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Building bridges for collaboration!

Under Construction!

 

We are curious people especially when we look inside ourselves and see that all mental processes derive, ultimately, of sensory perception, i.e. the senses of sight, hearing, taste, touch and smell.

And all this, sensory perception, in turn, is conditioned by four factors:

–      The sensitivity of our body.

–      The character or quality of the stimuli to which we are subject.

–      The degree of impact that past experience had on us.

–      The purpose or the joint of the surrounding.

This conditioning of course differs from individual to individual and from situation to situation, but without wanting to abuse the labeling, can say that standardization comes at some point common to all these elements of the process of perception.

Yet it is the impact that our past experience and accumulated that standardization is rooted more.

The new experiences that bring many sensations are compared and related to the experience and records accumulated over the years.

It is no coincidence that this flavor reminds me of my grandmother’s sweet!

A face, a melody, a scent is like or similar depending on the degree of compliance with the standards established by past experience.

The final step in the perceptual process involves some kind of action in response to environmental stimuli. This could involve a variety of actions such as turning the head to allow a closer look or restructuring away to look for something else.

With a little knowledge seeing the same demand for analogies to integrate information and assign relevance and importance to immediate classification and registration, or to reject or store in any drawer for later recall.

Without some form of relationship, i.e. without any kind of classification, the construction pattern and the perception of default would be impossible to be communicable.

In the background we use a common language, the same encoding and decoding system that our peers if we want to understand.

We tried to identify useful information available and use frameworks for classifying as to its validity and utility in a given context. It is no coincidence that, even without being aware of what we do, we change the way we respond to various stimuli according to the environment and the people therein.

But we need today with the amount of information available, to build bridges to identify patterns, are globally accepted. The various cultures that information crosses produces effects similar to those seen in the transcripts of documents for centuries.

Increasingly, information is people-centered and a process of adaptation is constantly required.

Then to find the essence of the information collected is necessary to distill and recycle all the waste that there are imbued. There are severe changes in meaning by translation without context.

It is therefore necessary to ask questions, many questions without offending the ears of the listener.

You must know what is still lacking and it is necessary to know what we need. Every day you will be missing something.

You must be available to more and more information.

You must learn to learn!

 

Construir pontes para a colaboração!

Em construção!

 

Nós somos pessoas curiosas principalmente quando olhamos para dentro de nós e verificamos que todos os processos mentais derivam, em último caso, da percepção sensorial, isto é, dos sentidos da visão, audição, paladar, tacto e olfacto.

E tudo isto, a percepção sensorial, por sua vez, é condicionado por quatro factores:

A sensibilidade do nosso organismo.

O carácter ou a qualidade dos estímulos a que estamos sujeitos.

O grau de impacto que as experiências passadas tiveram em nós.

O conjunto ou finalidade do envolvente.

Este condicionamento difere naturalmente de indivíduo para indivíduo e de situação para situação, mas sem querer abusar de rotulagem, pode-se dizer que a padronização toca nalgum ponto comum a  todos estes elementos do processo de percepção.

Contudo é no impacto que a nossa experiência passada e acumulada que a padronização mais se enraíza.

As novas experiências que trazem consigo inúmeras sensações, são comparadas e relacionadas com as experiências e registos acumulados ao longo dos anos.

Não é por acaso que aquele sabor me faz lembrar o doce da minha avó!

Uma cara, uma melodia, um aroma são similares ou semelhantes dependendo do grau de conformidade com os padrões criados pela experiência passada.

A etapa final do processo perceptivo envolve algum tipo de acção em resposta a estímulos ambientais. Isso poderia envolver uma variedade de acções, como virar a cabeça para possibilitar um olhar mais atento ou reestruturação de distância para olhar para outra coisa.

Com o conhecimento assistimos um pouco à mesma procura de analogias para integrarmos informação e atribuir relevância e importância para imediata classificação e registo, ou então para rejeitarmos ou arrumarmos em qualquer gaveta para mais tarde recordar.

Sem alguma estrutura de relacionamento, ou seja, sem alguma espécie de classificação, a construção de padrão e a percepção de padrão, seriam impossíveis de serem comunicáveis.

No fundo usamos uma linguagem comum, o mesmo sistema de codificação e descodificação que os nossos pares, se nos queremos entender.

Nós procuramos identificar a informação útil disponível e utilizamos quadros de referência para a classificarmos quando à sua validade e utilidade num determinado contexto. Não é por acaso que, mesmo sem estarmos conscientes do que fazemos, alteramos a nossa forma de resposta a vários estímulos de acordo com o meio ambiente e as pessoas que dele fazem parte.

Mas é preciso, hoje com a quantidade de informação disponível, estabelecer pontes que permitam identificar padrões, globalmente aceites. As diversas culturas que a informação atravessa, produzem efeitos semelhantes aos verificados nas transcrições de documentos durante séculos.

Cada vez mais a informação está centrada nas pessoas e um processo de adaptação é constantemente exigido.

Depois, para encontrar a essência da informação recolhida, é necessário destilar e reciclar todos os resíduos que lá se encontram imbuídos. Há transformações graves em significados pela tradução sem contexto.

É portanto necessário fazer perguntas, muitas perguntas, sem ofender os ouvidos do interlocutor.

É necessário saber o que ainda falta e para isso é necessário saber o que precisamos. Todos os dias irá faltar alguma coisa.

É preciso estar disponível para mais e mais informação.

É preciso aprender a aprender!

(Texto em Português depois deste)

It’s awesome!

 

This is an exclamation made after verification of results from work on one or more ideas.

This is a sort of base for a multitude of recipes but giving them all the flavor and authenticity beyond the unmistakable aroma of a success.

It is the result of a handful of design, indeed two, or that ability to create something that has meaning and utility.

The utility is a privileged destination of creation.

With a background music played by a team well constructed we tune up the last touches to the symphony.

So with that background you can appreciate the image in its entirety in order to establish new relationships, using metaphor as a way of thinking and get the whole is greater than the sum of its parts.The interdisciplinary teams are experts in achieving these goals.

When reading the emotions, capacity made possible by empathy, we know where to go those who are recipients of our work.

Empathy is whether being in the place of the other and this promotes the improvement of any environment.

If to a set of attitudes, such as design thinking, read and understand all the others we join a game or fun environment, the future is even brighter.

The games and playful exercises are good levers for success.

It’s the joy of creation as a trademark.

 All this has a meaning!

Innovating means completely rethink how to achieve a goal, and in some cases this may mean a redefinition of our objective.

Innovating means to adapt environments (objects, services…) to new demands and needs of younger’s and older.

Innovation means coming up with a new idea can create a better world and help build better children in a changing world.

Innovating means to be able to create solutions for the mistakes that my and other generations before being committed and also able to prevent another generation realize the same mistakes.

Innovating means to create positive learning environments applying this to a new context.

 

There are as we go along in our journey of life, we thinking of leaving something as a sign of our presence, can serve to tell later.

It is  storytelling!

Telling a story is important both to assign meanings to things that want to create, to build links and report the steps of the creative journeys.

Are these six attributes (“A Whole New Mind – Daniel Pink) that should be part of a process of innovation.

 

 

É impressionante!

 

Esta é uma exclamação proferida depois de verificado o resultado do trabalho sobre uma ou várias ideias.

Esta é uma espécie de base para uma multiplicidade de receitas, mas que confere a todas elas sabor e autenticidade para além de um aroma inconfundível a sucesso.

É fruto de uma mão cheia de design, aliás duas, ou aquela capacidade de criar alguma coisa que tem significado e utilidade.

A utilidade é um destino privilegiado da criação.

Com uma música de fundo tocada por uma equipa bem construída afinam-se os últimos toques para a sinfonia.

Assim se pode apreciar a imagem na sua totalidade de forma a estabelecer novas relações, a utilizar a metáfora como forma de pensamento e conseguir que o todo sejam maior que a soma das partes. As equipas interdisciplinares são exímias em alcançar estes objectivos.

Ao ler as emoções, capacidade possibilitada pela empatia, sabemos para onde vão aqueles que são os destinatários do nosso trabalho.

Empatia é saber estar no lugar do outro e isso promove a melhoria de qualquer ambiente.

Se a um conjunto de atitudes, como o pensar design, o ler a totalidade e o perceber os outros, juntarmos um ambiente de jogo ou divertimento, até o futuro é risonho.

Os jogos e os exercícios lúdicos são boas alavancas para o sucesso. É a alegria como marca da criação.

Tudo isto tem significado!

Inovar significa repensar completamente a maneira como alcançar um objectivo e, em alguns casos, isso pode significar a redefinição do objectivo que perseguimos.

Inovar significa adaptar o ambiente às novas exigências e necessidades dos mais novos aos mais velhos

Inovar significa chegar com uma nova ideia capaz de criar um mundo melhor e permitir criar filhos melhores num mundo em transformação.

Inovar significa ser capaz de criar soluções para os erros que a minha e outras gerações anteriores cometeram e ser também capaz de evitar que outras gerações comentam os mesmos erros.

Inovar significa criar ambientes de educação positivos, aplicando o presente a um novo contexto.

 

Há medida que vamos avançando no nosso percurso de vida, vamos pensando em deixar algo, como testemunho da nossa presença, que possa servir para contar depois.

É o contar da história!

Contar uma história é importante quer, para atribuir significados às coisas que criamos quer, para construir ligações e relatar os passos das viagens criativas.

São estes seis atributos (“A Whole New Mind” – Daniel Pink) que devem fazer parte de um processo de inovação.

A percepção e as emoções!

A inteligência emocional é definida como a capacidade de reconhecer sentimentos, pensar que os sentimentos são apropriadas e em que situações, e comunicar esses sentimentos de forma eficaz.

Ser inteligente poderia ser possuir a capacidade de controlar emoções e não assumir papeis que poderiam ser considerados inadequados. Claro que qualquer que seja a interpretação dada ao conceito criado por Goleman, o próprio autor evolui em relação aos seus pontos de vista iniciais, ser inteligente em qualquer coisa, é bom!

Num teste de inteligência emocional são avaliadas algumas qualidades, como por exemplo:

– Estar consciente de seus sentimentos.

– Lidar com as emoções sem ser comandado por elas.

– Não permitir que a adversidade e a decepção nos façam descarrilar.

– Canalizar os sentimentos para nos ajudar a alcançar os nossos objectivos.

– Ser capaz de compreender, como os outros se sentem.

– Ouvir os nossos sentimentos e os dos outros para aprender com eles.

– Ter um forte sentido de optimismo, mas realista.

Uma boa cotação num teste com estas características, significa que as pessoas que estão emocionalmente aptas, que conhecem e gerem os seus próprios sentimentos bem, e que lêem e lidam eficazmente com os sentimentos das outras pessoas, estão em vantagem em qualquer domínio da vida, seja profissional seja vida privada.

As pessoas que não conseguem algum controlo sobre sua vida emocional, travam batalhas internas que destroem a sua capacidade concentração e de pensamento claro.

Esta era em 1995 a opinião de Goleman.

Mais recentemente em “A Nova Inteligência” (Daniel Pink), mostra que o futuro e o sucesso pessoal e profissional pertencem a um novo perfil de pessoas:

Os designers, os inventores, os criativos, contadores de histórias, ou seja, todos aqueles cujo raciocínio privilegia o lado direito do cérebro. São pessoas imaginativas, intuitivas, capazes de gerar empatia e emoções.

Mas desengane-se quem, pensa que não nasceu criativo ou não é um pensador design, pois essas coisa aprendem-se e qualquer um de nós poder ser portador da nova inteligência do século XXI.

E mais do que ser criativo, qualquer um de nós pode e deve procurar o equilíbrio entre o racional e lógico e o intuitivo. Desta forma os nossos dois hemisférios cerebrais funcionam como um todo.

Vejamos um pormenor do nosso dia-a-dia! A nossa noção de tempo, é alterada pelas nossas emoções, de tal forma que o tempo parece que voa quando estamos a divertir-nos e prolonga-se quando estamos aborrecidos.

Se o nosso relógio interno, funcionar como um despertador emocional, podemos produzir aumentos e diminuições na distribuição do tempo de atenção e consequentemente alterar o nosso estado emocional.

Essa noção do tempo está de alguma forma relacionada com a nossa percepção das coisas (estímulos que desencadeiam emoções). Por outras palavras, as emoções afectam a percepção, mas principalmente as percepções que ocorrem ao mesmo tempo do evento ou imediatamente após a ocorrência do estado emocional.

Este efeitos da emoção na percepção, tendem a diluir-se com o tempo, donde, para perceber sem as vantagens da emoção, devemos aguardar um pouco, e esperar que a percepção seja servida “fria”.

Assim se constroem momentos sem sabor nem aroma!

Quer comentar?

Misturas

Eu não sei responder a esta questão:

– De que modo eu consigo conhecer?

Todos nós usamos a percepção, a linguagem falada ou escrita, todos nós temos emoções, todos nós temos razão e o conhecimento vem de tudo isto, vem desta mistura.

A nossa capacidade, de viver na mistura, é crucial para a eficiência cognitiva e, portanto, uma importante adaptação cognitiva para sobreviver.

Não é de estranhar que a diversidade seja responsável por muitos dos casos significativos de desenvolvimento na sociedade. É certo que esta afirmação parece demasiado empírica, mas ao olharmos à nossa volta, aceitámo-la como uma realidade.

A mistura segundo um recente estudo publicado em “esciencenews”, pode provocar escolhas que possivelmente não seriam imaginadas:

“Uma amostra aleatória de rostos negros, brancos e mestiços foram colectados e avaliados pela sua atractividade percebida. Houve um efeito pequeno, mas altamente significativo, em que ao enfrentar uma mestiça, em média, elas são percebidas como mais atraentes.”

 A amostra referida revela-nos um conjunto de pontos forte e fracos que nos ajudam a fazer uma escolha e se por exemplo para o conhecimento da matemática utilizamos a razão, para a escolha do tipo mais atraente podemos utilizar uma mistura.

Com a razão “sentimos” uma certa segurança e ficamos próximos da certeza. A lógica fala-nos da verdade e da falsidade da validade e da nulidade. Fala-nos de raciocínio dedutivo e indutivo.

O raciocínio dedutivo é o uso de inferência necessária para se tirar conclusões a partir de premissas. Aqui a grande fraqueza reside na validade da forma de argumentação.

Raciocínio indutivo é o uso de princípios científicos para chamar a conclusão mais provável das provas, mas porque é baseado em observações, pode ser tendencioso para a pessoa, portanto, não poderia ser do conhecimento concreto e pode ser subjectivo.

Há situações que clamam pela mistura mesmo sem darmos por isso. Quando queremos justificar o presente, aqui e agora, o raciocínio é semelhante a combustível refinado, mas quando falamos do futuro o raciocínio perde a sua força e torna-se enganador pois não nos permite avaliar as consequências.

E se o segundo vulcão entrar em erupção?

Mesmo a matemática, que originou expressões como, “é certo, é matemático!”, pode ser enganadora porque por vezes baseia-se em suposições.

Mais misturas que encontramos, até frequentemente na comunicação social, como o caso de todas as notícias ligadas com moral ou ética. Como é que utilizamos o nosso raciocínio face a situações de adopção, aborto ou violência psicológica?

 The reason behind this, might link to individual’s emotions.A razão ou as razões por trás disso, podem levar-nos para as emoções individuais ou até “colectivas”

Há casos em que o raciocínio pode ser visto como uma fraqueza porque determinada atitude ou prática era entendida como aceitável, mas a consequência obrigou a uma escolha que envolvia as emoções.

Todos nos lembramos de Guantanamo e da tortura utilizada com base no raciocínio de que um potencial terrorista poderia ser torturado para evitar a morte de muitas pessoas. É uma mistura que nos chega via satélite!

Torture can also be applied to reasoning.É um dilema, como é o “juízo de Salomão” e tantos outros exemplos aplicados em jogos de liderança e de grupo.

Art is exceedingly subjective and personal, even though emotions tend to play a bigger role in art as they communicate one’s reaction to his perceptions and this will create his own thoughts regarding this artwork within him.Mas porque as misturas, fazem parte da nossa vida, vejamos o que acontece com a arte.

A arte é extremamente subjectiva e pessoal.

As emoções tendem a desempenhar um maior papel na arte e para que haja comunicação é necessária uma reacção e as nossas percepções irão criar os nossos próprios pensamentos, dentro de nós, a respeito desta obra de arte.

Apesar de as emoções dominarem o nosso conhecimento poder-se-á dizer que ao usarmos a abstracção para ler uma mensagem não estamos a fazer outra coisa, senão raciocinar!

Acrescente e comente!

Lembrar John Maeda

Há quem advogue que a complexidade é bonita e há quem prefira a simplicidade sem ser minimalista.

Eu pessoalmente admiro a complexidade como figura a explorar e que possibilita a observação curiosa de alguns pormenores.

No entanto não posso cair na tentação de Leonardo da Vinci e “antes de passar de um pormenor para o próximo devo demorar-me o tempo suficiente para o apreender”. Isto é verdade se a complexidade não for tão vasta ao ponto de consumir todos os meus anos em observação.

Por isso eu admiro a simplicidade!

Um dos princípios das “leis da simplicidade” cujo autor é John Maeda é a redução:

– A maneira mais fácil de simplificar um sistema é remover uma funcionalidade. È preciso contudo ter cuidado com o que se remove pois a redução tem significado se se mantiver o equilíbrio entre o simples e o complexo.

A segunda lei é a organização. Um sistema eficaz de organização permite arrumar tudo o que precisamos e domina a complexidade.

Esta organização permite também uma economia de tempo e esta economia pode resultar da velocidade a que imprimimos os nossos actos. Se evitar ficar à espera não desespero e tudo fica mais simples.

Para as coisas ficarem ainda mais simples junte bastante aprendizagem, porque o conhecimento liberta tarefas de tentativa desnecessárias ao uso de equipamentos ou ferramentas.

È verdade! Simplicidade e complexidade precisam uma da outra! E porquê? Porque à medida que a complexidade aumenta, como é o caso da tecnologia, mais premente é a simplicidade oferecida ao utilizador. Considerando que os utilizadores não estão todos no mesmo meio ambiente importa considerar o contexto para que a simplicidade seja real.

A sétima lei de Maeda é fundamental para a vida. “ Mais vale mais emoção do que menos”. É fácil entender que os objectos ou uma história bem contada transmitem emoções se eles e elas nos conseguirem por dentro de si. “È simples, eu gosto!” e mais do que isso, “É simples, eu confio”.

Apesar desta minha dedicação às coisas simples eu sei que há coisas que nunca podem ser simples. Mas isso não serve de desculpa para usar a tantas vezes enunciada frase “É muito complexo, não é para mim”.

A simplicidade consiste em subtrair o óbvio e acrescentar o significativo.

A constante evolução da tecnologia e das redes sociais fez-me evocar estas leis da simplicidade escritas por Maeda.

Cada vez mais temos à nossa disposição um conjunto de ferramentas para comunicar, com cada vez mais aplicações disponíveis para utilizar e muitas delas trazem consigo a complexidade sem oferecerem o bónus da usabilidade.

Ou então são tão simples que não me permitem a velocidade desejável ou a abrangência que eu preciso.

Felizmente há ferramentas que são resultado de um equilíbrio entre a simplicidade no uso e a complexidade necessária para a sua eficácia de funcionamento.

Quer comentar? É simples!

Mais vale facilitar do que complicar!

Facilitar não é tarefa fácil, principalmente quando pensamos na transferência de conhecimento.

O facilitador é alguém que ajuda um grupo de pessoas a compreender os seus objectivos comuns e os ajuda a planear para alcançar esses objectivos sem tomar uma posição particular na discussão.

O papel de um facilitador eficaz está intimamente ligado com o ambiente (contexto) onde se vai desenrolar. É importante esta observação porque a cultura da organização ou da região onde se desenrola a actividade de facilitação podem condicionar o trabalho do facilitador.

As competências de um facilitador assumem o verdadeiro significado da palavra: competência é resultado.

O facilitador deve distinguir os processos do conteúdo e é capaz de estimular a participação e a criatividade.

Embora não tenha uma intervenção activa na transmissão de conhecimento, o facilitador tem de demonstrar sabedoria e realçar a sabedoria do grupo. É verdade que o todo é maior que a soma das partes.

Na actividade de facilitação nada fica ao acaso, o tempo e o espaço físico são trabalhados intencionalmente, o que faz com que se adapte á evolução do grupo e dos acontecimentos.

Sendo capaz de manter a objectividade, um facilitador, está sempre atento à dinâmica do grupo e assume a responsabilidade pela direcção que o grupo toma. Não há lugar a subjectividades distractivas, nem a desvios dos seus propósitos.

Facilitar significa tornar mais fácil e não aproveitar complexidades para evidenciar habilidades.  

Um facilitador demonstra o profissionalismo, auto-confiança e autenticidade, o que se traduz em integridade pessoal.

Bem, mas se ele tem um conjunto de competências tão exigentes, como é que ele as aplica ou evidencia?

O facilitador não diz! O facilitador utiliza um conjunto de perguntas, de acordo com a temática onde está envolvido, para realçar o potencial de cada membro do grupo.

O facilitador diz, mas para cumprimentar ou retribuir cumprimentos que lhe são dirigidos. No fundo um facilitador é um pessoa “bem-educada”, que é capaz de se conectar e estabelecer relações. Por isso evita a orientação para a tarefa.

Usando as sua competência relacionais o facilitador não espera que alguém inicie as conversas e toma a iniciativa, usando o pedido de opinião e não sugerindo algo que pensa.  

Ele é capaz de ouvir activamente portanto promove a negociação, não manifestando intenções directivas na tomada de decisão. Essa negociação é feita com inteligência emocional, sendo capaz de vibrar mas afastando-se de reacções inoportunas.

Capaz de persuadir, não utiliza abordagens sistémicas, dando pouco lugar à análise e beneficiando a intuição. A intuição resulta das experiências vividas e os grupos são uma boa fonte para a obtenção de respostas intuitivas.

Ao manter constante o grande plano dos seus objectivos, o facilitador promove o trabalho sobre os aspectos nucleares. Ele aconselha e não usa a autoridade como se o grupo fosse um pelotão militar.

Dominando a observação, o facilitador é capaz de alavancar a curiosidade por parte dos membros do grupo e retirar, de aspectos simples do quotidiano, analogias que favorecem a resolução de problemas.

Facilitar é um trabalho que requer uma boa relação com os membros do grupo, liberta a criatividade e torna eficaz a transferência de conhecimento.

Quer facilitar? Comente!

Criar conhecimento e redes

A utilização eficaz do conhecimento e da aprendizagem exigem cultura e tecnologia. Embora a tecnologia existente hoje seja mais que suficiente para transmitir e armazenar dados, a informação daí resultante só tem significado quando inserida num contexto cultural.

A informação explícita pode ser facilmente inserida numa base de dados, no entanto, essa informação não é muitas vezes a mais relevante para a eficácia de uma organização. O que é verdadeiramente relevante para a organização, existe sob a forma de um sistema complexo, sensível ao contexto.

Esse é o conhecimento, que encontramos em indivíduos, grupos ou organizações e que resulta das suas conexões.

As redes enquanto vistas pelo prisma de máquinas e acessórios, apenas servem de suporte, no entanto sem uma boa gestão dessas ferramentas não conseguimos rentabilizar as trocas de informação que resultam da actividade dos indivíduos participantes nas redes, sejam elas internas à organização sejam globais.

Uma organização tem de ser vista de várias perspectivas e, desde logo, pela forma como são constituídos os seus agrupamentos e relações de poder. Um mapeamento de uma organização permite visualizar os fluxos internos e externos de informação, bem como os espaços não tocados por esses fluxos.

Nos tempos em que os fluxos de informação eram mais direccionados e com menos volume, quase só se levantava a questão do custo de transmissão e armazenamento, hoje dada a quantidade de informação disponível e a sua acessibilidade, importa sobretudo avaliar a sua qualidade e pertinência.

Querer saber sobre alguma coisa tem muito mais impacto do que procurar aprender sobre ela.

O conhecimento requer validação, bem como a capacidade de prever e trabalhar os resultados.

As redes e a tecnologia que lhe está inerente, permitem de facto a recolha e transmissão maciça de informação. Mas isso só por si não chega, é necessário que “as comunidades de saber” se confrontem com novas formas de recolha de dados, novas ferramentas para manipular e armazenar informações, e fundamentalmente novas formas de colaboração no conhecimento, atendendo à distância e ao tempo.

As grandes vantagens antecipadas que se prevêem, com essas novas ferramentas, são a atribuição de um maior significado ao conhecimento resultante da colaboração entre equipas interdisciplinares, que tornando-se coesas, permitem o tratamento de problemas complexos que habitualmente são tratados com equipas disciplinares.

A interdisciplinaridade encontrada nas redes, para além de promover a abertura a novos conceitos e enquadramentos, permite a aproximação, das tradicionais “sedes de conhecimento”, aos naturais beneficiários, os utilizadores, e que são parte activa na validação da informação transmitida e recolhida.  

O conhecimento acaba sempre por ser centrado no interesse das pessoas, sendo estas inclusive, quase sempre, as cobaias de validação desse conhecimento.

E as redes sociais trazem conhecimento?

Inovar o conhecimento inovando o pensamento

O mundo é governado por ideias. As ideias de líderes de estados, as ideias de músicos e compositores, de filósofos e mestres de cozinha, etc.

Mas novas ideias carregadas de valor não têm como principal componente as novas tecnologias ou a saúde financeira desses pensadores. Elas são construídas na base do conhecimento.

A gestão do conhecimento, que já parece com uma certa idade, dada a velocidade a que manuseamos informação, aborda uma vasta gama de questões que envolve a gestão da informação, aquisição de conhecimento, partilha de conhecimento, cultura organizacional, aprendizagem organizacional, as organizações, as melhores práticas e a aprendizagem.

Aqui reside um problema e, quando identificamos um problema temos de encontrar uma solução que só pode ser inovadora.

O problema básico é que as pessoas que têm conhecimento profundo sobre um tema, por vezes, assumem que as outras pessoas têm que saber mesmo e isso pode levar a erros graves.

A inovação do conhecimento passa por encontrar novas formas de transformar o implícito em explícito.

Para muitos indivíduos e organizações, a inovação e a gestão do conhecimento já não são assuntos tabus ou questões de “caras”. São necessidades e um meio de sustentar a sobrevivência, o desenvolvimento económico e a competitividade.

Mesmo ao nível individual podemos assistir à construção de soluções para evitar insucessos, nas escolas, trabalho e grupos informais.

Hoje assistimos à criação de comunidades de conhecimento com a utilização das redes sociais e o que verificamos é que as interacções entre os utilizadores dão mais amplitude e profundidade ao conhecimento adquirido pelos seus actores.

O nível de análise e capacidade crítica aumentou ao longo dos últimos anos e o significado foi aculturado, isto é, há uma maior integração de algumas verdades na diversidade de culturas que se conectam.

As organizações formais, como as organizações são excelentes na promoção da cooperação, mas as comunidades de conhecimento são superiores a promover a colaboração, que é o processo mais importante em termos de inovação.

Em vez de se concentrarem no que estimula o desempenho em organizações formais, as comunidades de conhecimento informal procuram basear-se no conhecimento do passado, para encontrar as bases para o sucesso através da diferença.

O conhecimento das comunidades de conhecimento bem sucedidas, não as experiências fugazes que rapidamente crescem e subitamente desaparecem, resulta de uma vasta rede de alimentação e tem como característica fundamental a adaptabilidade à mudança.

Esta “Inovação em Conhecimento”, utiliza uma construção evolutiva da terminologia e não se prende ao vocabulário tradicional que limita a expansão do conhecimento.

Há novos termos, novos significados e maior proximidade entre as coisas e as pessoas.

Esta nova linguagem não padece de atributos estáticos como acontece na linguagem de discurso tradicional e onde a mudança acontece de forma evolutiva.

É necessária agora uma melhor compreensão, de como estas redes colaborativas incentivam a inovação, para melhor compreender o que impulsiona a inovação e como a podemos promover.

Conte-me a sua experiência com a net!

Porquê fazer perguntas?

As perguntas,  são o pontapé de saída dos processos de integração e de generalização e, portanto, é importante compreender quais as condições que nos levam a fazer perguntas.

Quase todos nós aceitamos que internamente fazemos perguntas e que esperamos uma resposta de nós próprios. E digo quase toda nós, porque há pessoas que teimam em não aceitar isso, como desculpa pra, um estado não consciente.

A memória sabe onde colocar qualquer resposta que encontra. Mas a memória é suficientemente obsessiva, para não prestar atenção à informação, se essa informação não for uma resposta a qualquer pergunta que possa conservar em si.

Há três tipos de perguntas de que a memória gosta:

A primeira surge quando uma pessoa tem uma meta e precisa de algumas informações para a ajudar a alcançar essa meta.

A segunda é o interesse intrínseco, isto é, as pessoas podem apenas querer saber alguma coisa, porque estão curiosas sobre essa coisa.

A terceira é a falha de expectativa baseada em questões explicação. Quantas vezes, encaramos o fracasso e procuramos explicações para o acontecido, na esperança de que não volte a acontecer. A nossa amiga memória está lá para nos ajudar.

O não hábito de fazer perguntas leva quase sempre ao armazenamento de conhecimento sem valor e sem vida. O conhecimento inerte.

Conhecimento inerte é simplesmente o conhecimento que é mal posicionado, e a única maneira de criar a indexação a algo útil é, fazer perguntas. Estas situações surgem quando estudamos um assunto e não questionámos as ligações do assunto com outros assuntos ou casos.

Por experiência própria, nós facilmente constatamos que, uma parte do nosso raciocínio, é baseado em casos e não baseado em regras.

Quando resolvemos problemas, frequentemente nos lembramos de problemas anteriores que enfrentamos. E o que nós fazemos nestes casos é perguntar ao repositório, que casos há em stock.

Mas, nem sempre é fácil, fazer perguntas, como são as situações de pessoas com pensamentos negativos. Nestes casos aconselham-se alguns passos para educar os nossos pensamentos:

Encontre-se a si próprio – A maioria das pessoas nem sequer reconhecem, quando estão a ter um pensamento negativo, porque esse pensamento está tão enraizado no seu padrão de pensamento, que nem sequer o percebe, como negativo.

Reconheça que está pensando o pensamento – Pensar sobre o pensamento dá uma sensação de liberdade e satisfação, dá objectividade e independência de perspectiva.

Conscientemente liberte a energia negativa ou emoção que está associado ao pensamento.

Substitua o pensamento negativo, com um mais positivo, mais verdadeiro.

Sinta a energia positiva ou emoção associada, ao novo pensamento e depois coloque o foco, de forma consciente, nesse novo pensamento durante o máximo de tempo possível.

E agora! Acha que vale a pena fazer perguntas? Diga lá?

Quando a aprendizagem pede velocidade

A aprendizagem é cada vez mais uma forma de sobrevivência. Cada experiência transforma-se em matéria de ensino, seja para aplicar seja para evitar.

Como gerir esta necessidade de estar na moda e ser capaz de vislumbrar o sol todos os dias?

Entenda-se moda, a actualidade, o estar actualizado, o ser capaz de dar respostas, dia-a-dia, sem a preocupação de ouvir o “já não se usa” ou “Isso já foi, agora…”.

Recordo-me bem de ter utilizado estas expressões a propósito do “foi assim que aprendi” e do “…ora pergunta à tua mãe…”.

As organizações são escolas, mas também são aprendentes! O nosso papel é responder às exigências da mudança com respostas ágeis e eficazes.

O sol também brilha na janela do escritório do 14º andar!

O Sol que transmite energia é bem o símbolo daquilo que todos os dias necessitamos para garantir o (nosso) bem-estar. Isto claro para quem se preocupa com o crescimento e uma vida saudável intelectualmente.

Só o facto de reflectir sobre este bem-estar, é já por si, sinal de preocupação dessa saúde.

Por isso, à medida que vamos procurando adequar a informação, que nos chega (hoje a quantidade é tão grande!), às necessidades que diagnosticamos para o nosso trajecto, vemo-nos obrigados a avaliar não só conteúdos como a sua origem.

E cá estamos nós, outra vez, frente a um interlocutor, que sendo muitas vezes passivo, isto é, não permitindo a interrogação sobre a validade dessa informação, nos coloca em níveis de segurança não desejáveis.

Eu sabia, e sempre houve, que havia necessidade de separar o trigo do joio, só que não imaginava que teria de utilizar, instrumentos ou ferramentas, que me permitissem seriar tanta informação e tão rapidamente.

O que hoje nos é exigido é, aprender depressa. Aprender a utilizar o nosso conhecimento de forma ágil e rápida, ou por outras palavras, fazer com que o nosso conhecimento seja eficaz.

O inesperado está sempre à porta e a nossa capacidade de reacção tem ser treinada para se manter em forma. Um modelo de treino, com seis passos e que ajudará, poderá ser:

1 – Ler, ouvir, ver!

2 – Analisar resultados. Rever!

3 – Avaliar a importância e a pertinência!

4 – Aprender! Integrar!

5 – Refinar!

6 – Voltar ao princípio!

Concluindo, aprender a usar o conhecimento é mais importante do que saber as coisas. É a utilidade que está em causa, pois o nosso saber não tem valor algum se não produzir consequências benéficas para nós e para os outros.

O resultado da partilha é o bem-estar, a alegria e a segurança. Nós temos todos os dias experiências com situações inesperadas e, reflectindo um pouco, entendemos a importância da aprendizagem, nos pequenos sucessos diários.

Nós aprendemos inclusive, a escolher a felicidade, e se nós somos felizes, somos felizes em qualquer lado.

A razão de muita infelicidade é a incapacidade de fazer escolhas positivas. Se aprendermos a escolher comportamentos alternativos que resultem em maior satisfação, a vida fica mais rica e tem outro sabor.

E tudo isto porque, os nossos pensamentos criam a nossa percepção, a nossa percepção define as escolhas que fazemos e, as nossas escolhas produzem o que somos e a vida que temos.

Não seja pessimista! Conte-me as suas alegrias!