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As ofertas de hoje e as de amanhã

As novas ofertas de produtos e serviços a que temos assistido, vão desde as inovações incrementais até às radicais mas passando pelas evolucionistas.

A cada vez maior necessidade de pensar mais em serviços e de desenvolver trabalho nessa área faz com que o funil das ideias inverta um pouco o seu aspecto. É preciso criar espaços abertos onde a criação encontre mais sentido e isso coloca uma questão:

Como criar novos modelos para deixar as comunidades melhor do que elas estão quando entramos?

Uma das formas de o conseguir é levando essas comunidades a interagir com as empresas produtoras e fornecedoras de serviços através da co-criação.

Por quê?

Henry Chesbrough diz “”Temos estado presos num contexto de produto por muito tempo” no nosso modo de pensar a inovação”… Precisamos de ” Voltar a conectar com as actividades económicas dominantes da sociedade mais ampla”, isto é, compreender a importância dos serviços e do seu potencial como uma verdadeira fonte de diferencial competitivo.”

Colocando o foco nas necessidades não satisfeitas ou não articuladas do consumidor / utilizador e fazendo a integração destes de forma aberta e interactiva, tornámo-los o aspecto central na teia de co-criadores e actividades de co-criação.

A co-criação é uma colaboração criativa entre diversos parceiros para definir, clarificar e realizar visões que forneçam valor num sentido mais profundo do que tem sido habitual.

A co-criação é acima de tudo colaboração. Quando falamos em co-criação falamos da forma como se pode trabalhar em conjunto para resolver problemas, combinar perspectivas e abordagens diferentes a um problema.

Isso pode envolver a colaboração dos consumidores / utilizadores para encontrar resultados, a partir de uma estratégia de comunicação que envolve produtos, serviços e experiências.

Eu penso que a grande alteração de sentido e que o torna mais profundo é a noção de valor que a co-criação implica.

A co-criação atribui o valor de contexto no sentido das coisas ao implicar os utilizadores e o seu ecossistema na criação de algo novo.

A contextualização do serviço ou produto torna-se mais visível.

Passa a haver uma dimensão emocional “mais próxima da natureza pessoal de cada um” que é reflectida pela oportunidade de colaboração versus co-criação = autoria = propriedade.

Este valor deve ser percebido e trabalhado pelas empresas reconhecendo o papel das pessoas envolvidas em co-criação.

“- Pense no seu negócio como um negócio de serviços abertos, a fim de criar e sustentar a diferenciação num mundo armadilhado pelos “commodity”.

– Convide os clientes para co-criar inovação para gerar (novas) experiências que eles valorizarão e recompensarão.

– Use Inovação aberta de Serviços para ajudar a transformar a sua empresa numa plataforma onde os outros possam construir.

– Transforme seu modelo de negócio com Inovação aberta de Serviços para lucrar com a construção de um modelo de negócio de plataforma de modo que você possa ganhar com outras actividades de inovação também.” Henry Chesbrough

Neste processo de transformação de negócio é sempre útil pensar design, porque o design oferece um espaço de encontro natural para a tecnologia, o pensamento de negócios e os valores das pessoas.

“No processo de design, há uma exploração do contexto de fundo, das necessidades do utilizador e das opções de execução em relação à empresa, bem como ao consumidor…, os designers têm uma compreensão holística e trabalham com ferramentas visuais, o que lhes permite criar imagens que sejam capazes de lidar com a complexidade e, portanto, útil em um contexto estratégico. “Jorgen Rasmussen

Esta componente, pensar design, na co-criação parece-me trazer vantagens acrescidas principalmente quando as necessidades das pessoas não estão devidamente articuladas ou estão ocultas.

As evidências do valor criado e percebido são realçadas quando pensamos design.

Quer comentar? Que caminhos há que percorrer?