Até que ponto existe a colaboração? 

Quando estamos a trabalhar num grupo e existe um propósito comum a nossa actividade nesse grupo tem muitos aspectos relevantes. Para além do que damos, nós recebemos um conjunto de estímulos e informações que são preciosos para o resultado final.

Observando o que as pessoas fazem e o que não fazem, ouvindo o que eles não dizem e o que eles dizem nós construímos um ambiente que nos motiva ou nos desmotiva para o processo de colaboração.

Na verdade, não há nada de simples sobre a determinação de quem observa ou como fazer inferências úteis que nos apontem para uma direcção quando o nosso propósito é criar em conjunto uma solução ou encontrar um modelo de negócio.

O pensamento divergente ou a geração de muitas ideias que são novas em relação a soluções anteriores e a profundidade e a riqueza com que cada ideia é explorada são fundamentais face à possível diversidade dos participantes.

Na minha última experiência na #UnBar foi interessante observar o comportamento do grupo, frente a uma proposta de trabalho identificada com a construção de um modelo de negócio num contexto de “Sociedade 2.0”.

O grupo, mais tarde uma equipa, era composto por elementos de várias origens geográficas (Colômbia, Espanha, Portugal, Reino Unido, Alemanha, Holanda) e com backgrounds profissionais distintos, ultrapassou algumas barreiras (constrangimento linguístico) e obteve resultados surpreendentes com o pensamento divergente.

Quando o pensamento convergente entrou em cena para encontrar uma única saída de alta qualidade, foi curioso notar que as experiências dos participantes funcionarem como obstáculos à sua concretização, não porque o caminho apontado por outros fosse inaceitável, mas porque faltava o encaixe na moldura que a actividade profissional de cada um produziu.

Por outro lado, a forma como esses pontos de vista foram defendidos representa bem a motivação presente em todos os membros.

E de que forma os membros da equipa encontraram energia para desenvolver o projecto?

Eu penso que o que foi manifesto, e é interessante verificar isso, foi um crescimento individual ao longo do trabalho que impulsionou o resultado do conjunto.

Houve reconhecimento e recompensa, sem uso de condicionalismos e mesmo quando o desacordo surgia também emergia humildade e bom senso. Não foi naturalmente um processo linear mas a forma como os espaços foram trabalhados permitiu uma aprendizagem interactiva que permitiu contar uma história final com pormenores de muita realidade.

A motivação para colaborar foi uma função positiva do valor percebido por cada um dos membros no projecto que abraçaram. Cada um dos factores chave realçados no início para a abordagem à “Sociedade 2.0” funcionou como uma alavanca para a colaboração e como cola para a coesão relevando para segundo plano as divergências mais profundas em relação a outros aspectos tais como a “caminhos para a obtenção de lucro no negócio”

Que outros factores terão contribuído para um bom resultado naquelas quase cinco horas?

Esta foi uma observação que realizei enquanto membro do grupo de trabalho! Talvez queira fazer mais perguntas, por isso sinta-se à vontade!

Share

Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *