Reconhecer a aprendizagem

Aprender ao fazer ou aprender com os erros é sempre uma oportunidade de crescimento pessoal e organizacional.

Muitas vezes quando experimentamos as nossas ideias temos tendência a olhar exclusivamente para os resultados e não consideramos a aprendizagem que podemos fazer dos sucessos e dos insucessos.

É bom lembrar que a inovação não é resultado unicamente de uma ideia genial que seguiu um caminho linear até conquistar os consumidores ou utilizadores.

Vijay Govindarajan diz que a  Inovação = ƒ (Estrategia + Criatividade + Execução)

E porque para chegarmos a um bom resultado final é necessário experimentar ​​ novas ideias e para o fazermos com sucesso, há três variáveis a considerar.

O sucesso da Ideação = ƒ (Incentivos +Falhar + Combinar).

Incentivar constantes experimentações de baixo custo, ter esperança no fracasso, porque isso significará que a organização está a crescer, e saber como combinar ideias falhadas para formar novas e excitantes é a fórmula “mágica” de acordo com Govindarajan.

Experimentar e falhar cedo traduz-se em baixo custo e numa aprendizagem contínua até ao resultado final, mas para o fazer é necessário que o medo não esteja presente, o que significa que a cultura da organização não penaliza o falhar.

Por outras palavras, sem receio de não reconhecimento pelo esforço e incentivando e reconhecendo a aprendizagem como factor positivo no desempenho, as organizações alavancam a eficácia na execução.

Experimentar não só permite verificar a validade da ideia como permite afastar de forma mais sólida ideias não consequentes, que povoam o imaginário das pessoas na organização, dando ao mesmo tempo forma a um estilo próprio de aprendizagem dessa organização.

“Produza uma peça tão pequena quanto possível para gerar prova – uma pequena experiência em vez de uma grande.” Roger Martin

Pensar grande e começar pequeno é uma expressão já comum que se encaixa na citação acima. Quando pretendemos experimentar em fases de execução já adiantadas devemos estar conscientes que as anteriores foram experimentadas, sob pena de aumentar custos desnecessários. Esta é uma situação que se verifica com frequência em projectos de software e que arrasta dores de cabeça e muito pouca aprendizagem.

Pequenos sucessos são grandes recompensas porque são combustível para a jornada.

Esses sucessos surgem com frequência quando combinamos ideias como resultado de debates.

Uma das etapas mais divertidas e frutíferas do desenvolvimento de ideias é a experimentação. A experimentação permite-nos testar se o nosso conceito, a nossa imaginação se encaixa com a realidade desejada.

Todos os pormenores ou componentes da nossa ideia, são visualizados e todas as conexões são verificadas, reduzidas ou ampliadas até atingirmos o nosso objectivo.

A experimentação provoca curiosidade e promove interrogações e hipóteses. Esta atitude de curiosidade provocada produz energia e lança o debate.

O debate que é fundamental e que necessita de equipas diversificadas, isto é, interdisciplinares. Quando as pessoas á volta de uma ideia têm todos, ou a sua maioria, conhecimentos e práticas nas mesmas disciplinas, os resultados são convergentes e potencialmente limitados. A determinado momento a divergência é fundamental para a criatividade.

Mas no cerne do processo de execução está a prototipagem, transformando ideias em produtos e serviços actuais que serão então testados, colocados em interacção e refinados.

Através de protótipos, procura-se descobrir os desafios de implementação imprevistos e consequências não intencionais, a fim de obter resultados mais confiáveis de sucesso a longo prazo. A prototipagem tanto pode validar um componente de um dispositivo electrónico como um detalhe na interacção entre um emissor e um receptor.

Após a conclusão do processo de prototipagem e o produto final ou serviço estar criado, a equipa ajuda a criar uma estratégia de comunicação.

E todo este caminho, sendo permitido, é feito de aprendizagem mesmo com as falhas e contribui para a consolidação da cultura da organização.

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