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Várias gerações e várias culturas

Numa mudança de época precisamos construir organizações que sejam tão ágeis como a mudança.

A agilidade de uma organização passa pela aceitação de uma estrutura mais plana, mais aberta e mais permeável ao novo conhecimento e a novas ideias.

As organizações hoje incorporam várias gerações com diferentes “tipos” de conhecimento e de interesses que precisam de ser combinados de forma a agilizar a atividade da organização e a dinamizar a criatividade.

Mas como é que podemos libertar a imaginação de cada colaborador de uma organização para que eles se tornem elementos ativos de uma empresa ágil?

As organizações têm que se tornar lugares atraentes para se trabalhar e para isso é necessário que elas abram as portas à participação dos colaboradores na construção dos seus ambientes de trabalho. Estes ambientes devem ser facilitadores de criatividade mas onde existam formas de reconhecimento e recompensa adequados às várias gerações envolvidas.

As mudanças que surgem e que obrigam a novas atitudes começam com a necessidade de reinventar modelos de gestão.

As gerações mais novas acreditam e assumem que a contribuição de cada um para a organização, não são os títulos, mas sim o mérito.

Eventualmente as gerações anteriores vêm a sua contribuição com sendo o somatório de alguns anos de trabalho, onde se valoriza o conhecimento adquirido, principalmente o conhecimento tácito, mas também eles estão sujeitos às leis da competência e competência significa resultados.

“Num mercado onde o talento é em grande parte uma mercadoria esse pode comprar em qualquer lado, o segredo é criar um ambiente onde se alarga essa fronteira e onde se pode constantemente aumentar o retorno. A combinação de tecnologia e talento é um poderoso catalisador para a criação de valor, mas para tirar partido da capacidade da Web para ajudar a agregar e amplificar o potencial humano em novos caminhos, temos primeiro de abandonar algumas das crenças tradicionais de gestão – a noção por exemplo, que a estratégia deve ser colocada no topo.” – Gary Hamel

O caminho do abandono de algumas velhas crenças, implica uma construção de novos níveis de confiança por parte de todos os colaboradores e parceiros.

Uma nova atitude face ao passado, requer naturalmente confiança nas novas formas de interação e obriga a novas competências de aprendizagem. O futuro já começou com os novos caminhos que conduzem a uma nova gestão.

São caminhos onde a tomada de decisão será mais baseada nos “pares” e onde as ferramentas de criatividade serão mais largamente distribuídas nas organizações para que as ideias possam competir em pé de igualdade.

Uma nova gestão, onde as estratégias serão construídas da base para o topo e onde o poder será uma questão de competência em vez de uma questão de posição na “hierarquia”, começa a emergir.

São as pessoas dentro da organização que sabem quais os processos que chocam com a inovação e impedem a adaptação ou criam frustração nos colaboradores.

As várias gerações que hoje habitam as organizações bem como as várias culturas que as vão enriquecendo merecem respeito pelas diferentes perspetivas que apresentam pois são essas posições que tornam as organizações capazes para o futuro.

É importante lembrar a visão de Bill Gore de uma nova maneira de orientar uma empresa assenta numa perceção diferente do porquê e como as pessoas trabalham nas organizações. Ele rejeitou a noção de que eram fundamentalmente preguiçosos e que precisavam que lhe fosse dito o que fazer; ele confiava neles para estarem envolvidos no seu trabalho, se fosse permitido trabalhar em algo em que eles estavam apaixonados e alcançar objetivos em que eles acreditavam…Porque no final do dia, Bill Gore não estava interessado em criar simplesmente um lugar de trabalho feliz. O objetivo era ganhar dinheiro e divertir-se.”

Acredita nas pessoas?

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