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Sair dos silos e colaborar!

Quando nós abraçamos uma ideia, isto é, quando achamos que temos uma ideia brilhante e a queremos implementar, vamos ter sempre alguma dose de hierarquia pela frente, ou pelo menos um acordo sobre a forma como as decisões são tomadas.

Por essa razão, se queremos continuar a abraçar a criatividade, teremos que estar dispostos a ver a hierarquia não como um peso, mas como um facilitador nas dinâmicas de execução e na tomada de decisão.

Contudo, isto só será possível se os líderes ou gestores tomarem a iniciativa de o fazerem também, saindo dos gabinetes e demonstrando claramente a sua abertura a novas ideias e a novos papéis de liderança e gestão em direção à inovação.

Combinar vontades e desenvolver uma organização inovadora é um horizonte difícil de atingir se não for criada uma cultura de inovação, desenvolvida uma liderança de colaboração e se não reconhecermos e recompensarmos a diferença.

Abolindo os ambientes fechados em que muitos dos funcionários das organizações desenvolvem o seu trabalho e promovendo um ambiente de colaboração e partilha criamos espaço para qualquer um poder ser livre de entender a mudança e tentar fazer parte dela.

O grande problema com estes ambientes fechados é que eles não permitem que outros acontecimentos exteriores nos mudem e nós temos de combinar ideias e de criar vontade de crescer.

Pode tornar-se ainda mais problemático quando, sem darmos por isso, construímos os nossos próprios ambientes fechados, limitando quem nos influencia a um número restrito de pessoas que pensa como nós quando construímos as nossas redes sociais.

O isolamento é uma situação que pode ser adequada para quem tem uma doença contagiosa, mas não para quem quer de forma saudável partilhar as suas ideias em benefício de um bem comum.

“Se queremos ajudar os seres humanos a tornar-se mais plenamente humanos, nós devemos compreender não só que eles tentam perceber-se, mas que também são relutantes em, ou têm medo ou são incapaz de fazê-lo. Só apreciando plenamente esta dialética entre saúde e doença podemos ajuda-los para fazer pender a balança em favor da saúde.” Abraham Maslow

As nossas ideias surgem sempre ligadas a outras ideias, muitas vezes velhas ideias que não foram consideradas potencialmente boas ideias em determinada altura ou que não foram devidamente explicitadas.

A abertura ao exterior, por parte da organização, isto é, por parte dos elementos da organização, permite a descoberta de novas conexões estabelecidas entre as adjacências das nossas ideias e o ambiente que nos rodeia como se fossem ramos de uma árvore em campo aberto.

A combinação do conhecimento interno com o conhecimento absorvido no exterior cria uma riqueza extraordinária e fortalece o crescimento individual e organizacional.

Bruce Mau escreveu um manifesto incompleto para o crescimento, do qual eu peço emprestados alguns pontos, para pensarmos em crescer:

“Comece em qualquer lugar. Não saber onde começar é uma forma comum de paralisia…Faça perguntas estúpidas. O crescimento é impulsionado pelo desejo e pela inocência…Colabore. O espaço entre as pessoas que trabalham juntas é preenchido com o conflito, atrito, lutas, alegria, prazer e vasto potencial criativo…Intencionalmente deixe espaços em branco. Permite espaço para as ideias que você ainda não tem e para as ideias de outros…Cometa erros rapidamente…Evite campos. Salte as cercas. As fronteiras das disciplinas e os regimes regulatórios são tentativas de controlar a natureza selvagem da vida criativa.”

A criatividade baseia-se na excelência de alguns aspetos da natureza humana, como a curiosidade, a imaginação, a inspiração, a coragem, a intuição ou a empatia. 

O nosso desejo de criar é uma força que nos impele para a partilha das nossas experiências no mundo e celebrar com o ambiente que nos rodeia, a nossa comunidade, a felicidade da nossa vida e a beleza e a simplicidade que o mundo nos oferece.

Ser criativo liberta-nos da rotina e dos hábitos que atrofiam o nosso crescimento, e obriga-nos a fazer perguntas, permitindo-nos olhar o mundo sempre novo e surpreendente.

Ser criativo, significa sermos capazes de tornar os outros mais plenamente humanos, compreendendo não só que eles tentam perceber-se a si próprios mas também que eventualmente são incapazes de o fazer.

Mas será que nós queremos inovar? 

Queremos fazer coisas novas e desafiantes? Ou queremos apenas torná-las familiares e boas?

Em organizações fora das artes, há uma falta de clareza sobre a utilidade de inovação e as condições necessárias para a criatividade em grupos.

A criatividade floresce sob restrições precisas.” – Piers Ibbotson

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 (Texto em Português depois deste)

Think design and Tools

The world is turbulent and things seem unexpected. Hence we feel the need to sit around a campfire conceptual and exchange stories. This ancient technology of storytelling reappears again to help solve problems.

Tim Brown says that the two main tools of design thinking are the prototypes (which produce ideas fast enough to fail and learn) and storytelling (things to be deployed with the sale of compelling narratives).

When we talk about prototyping we must think that it requires a change of mind because it makes you wonder:

– How to create a small version of the solution to try to assess quickly and more cheaply to their effectiveness?

An attitude of prototyping means that when I am facilitating a group and we are developing solutions, we started making prototypes in very short time because they help with the convergence of options and facilitate the sale internally.

The domestic sales in a working group are extremely important for the convergence of solutions.

But perhaps the more difficult it is get out of the silo designer and go to the open environment and fierce business.

An attitude of prototyping also means trying solutions in the real world a very small scale to obtain feedback saving time and money.

This attitude embodies the values of prototyping:

– Reduces the risk of the unknown and technical challenges.

– Transform the business model of unknown risk.

– Attracts resources – people and capital.

– Satisfy the speed required by the market.

– Allows you to search for and sell on time (early) to the market.

But how do we prove to the skeptics, entrepreneurs and business leaders, design thinking could actually work to meet the challenges of development and innovation?

“When it comes to innovation the formulation of the problem is often the most important part of the process leading to design a “unique” game-changing paradigm shift solution. You hear the term “frame” anytime in the field of innovation. Even the managers are using it. In fact a fundamental rule of innovation is not always accepted the problem that put us in hand, but reshapes itself to maximize the changes that we can do in space. “-Bruce Nussbaum

There is a misconception especially in the automotive industry where it says that the computer simulation can substitute for the actual construction of a prototype  but it is always necessary to do so.

Embed a reality as the managers where quick profit is an obsession requires a conscious attitude of persistence and courage.

Some tools presentations -business plans or PowerPoint- that we have at our disposal to communicate ideas or strategy, are simply insufficient, so we have to use another tool.

A large part of design thinking involves “telling stories” in a clear and attractive way.

Traditional methods of speaking to present ideas summarize our personal perspectives address different forms of interpretation and result in confusion. For this it is necessary to make use of a language accessible to business leaders but that contains the assumptions of design thinking.

Design thinking by nature is based on image and thereby exposing our ideas and strategies for easy interpretation.

In making movies, prototypes or scenarios design thinkers can enable people to experience it emotionally that ideas or strategy aims to describe.

Development initiatives of ideas must learn to be more involved in the role of convincing “storytellers” since a large part of its support comes from building and maintaining partnerships with organizations.

“I am interested in when two objects collide and generate a third. The third object is where the work is interesting.” – Bruce Mau

 

 

Pensar design e Ferramentas

O mundo está turbulento e as coisas parecem inesperadas. Daí sentimos a necessidade de nos sentarmos em torno de uma fogueira conceptual e trocar histórias. Esta antiga tecnologia de contar histórias, reaparece novamente para ajudar a resolver problemas.

Para Tim Brown as duas principais ferramentas do pensar design são os protótipos (que produzem ideias suficientemente rápidas para falhar e aprender) e a narração (coisas a serem implantadas com a venda de narrativas convincentes).

A prototipagem requer uma mudança de mentalidade porque obriga a perguntar:

– Como criar uma pequena versão da solução para tentar avaliar rapidamente e de forma mais barata a sua eficácia?

Uma atitude de prototipagem significa que quando estou a facilitar um grupo e estamos a desenvolver soluções, começamos a fazer protótipos em tempo muito curto, que ajudam com a convergência de opções e facilitam a venda internamente.

A venda interna num grupo de trabalho é extremamente importante para a convergência de soluções.

Mas talvez o mais difícil seja sair do silo de designer e passar ao ambiente aberto e feroz dos negócios.

Uma atitude de prototipagem também significa tentar soluções no mundo real, numa escala muito pequena, para obter feedback, poupando tempo e dinheiro.

Essa atitude incorpora os valores de Prototipagem:

– Diminui o risco do desconhecido técnico e os desafios.

– Transforma o modelo de negócio de risco desconhecido.

– Atrai recursos – pessoas e capital.

– Satisfaz a velocidade requerida pelo mercado.

– Permite pesquisar e vender atempadamente (cedo) ao mercado.

Mas como vamos provar aos cépticos, empresários e líderes de negócio, que o pensamento design pode realmente funcionar ao enfrentar os desafios de desenvolvimento e inovação?

“Quando se trata de inovação, a formulação do problema é muitas vezes a parte mais importante do processo, levando à concepção de um “unique” jogo de mudança, mudança de paradigma de solução. Ouve-se o termo “enquadrar” a qualquer hora no âmbito da inovação. Até os gestores e gerentes a estão a usar. Na verdade uma regra fundamental da inovação é, nem sempre se aceita o problema que nos põem em mãos, mas reformula-se para maximizar as mudanças que podemos fazer no espaço.” -Bruce  Nussbaum

Há um equívoco, especialmente na indústria automobilística, onde se diz que a simulação de computador podem substituir a construção de um protótipo real, mas é sempre necessário fazê-lo.

Incorporar uma realidade como a dos gestores onde o lucro rápido é uma obsessão requer uma atitude consciente de persistência e de coragem.

As ferramentas de apresentações, (planos de negócio ou PowerPoint) que temos à nossa disposição para comunicar ideias ou estratégia, são simplesmente insuficientes, por isso temos de fazer uso de outra ferramenta.

Uma grande parte do pensamento design envolve “contar histórias” de forma clara e atraente.

Os métodos tradicionais de uso da  palavra para apresentar ideias, resumem as nossas perspectivas pessoais face às diferentes formas de interpretação  e resultam em confusão. Para isso é necessário fazer uso de uma linguagem acessível aos líderes de negócios mas que contenha os pressupostos de pensar design.

O pensar design, por natureza, é baseado em imagem e portanto expõe as nossas ideias e estratégias para fácil interpretação.

Ao fazer filmes, cenários ou protótipos, os designers permitem que as pessoas experienciem emocionalmente o que as suas ideias ou estratégia tem como objectivo descrever.

As iniciativas de desenvolvimento de ideias têm de aprender a envolver-se mais no papel de convincentes “contadores de histórias”, já que uma grande parte de seu apoio vem da construção e manutenção de parcerias com organizações.

“Eu estou interessado no momento em que dois objectos colidem e geram um terceiro. O terceiro objecto é onde o trabalho é interessante”. – Bruce Mau

Some of my readings:

 

Critical Lessons, Facts On Open Innovation by Stefan Lindegaard

In early May, I moderated a great panel discussion at The Front End of Innovation conference in Boston working with Chris Thoen, Managing Director of Open Innovation at P&G and Jeff Bellairs, Sr. Director Connected Innovation at General Mills.

To see the invisible make distinctions by Jorge Barba

Over the weekend  Ralph Ohr shared a blog post about 20 ways to see the invisible to which I want to add to it.

How many times a day do you notice something? 

My grandfather was a successful Mexican entrepreneur in his time, he designed bags for women and was also an interior designer. I was 7 seven years old when I started hanging out with my grandfather and one thing I remember about him is that he had deep empathy for people (my grandparents had a room in their house where they would give low-means people shelter for a few days).

E-tailing and the Net Generation by by Rowan Gibson

“Hey Dad, can I have your credit card number? I need to buy something online”. This is not just an annoying question my sixteen-year-old son seems to ask me two or three times a month. It’s a harbinger that e-tailing is set to go ballistic as soon as today’s teenagers get their first paychecks.

“I Link, Therefore I Am” by Mitch Ditkoff

Rene Descartes, the famous 17th century philosopher, mathematician, and physicist is best known for having distilled his world view down to five words: “I think, therefore I am.”

Innovation is playing offense, not defense by Jeffrey Phillips   via @ralph_ohr

Innovation is playing offense, not defense

Where would we be without a good sports analogy every so often?  I was thinking about the challenges of innovation recently and it occurred to me that corporate strategy and innovation is often about making a choice between defending turf and taking or creating turf.

Guidelines for Engaging in Generative Dialogue (a.k.a. The Conversation)  by Venessa Miemis 

This article is crossposted from Jorge Jaime’s blog, in response to my video post a few weeks back about “The Conversation.” I recorded an hour long chat on skype with Scott Lewis (@jazzmann91), broken down into 5 minute clips, in which we discussed the concept behind Junto. Namely, it is a conversation platform we are inspiring to be built around the intention of creating a respectful space where people can engage in generative dialogue and come to a place of understanding and shared meaning

 

Dozens of integrated tools help you capture what inspires you in Evernote By Chuck Frey

If you’ve read this blog for any length of time, you know that I’m a big fan of Evernote, an application that enables you to capture content from web pages, write notes, and store just about any kind of digital content you can think of. That makes it an ideal tool for me to capture all of my ideas and the things that inspire me. In short, it’s my idea management tool of choice.

Go Out and Do Great Stuff  by Tim Kastelle

I just finished an executive education course on Public Sector Innovation. It was a terrific week – doing a full course in one week is very intensive, but when you’re working with a really smart group, as we were this week, it is exhilarating.

 

The end of busy  by  Leo Babauta via Paul Sloane

Stop being busy and your job is half done.

Think about how busy we are, and how it has become a way of bragging: I’m so busy, I must be important.

 

Bruce Mau’s new book: The Third Teacher by hellodesigners

I had the opportunity to work with Bruce Mau Design at OWP/P a few years ago on a 50th Anniversary Book for the firm. Since then the two design firms completed a book, The Third Teacher. This is a strong-willed and informative book, as are all of BMD’s work. Large type, bold colors and the use of shocking statistics make this book a great addition to anyone involved in education, any parent concerned in their child’s education, and anyone questioning our country and planet’s future (hummm, that would be everyone).

Enjoy it!