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Encaixar o potencial individual na organização

Nós não somos só a parte visível que permitimos que as outras pessoas vejam quando queremos fazer parte de um qualquer projeto. Nós também temos uma parte oculta que pode trazer o valor acrescentado que todos esperamos poder dar, quando colaboramos para um fim comum.

Por isso, nós precisamos de reconhecer os nossos aspetos mais salientes e de mais valor e descobrir e desenvolver aqueles mais escondidos ou submersos.

Quantas vezes, nós já pensamos o quanto era desejável maximizar o potencial de cada um de nós em grupos de trabalho que anseiam por se tornar equipas de topo nas organizações, em vez de procurarmos, seguir de forma cega as funções para as quais julgamos estar destinados?

“O local de trabalho fez evoluir uma dinâmica interpessoal que não pode ser ignorada. Os atos de ouvir, de apresentar ideias, resolver conflitos e promover um ambiente de trabalho aberto e honesto convergem todos para saber como construir e manter relacionamentos com pessoas. São aqueles relacionamentos que permitem as pessoas a participar plenamente em projetos de equipa, mostrar apreço pelos outros e conseguir apoio para seus projetos.

Uma das consequências mais gravosas da falta de atenção ao desenvolvimento de competências, é que ao longo do tempo ficamos com o sentimento desagradável de que eramos capazes de realizar os nossos sonhos e perdemos as oportunidades que surgiram á nossa frente.

O que acontece é que muitas das nossas ideias eram ótimas soluções e foram desperdiçadas porque pensamos que o ambiente ou o momento não eram adequados, mas afinal era a nossa convicção de que não eramos competentes.

Nós somos habitualmente reconhecidos pela nossa capacidade em não levantar os olhos do local de trabalho e pela completa absorção na realização do maior número possível de tarefas sem erros e eventualmente ficávamos satisfeitos com a possibilidade de ascensão numa carreira previamente descrita num acordo laboral.

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É certo que o processo de repetição facilita a rentabilização do produto dentro da sua vida útil, isto é, enquanto satisfaz algum tipo de necessidade, seja ela com significado ou não, mas importa ir mais longe e trabalhar com propósito e significado.

Dar a conhecer o potencial que há em nós, é capacitar a nossa organização com competência acrescida e isso significa que é preciso inovar e mudar a nossa atitude face ao trabalho. É preciso reconhecer um propósito no nosso dia-a-dia.

É necessário revolucionar o estatuto do conforto que é oferecido pelas organizações e mostrar que:

“Para muitas empresas, as lacunas nas competências resultaram em atrasos nos lançamentos, reduziram a satisfação do cliente, perda de receitas e, às vezes, a cessão ou venda do negócio. Num mundo em rápida mudança onde talento cada vez mais é o que impulsiona uma organização à frente da concorrência, as organizações estão a descobrir que sua capacidade de rapidamente e efetivamente desenvolver as competências de que eles precisam é um dos seus mais importantes diferenciais competitivos.

Não fazer nada não é uma opção, nem fazer apenas melhorias incrementais. Se as empresas querem gerar um novo período de crescimento, eles devem adotar novas estratégias para garantir que possuem as competências que precisam para terem sucesso. – Accenture

Para que as organizações possam ter uma abordagem sólida ao problema da falta de competências, há três fatores que me parecem fundamentais para o sucesso dessa abordagem:

1 – A abertura à partilha, sob a forma de transmissão de conhecimento tácito dos indivíduos mais talentosos e reconhecimento das competências submersas.

2 – A necessidade de exercício regular de determinadas competências, como forma de refinação e eliminação de toxinas ambientais ou culturais. O exercício regular ajuda à consciencialização dos fatores benéficos e dos fatores nocivos.

3 – A necessidade de provocar a imersão dos colaboradores em desafios como alternativa à falta de iniciativa ou de curiosidade.

Os grandes benefícios das organizações, ao abrirem as portas ao potencial dos colaboradores, integrando-o no alinhamento da sua estratégia, são um clima social elevado que aumenta a satisfação e a produtividade em termos qualitativos e criativos e assegura a conciliação entre as necessidades individuais e organizacionais.

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