ricos, que são contextos que fornecem informações sobre relações de significados entre os conceitos e em domínios especializados.

Uma maneira de encontrar esses contextos é a busca de padrões de acervo determinada língua e que têm o potencial de revelar as relações significado.

Qual é o impacto que as variedades de línguas diferentes podem ter sobre os padrões de uma determinada língua?

Tagged with: