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Analogy to the service of innovation

“I listened to Stephen Downes today. He used analogies to teach, making me think that networks are modeled in everything from river tributaries to the human mind to the networks built over the Internet. Some connections are explainable and logical, but many are the product of chaos theory at work” – GSiemens

I wonder how far the analogy can help in the process of innovation, considering that this is new ideas which add value.

Ideas that intersect, are shared and often fit into other ideas, complementing them or adapting them to the contexts as diverse as those found in the Internet network members.

Those ideas can mean innovation.

Innovation has to face such a challenge to find a method to produce consistent and sustainable flow of new ideas.

New ideas are often old ideas wrapped in colorful paper. The old ideas are ” recycled “with new equipment by a process called analogy , that is, our ability to find resemblances in two different areas of knowledge and do not seem similar on the surface.

Or put another way to “transfer of prior knowledge about a familiar situation, called source, to a situation that should be clarified, called target.”(Novick 1988)

People solve the problems every day, using analogies based on associations formed over time. Despite the analogies are a lifesaver for many situations, this set of rules for membership is also a source of error in people.

These patterns of association give people the ability to solve problems quickly, but also limit the search space of the solution.

“Patterns are not important, the essence behind the patterns are. We can do something with nothing but the essence with the patterns. “Via twitter @ Rapidinnovation – Dibyendu De

The default bindings are helpful and harmful, and patterns are closely linked to culture.

Connectivity provides a learning culture by facilitating the meanings contained, but as explained in the network. There is a rich exchange of expressions often through analogies to facilitate understanding and integration.

The analogy is an effective tool for communicating ideas and new products. Using the analogy when it comes to innovation is a key factor in developing an idea for the mental barriers of decision makers and executives.

The ideas must also survive and thrive even when subjected to language and content varied disciplines such as engineering, business or design or the diverse environments and cultures with “models of thought ” as they occur in different networks.

Analogies are ubiquitous in science, theory and experimentation. Cases of conceptual innovation, where the crossroad of two types of analogies leads to discovery are reported in many articles.

The analogy provides both a clear focus as a filtering process.

Even in an organized environment, where services come together, people or processes in the development of a product, it is possible that the talents of experts, propose changes justified individually, but that would be wrong for the product overview.

Here the analogy is used to make innovation a clear and specific.

It’s easy to get distracted or change of focus when a product goes through the process of development. When it comes to an innovation process, developing the idea, get more clarity, but also changes and the change may kill the idea.

The analogy is not only a focus of development of an idea, the analogy also directs and aligns and highlights the product.

The path to success is done with clarity and with the use of analogy is more likely that an idea is cemented as it was originally conceived.

Discovering the right field and right place for an analogy is not easy to do so is necessary, too much energy.

The trick to use an analogy is to realize that we have things we know about so we could help solve a new problem.

 

 

Analogia ao serviço da inovação

“Eu hoje ouvi Stephen Downes. Ele usou analogias para ensinar, fazendo -me pensar que as redes são modeladas em tudo, desde afluentes do rio para a mente humana para as redes construídas através da Internet. Algumas ligações são explicáveis e lógicas, mas muitas são o produto da teoria do caos no trabalho ” GSiemens

Pergunto-me até que ponto as analogias podem ajudar num processo de inovação, considerando que esta são novas ideias às quais acrescentamos valor.

Ideias que se cruzam, se partilham e muitas vezes se encaixam em outras ideias, complementando-as ou adaptando-as ao contextos tão diversos como os encontrados nas redes sócias na internet.

Ideias que podem significar inovação.

A inovação para enfrentar tamanho desafio tem de encontrar um método consistente e sustentável para produzir fluxos de ideias novas.

Novas ideias são, muitas vezes, antigas ideias embrulhadas em papel colorido. As antigas ideias são “recicladas” com equipamentos novos por um processo chamado de analogia, isto é, a nossa capacidade de encontrar semelhanças em duas áreas diferentes do conhecimento e que não parecem semelhantes à superfície.

Ou dito de outra forma a “transferência de um conhecimento prévio sobre uma situação familiar, chamada fonte, para uma situação que deve ser elucidada, chamada alvo.”  (Novick 1988)

As pessoas resolvem, os problemas todos os dias, usando analogias, com base em associações formadas ao longo do tempo. Apesar de as analogias serem um salva-vidas para muitas situações, esse conjunto de normas de associação é também uma fonte de erro nas pessoas.

Estes padrões de associação dão às pessoas a capacidade de resolver problemas rapidamente, mas também limitam o espaço de busca da solução.

“Patterns are not important; the essence behind the patterns are. We can do something with the essence but nothing with the patterns.” Via twitter  @Rapidinnovation – Dibyendu De

As associações padrão são úteis e prejudiciais e os padrões estão intimamente ligados à cultura.

A conectividade proporciona uma aprendizagem de culturas pela facilitação dos significados contidos, mas explicitados em rede. Há uma troca rica de expressões muitas vezes através de analogias que facilitam a compreensão e integração.

A analogia é uma ferramenta eficaz para a comunicação de ideias e de novos produtos. Usar a analogia quando se fala de inovação é um factor-chave no desenvolvimento de uma ideia para passar as barreiras mentais dos decisores e executivos.

As ideias também devem sobreviver e prosperar, mesmo quando submetidas à linguagem e conteúdos variados de disciplinas como a engenharia, negócios ou design ou a ambientes diversos com culturas e “modelos de pensamento” divergentes como acontecem nas redes.

As analogias, são omnipresentes na ciência, na teoria e na experimentação. Casos de inovação conceptual, onde o cruzamento de dois tipos de analogias leva a uma descoberta são relatados em muitos artigos.

A analogia proporciona tanto um foco claro como um processo de filtragem.

Mesmo num ambiente organizado, sempre que se juntam serviços, pessoas ou processos no desenvolvimento de um produto, é possível que os talentos de especialistas, proponham mudanças justificadas individualmente, mas que seriam erradas para a visão geral do produto.

Aqui a analogia é utilizada para tornar a inovação clara e específica.

É fácil ficar distraído ou mudar de foco quando um produto passa pelo processo de desenvolvimento. Quando se trata de um processo de inovação, o desenvolvimento da ideia, ganha mais clareza, mas também muda, e a mudança pode matar a ideia.

A analogia não é apenas um ponto focal da definição de uma ideia, a analogia também orienta, alinha e põe em evidência o produto.

O caminho do sucesso é feito com clareza e com o uso da analogia é mais provável que uma ideia seja solidificada na forma como foi originalmente concebida.

Descobrir o domínio certo e o sítio certo para uma analogia não é fácil, para fazê-lo é necessária, muita energia.

O truque para usar uma analogia, é perceber que já existem coisas que sabemos sobre o que nos poderia ajudar a resolver um problema novo.

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Only an exercise!

When I think of analogies I remember Herstatt that refers the using of an analogy, by the architect Michael Pearce, to create an office building in South Africa, whose main challenge was the hot summers and cold winters.

It was defined the problem and the solution found for the structure, was the analogy with the nests of termites.

“But Ford did not invent the automobile, Edison did not invent the light bulb and the Wright Brothers did not invent the airplane. The simplistic story draws all others with whom they worked, both before and after, and his fundamental contributions to the innovation process. “- Hargadon

When we speak of a definition of a problem or its resolution we tend to think the singular, as almost always, it is mainly teams and teams representing various backgrounds.

In an interdisciplinary team we can create combinations of pieces of knowledge, not yet explored that originate innovative solutions.

In the search for new solutions we can use the analogy and it is then possible to apply existing knowledge to a new context.

For Herstatt, analogies can be differentiated according to the distance that exists between the source and target of transfer.

Thus we have the analogy next to the product (source and target in the same product category), away from the product (source and target belong to different product categories) and the analogy to a non product.

As an work methodology we can bring different analogies than we evaluate them regarding its applicability, and finally the solutions are transferred to the problem at hand.

The experience factor, acquired knowledge, has a crucial role in the transfer of analogies. When the objective is to leverage the innovation, the focus of analogies is related to transfer of long-distance analogies, whose depth depends on the creativity and imagination of the actors in a particular case.

“Our action, an approach based on research showing that demand for and use of analogies can be actively and systematically organized. This led to innovative and successful in all projects that we follow. A diverse knowledge base facilitates the retrieval of knowledge outside the field of the target problem. The knowledge that is already in the hands of product designers before the innovation project seems to be of critical importance. The heterogeneity of education only has an impact on the use of analogies do not product “Hersttat

If Herstatt expressed satisfaction for the results, Gick and Holyoak on an analog process in resolving problems encountered setbacks to verify the expected results.

“The hydraulic model of the system of blood circulation and planetary model of atomic structure represent scientific theories based on analogies.”

The methodology consisted of, from a history of similar cases, we try to describe the problems and solutions (initial state and goal state) and observe how the analogy is used in subsequent situations.

– The story should be mapped on the history of the problem to identify similarities in the two systems.

– We must use the map to generate solutions. This can be done by constructing a series of proposed solution to the problem that match the target, the proposed solutions in history.

The results were not very satisfactory and some objections may be raised in the process:

1- There may be no spontaneous reports of relevance to the target problem.

2- Not being clear the relevance of history to target the problem.

3 -Lack of access to memory. How do potential analogies can access the memory?

“While analogical reasoning is a powerful method for generating innovative ideas, he is dangerously vulnerable to misfire when analogies are built on superficial similarities.” Gavetti and Rivkin – HBR

Manobrar a analogia a caminho da Inovação

Apenas um exercício!

Quando penso em analogias recordo Herstatt que refere a utilização de uma analogia, pelo arquitecto Michael Pearce, para criar um edifico de escritórios na África do Sul, cujo principal desafio eram os verões quentes e invernos frios.

Estava definido o problema e, a solução encontrada para a estrutura, foi a analogia com os ninhos de térmitas.

“Mas Ford não inventou o automóvel, Edison não inventou a lâmpada, e os irmãos Wright, não inventaram o avião. A história simplista retira todas as outras pessoas, com quem eles trabalharam, tanto antes como depois, e sua contribuição fundamental para o processo de inovação.” – Hargadon

Quando falamos de uma definição de um problema ou da sua resolução temos tendência a pensar no singular, quando, quase sempre, se trata de equipas e principalmente de equipas que representam vários backgrounds.

Numa equipa interdisciplinar é possível criar combinações, de peças de conhecimento, ainda não exploradas e que originam soluções inovadoras.

Na procura de novas soluções podemos utilizar a analogia e é então possível aplicar o conhecimento existente a um novo contexto.

Para Herstatt, as analogias podem ser diferenciadas de acordo com a distância que se verifica, entre a fonte e o alvo de transferência.

Assim teremos a analogia próxima do produto (fonte e alvo na mesma categoria do produto), longe do produto (fonte e alvo pertencem a diferentes categorias de produto) e analogia a um não produto.

Como metodologia de trabalho podemos reunir diferentes analogias sendo depois avaliadas quanto à sua aplicabilidade e, as soluções são então transferidas para o problema que temos em mãos.

O factor experiência, conhecimento adquirido, tem um papel crucial na transferência de analogias. Quando o objectivo é alavancar a inovação, o foco das analogias centra-se na transferência de analogias a longa distância, cuja profundidade depende da criatividade e imaginação dos intervenientes no processo em causa.

 “ A nossa acção, numa abordagem baseada em investigação, mostra que a procura para e uso de analogias pode ser activamente e sistematicamente organizada. Isto levou a soluções inovadoras e com sucesso em todos os projectos que acompanhamos. Uma base de conhecimento diverso facilita a recuperação de conhecimento fora do campo do problema alvo. O conhecimento que está já na posse dos designers de produto antes do projecto de inovação parece ser de importância crítica. A heterogeneidade educacional apenas tem impacto na utilização de analogias não produto” Hersttat

Se Herstatt manifestou regozijo pelos resultados, já Gick e Holyoak,  num trabalho sobre o processo analógico na resolução de problemas encontraram contrariedades para verificar os resultados esperados.

“ O modelo hidráulico do sistema de circulação de sangue e o modelo planetário da estrutura atómica, representam teorias científicas baseadas em analogias.”

A metodologia consistia em, a partir de uma história de casos análogos, procura-se descrever os problemas e as soluções, (estado inicial e estado objectivo) e observa-se como a analogia é usada em situações subsequentes.

– A história deve ser mapeada sobre a história do problema para identificar similaridades nos dois sistemas.

– Deve ser usado o mapa para gerar soluções. Isto pode ser feito, construindo uma serie de propostas solução, para o problema alvo que correspondam, às propostas de solução da história.

Os resultados não foram muito satisfatórios e algumas objecções podem ser levantadas no processo:

 – Pode não haver pertinência dos relatos espontâneos com o problema alvo.

 – Não estar clara a relevância da história para o problema alvo.

 – Dificuldade de acesso à memória. Como é que potenciais analogias podem aceder à memória?

 “Apesar de o raciocínio analógico ser um método poderoso para a geração de ideias inovadoras, ele é perigosamente vulnerável a falhas de ignição quando as analogias são construídas em semelhanças superficiais.” Gavetti e Rivkin – HBR

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