Ambientes facilitadores de criatividade

Durante muito tempo, o tempo em que a velocidade da mudança era relativamente baixa, as organizações basearam o seu crescimento e sucesso na estrutura e nos processos.

Hierarquia clara e disciplina a par de eficiência e escalas eram, e ainda são, alguns dos termos mais queridos dos líderes das organizações, sobretudo daquelas que exibem alguma dimensão.

Mesmo nestas condições o termo Recursos Humanos nunca deixou de estar presente, ora com cariz tipicamente de recurso, ora com pinceladas de humanismo ou de conciliação de interesses entre a vida pessoal ou familiar e a vida na empresa.

Hoje e para o futuro as empresas devem pensar em centrar-se mais nas pessoas, sejam elas colaboradores internos, elementos de redes de trabalho ou clientes se querem alavancar a criatividade como ponto de partida para  a inovação.

“Gerir pessoas e preocupar-se com as pessoas é onde está o valor, porque é aí que a criatividade existe, onde a inovação está.” – Steve Vamos

A criatividade e inovação não podem ser entendidas sem conhecimento, elemento fundamental para sermos capazes de diferenciar o novo do velho ou o útil do fútil.

Sem conhecimento não há um ponto de partida para darmos os primeiros passos nos caminhos da inovação.

Para iniciarmos esse caminho nós temos de ter a consciência de que estamos num impasse, temos de ter um tempo para refletir e procurar saber onde queremos chegar, temos de ter um momento em que nos autoavaliamos e o momento em que passamos á ação.

É a nossa capacidade de reflexão que reclama um estatuto especial para ter um espaço tranquilo e sem medos que dê origem a um tempo para estar focado.

As organizações precisam de perder o medo à criatividade e criar espaços e tempo para facilitar a inspiração e a combinação das franjas do conhecimento.

As redes sociais e de trabalho são naturalmente facilitadores de processos criativos, mas isso não significa que estejamos dispensados de um ambiente próprio e de contactos diretos com outras pessoas.

Nós precisamos de não estar sujeitas a bombardeamentos de outros estímulos e que são frequentemente distrações.

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Apesar de tudo as pessoas ainda aceitam como naturalidade o excesso de estímulos provocados pela nova revolução digital, como acontece com correio electrónico, telefones ou redes sociais, onde os sinalizadores são uma constante.

Por essa razão, os líderes das organizações devem incentivar os seus colaboradores a estabelecerem conexões com uma direção, para encontrar o significado mais profundo das ideias bem como o seu propósito.

“Os líderes de hoje têm de ser obcecados e gastar todo o seu tempo para ter realmente a certeza de que a atmosfera na sua organização incentiva as pessoas a fazer o seu melhor trabalho.” – Steve Vamos

Os líderes de hoje têm de estar preocupados em construir um ambiente de inspiração e criatividade nas suas estruturas organizacionais, e facilitar a experimentação, porque sabemos que para termos uma visão clara de que a nossa ideia vai sair à rua e vai festejar o sucesso, precisamos de criar um protótipo e testá-lo.

Os líderes de hoje têm que construir as pontes entreos reinos da realidade e da imaginação e isso faz-se através da combinação da capacidade de pensar de forma holística, da capacidade de facilitar conexões e relacionamentos e da capacidade de liderar pela influência.

É certo que as organizações que combinarem esta liderança com um ambiente favorável à criatividade e inovação não precisam de recrutar os maiores talentos do mercado para vencerem.

“O foco não é: Consegue encontrar uma pessoa que seja um génio? Em vez disso, concentre-se: Como se constrói uma empresa de génios?” – Scott Cook

Essa construção começa pela análise do terreno e por um tratamento adequado ao desenho da organização. Muitas vezes é preciso remover, como diz Mikael Ohlsson de Ikea, a “cultura corrompida” de algumas áreas de I&D, difícil de observar quando estamos dentro e que pode durar anos a ser corrigida.

Esta cultura não permite nem ambientes favoráveis ao desenvolvimento do potencial humano, nem liderança com inteligência intuitiva nem tão pouco esperança alargada a todos os colaboradores.

Contudo depois de trabalhadas as fundações é possível “criar talentos e desenvolver génios”.

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