Celebrar a aprendizagem através da falha

Quando nós criamos ambientes que incentivam a experimentação, nos predispomos a debater ideias de forma inquisitiva e construtiva e aceitamos o fracasso como uma alavanca para processos de aprendizagem iterativa, nós estamos a inovar.

A falha ou o fracasso é uma parte necessária do processo de inovação, porque da falha vem aprendizagem, iteração, adaptação e construção de novos modelos conceituais e físicos.

Dito de outra forma com as palavras de Edward D. Hess “.O que descobrimos é que a inovação requer uma mentalidade que rejeita o medo do fracasso e substitui o medo do fracasso com a alegria de exploração e aprendizagem experimental. Descobrimos também que as organizações de inovação entendem que falhas são uma necessidade (no máximo 90% do tempo), enquanto a aprendizagem vem de experimentos de pequeno risco.

Como líder de uma inovação afirmou: “Nós comemoramos o sucesso; Temos consolo coma a falha; e livramo-nos de todos aqueles que têm medo de tentar”

Falhar dever entendido num ambiente onde a mudança, a que estamos sujeitos, transporta novas oportunidades de mercado, novas vontades e novas competências.

Falhar não significa deitar fora todo o investimento realizado!

Falhar pode significar parar no momento certo!

Falhar pode ser o momento certo para refletir em novos modelos de negócio, para reorganizar a empresa, para reavaliar os investimentos realizados e transformá-los em plataforma de lançamento de inovação inserida num novo contexto e com recursos disponíveis mais significativos e menos dispendiosos.

O que antes não era viável pode ser hoje, e as ideias ou conceitos podem ser ajustadas às novas realidades fruto da aprendizagem.

Para aprender com as falhas é necessário compreendê-las e alguns autores apontam um modelo para rever as falhas do passado e delas retirar a estratégia de inovação a implementar.

“Compreender essa estrutura fornece às empresas uma oportunidade para rever as falhas do passado, compará-los às realidades de hoje, e mais rapidamente e eficientemente alavancar os conceitos que “falharam” no passado.” HBR

E porque será que devemos celebrar a falha?

A única razão para celebrar a falha é se podemos aprender algo de útil com ela. E a única maneira de nós podermos fazer isso é colocando a lógica da iniciativa em rigorosamente questão com antecedência. Isso significa especificar os resultados esperados e sistematicamente especificar o que teria que ser verdadeiros para que a iniciativa seja bem-sucedida. O que teria que ser verdadeiro sobre a indústria, sobre os clientes, sobre nossas capacidades, sobre os concorrentes?”

Mas que será verdadeiro sobre o nosso medo de falhar?

Porque é que eu vejo elefantes onde estão formigas?

Existem quatro valores que quando combinados formam uma mistura explosiva de medo e que nós assumimos como sendo fundamentais para o sucesso. Contrariar esses valores pode ser um pesadelo para algumas pessoas.

Chris Argyris, delineou o que ele chama os valores de governo por detrás da maioria das interações humanas:

– Ganhar e não perder em qualquer interação.

– Manter sempre controlo das situações em mão.

– Evitar constrangimentos de qualquer tipo.

– Manter o pensamento racional cá fora.

O que perdura na maior parte das pessoas que não toleram a falha é o pensamento constante de que se nós falharmos, os outros podem mudar as suas avaliações e retirar a responsabilidade que nos delegaram para evitar outro fracasso.

Celebrar a aprendizagem com o fracasso, na minha opinião, só será possível se de facto existir nas organizações uma nova postura por parte dos gestores das empresas que se traduz em:

– Predisposição para compreender as condições em que os erros ocorreram. Aceitar os erros como alavancas para inovar.

– Adaptar as paixões às novas realidades. O ambiente dos sonhos pode evoluir.

– Criação de novas competências face ao desenvolvimento de mercados e de novas tecnologias. A mudança traz quase sempre resistências.

 “A única grande razão para que as companhias falhem é que elas investem em excesso no que é, como oposto ao que poderia ser.” Gary Hamel

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