Currently viewing the tag: "Avaliação"

Confusões, princípios e dúvidas!

 

Há a bagunça das drogas e dos gangs e dos conflitos étnicos por todo o mundo e de sindicatos internacionais de crime, tráfico de armas e uma rápida evolução da tecnologia. Mas há também maior número de bagunças, mais pequenas, até entre duas pessoas.

 

Roger Martin diz que, pensar design não é enraizado no design, afirmando que os designers não são necessariamente bons no pensamento design.

Isto porque o sentido da estética, da forma e da ergonomia, entre outras características inerentes aos designers, não é necessariamente a capacidade de imaginação para a inovação.

Mas as organizações podem beneficiar e aumentar a sua capacidade de diferenciação, adaptando-se facilmente aos interesses e solicitações dos consumidores.

Isto pode significar uma bagunça se procurarmos entender esta convergência, negócios e pensar design, como a construção de uma cultura de inovação.

A psicologia através dos estudos que disponibiliza, no âmbito da sua participação interdisciplinar, tem permitido a muitos designers criar valor, através da exploração de determinadas características inerentes ao consumidor.

Estes empresários designers, transportam uma disciplina de trabalho e conseguem criar grandes equipas possuidoras de uma visão diferente do mundo e das coisas.

As grandes oportunidades de negócios estão na combinação de esforços, compreensão mútua e transferência bilateral de conhecimento. Eles mostram a disciplina com o fazer mais com menos.

Mas se eu me sentir confortável com a complexidade e a confusão?

Ao ultrapassarmos as fronteiras que delimitam a área do nosso dia-a-dia, facilmente descobrimos como o mundo é complexo e confuso. Para muitos empresários isso surge como um obstáculo, mas na verdade, quando tudo parece escuro há mais espaço para a criatividade.

Ao incorporar no pensamento design a ciência, tecnologia e economia e outras disciplinas com a subjectividade e as emoções inerentes às pessoas nós deparamo-nos com uma bagunça à espera de arrumação.

Importa dar sentido a essa rica complexidade! O pensar design, e competências como empatia, visualização bem como a experiência do projecto, começa a convergir para a inovação organizacional, como ferramentas para resolver problemas complexos.

A complexidade tem de ser trabalhada com equipas interdisciplinares, onde as várias disciplinas se combinam. Isso provoca uma abordagem muito mais abrangente e promove o crescimento individual de cada disciplina. Há lugar à aprendizagem e a novas formas de contextualização.

A bagunça começa a visualizar-se simples, através da disciplina e da contribuição para a clarificação por parte de cada uma das disciplinas envolvidas.

No entanto o processo de bagunça é dinâmico e já se apontam algumas interrogações. E como vai ser em 2020?

“Você tem que assumir que em 2020 os seus clientes vão saber de tudo – tudo de bom e ruim sobre si. Os iPhones em breve terão uma porta que permite um scanner. Não é um grande salto, imaginar que se está a ver algo numa prateleira de mercearia que pretende ser um “novo alimento saudável” e, digitalizar o código de barras para ver o que outros disseram sobre o produto antes de o comprar. Será capaz de ver quantas estrelas há na comunidade social, se é considerado bom ou ruim, e o que a “palavra na rua”, diz sobre se vale ou não vale a pena o dinheiro.
Esta é uma diferença significativa em relação ao que existe agora, quando lermos o rótulo e, se ela soa bem, você pode decidir experimentá-lo. Neste mundo do futuro, a comunidade social concluiu se o seu produto vale o dinheiro que está sendo pedido por ele, assim como você pode retirá-lo do mercado. Acho que este é um futuro que pode muito bem ser jogado fora. – Tom Kelly – em Ideaconnection

O futuro não destrói a nossa liberdade de escolha, mas no futuro esta pode muito bem ser condicionada, se não arrumarmos a bagunça. O pensar design tem uma palavra a dizer até no conceito de inovação.

E o seu futuro? Como o vê?

Quando a aprendizagem pede velocidade

A aprendizagem é cada vez mais uma forma de sobrevivência. Cada experiência transforma-se em matéria de ensino, seja para aplicar seja para evitar.

Como gerir esta necessidade de estar na moda e ser capaz de vislumbrar o sol todos os dias?

Entenda-se moda, a actualidade, o estar actualizado, o ser capaz de dar respostas, dia-a-dia, sem a preocupação de ouvir o “já não se usa” ou “Isso já foi, agora…”.

Recordo-me bem de ter utilizado estas expressões a propósito do “foi assim que aprendi” e do “…ora pergunta à tua mãe…”.

As organizações são escolas, mas também são aprendentes! O nosso papel é responder às exigências da mudança com respostas ágeis e eficazes.

O sol também brilha na janela do escritório do 14º andar!

O Sol que transmite energia é bem o símbolo daquilo que todos os dias necessitamos para garantir o (nosso) bem-estar. Isto claro para quem se preocupa com o crescimento e uma vida saudável intelectualmente.

Só o facto de reflectir sobre este bem-estar, é já por si, sinal de preocupação dessa saúde.

Por isso, à medida que vamos procurando adequar a informação, que nos chega (hoje a quantidade é tão grande!), às necessidades que diagnosticamos para o nosso trajecto, vemo-nos obrigados a avaliar não só conteúdos como a sua origem.

E cá estamos nós, outra vez, frente a um interlocutor, que sendo muitas vezes passivo, isto é, não permitindo a interrogação sobre a validade dessa informação, nos coloca em níveis de segurança não desejáveis.

Eu sabia, e sempre houve, que havia necessidade de separar o trigo do joio, só que não imaginava que teria de utilizar, instrumentos ou ferramentas, que me permitissem seriar tanta informação e tão rapidamente.

O que hoje nos é exigido é, aprender depressa. Aprender a utilizar o nosso conhecimento de forma ágil e rápida, ou por outras palavras, fazer com que o nosso conhecimento seja eficaz.

O inesperado está sempre à porta e a nossa capacidade de reacção tem ser treinada para se manter em forma. Um modelo de treino, com seis passos e que ajudará, poderá ser:

1 – Ler, ouvir, ver!

2 – Analisar resultados. Rever!

3 – Avaliar a importância e a pertinência!

4 – Aprender! Integrar!

5 – Refinar!

6 – Voltar ao princípio!

Concluindo, aprender a usar o conhecimento é mais importante do que saber as coisas. É a utilidade que está em causa, pois o nosso saber não tem valor algum se não produzir consequências benéficas para nós e para os outros.

O resultado da partilha é o bem-estar, a alegria e a segurança. Nós temos todos os dias experiências com situações inesperadas e, reflectindo um pouco, entendemos a importância da aprendizagem, nos pequenos sucessos diários.

Nós aprendemos inclusive, a escolher a felicidade, e se nós somos felizes, somos felizes em qualquer lado.

A razão de muita infelicidade é a incapacidade de fazer escolhas positivas. Se aprendermos a escolher comportamentos alternativos que resultem em maior satisfação, a vida fica mais rica e tem outro sabor.

E tudo isto porque, os nossos pensamentos criam a nossa percepção, a nossa percepção define as escolhas que fazemos e, as nossas escolhas produzem o que somos e a vida que temos.

Não seja pessimista! Conte-me as suas alegrias!

O impacto da simplicidade

O desejo humano de olhar para algo que não é realizado pelo homem é, não só amplamente confirmado globalmente, como são desconhecidas as suas em termos de motivação ou efeito.

O impacto que, determinadas partes da constituição do nosso globo ou da vida nele existente e, que ainda não foram alterados profundamente, merecem um olhar demorado.

É um facto que a última década se caracterizou por uma velocidade excessiva que, não deu margem para grandes reflexões. Há sempre espaço para olhar a Natureza e evocar as palavras de Da Vinci:

“A subtileza do Homem nunca vai inventar uma invenção mais bela, mais simples e mais directa do que a natureza, porque nela nada de invenções está faltando, e nada é supérfluo.”

Mas apesar de não conseguir igualar as obras da Natureza, os homens e mulheres, podem aí recolher inspiração, não deixando nunca a noção de que esses princípios da Natureza, simplicidade, direcção e equilíbrio são o âmago da criatividade, da inovação, da mudança.

Se nós pretendemos desenvolver as nossas competências nessas áreas temos de criar um ambiente propício.

Durante a última década possivelmente comemos uma variedade enorme de comidas diferentes, e embora possa levar algum tempo para apreciar os sabores novos, saber como mastigar e engolir a comida não precisa de grande aprendizagem. Se nós tivéssemos alguém para nos ensinar a mastigar a comida cada vez que tentássemos algo novo, certamente ficaríamos aborrecidos.

Algo de semelhante se passou com outros produtos, nomeadamente com a tecnologia o que levou a alguma saturação.

O impacto da simplicidade!

Nós sabemos, agora, que a simplicidade cativa cada vez mais num ambiente em que as interacções são mais complexas. Tomar decisões ou fazer escolhas, torna-se cada vez mais difícil, onde o inesperado circula com livre-trânsito.

Onde existe instabilidade e velocidade clama-se por simplicidade, a única forma de rentabilizar o tempo e criar harmonia.

“Eles querem produtos simples, simples orientação, e as coisas que funcionam de forma rápida e simples pela primeira vez, sem muito esforço extra.

Além de ouvir os clientes, as empresas também precisam de conceber os seus produtos e serviços a partir da perspectiva do cliente. Quando Intuit desenvolveu pacote de software de contabilidade para PME’S, os desenvolvedores do produto perceberam que a maioria dos pequenos empresários não estavam familiarizados com a linguagem da contabilidade, e na verdade foram intimidados por ela. Então, em vez de usar o termo “contas a receber”, chamaram-lhe “o dinheiro dentro”. Da mesma forma, “contas a pagar” se tornou “o dinheiro fora.” Como resultado do desenvolvimento de um produto a partir da perspectiva do cliente, a Intuit vendeu 100.000 cópias do software no primeiro ano.” Selling Simplicity — Not Just Marketing It – HBR

O Google, por exemplo, tem um interface de utilizador que é, sem dúvida, simples. É tão simples como um logótipo ou uma caixa de texto. Não há botão enviar. Não há publicidade. A aplicação mais popular da web tem o design mais simples.

A simplicidade muitas vezes implica trabalho árduo e complexo, mas é a demanda do utilizador.

Tagged with:
 

Só assim poderia ser!

As mudanças significativas a que temos assistido, fundamentalmente aquelas, que a tecnologia promoveu alteraram a percepção do trabalho nas suas muitas vertentes.

As ferramentas postas à nossa disposição exigiram novas competências e a demanda do mercado é a Inovação.

Temos necessidades diferentes a satisfazer!

Dan Pink no seu novo livro “DRIVE” a lançar em Janeiro de 2010 vem dar um contribto para a melhoriadas relações entre empresas e colaboradores.

´

Vale a pena, pelo extracto disponibilizado, ler com muita atenção.

A recompensa precisa de um novo modelo para ser efectiva.

Integrar sentimento e pensamento

“Mas há muitos negócios que podem aprender através da arte sobre o pensamento e até mesmo raciocínio moral. O trabalho em equipa, cooperação e valorização para os diferentes talentos e o trazer outras vantagens são inerentes ao ensino artístico. Criatividade e flexibilidade de pensamento são de rigor. Estes são os chamados ” intangíveis”, tão difíceis, se não impossíveis de medir particularmente que avaliação qualitativa pode ser tão válida como a avaliação quantitativa:

  • Qual é o melhor meio para usar?
  • Quando é que um projecto está completo?
  • É um bom trabalho?
  • Como sabemos, se não existirem regras para o julgar ou respostas chave?

 As artes ensinam-nos como juiz, na ausência de “regras” com o uso da emoção e da auto-reflexão.” Ruth Sherman

Pensar Design é parte paixão e parte foco estratégico na criação de crescimento, olhando para todos os aspectos do negócio para criar mais valor. É muito mais do que simplesmente ouvir os clientes. A pesquisa é importante para identificar as potencialidades e oportunidades, no entanto, em algum momento temos de alavancar uma ideia: o que será que os clientes querem e ainda não sabem?

Donald Norman em “Emotional Design” aconselha a considerar o nosso conceito de produto ou serviço a partir de três perspectivas.

Impacto visceral: Isto é, a primeira impressão que se espera que o consumidor tenha com seu serviço ou produto. Isso reflecte sua aparência física ou design.

Impacto comportamento: Isto é como que alguém usa a ideia: o seu sentir, forma e função. Como avaliar a experiência de usar o produto ou serviço?

Impacto reflexivo: Depois que alguém usa ou experiencia seu serviço ou produto, o que queremos que fique na memória? Que mensagem quero que eles passem sobre o produto ou serviço?

Prestar atenção, lembrar, ser capaz, querer e fazer coincidir conduzem-nos à modelação do comportamento.

“Formas artísticas de pensamento integram sentimento e o pensamento de modo a torná-las inseparáveis. Uma sabe que a outra está certa porque sente o relacionamento…outra forma de colocar a questão é, à medida que aprendemos através da arte tornamo-nos mais qualitativamente inteligentes.”- Eisner, Elliot W

Procurar facilitar a aprendizagem para novos comportamentos não é mudar comportamentos.

A arte de encontrar o que não procuramos, procurando o que não encontrámos! (serependity) foi a origem deste post.

È um assunto que importa referenciar e de alguma forma desenvolver.

ALINHAR A INOVAÇÃO À ESTRATÉGIA DA EMPRESA

Fundamentalmente dirigido a PME`s esta abordagem procura salientar o papel de alguns intervenientes e condicionalismos de uma estrutura de inovação.

Para que uma iniciativa de inovação tenha sucesso é necessário que esteja alinhada com a estratégia da empresa. Não me serve de nada ter uma ideia brilhante sobre compota de cenoura se a minha estratégia é vender tartes de maçã.

A chave do sucesso deste alinhamento passa pelo assumir por parte da gestão de topo o seu papel de factor decisivo no processo de inovação. Muitas vezes os quadros intermédios e mesmo os consultores destes, apesar de gerarem muitas ideias, ocultam ideias que podem ser importantes para a estratégia da empresa.

Perde-se muito tempo em análise de ideias que não alinham com a estratégia.

O papel do consultor deve orientar-se mais como facilitador e fornecedor de ferramentas evitando desvios a esse alinhamento.

Para evitar derrapagens Jeffrey Baumgartner propõe uma abordagem em três passos:

  1. Fazer muitas perguntas.
  2. Colocar os desafios da Inovação com base em necessidades estratégicas.
  3. Avaliar.

Torna-se portanto necessário seguir um processo de Resolução Criativa de Problemas fazendo as perguntas necessárias par identificar os ou os problemas, provocando uma geração de ideias e tendo os especialistas de avaliação a usar critérios de negócio bem definidos.

“Muitos de nós tendem mais a ser mentores de soluções do que mentores de problemas”- em “The care and framing of strategic Innovation Challenges”-Arthur VanGundy (2005).

A questão põe-se quando nos interrogamos sobre se de facto o problema está bem definido.

Vejamos:[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=W71tIUnxfDc]

Vangundy recomenda que se estabeleçam bancos de perguntas relacionadas com a estratégia da empresa e numa primeira ronda, junto dos “stake holders”,  colocar questões gerais de modo a identificar pontos fortes e pontos fracos. Na segunda ronda procura-se identificar os problemas por áreas. Sendo necessário passa-se a uma terceira ronda com mais pormenor.

Processo idêntico é utilizado na abordagem de Min Basadur embora com outra dinâmica.

Este exercício pode segundo Baumgartner trazer algumas respostas menos agradáveis para a gestão de topo.

No segundo passo, ao colocar os desafios de Inovação baseados na estratégia da empresa, deve-se ter em conta que estes desafios podem focar não só os produtos em si mas também outras áreas como o marketing, a logística ou outros.

Uma vez formulados os desafios a atenção deve ser dirigida para a geração de ideias, quer seja por brainstorming quer por experimentação ou com ajuda de um qualquer software para isso vocacionado.

Para realizar esta geração de ideias é importante que, no caso de ser uma equipa a empreender esta geração, a constituição seja interdisciplinar. Uma equipa que pretenda gerar ideias sobre marketing não deve ser constituída exclusivamente por pessoas ligadas ao marketing.

A utilização de software pode ajudar a produzir inovação incremental mas pode também não focar o problema identificado.

Quando damos o terceiro passo estamos perante uma situação, como em muitos outras áreas de trabalho, que merece muita atenção e que é um processo de avaliação. O esforço desenvolvido para gerar ideias não pode agora ser desinvestido.

Muitas vezes as empresas, face a um conjunto variado de ideias sugeridas, optam por um processo de votação. Esta metodologia acarreta alguns problemas, nomeadamente o risco de favorecimento de melhoramentos incrementais, enviesam a geração de ideias. Quando os participantes numa geração de ideias sabem que vão ser recompensados por terem “a melhor ideia”tendem a não usar o seu potencial criador em toda a sua extensão. No caso de se utilizar um processo de votação deve-se pelo menos enunciar claramente os critérios de votação.

Parece ser a melhor opção a utilização de uma equipa de peritos com origem em diversas áreas e que realizem uma lista de critérios de avaliação para saber se uma ideia serve ou não como inovação para a empresa. Os critérios deverão convergir para a estratégia da empresa.

A utilização de uma matriz permite esta convergência.

Resumindo um grande número de pessoas pode assumir o papel de gerador de ideias mas só um pequeno número assume o papel de avaliador.

Chegando finalmente à visualização da implementação das ideias um pequeno grupo de pessoas terá como função verificar se essas ideias encontram as necessidades estratégicas da empresa e se os seus custos são aceitáveis.

Tagged with: