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Confronto de gerações

Algumas pessoas em determinada altura das suas vidas pensaram e sentiram que muitas coisas eram possíveis sem ter necessariamente que provar antecipadamente que funciona.

Mas muito de nós quando conseguiram atingir o patamar da realização de algo que era possível, acomodaram-se e não conseguiram adotar mais mudanças para além das provocadas pela sociedade de uma forma geral.

Agora, imaginemos que surge um novo figurante nas nossas vidas, tipicamente vestido de “deixar estar tudo como está”, ou dito de outra forma, “eu gosto do presente estado das coisas”, a que chamaríamos “status quo”.

Hoje, enquanto o “status quo” trabalha incessantemente para guardar as conquistas dos Baby Boomer, as gerações mais novas, não tão preocupadas com essas conquistas, tentam usufruir daquilo a que chamam a possibilidade de se divertirem, fazendo o que gostam e de maneira diferente dos mais velhos.

Um bom resultado não resulta necessariamente de uma cara sisuda e concentrada em valores de ontem, porque os valores não têm que ser adquiridos por herança. Eles são fruto da experiência e da busca incessante da verdade que todas as gerações devem procurar fazer convergir.

Começa a ser uma palavra dominante para mim, falar de “convergência” como uma forma de aproximar dois tipos de interesses e motivações diferentes e eventualmente com tendência para aprofundar a “divergência”.

Aquilo a que eu, pela minha história, dou tanto significado ou procuro realizar como um propósito no futuro, é afinal aquilo que é encarado pelas gerações mais novas como algo que deve existir como um direito de quem trabalha.

As empresas maioritariamente dirigidas pelas gerações mais velhas começam já a sentir a necessidade de procurar um equilíbrio entre estas duas forças. Uma com a sabedoria e a experiência vivida em cenários completamente diferentes dos de hoje e a outra com os cenários de hoje a pedir uma mudança constante.

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Para as gerações mais novas é importante:

– Um ambiente de trabalho flexível bem como o horário de trabalho, que permita a conciliação entre a vida de trabalho e a vida fora do trabalho.

– Trabalhar em equipa e numa cultura de colaboração.

– Ter sempre tecnologia atualizada.

– Ter pensamento dirigido para o futuro, ser responsável e trabalhar em empresas abertas á criatividade.

 “Cisco recentemente publicou o seu relatório de mundo conectado, cujos resultados são bastante chocantes. Dos 2.800 estudantes universitários e jovens profissionais com idade inferior a 30 e vindos de 14 países, aproximadamente um em cada três disse que ele/ela iria priorizar a liberdade de meios de comunicação social, flexibilidade do dispositivo e mobilidade de trabalho sobre salário ao aceitar uma oferta de emprego. 64% dos estudantes universitários faz perguntas sobre políticas de uso de mídia social durante entrevistas de emprego, e aproximadamente 24% diz que seria um fator chave em aceitar a oferta. Há também uma grande expectativa do empregado para o empregador a oferecer um horário flexível e a liberdade de trabalhar remotamente.”

Aquilo que estas gerações mais novas pretendem é afinal aquilo que muitos de nós (gerações mais velhas) entendemos ser correto, mas que ainda não sabemos como integrar no nosso modo de vida.

E porquê?

– Colaborar pode significar pôr em causa o nosso estatuto de “pessoa experiente” e tem como consequência abrir os silos da nossa sabedoria.

– Um ambiente de trabalho flexível pode pôr em causa as nossas rotinas e o nosso conforto e isso significa um esforço suplementar para que não estamos preparados.

– Pensar no futuro significa pensar em descanso e ser reconhecido pelo que fizemos.

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