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O propósito e a propósito de influência

 

Foi mais de uma hora de diversão e partilha de ideias no #ideachat de sábado (12/2) promovido por Angela Dunn (@blogbrevity) cujo relatório pode ver aqui!

A seguir estão alguns extractos desse relatório que serviram de inspiração para levantar algumas questões sobre o valor das ideias, isto é:

– O que podem ser boas ideias?

Angela Dunn iniciou (após apresentações) o debate com: “Let’s start with:

 – What is an influential idea?”

As respostas surgiram naturalmente de todos os participantes mas eu retirei apenas duas porque elas representam os pontos de contacto para atingir o meu propósito.

@futurescape: RT @Jabaldaia: #ideachat A1 An idea that provokes change!” e

@futurescape: RT @designthinkers: #ideachat Q1 Answer = when it’s contagious”

Normalmente se tivéssemos de considerar uma resposta apenas optaríamos por uma destas, mas o facto de Syamant (@futurescape) ter feito RT às duas leva-me a refinar a minha resposta e a produzir uma nova resultante das duas:

“Uma ideia que provoca a mudança e é contagiosa”, é uma ideia que influencia.

Agora imaginemos que eu tenho uma ideia com estas características e alguém me pergunta:

– “Como usa uma estratégia de conteúdo para expressar as suas ideias?” #ideachat – @blogbrevity:

Entre as muitas respostas eu retiro do relatório a que dei e que foi partilhada:

@futurescape: and @nedkumar: RT @Jabaldaia:Sublinhando e repetindo as ideias principais e dando significado aos pontos de contacto”.

Mas se de facto eu tenho uma ideia ou conjunto de ideias que pretendo sejam implementadas e que mudem comportamentos ou condições de aceitação ela tem que ser contagiosa e suportada numa boa história onde se sublinham as qualidades e se insiste nas vantagens da aceitação.

Acontece que a determinada altura do debate Arne van Oosterom (@designthinkers): lançou uma boa questão:

 – “ @alf2021 @Jabaldaia Eu não fiz nenhuma pesquisa…mas por vezes as más ideias parecem mais influenciáveis/contagiosas que as boas ideias. :-)”

O que pensa disto?

Para quem recebe – Será que o fruto proibido é o mais apetecido?

Para quem convence – Será que fazer contagiar uma má ideia é um desafio à inteligência de quem o faz?

Eu penso que Arne tem razão e nós temos muitos exemplos de ideias que foram bem “vendidas” e que são retratos autênticos de más ideias. Refiro-me às ideias que levam a um consumismo excessivo e às ideias que conduzem a situações irreparáveis como foi o caso de alguns produtos financeiros.

Eu penso que as boas ideias são aquelas que têm como alicerces um propósito (não um objectivo) e um significado (algo que faz sentido e que traz valor (ético, moral, etc.) a quem entrega e a quem recebe.

Mas claro que nem toda a gente pensa da mesma maneira e há pessoas inteligentes que gostam de defender ideias más.

Como podemos lidar com as más ideias?

Eu acho que vou aceitar a ajuda de Scott Berkun:

Pessoas inteligentes, ou pelo menos aqueles cujos cérebros têm boa primeira velocidade, usam a sua velocidade de pensamento para dominar os outros. Eles vão saltar entre os pressupostos rapidamente, lançando o jargão, pedaços de lógica, ou regras de ouro a uma taxa de “fogo” suficientemente rápida para fazer com que a maioria das pessoas fique agitada e ceda. Quando isso não funcionar, o arrogante ou o pomposo lançará algumas depreciações e usará qualquer sarcasmo ou tácticas de manipulação que têm à sua disposição para continuar a desanimá-lo de dissecar as suas ideias.

Então, sua melhor defesa começa por quebrar um argumento em pedaços. Quando dizem que “é óbvio que precisamos para executar um plano agora.” Você diz: “espere. Você está muito à frente de mim. Para mim, a seguir eu preciso decompô-lo em pedaços. “E, sem esperar pela permissão, você deve ir em frente e fazê-lo.”

No nosso debate de ideias partimos do princípio que todas as ideias (novas) são boas e que não há mas ideias. No entanto se elas surgirem combata o contágio começando por si.

Tenha boas ideias!