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Até que ponto existe a colaboração? 

Quando estamos a trabalhar num grupo e existe um propósito comum a nossa actividade nesse grupo tem muitos aspectos relevantes. Para além do que damos, nós recebemos um conjunto de estímulos e informações que são preciosos para o resultado final.

Observando o que as pessoas fazem e o que não fazem, ouvindo o que eles não dizem e o que eles dizem nós construímos um ambiente que nos motiva ou nos desmotiva para o processo de colaboração.

Na verdade, não há nada de simples sobre a determinação de quem observa ou como fazer inferências úteis que nos apontem para uma direcção quando o nosso propósito é criar em conjunto uma solução ou encontrar um modelo de negócio.

O pensamento divergente ou a geração de muitas ideias que são novas em relação a soluções anteriores e a profundidade e a riqueza com que cada ideia é explorada são fundamentais face à possível diversidade dos participantes.

Na minha última experiência na #UnBar foi interessante observar o comportamento do grupo, frente a uma proposta de trabalho identificada com a construção de um modelo de negócio num contexto de “Sociedade 2.0”.

O grupo, mais tarde uma equipa, era composto por elementos de várias origens geográficas (Colômbia, Espanha, Portugal, Reino Unido, Alemanha, Holanda) e com backgrounds profissionais distintos, ultrapassou algumas barreiras (constrangimento linguístico) e obteve resultados surpreendentes com o pensamento divergente.

Quando o pensamento convergente entrou em cena para encontrar uma única saída de alta qualidade, foi curioso notar que as experiências dos participantes funcionarem como obstáculos à sua concretização, não porque o caminho apontado por outros fosse inaceitável, mas porque faltava o encaixe na moldura que a actividade profissional de cada um produziu.

Por outro lado, a forma como esses pontos de vista foram defendidos representa bem a motivação presente em todos os membros.

E de que forma os membros da equipa encontraram energia para desenvolver o projecto?

Eu penso que o que foi manifesto, e é interessante verificar isso, foi um crescimento individual ao longo do trabalho que impulsionou o resultado do conjunto.

Houve reconhecimento e recompensa, sem uso de condicionalismos e mesmo quando o desacordo surgia também emergia humildade e bom senso. Não foi naturalmente um processo linear mas a forma como os espaços foram trabalhados permitiu uma aprendizagem interactiva que permitiu contar uma história final com pormenores de muita realidade.

A motivação para colaborar foi uma função positiva do valor percebido por cada um dos membros no projecto que abraçaram. Cada um dos factores chave realçados no início para a abordagem à “Sociedade 2.0” funcionou como uma alavanca para a colaboração e como cola para a coesão relevando para segundo plano as divergências mais profundas em relação a outros aspectos tais como a “caminhos para a obtenção de lucro no negócio”

Que outros factores terão contribuído para um bom resultado naquelas quase cinco horas?

Esta foi uma observação que realizei enquanto membro do grupo de trabalho! Talvez queira fazer mais perguntas, por isso sinta-se à vontade!

Informação e motivação intrínseca

Eu tive uma conversa muito interessante, entre muitas, com dois participantes na #UnBar (Barcelona) em que um deles (JJ) manifestava interesse em realizar um percurso de aprendizagem que terminasse com o grau de doutoramento.

JJ é um designer, para além de ser um indivíduo espectacular, e pretendia conciliar o seu interesse por criatividade e design thinking com um curriculum académico.

O ponto interessante dessa conversa que eu gostava de relatar aqui resume-se a uma pergunta que eu fiz:

“Como esperas ser reconhecido e recompensado quando terminares esse percurso?”

 

Como resposta obtivemos um simples – “Nada especial!”

Já se passaram uns dias e no entanto esta e outras conversas vão emergindo ao meu consciente carregadas com interrogações. Dedicar uma parte da nossa vida para desenvolver o potencial criativo e acumular conhecimento num ambiente de constrangimento típico de uma tese sem esperar “nada especial” como recompensa parece-me pouco provável.

Que tipo de avaliação e recompensa deve ser dada às realizações criativas?

Teresa Amabile usou uma metáfora do labirinto que é útil para ilustrar os efeitos de recompensa ou de avaliação. Ela sugere que pensemos uma tarefa de criatividade como um labirinto. Há um ponto de partida, que representa uma entrada, e uma uma variedade de pontos de saída e muitos caminhos diferentes para os atingir sem esquecer que algumas destas saídas ou soluções, são mais criativas do que outras.

Nós podemos pensar que face a uma recompensa esperada ou uma avaliação, a meta é chegar e sair do labirinto tão rapidamente quanto possível.

No caso de JJ por não ser “assumida” essa recompensa também não havia data para a conclusão do percurso no labirinto. Mas imaginemos que o propósito não estava devidamente articulado.

Para que uma ideia criativa seja gerada, muitas vezes é necessário que nos afastemos temporariamente dos constrangimentos ambientais e fiquemos imersos no labirinto propriamente dito, para experimentar percursos alternativos e para dirigir a atenção para aspectos aparentemente acidentais do percurso.

Quanto mais o foco de uma pessoa é dirigido a uma recompensa ou uma avaliação, menor a probabilidade é que os riscos sejam assumidos e que esses caminhos alternativos para a solução sejam explorados.

Esta á talvez a razão, porque JJ assume a postura de enfrentar o percurso académico sem olhar à recompensa, pois ficará mais atento aos caminhos alternativos para sair desse labirinto.

Este caminho de JJ parece permitir progressos ao evitar o óbvio e tem em considerações coisas que parecem irrelevantes.

Da nossa conversa, rica em associações livres e ilógicas retira-se facilmente uma nota:

Quando estamos reunidos as pessoas tendem a encontrar apoio para as suas ideias e tendem a procurar informação que confirme a sua ideia ou opinião.

Mas também quando estamos reunidos analisamos ideias que são úteis para produzir novas ideias.

Quais são os seus pensamentos?

Por trás da criatividade e inovação

Em jeito de pensamento corrido e recorrendo às memórias de algumas experiências, mesmo contando com algumas deformações, porque há alguma coisa não quer que eu escreva como deve ser.

A autoconfiança no domínio do conhecimento, que julgamos possuir, deve levar-nos pelo menos à interrogação, ao levantar de questões sobre a pertinência do saber, da sua validade ou da sua realidade.

Em dado momento aquilo que, pensamos saber e nos parece interessante abordar, até numa pequena conversa ao jantar, pode muitas vezes transformar-se em fósforo para incendiar irritações, criar aborrecimentos ou ser entendido como falta de respeito.

Da mesma forma aquilo que em dado momento seria uma atitude assertiva e, sendo colocada com aquela “certeza”, a que muitas vezes nos habituamos mal, transforma-se em arrogância e, não menos grave, sendo de pai para filho em autoridade desusada e sem crédito ou proveito para o futuro de ambos.

Aquela verdade que, não sendo apodíctica, nos soava a conforto quando a proclamávamos, aquela verdade que serviu de alicerce a tantas realizações, treme de ansiedade ao ser posta à prova naquele, tão não apetecível momento em que me confronto com “este não é o meu tempo”.

É que o tempo “corre”, a velocidades, cada vez mais difíceis de controlar.

O meu tempo, esse meu tempo com aroma a ”já era”, só o é porque, eu não parei para me inscrever nessa maratona.

O meu tempo é o tempo que eu conseguir, a cada momento, enquadrar nos propósitos que pretendo atingir.

Quero ter tempo para estar no ambiente que escolhi quando quis crescer.

Agora que sou grande também quero ter tempo para ser criança, para ensinar aquilo que achava que sabia e que, sirva pelo menos para que se discuta qual a verdade que dá mais jeito nesta ou naquela circunstância.

O que eu sabia era que havia valores, cultura (hábitos e costumes), saber, felicidade e dor, riso e alegria, bem-estar e incómodos, certezas e inverdades, dúvidas e realidade.

Aquilo que eu sei é que vale a pena tentar pensar sobre o que aprendi e como vou utilizar isso com os outros.

Por vezes pensar, sem limites temporais ou sem local escolhido para o efeito, traz algumas novidades que eventualmente já experimentamos, mas que agora nos parecem mais úteis.

Também sem posturas pré-concebidas, como “preciso do meu canto para pensar”, ou com atitudes peripatéticas, sem julgar ser Aristóteles ou ainda com dúvidas metódicas, deambulamos, provocando a incerteza à procura de uma resposta. Quase sempre não sabemos a que questão mas que importa seja de modo a não nos incomodar.

Que bom pensar por simples prazer, fantasia, imaginar um qualquer cenário, afastando tudo o que se prevê portador de ansiedade ou angústia.

É o medo do desconhecido, do receio de não ser capaz de aguentar a pressão, o medo de ser apontado, qual caricatura do desajeitado, ou pior, ignorado, ou será que pensar cansa?

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Tome notas!

“Nós não podemos criar observadores dizendo “observem”’, mas sim, dando-lhes o poder e os meios para esta observação e estes meios são adquiridos através da educação dos sentidos”. – Maria Montessori

Para muitas pessoas a sua vida diária é uma lista enorme de problemas para resolver e que muitas vezes, por falta de alguma disciplina ou falta de informação, se acumulam e causam insatisfação.

Já alguma vez pensamos as vezes que somos confrontados com problemas e não podemos resolvê-los?

Os problemas que têm soluções tornam-se praticamente invisíveis se tivermos maneira de os resolver.

Por exemplo, se numa organização, quando pretendemos apresentar uma ideia e nos deparamos com silos onde o conhecimento e a criatividade são guardados a sete chaves e não os podemos derrubar, teremos de os contornar e expor as nossas ideias aos decisores.

Mas nós temos de ser capazes de observar e detectar os problemas que não podem ser contornados como é o caso das necessidades dos utilizadores ou consumidores de serviços ou produtos.

Para caminhar no sentido da resolução de problemas nós temos de construir o hábito de observação que é surpreendentemente fácil, mas requer trabalho e vontade.

Para observar ou questionar as pessoas há alguns princípios a seguir, que devem estar sempre presentes:

– As pessoas não prevêem o que podem fazer no futuro.

– As pessoas amplificam a verdade para estar mais perto do que elas acham que nós queremos ouvir, ou que é socialmente aceitável.

– Ao contar o que fazem, as pessoas estão a dizer do que elas se lembram que fazem.

– Ao relatar o que se lembram, as pessoas racionalizam o seu comportamento.

Mesmo sabendo que as ideias úteis podem surgir durante uma observação casual, é bom lembrar que as ideias mais poderosas surgem de uma análise rigorosa dos dados sistematicamente recolhidos.

Por exemplo, durante uma investigação, um etnógrafo treinado recolhe fotos, vídeo, áudio e outros dados do contexto da observação. As observações que não forem contextualizadas sofrem do mesmo mal que as boas práticas não validadas para distintos ambientes.

Os resultados da observação sistemática podem parecer insignificantes ou mesmo nada atraentes, mas são reais e significativos porque incorporam uma compreensão da cultura.

O processo de análise dos dados resultantes da observação é um processo demorado que inclui a apreciação das conexões entre os diversos aspectos observados o que permite contar uma história com todos os ingredientes necessários a uma boa definição do problema.

Se nós não formos capazes de descrever o problema da forma mais clara possível não podemos resolver o problema e é necessário voltar a tentar.

Para resolver um problema que é novo, isto é, que não se encontra descrito no manual de procedimentos, é preciso inovar.

A inovação não segue caminhos lineares e as soluções estão quase sempre nos elementos observados e quando conseguimos descrever aquilo que observamos que deveria ser feito, conseguimos chegar ao caminho da solução.

Ponha-se a caminho e “Pense como um viajante: Quando você viaja, especialmente a nível internacional, é como se parte de seu cérebro se transformasse num estado de hiper-consciência, fazendo com que se aperceba de tudo. Você é capaz de observar mais e aprender mais. O truque consiste em cultivar essa consciência na sua vida diária, mesmo quando você não está a viajar. Para fazer isso, Kelly recomenda que você capture as suas ideias. Leve papel e caneta no bolso para todos os lugares, e não deixe uma única ideia ou observação fugir. Ele também encorajou os alunos da turma de Stanford a estarem confiantes com suas ideias e observações: Você tem que lembrar que é o mundo, indiscutível perito da sua própria experiência. “Então, tente capturar as lições da sua experiência. Você será capaz de as usar em ambientes organizacionais. “

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(Texto em Português depois deste)

 

Curiously simple

My curiosity always questions why a movement is there, or what emotions are linked to that movement at certain points within the music. It’s important to know and think what you are dancing about as you don’t want to disrespect the choreography, the choreographer nor perform the dance with the wrong emotions. It all comes back to the joys of learning and developing your skills on how to execute movements.”

We feel curiosity when we feel a gap between what we know and what we do not know, so it all comes back to learning.

Curiosity can be defined as a need or desire for knowledge that is essential for motivation.

Curiosity is our main ally in understanding the complexity that involves many challenges we face today.

Almost everything seems complex and yet many of us are looking for is simplicity.

Recent studies Say That most leaders and managers (CEOs) Identified complexity to the challenge. They want the creative leadership, to reinvent relationships with customers and Adopt a customer-centric approach.

It “seems in fact a complex world When dealing with relationships with people in an environment in constant development, But there are tools to decode this complexity and present it the simplicity.

For example, stories are an important component of direct sales. The stories always Have Been a fundamental part of any business model works, Although with different strategies.

Different Strategies in the narrative Have a very strong role in knowledge transfer. If we’re in the situation face to face, There Is Almost Always room for a very sentimental approach Can Effectively grab the attention of recipients. This personalization Contribute to identification with the content and the information to Be transferred.

The goal of any story is to create enough curiosity to take a step forward. Curiosity Plays a critical role in the brain’s innate Ability to Bridge the Gap Between what we know and not know of.

We tell stories because we want to Achieve These stories and what results we want to Achieve is the comprehension of complex things.

And I think the best way to tell the story of how simplicity can live with   complexity is seeing here  The laws of simplicity  – John Maeda

Do you want to comment?

 

Três espaços – Complexidade, Curiosidade e Storytelling

A minha curiosidade pergunta sempre, por que é que um movimento está lá, ou porque as emoções estão ligadas a esse movimento, em determinados pontos, dentro da música. É importante saber e pensar o que se está a dançar, sobre como não se queria desrespeitar a coreografia, o coreógrafo, nem executar a dança com as emoções erradas. Tudo volta para as alegrias de aprender e desenvolver as competências para executar os movimentos.”

Nós sentimos a curiosidade quando sentimos uma lacuna entre o que sabemos e o que não sabemos, por isso tudo volta à aprendizagem.

A curiosidade pode ser definida como uma necessidade, ou desejo de conhecimento que é fundamental para a motivação.

A curiosidade é o nosso principal aliado para compreender a complexidade que envolve muitos desafios com que nos deparamos hoje.

Quase tudo parece complexo e contudo o que muitos de nós procuramos é a simplicidade.

Estudos recentes dizem que grande parte dos líderes e gestores (CEOs) identificaram a complexidade como um desafio. Eles querem uma liderança criativa, reinventar relações com os clientes e adoptar uma abordagem centrada no cliente.

Parece um mundo de facto complexo quando se abordam as relações com pessoas num ambiente em constante desenvolvimento, mas há instrumentos capazes de descodificar essa complexidade e apresentá-la como simplicidade.

Por exemplo, as histórias são um componente importante da nas vendas directas. As histórias sempre foram uma parte fundamental em qualquer modelo de negócio funciona, embora com estratégias diferentes.

As diferentes estratégias na narrativa têm um papel muito forte na transferência de conhecimentos. Se estivermos numa situação cara-a-cara, há, quase sempre, lugar a uma abordagem sentimental pode muito efectivamente capturar a atenção dos destinatários. Esta personalização contribui para uma identificação com o conteúdo e com a informação a transferir.

O objectivo de qualquer história é criar curiosidade suficiente para dar um passo em frente. Curiosidade desempenha um papel crítico na capacidade inata do cérebro de preencher a lacuna entre o que sabemos e o que não sabemos.

Contamos histórias porque queremos que essas histórias atinjam resultados.

E eu penso que a melhor maneira de contar a história de como a simplicidade convive com a complexidade é seguindo as leis da simplicidade de John Maeda

 
 

 

(Texto em Português depois deste)

A life’s work has always meaning!

The senior scientists, experienced managers or wise men who attended the informal schools can separate their wisdom into pieces, capable of management, and teaching specific skills associated with wisdom to the younger generations who succeed them.

People have individual learning styles, and select information according to their preferences or availability of reception.

Thus it was that wisdom has been constructed and that is how it can be transmitted.

There is however, a result that is indistinguishable or similar to wisdom – Intuition. I say result because wisdom without sharing it makes no sense.

The standard definition of intuition is “acquired knowledge of something without the use of reasoning or the five basic senses”. We have found over time, many decisions that were successful based on hunches, insights, visions or feelings, but also some failures.

What kind of wisdom is this? Am I intuitive or just run the pleasure principle?

There are similar terms as the sixth sense, insight or instinct.

The first, more like to consider it from a technological standpoint and imagine the use of extra sensors in the fingers not to have to hit. While the instinct is a more of “Animal Kingdom”, discernment may be the “reason” soaked in concentrated doses of attention.

Moreover, the intuition is not a conscious process and not a procedure in stages or steps that finds support bases in deductive logic or inductive. Truly it is not an analytical process.

The intuition results – it can therefore be learned and trained – from a constant attitude of openness to information and of the ability to transform that information into knowledge.

Maintaining a posture of openness, curiosity and exercise in the face of information, causes the application, relevant and timely, of our knowledge in a process of decision making.

Intuition should be taken with balance as you can see this note:

“In order to achieve internalization of information transfer that occurs between shifts of senior officials in the emergency department, there were passages, were interviewed and medical questionnaires were distributed. We found that only considering the transfer of “hard data “such as the rate of cardiac patients, blood pressure, etc., may be insufficient : the transfer of data subtle, “as the ambiguity of intuition, is also a central aspect of this type the working environment is vital to successful cross- coverage. We describe design concepts that aim to capture, display and transfer of intuition to the process of moving. Addressing the issue of support of intuition can be a challenge but also a rewarding opportunity to research human interaction / computer support to the passages of healthcare.” Proceedings of the 18th Australian conference on Computer -Human Interaction: Design: Activities, Artifacts and Environments

Wisdom is, being able to apply knowledge and leverage the balance between the conscious and unconscious.

 

Um equilíbrio desejado ou intuição e sabedoria

Uma vida de trabalho tem sempre significado!

Os cientistas veteranos, os gestores experientes ou ainda os sábios que frequentaram as escolas informais podem partir a sua sabedoria em pedaços, passíveis de gestão, e ensinar competências específicas com a sabedoria associada, às gerações mais novas ou que lhes sucedem.

As pessoas têm estilos de aprendizagem individuais, e seleccionam a informação de acordo com as suas preferências ou disponibilidades de recepção.

Foi assim que a sabedoria se foi construindo e é assim que ela poderá ser transmitida.

Há no entanto, um resultado que se confunde ou assemelha à sabedoria: a intuição. Digo resultado porque sabedoria sem partilha não faz sentido

A definição padrão da intuição é “conhecimento adquirido de alguma coisa sem o uso do raciocínio ou dos cinco sentidos básicos”. Encontramos ao longo do tempo, muitas decisões que fizeram sucesso com base em palpites, percepções, visões ou sentimentos, mas também encontramos insucessos.

Que tipo de sabedoria é esta? Será que eu sou intuitivo ou apenas funciona o princípio do prazer?

Há termos similares como o sexto sentido, o discernimento ou o instinto.

Quanto ao primeiro, gosto mais de o considerar na perspectiva tecnológica e imaginar a utilização de sensores extra nos dedos para não ter que teclar. Enquanto o instinto é uma abordagem mais do “reino animal”, o discernimento poderá ser a “razão” embebida em doses concentradas de atenção.

Por outro lado a intuição não é um processo consciente, bem como não é um procedimento por fases ou etapas que encontra bases de sustentação em lógica dedutiva ou indutiva. Verdadeiramente não é um processo analítico.

A intuição resulta – pode portanto ser aprendida e treinada – de uma atitude constante de abertura à informação da capacidade de transformar essa informação em conhecimento.

Manter uma postura de abertura, curiosidade e exercício face à informação, provoca a aplicação, pertinente e atempada, do nosso conhecimento, num processo de tomada de decisão.

A intuição deve ser levada com equilíbrio como se pode ver neste apontamento:

“A fim de conseguir uma interiorização da transferência de informações que ocorre entre os turnos de altos funcionários num departamento de emergência, observaram-se as passagens, entrevistaram-se médicos e distribuíram-se questionários. Descobrimos que, apenas considerando a transferência de “dados concretos”, como a taxa de pacientes cardíaca, pressão arterial, etc, pode ser insuficiente: a transferência de “dados subtis”, como a ambiguidade da intuição, também é um aspecto central neste tipo do ambiente de trabalho e vital para cobertura cruzada de sucesso. Nós descrevemos conceitos de design que apontam para a captura, visualização e transferência de intuição para o processo de passagem. Abordar a questão do apoio da intuição pode ser um desafio, mas também uma oportunidade gratificante para pesquisas de interacção humana/computador no apoio às passagens de cuidados de saúde.” Proceedings of the 18th Australia conference on Computer-Human Interaction: Design: Activities, Artefacts and Environments

Ser sábio é, o ser capaz de aplicar o conhecimento e alavancar o equilíbrio entre o consciente e o inconsciente.

(Este texto foi adaptado e traduzido de artigo anterior neste blogue.)

(Texto em Português depois deste)

The lies that I reckon!

Information and knowledge are two areas where we like to cheat.

Every day we receive data and information that we know or expect, will be opposed or denied later. Our warehouse is frequented by knowledge inputs and outputs that supposedly represent the truth.

Confirmation of truth often does not happen and it is no ingenuity or process failures.

It’s because we like the facilitation of the game and often the game of  information.

Syllogisms poorly prepared, give rise to conclusions on insufficient information. Internally the processing of this information is done and “knowledge” happens.

What I thought I knew was there, but it is not what I should know.

Since children we used to manipulate information at home, at school and often even to start an active working life. In the background we cheat with the jam that is not supposed to eat, to the surveys where we have not copied and the school curriculum, where supposedly we did not invent .

They are small things that make us small heroes when we tell our adventures further afield. However in doing so we are aware of these glitches and by no means cease to be comfortable.

Hardly used, some people begin a journey of cheating, reaching dimensions that go beyond dignity. Take the case of the complex system of financial information on the branches. It could not have diversion of money (tangible matter), but the information flows in ways that the game of interest is present, and the result is the dangerous game we saw .

We can easily cheat with information, but with emotions is not so easy.

“We have a goal to look at ourselves in the mirror and feel good about ourselves, and that goal is a goal to cheat and benefit fraud. We think there is a balance between these two objectives. “- Dan Ariel

That is, we cheat, to the level we think is comfortable.

We are unable to get cash, which eventually found in a table, but with ease, eat an apple or drink a juice that does not belongs to us.

Likewise, we take a pencil or a stack of paper, from our place of work, but we don’t took a one Euro coin . We assume that there is tacit consent to the pencil or the apple, but not when compared against the euro.

With information we act identically. Information considered important are not sent without authorization. It’s our comfort zone, because I will not be punished. If this information is not relevant then, I will have the pleasure of playing with it, and almost always in any game.

Many of these “skills” can be corrected when it introduces the emotional factor at play. This happens whenever our moral standards are remembered. I swear … the soul … make cheating decrease in intensity because I look at myself.

Cheating with emotions is not easy. Quickly detect the falsity of a tear or exaggeration of a smile.

Information can be transmitted to everyone equally, but is certainly not welcomed by everybody equally.

We react emotionally to the news with variable intensity and often respond by cheating with the words but not with emotion.

 

As mentiras que eu me conto!

A informação e o conhecimento são dois campos onde gostamos de fazer batota.

Todos os dias recebemos dados e informações que sabemos ou esperamos, vão ser contrariadas ou desmentidas, mais tarde. O nosso armazém de conhecimento é frequentado por entradas e saídas que supostamente representam a verdade.

A confirmação de verdade, muitas vezes não acontece e não é por ingenuidade ou falhas de processo.

É porque gostamos da facilitação e muitas vezes do jogo da informação.

Silogismos mal elaborados, conclusões precipitadas dão origem a deficiente informação. Internamente o processamento dessa informação é feito e o “conhecimento” acontece.

O que eu pensava que sabia, estava lá, mas não corresponde ao que eu devia saber.

Desde crianças que nos habituamos a manipular a informação, em casa, na escola e muitas vezes até ao iniciar uma vida activa de trabalho. No fundo fazemos batota com a compota que supostamente não comemos, com os exames onde não copiamos e no curriculum, onde supostamente não inventamos.

São pequenas coisas que fazem de nós pequenos heróis quando contamos as nossas aventuras mais distantes. No entanto ao fazê-lo estamos conscientes dessas pequenas falhas e nem por isso deixamos de estar confortáveis.

Mal habituados, algumas pessoas,  iniciam um percurso de batota, atingindo dimensões que ultrapassam a dignidade. Veja-se o caso do complexo sistema de informações nos ramos financeiros. Pode não haver desvio de dinheiro (matéria palpável), mas a informação flui por caminhos onde o jogo de interesses está presente e, o resultado é o jogo perigoso a que assistimos.

Nós podemos, com facilidade, fazer batota com a informação, mas com as emoções não é assim tão fácil.

“Nós temos uma meta ao olhar para nós mesmos no espelho, e sentimo-nos bem em relação a nós próprios, e essa meta é uma meta de fazer batota e beneficiar da fraude. Nós achamos que há um equilíbrio entre esses dois objectivos.” – Dan Ariel

Isto é, enganamos, até o nível que consideramos confortável.

Somos incapazes de pegar em dinheiro, que eventualmente se encontra em cima de uma mesa, mas, com facilidade, comemos uma mação ou bebemos um sumo, que não nos, pertence.

Da mesma forma, levamos um lápis ou um maço de folhas, do local de trabalho, mas não pegamos numa moeda de um euro. Nós assumimos que existe uma autorização tácita, para o lápis ou a maçã, mas não em relação em relação ao euro.

Com a informação actuamos de forma idêntica. Informações consideradas de carácter importante são guardadas e não transmitidas sem autorização. É a nossa zona de conforto, porque não serei punido. Se essa informação não é relevante, então, poderei ter o prazer de jogar com ela, quase sempre e em qualquer tipo de jogo.

Muitas destas “habilidades” podem ser corrigidas quando, se introduz o factor emocional em jogo. Isso acontece sempre que os nossos padrões morais são lembrados. Eu juro que…, pela alma de… fazem a batota diminuir de intensidade, porque eu olho para mim próprio.

Fazer batota com as emoções não é fácil. Rapidamente detectamos a falsidade de uma lágrima ou o exagero de um sorriso.

A informação pode ser transmitida para todos de igual forma, mas não é seguramente recebida por todos de igual maneira.

Reagimos emocionalmente à notícia com intensidade variável e muitas vezes respondemos fazendo batota com as palavras mas não com a emoção.

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(Texto em Português depois deste)

Building bridges for collaboration!

Under Construction!

 

We are curious people especially when we look inside ourselves and see that all mental processes derive, ultimately, of sensory perception, i.e. the senses of sight, hearing, taste, touch and smell.

And all this, sensory perception, in turn, is conditioned by four factors:

–      The sensitivity of our body.

–      The character or quality of the stimuli to which we are subject.

–      The degree of impact that past experience had on us.

–      The purpose or the joint of the surrounding.

This conditioning of course differs from individual to individual and from situation to situation, but without wanting to abuse the labeling, can say that standardization comes at some point common to all these elements of the process of perception.

Yet it is the impact that our past experience and accumulated that standardization is rooted more.

The new experiences that bring many sensations are compared and related to the experience and records accumulated over the years.

It is no coincidence that this flavor reminds me of my grandmother’s sweet!

A face, a melody, a scent is like or similar depending on the degree of compliance with the standards established by past experience.

The final step in the perceptual process involves some kind of action in response to environmental stimuli. This could involve a variety of actions such as turning the head to allow a closer look or restructuring away to look for something else.

With a little knowledge seeing the same demand for analogies to integrate information and assign relevance and importance to immediate classification and registration, or to reject or store in any drawer for later recall.

Without some form of relationship, i.e. without any kind of classification, the construction pattern and the perception of default would be impossible to be communicable.

In the background we use a common language, the same encoding and decoding system that our peers if we want to understand.

We tried to identify useful information available and use frameworks for classifying as to its validity and utility in a given context. It is no coincidence that, even without being aware of what we do, we change the way we respond to various stimuli according to the environment and the people therein.

But we need today with the amount of information available, to build bridges to identify patterns, are globally accepted. The various cultures that information crosses produces effects similar to those seen in the transcripts of documents for centuries.

Increasingly, information is people-centered and a process of adaptation is constantly required.

Then to find the essence of the information collected is necessary to distill and recycle all the waste that there are imbued. There are severe changes in meaning by translation without context.

It is therefore necessary to ask questions, many questions without offending the ears of the listener.

You must know what is still lacking and it is necessary to know what we need. Every day you will be missing something.

You must be available to more and more information.

You must learn to learn!

 

Construir pontes para a colaboração!

Em construção!

 

Nós somos pessoas curiosas principalmente quando olhamos para dentro de nós e verificamos que todos os processos mentais derivam, em último caso, da percepção sensorial, isto é, dos sentidos da visão, audição, paladar, tacto e olfacto.

E tudo isto, a percepção sensorial, por sua vez, é condicionado por quatro factores:

A sensibilidade do nosso organismo.

O carácter ou a qualidade dos estímulos a que estamos sujeitos.

O grau de impacto que as experiências passadas tiveram em nós.

O conjunto ou finalidade do envolvente.

Este condicionamento difere naturalmente de indivíduo para indivíduo e de situação para situação, mas sem querer abusar de rotulagem, pode-se dizer que a padronização toca nalgum ponto comum a  todos estes elementos do processo de percepção.

Contudo é no impacto que a nossa experiência passada e acumulada que a padronização mais se enraíza.

As novas experiências que trazem consigo inúmeras sensações, são comparadas e relacionadas com as experiências e registos acumulados ao longo dos anos.

Não é por acaso que aquele sabor me faz lembrar o doce da minha avó!

Uma cara, uma melodia, um aroma são similares ou semelhantes dependendo do grau de conformidade com os padrões criados pela experiência passada.

A etapa final do processo perceptivo envolve algum tipo de acção em resposta a estímulos ambientais. Isso poderia envolver uma variedade de acções, como virar a cabeça para possibilitar um olhar mais atento ou reestruturação de distância para olhar para outra coisa.

Com o conhecimento assistimos um pouco à mesma procura de analogias para integrarmos informação e atribuir relevância e importância para imediata classificação e registo, ou então para rejeitarmos ou arrumarmos em qualquer gaveta para mais tarde recordar.

Sem alguma estrutura de relacionamento, ou seja, sem alguma espécie de classificação, a construção de padrão e a percepção de padrão, seriam impossíveis de serem comunicáveis.

No fundo usamos uma linguagem comum, o mesmo sistema de codificação e descodificação que os nossos pares, se nos queremos entender.

Nós procuramos identificar a informação útil disponível e utilizamos quadros de referência para a classificarmos quando à sua validade e utilidade num determinado contexto. Não é por acaso que, mesmo sem estarmos conscientes do que fazemos, alteramos a nossa forma de resposta a vários estímulos de acordo com o meio ambiente e as pessoas que dele fazem parte.

Mas é preciso, hoje com a quantidade de informação disponível, estabelecer pontes que permitam identificar padrões, globalmente aceites. As diversas culturas que a informação atravessa, produzem efeitos semelhantes aos verificados nas transcrições de documentos durante séculos.

Cada vez mais a informação está centrada nas pessoas e um processo de adaptação é constantemente exigido.

Depois, para encontrar a essência da informação recolhida, é necessário destilar e reciclar todos os resíduos que lá se encontram imbuídos. Há transformações graves em significados pela tradução sem contexto.

É portanto necessário fazer perguntas, muitas perguntas, sem ofender os ouvidos do interlocutor.

É necessário saber o que ainda falta e para isso é necessário saber o que precisamos. Todos os dias irá faltar alguma coisa.

É preciso estar disponível para mais e mais informação.

É preciso aprender a aprender!

(Texto em Português depois deste)

 

The development of wisdom in the trial!

The expertise, allows us to make judgments on specific issues and thus in this way, advise, consent to or refuse to act on things.

Advice on difficult issues and uncertain of life, are not from the same structure in any part of the globe. In Asian countries for example we don’t see wisdom in the same way that we call it in western culture.

Wisdom is a concept rich in historical and cultural significance and individual factors of “traditional” wisdom, when worked can be used for building a new and more practical wisdom adapted to the requirements of the trial of century XXI.

The “new wisdom” can be seen as a bunch of adults’ skills, something similar to our practical intelligence.

Practical intelligence is the combination of acquired knowledge to accomplish daily activities, through various means. It is the art of doing the right thing at the right time, or applies the right knowledge at the right time. Not being a transferable knowledge can be made some acquisitions over the constant observation of patients with this capability.

Today we talk a lot of success, because it is widespread concern in society. Everyone wants and needs to successfully face the ease with which it is compared with the other elements of our ecosystem.

By Web 2.0 we discovered without great fatigue or research, which exist in the global world thousands of experts and gurus in any area. They are the “wise men of the century XXI”.

Some are successful people, others want to be. Each of us holds a potential for success and therefore they accept that our interlocutor is a wise, without raising serious doubts.

Success requires wisdom through experience and practical intelligence.

Success is wisdom with utility!

It is true that the academic monopoly of wisdom was king and lord in daily life of people and businesses for many years and even centuries. Today against the widespread use of new technology knowledge exceeded those academic barriers and there are already open borders and an exchange of synergies between the two domains.

This is because the need was felt (curiosity) to know and meet the needs of people. It was then that the practical intelligence gained status for them by relying on creativity.

The need for “time” and “on time, has brought a smooth combination of analytical intelligence, creative and practical.

– “The new wisdom!”

To be wise is absolutely vital to practice wisdom. Do not create jurisdiction without exercise, and if it were the new technologies would not have been treated by different cultures. It’s practical intelligence that helps us fill the void that is required for success, which is reached when making judgments about right.

Practical intelligence has been considered by organizations as one of the factors of greatest importance for the filling of posts in their structures. No matter that both disciplines attended the people, but what they are capable of doing.

It is this practical intelligence to which reference was made in typing and now being asked in Word or Excel. The notion that people acquire knowledge without awareness of what is being learned is reflected in the workplace when it comes to tacit knowledge.

Another essential difference between the practical intelligence and other referenced with IQ and EQ or QA is that while academic knowledge is knowing facts, practical intelligence is knowing “how.”

Sternberg found that the best way to identify practical intelligence is to ask people to list examples of success in solving problems at work, using skills they had learned to do their job in their day to day.

The small successes throughout life create the muscular structure of our knowledge.

And in practice, how are you? Share!

 

 

A evolução da sabedoria no julgamento!

O conhecimento especializado, permite-nos fazer julgamentos sobre matérias específicas e, assim dessa maneira, aconselhar, consentir ou negar a actuação sobre as coisas.

Os conselhos sobre questões difíceis e incertas da vida, não são oriundos da mesma estrutura em qualquer parte do globo. Nos países asiáticos, por exemplo, não se encara a sabedoria da mesma forma que na chamada cultura ocidental.

A sabedoria, é um conceito rico de significado histórico e cultural e os factores isolados da sabedoria “tradicional” de sabedoria, quando trabalhados podem ser utilizados para construir uma nova sabedoria mais prática e adaptada às exigências de julgamento do século XXI.

A “nova sabedoria” pode ser vista, como um conjunto das competências dos adultos, algo semelhante à sua inteligência prática.

A inteligência prática é o conjunto dos conhecimentos adquiridos ao realizarmos as actividades diárias, através de diversos meios. É a arte de fazer a coisa certa e no momento certo, ou aplicar o conhecimento certo na hora certa. Não sendo um conhecimento transferível, podem ser feitas algumas aquisições através da observação constante dos portadores dessa capacidade.

Hoje fala-se muito em sucesso, porque é uma preocupação generalizada na sociedade. Toda a gente quer e precisa de sucesso face á facilidade com que se é comparado com os outros elementos do nosso ecossistema.

Através da Web 2.0 descobrimos, sem cansaço ou grande pesquisa, que existem no mundo global milhares de especialistas e gurus em qualquer área. São os “sábios do séc. XXI.”

Uns são pessoas de sucesso, outros querem ser. Cada um de nós é detentor de um potencial de êxito e talvez por isso aceitemos que o nosso interlocutor é um sábio, sem levantar grandes reservas.

O sucesso através da sapiência requer experiência e inteligência prática.

O sucesso é sabedoria com utilidade!

É verdade que, o monopólio académico de sabedoria foi rei e senhor no quotidiano das pessoas e das empresas, durante longos anos e até séculos. Hoje face ao uso generalizado das novas tecnologias o conhecimento ultrapassou essas barreiras académicas e há já abertura de fronteiras e uma troca de sinergias entre os dois domínios.

Isto porque foi sentida a necessidade (curiosidade), de conhecer e responder às necessidades das pessoas. Foi nessa altura que a inteligência prática ganhou estatuto ao invocar para si a criatividade.

A necessidade da “hora” e na “hora, veio trazer uma combinação suave de inteligência analítica, criativa e prática. – “A nova sabedoria!”

Para se ser sábio é absolutamente vital que pratiquemos a sabedoria. Não se criam competências sem exercício, e se assim não fosse as novas tecnologias não teriam sido assimiladas pelas diferentes culturas. É a inteligência prática que nos ajuda a preencher o vazio que é exigido para o sucesso, que é alcançado ao fazer julgamentos mais certos.

A inteligência prática já foi considerada pelas organizações como um dos factores de maior importância para o preenchimento de lugares nas suas estruturas. Não importa tanto que disciplinas frequentaram as pessoas, mas sim o que são capazes de fazer.

É esta inteligência prática a que se fazia referência em dactilografia e hoje se pede em Word ou Excel. A noção de que as pessoas adquirem o conhecimento sem consciência do que está sendo aprendido é reflectida no local de trabalho quando se fala de conhecimento tácito.

Outra diferença essencial entre a inteligência prática e outras, referenciadas com QI e QE ou QA é, que enquanto o conhecimento académico é saber factos, inteligência prática é saber “como”.

Sternberg descobriu que a melhor maneira de identificar a inteligência prática é pedir às pessoas para relacionar exemplos de sucesso ao resolver problemas no trabalho, através de habilidades que tinha aprendido ao fazer o seu trabalho no seu dia-a-dia.

Os pequenos casos de sucesso ao longo da vida criam estrutura musculada no nosso saber.

E de prática, como é que está? Conte!

(Este artig0 foi adaptado de um outro deste blog e traduzido)

(Texto em Português depois deste)

 

If we are happy we may be overly generous!

Cognitive dissonance suggests that our actions seem to be higher than the conditions in which decisions were taken.

When we face a situation our mind does a previous search without taking into account the emotions of the moment passed.

This means we do not “deduct” the effects caused by emotions in decision making carried out before and therefore we are influenced positively or negatively in the new situations we face.

In organizations, emotions cover areas of study such as theory of humor, emotional work and the theories of affective events and emotional intelligence. The evolution of these four areas has significant implications for organizational behavior.

Organizational structures are now less rigid and more dynamic. The interactions extend outside the physical boundaries of organizations through social networks and others, where emotions are showed bounded to different cultures.

Workplace emotions are now a major area of development thinking and practice of management.

The future, which is today, brings more and more emotions that have a special role in creativity and innovation.

Are we seeing a new renaissance?

“Thanks to the Medici family and a few others like them, sculptors, scientists, poets, philosophers, financiers, painters and architects converged on the city of Florence. There, they met, learned from each other, and broke down barriers between disciplines and cultures. Together, they forged a new world based on new ideas – what became known as the Renaissance. As a result, the city became the epicenter of the creative explosion, one of the most innovative eras in history. ”
Frans Johansson The Medici Effect

In our days Internet is a virtual Florence, where diversity reigns, where we report emotions and where we communicate new experiences, successes, mistakes and failures.

The sage and researchers who were confined in their fields are now forced to strip their wax coating and share their joys and sorrows, but also their successes and failures, i.e., knowledge.

Research is more emotional when shared in interdisciplinary teams, providing greater flow of creativity and giving timely responses.

Experts cheer with its vertical and horizontal growth, i.e. more and more its dominance is consolidated by the intersection of different perspectives. But also more and more are no longer isolated gaining a general knowledge that hitherto was deficient.

The language moves toward globalization removing barriers and codices.

“When you step on an intersection of fields, disciplines or cultures, you can combine existing concepts in an extraordinary number of new ideas.” – Frans Johansson

 

 

O papel da diversidade e das emoções nas organizações

 

Se estamos felizes, podemos ser excessivamente generosos!

A dissonância cognitiva sugere que as nossas acções parecem ser maiores do que as condições em que as decisões foram tomadas.

Quando enfrentamos uma situação a nossa mente procura um precedente sem levar em conta as emoções do momento passado.

Isto significa que não “descontamos” os efeitos causados pelas emoções em tomadas de decisão efectuadas antes e somos influenciados positiva ou negativamente nas situações novas com que nos deparamos.

As emoções nas organizações abrangem áreas de estudo como a teoria do humor, trabalho emocional, a teoria dos eventos afectivos, e inteligência emocional. A evolução destes quatro domínios tem implicações significativas no comportamento organizacional.

As estruturas organizacionais são hoje menos rígidas e mais dinâmicas. As interacções estendem-se para fora das fronteiras físicas das organizações através das redes sociais e outras, onde as emoções se revelam vinculadas a diferentes culturas.

No local de trabalho as emoções são agora, uma das principais áreas de desenvolvimento do pensamento e da prática de gestão.

O futuro, que é já hoje, traz mais e mais emoções que têm um papel especial na criatividade e inovação das empresas.

Estaremos a assistir a um novo Renascimento?

“Graças à família Medici e alguns outros como eles, escultores, cientistas, poetas, filósofos, financiadores, pintores, arquitectos convergiram sobre a cidade de Florença. Ali, encontraram-se, aprenderam uns com os outros, e quebraram as barreiras entre as disciplinas e culturas. Juntos, forjaram um novo mundo baseado em novas ideias – que ficou conhecido como o Renascimento. Como resultado, a cidade se tornou o epicentro da explosão criativa, uma das eras mais inovadoras na história.”
Frans Johansson, O Efeito Medici

A internet é uma Florença virtual, onde a diversidade impera, se relatam emoções e se dão a conhecer novas experiências, sucessos, erros e fracassos.

Os sábios e investigadores que viviam enclausurados nos seus domínios são hoje obrigados a despir o seu revestimento de cera e a partilhar as suas alegrias e tristezas, mas também os seus sucessos e insucessos, isto é, conhecimento.

A investigação é mais emotiva quando partilhada em equipas interdisciplinares, trazendo maior fluxo de criatividade e dando respostas mais atempadas.

Os especialistas rejubilam com o seu crescimento vertical e horizontal, isto é, cada vez mais o seu domínio é consolidado pela intersecção de diferentes perspectivas. Mas também cada vez mais deixam de estar isolados ganhando um conhecimento generalista que até agora não possuíam.

A linguagem caminha para a globalização.

“Quando se pisa uma intersecção de domínios, disciplinas ou culturas, é possível combinar conceitos existentes num número extraordinário de novas ideias.” – Frans Johansson