Currently viewing the tag: "Compreender o mundo"

A paixão não é fruto do acaso

Criatividade é como uma ave recém-nascida, que requer um período de incubação. As pessoas precisam de tempo, para se embrenharem num problema, e deixar que as ideias resplandeçam.

Quando estamos motivados para a realização de determinadas tarefas e se esse é o nosso quotidiano, é muito provável que depois de passar um dia satisfeito e feliz, o dia seguinte seja semelhante a uma floresta de ideias.

Se fazemos parte de uma equipa, uma equipa “quente”, a criatividade flui com maior felicidade quando se compartilham ideias e o debate se torna emotivo, sem conflitos de personalidade. Mas quando as pessoas entram em competição pelo reconhecimento, não partilham informações e a fluidez da criatividade baixa muito. A floresta passa a ter um ninho pequeno para albergar toda a criação.

Nas organizações a criatividade é fortemente influenciada pelas flutuações do negócio, no entanto, as pequenas e médias empresas, muitas vezes, ultrapassam essas adversidades com criatividade. Nestas alturas as aves mais audazes aprendem a conquistar o seu espaço e abandonam o ninho.

A estrutura da criatividade é construída com o conhecimento, a experiência, talento, atitudes proactivas, e a capacidade de explorar o lado oculto das coisas. Para que as asas, sejam robustas e capazes é necessário muita motivação intrínseca, isto é, a energia gerada pela responsabilidade e gosto pelo trabalho. O primeiro voo requer coragem, os outros advêm da persistência.

A criatividade depende de muitas coisas, tais como: a experiência, incluindo conhecimento e habilidades técnicas, do talento, de uma capacidade de pensar em novas formas, e de avançar com rumo desconhecido. Nos últimos anos, as organizações têm dado mais atenção à criatividade e à inovação do que em qualquer outro momento. Parece que a floresta está em transformação.

No entanto ainda há necessidade de fazer alguma limpeza nessa floresta. Por exemplo, as recompensas financeiras por desempenho criativo não são uma boa aposta. Desde que as pessoas tenham uma remuneração adequada, isto é, correspondente ao normal desempenho, é, criando condições para a motivação intrínseca, com responsabilização, autonomia e respeito, que a criatividade floresce.

Quando cai a penugem, surgem as penas e as asas ficam prontas para voar.

Howard Gardner, diz : “Cada pessoa tem determinadas áreas em que ele ou ela tem um interesse especial”… “Poderia ser o seu modo de ensinar uma lição ou vender algo. Depois de algum tempo, eles conseguem ser tão bons, como qualquer outro.”

Há outras pessoas para quem simplesmente ser bom, nalguma coisa, não é suficiente, eles sentem necessidade de serem criativos. Nesses casos o melhor, para facilitar a criatividade e alavancar motivação é, definirmos pequenos desafios para nós próprios.

Grande parte dos empresários tem sacos cheios de ideias e com alguma sorte, entram em competição no mercado. Contudo, com frequência, ou pela comodidade que o sucesso traz, ou porque não conhecem a noção de sustentabilidade, muitos empresários assumem o papel mecânico de gestores de coisas já realizadas.

Quando isso acontece, uma boa ideia é convertida rapidamente numa lista interminável de razões, pelas quais ela nunca vai funcionar.

Se o empresário responde com uma lista de razões pelas quais a ideia irá falhar, então é melhor esquecer a ideia. As ideias precisam de ser acarinhadas, mesmo que adoptadas, e precisam de uma boa dose de atenção e respeito. Por vezes as ideias são como algumas aves que falham o primeiro voo. Elas requerem dedicação constante e refinamento, elas são o futuro com quem vamos viver! Isso é paixão!

Essa paixão é o denominador comum dos empreendedores de sucesso!

 “Quero  meus filhos a compreender o mundo, mas não só porque o mundo é fascinante e porque a mente humana é curiosa. Eu quero que eles entendem de modo a que eles fiquem posicionados para torná-lo um lugar melhor. O conhecimento não é o mesmo que moralidade, mas precisamos entender se quisermos evitar erros do passado e movermo-nos em direcções produtivas. Uma parte importante do que a compreensão é saber quem somos e o que podemos fazer… Finalmente, devemos sintetizar a nossa compreensão de nós mesmos. O desempenho de entender essas questões de tentar é o que os realizam como seres humanos num mundo imperfeito que pode afectar para o bem ou para o mal. Howard Gardner

Ainda sente essa paixão? Então porquê?